Imagine - stray kids
57 ❈ 05 🐥 — Nossa festa de Natal. - Felix
Notas iniciais

Todos os preparativos para a comemoração de Natal estavam em andamento, falei com meus pais, com a minha amiga, tudo estava caminhando bem e provavelmente no dia vinte e quatro teremos uma agradável noite, todos juntos.
Não falei dos meus sonhos com ninguém, nem com a minha amiga, pois não quero especulações sobre um possível surto psicótico meu...
Eu sei, tenho as provas de que eles estiveram mesmo comigo, e já sei que outras pessoas também podem as ver, mas quem realmente acreditaria em uma sandice dessas?
Eu simplesmente chegaria neles e diria, “eu tive um sonho com alguém que deixou isso para mim” ??
Às vezes nem eu acredito nisso... imagine o que eles iriam pensar...
Não... tenho pavor só de imaginar a reação deles.
ੈ゚
Flash Back On — Quatro dias antes do Natal.
“Agora sem a correria do trabalho me dei conta de que não sei muito bem organizar minha vida sem a carga horaria trabalhista dominando tudo nela, porém mais uma noite se iniciou e por conta das correrias de hoje eu só queria me deitar, então tomei um banho, me aconcheguei no meu colchão e sim, hoje não quis tomar nada quentinho antes de dormir, eu só quero dormir mesmo.
Quando comecei a sentir o relaxamento do meu corpo seguido de um espasmo, eu sorri, parecia que eu estava sendo envolvida em uma aura de alegria e então eu apenas me deixei levar...
— Boa noite, Ha Na-ri, tenha sonhos felizes hoje também, tá?
Falo retoricamente para mim mesma, já me espreguiçando e o sono logo veio.”
ੈ゚
☁︎☾☆ — Quero muito dar uma festa de Natal, Ha Na-ri, vamos fazer isso juntos?
Quando meus olhos firmaram o foco no belo rapaz que me disse isso, minha mente travou por um instante.
Como assim tão fofo e com essa voz tão potente? Isso não faz nenhum sentido para mim...
Mas era tão adorável!
— Uma festa, Felix? Só nós dois?
Ele tinha um enorme e luminoso sorriso em seu semblante e olhar para ele assim me deixou completamente feliz e entusiasmada.
— Siiim! Uma linda festa de Natal, só para nós dois, meu raio de sol, e então o que me diz, meu amor?
A empolgação dele era contagiante, devo admitir.
— Tudo bem, Felix, eu aceito fazermos uma linda festa de natal só para nós dois, vai ser no mínimo divertido, né?
— Ebaaa — Ele veio até mim e deixou selares em minhas bochechas. — Sim, meu amor, vai ser divertido e eu sabia que você nunca me deixaria sozinho nessa.
O Felix estralou seus dedos e, quando ele terminou sua fala, meu queixo foi ao chão pela vista que tive.
— Uau, Lilico, que lindo salão!
Sim, não estávamos mais no meu quarto e, diferente dos outros sonhos, dessa vez eu não trajava meu pijama, mas sim um lindo vestidinho nas cores vermelho e branco propositalmente natalino.
Já o Felix trajava um blazer em um lindo tom de creme que sobrepunha seu suéter listrado que mesclava variados tons de marrom em seu pescoço, por debaixo da gola de sua blusa um lenço em um laço fofo, e quando foi que ele colocou esses óculos com armação dourada?
Não sei dizer, mas ele estava tão belo que nada brilhava mais que ele, era como se eu visse a luz do sol refletida na lua, assim como na lenda em seu momento mais apaixonado.
— Gostou mesmo do que viu, meu solzinho lindo?
— Sim, Lilico eu adorei demais cada detalhe desse salão.
Era enorme, havia várias decorações, todas muito luxuosas e as cores, os brilhos, tudo estava muito perfeito.
Ele sorria largamente e, em um gesto simples, mais uma vez ele estalou seus dedos no ar.
— Então que comece a nossa festa de natal!
Tudo se movia lindamente, as bebidas e canapés vinham até nós magicamente sem nenhum outro humano para nos servir e, se recusássemos, eles nos reverenciavam e saiam de perto, e o Felix e eu caímos na gargalhada quando um peru assado fez a reverência por termos negado.
Nós dançávamos juntinhos, depois corríamos pelo salão em uma brincadeira de pegar que inventamos ali na hora e estava tão divertido que eu nem sei dizer quanto tempo ficamos nisso.
— Minha luzinha preferida?
Ele falou todo agarradinho a mim depois de ter finalmente conseguido me pegar.
— Oi, Felilico.
— Vamos lá fora um pouco? Quero te falar uma coisa.
— Tá bom, vamos sim.
Ele me pegou pela mão e corremos para fora e quando saímos, o céu estava lindo, parecia que a lua e as estrelas estavam bem próximas e o Felix nos levou para sentar em um balanço todo florido e cheio de luzes que simulavam estrelas.
— Felix, isso está tão perfeito... — sentia como se lágrimas quisessem rolar meu rosto, mas não eram de tristeza e sim de uma alegria genuína que há muito eu não sentia. — Eu nem mereço nada assim...
Falei como em um desabafo inconsciente e, como se ele já soubesse que eu o faria, ele apenas acarinhou minha mão, a colocando sobre sua perna e olhou para o alto, o que me fez seguir seu gesto involuntariamente.
— Sabe Ha Na-ri, para mim, você é a única no mundo... — ele respirou fundo e me encarou, e quando o olhei nos olhos, via constelações inteiras me encarando de volta. — “Sim... você faz com que eu me sinta vivo, você é a luz da noite e eu amo quando você brilha...”
Ele olhava ainda mais profundamente e eu me sentia derreter bem ali naquele balanço que agora ia para lá e para cá bem levemente, nos embalando em algo só nosso.
— Felix... você que brilha mais que todas as luzes do luar...
Ele sorriu mais uma vez e seguiu...
— Ah, é? E você por um acaso, acredita mesmo que essas constelações nos meus olhos são algo meu ou algum efeito mágico?
— E não são?
Pergunto simplista, o que me faz sentir meio boba e, por conta disso, eu me encolho um pouco, abaixando minha cabeça que logo é reerguida por ele com seu indicador.
— Não, minha luzinha linda, o que você vê em meus olhos são apenas o reflexo do que vejo quando olho para você amor, meu olhar reflete apenas a sua verdadeira beleza.
Eu mal conseguia acreditar, era daquele jeito que ele me via?
— Mas são tantas luzes, Felix...
— Sim, são muitas mesmo, pois você é a luz da noite e eu amo quando você brilha... — Ele olhou para cima e depois de volta para mim. — Estrelas no céu..., sim, elas brilham nos seus olhos e não me olhe agora, por favor, pois estou ficando corado...
Fiz o oposto do que ele me pediu e sim, ele estava corando, tão lindinho...
— Está lindo todo vermelhinho assim, Felixie! — Selei uma de suas bochechas e ele corou ainda mais.
— Fico assim porque sou tímido e você é meu anjo de branco.
Comecei a corar junto a ele e novamente baixei meu rosto, então notei que em meu colo havia um pergaminho e uma pena.
— Hora do pedido, meu anjo raio de luz!
A voz dele me levava muito além dali e eu só quis fazer o meu pedido para poder olhar para ele mais um pouco, pois eu sabia que nosso tempo estava acabando e eu juro que não queria me afastar dele nunca mais.
Escrevi rapidamente meu pedido e assim que finalizei, a pena e o pergaminho sumiram em um belíssimo feixe de luz que deixou um lindo rastro de brilhinhos no ar.
— Pronto, amorzinho, agora podemos voltar para a nossa festa.
Assim que ele falou, estávamos novamente no salão e agora anjinhos de luz voavam entre nós dois e em nosso entorno.
Tudo estava tão lindo e o olhar do Felix sobre mim era sempre muito intenso...
Enquanto dançávamos embalados pelo som daquela música tão conhecida por mim em nossa festa de Natal, eu tive alguns vislumbres de muitas outras festas com o Felix, se eram reais, eu nunca saberia dizer, afinal nem aquela estava sendo real e eu sabia que logo eu acordaria.
O Felix me apertou pela cintura e me deitou em um passo de dança, porém o movimento foi fluido e contínuo e quando dei por mim, estava deitado em minha cama novamente.
ੈ゚
Ficamos calados, eu queria perguntar se aquilo foi só um sonho, mas não queria ouvir a dura resposta que eu já sabia que viria.
— Sonho, não sonho... quem pode dizer o que é de fato real ou não? — Ele falava, parecendo contemplativo demais e sabendo exatamente o que se passava em meus pensamentos. — Nós não sonhamos acordados às vezes, Na-ri?
— É... sonhamos sim.
— Então, se permita sonhar mais, amor, faça isso por mim e fique comigo em seus sonhos, sejam eles enquanto dorme ou enquanto vive sua doce vidinha, e saiba que eu sempre ficarei ao seu lado, seja aqui, ou acolá... Não importa, o importante mesmo é que você sempre me terá em sua vida.
Ele caminhava com seus dedos sobre meu corpo e a cosquinha que senti me fez remexer na cama.
— Aí Felix, você é tão bom...
— Bom? Eu?
— Sim, você...
— Não, meu amor, você não se lembra? Você vê em mim apenas o seu reflexo, então meu raio de sol, você que é tão boa... Na verdade, sempre foi assim, você é o melhor de mim.
Ele me cobriu e beijou minhas mãos e aquela sua declaração encheu meu estômago de borboletas que voavam livres e me faziam sentir única e amada.
— Você vai ficar comigo, Lilico?
— Vou, sim, meu amor...
— Então está tudo bem agora amor, não se preocupe, eu também nunca sairei de pertinho de você.
— Eu sei que vai, Ha Na-riyah... eu realmente sei...
Minha vista foi embaçando, a voz dele ecoava em minha mente e, ao contrário do medo de nunca mais o ver, uma calmaria me tomou.
— Eu te amo, Felix.
— Sim, eu te amo, Ha Na-ri, e sempre irei te amar meu solzinho lindo.
ੈ゚
Acordei no dia seguinte bem descansada e genuinamente feliz, principalmente por ver o lencinho que o Felix usava em meu sonho sobre a mesa da minha escrivaninha.
— Foi muito bom te ver, Lilico! Obrigada pela linda festa de Natal!
Eu sorria feito boba e assim que me levantei, juntei o lenço aos outros itens mágicos dos meus sonhos, reafirmando bem dentro de mim a certeza de que algo naquilo tudo só podia ser real.
Tinha que ser...
ੈ゚
Felix Pov. — Na noite do sonho.
O tanto de estrelas que meu raio de sol sempre traz consigo é o que me mantém vivo, assim como declarei para ela.
E ela sempre mantém o seu pedido, linda, doce e tão perfeita.
Que dessa vez o papai Noel realize nossos desejos, meu amor, e enquanto isso, apenas fique comigo em seus sonhos e eu acredito que em breve ficaremos como devemos ficar.
Juntos.
Como tem que ser.
Sempre e para todo o sempre.
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