Imagine

7 Você tem certeza que quer fazer isso, Emma?


Notas iniciais
Obrigada a todos que comentam e aos fantasminhas tb!!! Gente, eu perguntei sobre Morrilla porque no socialspirit eu tenho uma fic prontinha, Tudo é Possível. É um pouquinho diferente dessa aqui, mais pesadinha e mais hot tb, se quiserem conhecer, ficarei mto feliz!! Quanto a Imagine, as coisas devem mudar um pouquinho... BjO.

Regina foi até a mina para garantir que os anões iniciassem o processo de reabertura da mina como ela achava que deveria ser feito. A prefeita não confiava em ninguém quando se tratava de assuntos relacionados à Storybrook. Ela conhecia a cidade como ninguém, afinal, ela mesmo criou tudo aquilo e ninguém sabia resolver os problemas com a dedicação e atenção ela resolvia.

Não fora nada fácil encontrar os dinamites corretos que eram necessários para a implodir a região. A prefeita fez um trabalho minucioso com os engenheiros para estudar a possibilidade da abertura da mina, trabalho de meses. Regina não iria colocar tudo a perder no último minuto deixando na mão daqueles anões idiotas.

Apesar de estar com a cabeça explodindo e desejar se afundar no travesseiro, Regina estava lá, pronta para o trabalho, para mais uma vez agradar os queridos habitantes de Storybrook reativando aquela mina velha. Ela apertou as têmporas para tentar aliviar a dor de cabeça que sentia desde a última conversa com Emma.

–Prefeita, a senhora deveria se afastar. A explosão deve ser grande.

–E você acha que eu não sei o que estou fazendo, Leroy? Que tipo de idiota você acha que eu sou? Certamente não sou nenhuma suicida.

–Não, senhora. Me desculpe.

–Volte imediatamente ao lugar que já já iniciaremos o processo de reabertura.

Ao dar a voz comando para iniciar, Regina se afastou e protegeu seu corpo atrás das carretas que carregavam o material. A explosão foi imensa e a região foi completamente tomada pela fumaça, deixando o local com quase nenhuma visibilidade.

A fumaça da mina era tóxica, composta de pó de fada gasoso. Todos sabem que não se deve inalar aquele tipo de coisa se a pessoa desejar continuar viva.

A evasão da fumaça fora calculada, mas o fato da magia ser diferente em Storybrook causou uma explosão de proporções muito maiores do que o esperado.

A prefeita foi a primeira a ser atingida por estar tão próxima, e logo começou a tossir. Bastariam poucos minutos inalando aquilo e ela estaria desmaiada. Tentou se afastar, mas além da tontura que começou a atingir, ela não conseguia enxergar onde estava a saída para longe da fumaça.

–Regina, se apóie em mim, eu vou tirar você daqui!

A morena não via nada, não enxergava nem o seu próprio pé. Como alguém encontrou ela ali?

Ela já se sentia fraca e zonza e com a ajuda de alguém, conseguiu sair ilesa dali.

–Emma! O que você veio fazer aqui?

–Pelo jeito, salvar sua vida! -Disse irritada. -Eu vou voltar lá para buscar Leroy que está preso na escavadeira, fique aqui que o médico já vai chegar.

–Não, Emma! Você não pode entrar lá de novo! -Regina falou sozinha, Emma já estava invisível no meio da fumaça.

A prefeita estava com o coração apertado e com medo de que algo de ruim acontecesse com o bebê por conta da fumaça.

Emma era irresponsável e disso ela não tinha mais dúvidas, mas a criança não deveria pagar o preço.

Leroy precisou ser internado às pressas e permaneceu desacordado até chegar no hospital.

Assim que o Dr Whale chegou para checar se Regina estava bem, ela suplicou que Emma também passasse por uma consulta.

–Regina, eu não preciso de médico. Pedi que Whale viesse para garantir que você e Leroy ficassem bem.

–Emma, por favor! Deixa o médico apenas olhar se está tudo bem com... Com.. -Regina odiava não saber o sexo da criança e não ter um nome apropriado para chamá-lo.- ...Com o mamãozinho. — Disse completamente contrariada.

Emma achou graça em ouvir a prefeita chamar o seu filho pelo nome de comida.

A loira concordou em passar por uma consulta apenas depois de se certificar que Regina não estava intoxicada com pó de fada gasoso.

Dr Whale pediu que Emma e Regina ficassem o resto do dia em casa descansando, apenas por precaução. Regina teve sorte e Emma estava grávida, então o médico não queria correr nenhum risco de algum incidente.

As duas mulheres, muito embora a contragosto, voltaram para a casa no meio da manhã.

*********

Emma estava largada no sofá mudando a televisão de canal freneticamente. Regina estava sentada na mesa da sala analisando o mapa da mina, tentando entender onde foi que eles erraram.

O local da mina foi, mais uma vez, interditado por conta da explosão e da evasão de fumaça. Os anões só poderiam dar início a segunda etapa, o trabalho de escavação, em, pelo menos, mais 30 dias, quando a área não estivesse mais com componentes letais.

–Regina, acho que está na hora de voltarmos a nos falar.

–Emma, nós estamos falando.

–Não, eu falo sério dessa vez. O mamãozinho sente sua falta também.

–E como você poderia saber disso?

–Eu sei. Eu consigo sentir. Venha aqui.

Emma colocou a mão da prefeita na sua barriga. Regina adorava sentir o bebê, foram poucas as oportunidades que teve. Esperou alguns poucos segundos e então, o esperado aconteceu. O bebê começou a se mover.

–Tá vendo, ele gosta mesmo de você! Quando você não fala comigo, ele fica quietinho, parece ficar triste.

Regina não podia conter a felicidade dentro de si. O mamãozinho estava mesmo se movendo e segundos antes, ela mesmo sentiu que ele estava quieto. Não poderiam haver tantas coincidências assim. Talvez Emma sentisse mesmo o que a criança sentia. Regina nunca ficou grávida, como ela poderia saber se isso era realmente possível?

–Swan, eu não gosto que escondam as coisas de mim! Quando Henry te contou que estava namorando, você deveria ter me contado e não esperado eu te perguntar onde meu filho estava.

–Você tem razão, eu tive medo de você ficasse chateada com Henry por ele gostar de garotos. Pelo visto, eu estava certa.

–Eu não estou chateada com meu filho por ele gostar de garotos. Fiquei chateada com você, por não me contar a verdade.

–Me desculpe, Regina.

–Tudo bem, Emma. Contanto que tudo, absolutamente tudo que se passar com meu filho você não me esconder mais, eu posso pensar em voltar a confiar em você.

–Sem mais segredos. Para mim está ótimo!
Emma já estava perdoada há muito tempo, a prefeita só era orgulhosa demais para admitir.

–Regina, tem mais uma coisa que precisamos falar.

–Que seria...?

–O beijo.

Regina não queria ter que falar daquilo, o que ela tinha para dizer? Na realidade, o que ela tinha para fazer em relação ao beijo, era o que ela vinha fazendo de melhor no último mês, esconder seus sentimentos de Emma.

–Você já deixou bem claro naquele dia. Não precisa dizer mais nada, Emma. — Regina voltou sua atenção ao papel que estava a sua frente.

–Você tem certeza do que está dizendo Regina? Você está mesmo bem com isso?

Claro que Regina não estava nada bem com isso e graças ao maldito beijo, Mary Margareth também sabe como ela se sente em relação a isso. Era tudo uma grande bagunça na cabeça da prefeita.

–Por que não estaria? -Questionou Regina, encarando Emma e sustentando o olhar.

–Eu não sei. Você gritou comigo depois que a gente...

Enfim, depois ficou toda estranha e nunca mais voltou ao normal, eu só queria saber se estamos bem com isso.

–Pode ficar tranquila, estamos bem com isso.

–E mais uma vez, me desculpa por ter feito aquilo... De verdade, eu não sei o que deu em mim.

Regina sabia que Emma faria isso. Ela sabia! Por isso, não queria ter essa conversa, não queria se machucar mais do que já estava machucada. Não queria ouvir a rejeição da parte de Emma. Não agora que ela havia finalmente aceitado seus sentimentos pela loira. A prefeita, ao menos, precisava de um tempo.

–Eu também não faço ideia o que a senhorita estava pensando quando achou que poderia me beijar. -Disse sem olhá-la nos olhos.

–Eu acho que são os hormônios. Sei que sempre falo a mesma coisa, mas tem esse livro que eu estou lendo sobre mulheres grávidas e as mudanças no corpo, e acho que faz sentido.

Regina apenas ouvia enquanto olhava o mapa a sua frente, fingindo não prestar muita atenção em Emma.

–Eu estou entrando no sexto mês, certo?! O livro diz que a partir do quinto mês o libido aumenta e... Não sei explicar ao certo mas eu realmente sinto.. Eu sinto vontade de transar!

Regina engoliu a saliva que acumulava na boca e sentiu sua respiração falhar. Fez o melhor que pôde para manter a compostura e feição no rosto.

–É normal, Emma. Por isso te sugeri que tentasse sozinha ou arrumasse um namorado, contanto que não traga nenhum traste para dentro da minha casa, é claro.

–Eu não tenho vontade de sair, Regina. Estou sempre com muito sono ou com muita fome, não sobra tempo de me arrumar, sair e ainda ter que encontrar alguém. Além do mais, o mamãozinho está aparecendo já, como eu posso transar com um completo estranho?

Não! Regina não podia nem pensar na possibilidade daquela criança, dentro da barriga de Emma, estar tão próxima de algum homem qualquer. Familiarizada com as escolhas de Emma, sabia que a loira não se envolveria com um homem decente.

–Emma, eu não sei o que posso fazer para te ajudar com isso.

De repente as duas mulheres ficaram em silêncio. O rosto de Emma demonstrava claramente aonde ela queria chegar com aquela conversa. Regina não poderia aceitar.

–Swan, você não está pensando o que eu acho que você está pensando, não é?

–Ah Regina... Eu não sei o que mais devo fazer! Se eu não pedir para você, para quem mais eu devo pedir?

Emma estava mesmo propondo que elas fizessem sexo. Se não bastasse o beijo, agora Emma queria também que Regina fizesse sexo com ela. E quando acabasse a fase de tesão, o que seria de Regina? Ela estaria devastada.

A loira podia não saber sobre os sentimentos verdadeiros que a prefeita nutria, mas a morena sabia exatamente os motivos pelos quais aceitar aquilo seria, senão a maior de todas, uma loucura enorme. Daquelas loucuras tipo kamikazi, que você sabe que vai ser a maior explosão mas não tem a menor chance de sair vivo, mesmo que a proposta fosse tentadora.

A morena não iria aceitar, não podia aceitar uma proposta absurda como aquela. Regina não nasceu para fazer o tipo suicida.

–Você quer mesmo fazer isso, Emma?

–Regina, não se preocupe, eu não vou ficar no seu pé. É só uma questão física, entende? Eu não sei a quem mais recorrer. Eu preciso de sexo.

–E por acaso você sabe o que fazer? Ou como deve fazer?

Emma deu de ombros. -Não deve ser muito diferente do que aquilo que já fizemos com homens. Além do mais, eu acho você uma mulher atraente e eu tenho pensado bastante sobre isso, quer dizer, sobre você, ou a gente nas últimas semanas.

Regina arqueou a sobrancelha e encarou Emma.

–Tudo bem! Mas eu tenho minhas condições.

Emma pareceu bastante animada e atenta a ouvir as condições da prefeita.

–Eu nunca fiz nada com alguma mulher antes, portanto, você é quem deve mostrar o que fazer e como fazer. Nada de dormirmos juntas, você dormirá na sua cama e eu na minha. Não haverá cobranças. Jamais você me tocará fora dos limites da casa. As coisas têm que acontecer de forma natural. Nunca, em hipótese nenhuma, Henry saberá disso.

–Para mim parece ótimo! Eu posso acrescentar uma última coisa? Você não pode se apaixonar por mim! -Emma disse em tom divertido.

Regina não achou sentiu a menor vontade de rir da gracinha de Emma, mesmo assim lançou um sorriso amarelo.

Aliás, quando a morena parou e repensou no que acabou de aceitar, se deu conta que havia vendido sua alma para o diabo. Ela já amava Emma e começar a ter sexo casual com ela só a faria se envolver até os dentes nessa paixão. Mas como recusar um pedido de Emma Swan?

********

–Henry! -Chamou Regina.

Em poucos minutos o garoto estava na sala. Regina precisava conversar com Henry, dizer a ele que ela o apoiava em suas decisões e que o fato de gostar de garotos, era apenas um mero detalhe e não deveria definir tudo o que ele era.

–Sim, mãe.

–Você vai tem alguma coisa marcada para hoje?

–Não. Por que?

–Porque eu estou com saudades do meu filho. Queria passar um tempo com você, que tal irmos até o parque?

–Legal. Devo ligar para Emma?

–Não filho. Sua mãe está fazendo o último plantão na delegacia hoje a tarde. Seremos só eu e você.

Emma já estava completando o sexto mês e havia prometido para Regina que não passaria mais tantas horas na delegacia. A energia da loira não dava mais conta de tanto trabalho também. Aquela seria a última vez. David estaria lá para assumir a sua ausência em tempo integral, se fosse preciso.

O pai da loira ficava feliz em poder, de alguma forma, ajudar Emma naquele período.

–Filho, Emma me disse que você está namorando.

Os olhos do garoto se encolheram e suas bochechas ficaram rosadas.

–Está tudo bem. Eu só não sei por que não foi você quem me contou.

–Porque eu achei que você ficaria furiosa se soubesse.

–É claro que eu não gosto da ideia de alguém roubando o coração do meu menino, mas eu não vivo no mundo da Lua e sabia que um dia você se apaixonaria.

O garoto observava atento o que sua mãe dizia enquanto procuravam um banco livre no parque.

–Henry, eu apenas preciso te dizer que, antes de você sair por aí e resolver se casar sem me avisar, eu tenho que conhecer e aprovar meu genro. Quem é esse garoto?

–O nome dele é Philipe, eu conheci no clube do livro da escola.

–Então ele gosta de ler? Gosto de saber que ele é um menino culto. O que ele gosta de ler, Henry?

–Mãe, o clube do livro, na verdade, é só um lugar onde vamos para conhecer garotos que também gostam de garotos. Ou meninas que também gostam de meninas. É da escola, mas é meio que anônimo, sabe?

Regina estava impressionada com aquilo. Ela realmente já havia ouvido Henry dizer que estava saindo para ir ao clube do livro, mas ela nunca, nem em seus sonhos, poderia imaginar que no clube do livro aconteciam encontros de adolescentes gays.

–E por que raios se chama clube do livro?

Henry começou a rir da confusão da mãe.

–Justamente para que ninguém desconfie e continue sendo um lugar anônimo e seguro para nós. Ou você acha que se chamasse clube dos gays do primeiro ano alguém teria coragem de frequentar?!

–É, você tem razão, Henry. Muito espertos. De qualquer maneira, convide Philipe para ir em casa qualquer dia, eu vou adorar conhecê-lo.

–Está bem, mãe.

–Que tal irmos buscar Emma? Acho que está no horário dela sair!

–Legal! Depois você me deixa na casa da vovó? Eu combinei com meu avô que iria jogar vídeo game com ele hoje a noite.

–Sim, querido. Vamos.

********

–Que surpresa agradável! O que eu fiz para merecer vocês dois virem me buscar no trabalho em pleno sábado de Sol?

–Eu e minha mãe estávamos no parque e resolvemos passar aqui para ver se você estava de saída.

Regina sentiu seu rosto corar.

–Que bom, filho! Obrigada Regina!

–Vamos, ainda temos que deixar Henry na casa dos avós.

–Ah sim, David me contou que eles iriam passar a noite jogando vídeo game.

A relação de David e Emma já estava muito melhor com a convivência diária e a insitência do príncipe. Aos poucos, a loira dava espaço para que o pai começasse a fazer parte de sua vida novamente.

Regina também estava cansada de dizer a Emma que já era hora de parar com aquela bobagem e perdoar logo os dois.
Emma, às vezes, pensava se Regina tinha mesmo razão, mas deixou as coisas acontecerem da forma mais natural possível.

Notas finais
Peace Y