Immune

6 Bronze


Notas iniciais
Douglas, meu querido Douglas. :P

Douglas comemorava com seus tripulantes a chegada ao Triângulo das Bermudas.

— Eu não sabia que sairíamos vivos daquele redemoinho. Foi um acidente termos trombado com ele e, ao invés de estarmos mortos agora, conseguimos achar o que tanto procurávamos! — Rodrigo falou entusiasmado, embora o capitão ainda estivesse com um pé atrás.

Havia sido muito "fácil" para ser verdade.

A areia fina e branca estava demasiada quente por conta do sol que fazia. Não sabiam ao certo o que explorar primeiro. A praia ou a floresta? Sua dúvida foi sanada quando três belas moças apareceram, que tinham a pele bronzeada e cabelos longos amarelados. Sorriam para os piratas, aproximando-se em pulos alegres.

— Sejam bem-vindos! Fazia muito tempo que não víamos pessoas por aqui. Já estávamos ficando tristinhas... — um tom melancólico tomou conta de suas vozes. — Ouvimos barulhos estranhos e viemos checar. Vocês estão com fome? Temos algumas frutas em nossa moradia!

De fato, estavam cansados e famintos. A comida do navio estava escassa e seria bem melhor explorar o local descansados. Então acompanharam as moças, que contavam em detalhes como haviam parado ali. Eram da América do Norte, falavam em inglês. Aparentemente as três, que eram irmãs, quiseram encarar uma aventura à bordo, mas acabaram chegando na ilha pelo mesmo redemoinho. Calhou que acabaram simpatizando com a ilha e decidiram viver ali, principalmente também por ter o navio quebrado pouco antes de adentrarem no fenômeno natural. Já receberam algumas pessoas ali desde então, mas nunca quiseram realmente voltar para sua casa. Por partes, Douglas entendia. Não se via preso em um lar, o navio era sua vida, da forma que a ilha era a delas.

A moradia era bonita e aconchegante, toda rústica. Após todos se alimentarem, a maioria dos piratas resolveu tirar um cochilo. Pedro, um dos tripulantes, decidiu ficar na área externa da casa, observando a plantação cultivada pelas moças.

— O lugar é muito agradável aqui. Vocês possuem motivos para ficar. — comentou de forma aleatória, notando que apenas uma se encontrava ali.

Intitulavam-se como Abigail, Beatrice e Catherine. A que lhe fazia companhia era a do meio. A habitante da ilha sentou-se colada ao rapaz, passando a mexer em seus cabelos cacheados. — Quem sabe não damos motivos para vocês ficarem também? — sussurrou as palavras de forma doce, os delicados dedos desciam por sua nuca, acariciando-o de forma tênue. Os olhos não desgrudavam do dele, que vez ou outra encaravam os lábios carnudos da donzela, que fez questão em cessar a distância entre os dois corpos. Pedro entregou-se à moça sem pensar duas vezes e, num piscar de olhos, já estavam indo para o interior da floresta, afim de buscar um pouco de privacidade.

Abigail e Catherine estavam conversando com Douglas e Anderson no interior da casa. Tinham uma conversa franca sobre o lugar o qual se encontravam.

— Por incrível que pareça, vocês estão sim no Triângulo das Bermudas. Nós demoramos muito para descobrir isso, já que não tínhamos sequer um mapa conosco. Incrível, não? — falou uma das duas, tocando a mão de Anderson, que estava se entregando fácil à moça.

— Arrumem um quarto logo — murmurou Douglas, erguendo o corpo enquanto mastigava uma frutinha. — Irei tirar um cochilo junto de meus companheiros, com licença.

Desta forma o capitão se juntou com os demais, enquanto Anderson saiu com as duas irmãs porta à fora, seguindo inconscientemente o mesmo caminho que outrora Pedro fizera.

Duas horas se passaram quando Anderson voltou correndo para a casa. Não sabia ao certo o que havia acontecido, mas aquilo com certeza era um presente entregue por algum ser divino.

— ACORDEM, ACORDEM! — ordenou enquanto chacoalhava a cada um — VOCÊS PRECISAM VER O QUE EU E PEDRO ACHAMOS!

Curiosos, os dezoito seguiram os passos de Anderson, que os levou até um espaço muito exótico. Um grande lago, cercado de plantas que chamavam a atenção pelo cheiro agradável estava lotado de loiras. Loiras como Abigail, Beatrice e Catherine. Somavam-se como doze num total, enquanto outras oito pareciam diferentes, como se fossem gêmeas, negras dos olhos esverdeados, tão esbeltas quanto Abigail e as outras onze.

Pareciam ilusões.

— Uma para cada — falou um dos piratas e, sem pensar duas vezes, todos os homens escolheram para si uma moça.

E, sem saber, estavam caindo em uma grande armadilha.

Notas finais
Quanta moça, assim do nada. Né?