Imagine

20 Vamos, Regina! Abrace sua esposa.


Notas iniciais
Oiiie! Pessoal, espero que gostem dese capítulo onde Regina se vê em mais apuros por conta do seu amor desmedido e sem noção! Rsrs. Pobre rainha... Só se mete em furada! Obrigada a todos que passam por aqui! Aos fantasmas: conversem comigo, eu quero mto saber o que vocês estão achando! BjO


**** 7 MESES ANTES ****

Mary, ainda caída no chão, observava Killian se levantar, bater o pó que havia acumulado em suas botas, ajeitar seu cinto para cima e respirar fundo para tomar coragem de dizer o que estava prestes a fazer.

–Diga para sua filha que eu a amo e voltarei para buscá-la algum dia, mas eu tenho que ir antes que seja tarde.

Mary estava ferida do tombo, mas a dor que sentia internamente era infinitamente maior. A morena sofria ao pensar em Emma, lembrar que seu neto poderia não ter a chance de conhecer o pai. Mary desejava, ao menos, que Emma estivesse ali para poder contar ao pirata que estava grávida e, quem sabe, fazê-lo mudar de ideia. Ela não conseguiria ficar ali apenas olhando o homem partir e ignorar o fato de que ela poderia impedir a tristeza de Emma.

Reuniu toda força e a pouca coragem que tinha, se arrastou pelo chão e, conseguiu segurar em uma das pernas do capitão antes que ele entrasse de vez no barco. Num impulso irado, Hook, com sua nova mão, cravou o gancho no ombro de Mary para que ela o soltasse e o deixasse partir antes que o barco desaparecesse de vez. A mulher caiu de joelhos no chão com a dor que sentiu. Enquanto sangrava, tentou um último apelo que lhe restava. Teria que dizer a verdade.

–Ela..- se esforçou para respirar devido a dor que sentia.- Está... Grávida.- Começou a chorar. -Emma está grávida!

Killian sentiu um arrepio gelado subir em suas costas e quase se desiquilibou com o susto. Procurou uma superfície para apoiar quando suas pernas deram sinal de que não aguentariam se manter firmes no chão, e, finalmente encontrou o navio para se escorar.

Sua mente, instantâneamente, se recordou do acordo que havia feito com Gold.

–Crocodilo desgracado! Miserável! Você me paga! -Resmungava sozinho enquanto chutava o barco para aliviar a raiva que lhe tomou.

–O que você está dizendo? O que foi que Gold fez? -Perguntou Mary segurando o choro da dor que ainda latejava em seu ombro.

Hook olhou para a mulher caída a sua frente e toda a raiva que sentia de Gold, imediatamente passou para ela. Se ela não tivesse falado nada... Se ela simplesmente tivesse deixado ele partir como desejava...O capitão culpou Mary por estar se sentindo miserável. Dóia nele, mas deveria doer, ainda mais, nela. A culpa era toda dela.

Aquela mão maldita, cheia de ódio e rancor, estava preparada para terminar com o que já havia começado, ele precisava por um fim em Mary, calar a mulher para sempre.
Hook levantou seu gancho e, antes que pudesse enficá-lo diretamente no peito da morena, David, ainda mancava pelo golpe que recebeu, viu o homem prestes a matar sua esposa já ferida e sem forças para fugir. Correu o mais rápido que conseguiu e, sem pensar muito no que fazer, atingiu um soco no rosto de Hook antes que uma tragédia acontecesse diante de seus olhos. Finalmente o capitão caiu no chão desacordado.

–Você está bem? -Perguntou David enquanto levantava a esposa.

–Estou! Hook... Hook sabe de tudo! Eu precisei contar que Emma estava grávida e,..

O capitão estava se movendo, faltava muito pouco para que o feitiço acabasse e Jolly Roger sumisse dali para sempre. Mais do que nunca, Hook não tinha escolha, tinha que deixar Storybrook e nunca mais voltar para lá, caso contrário, teria que entregar o filho para Gold. Ele tentou passar desapercebido se arrastando pelo chão enquanto David socorria a esposa, mas Mary o viu tentando escapar sorrateiramente.

–David! Veja, Hook está fugindo! -Exclamou Mary, sem se importar em terminar o que dizia antes.

–Você não vai a lugar nenhum! Tentou matar a minha esposa, tentou levar Emma embora e quer também fugir da responsabilidade de ser pai? -Gritou David.

–Me deixem ir, por favor! David, eu imploro, me deixe ir embora antes que seja muito tarde! -Suplicou em desespero.

–Seja tarde para o que? -David franziu o cenho. — O que está dizendo?

–Essa mão. O navio. Crocodilo! O crodocodilo me enganou mais uma vez, David. Eu devia saber que ele não vale nada!

O homem ainda se arrastava pelo chão. David estava furioso e a vontade que tinha era de matar o capitão ali mesmo, mas antes, queria tentar entender o que ele dizia.

–Você não pode dizer nada disso para Emma, mas o bebê... Meu filho corre perigo. Por favor, me deixe ir e tentar salvar essa criança!

Mary olhou no relógio da torre e faltava apenas 5 minutos para o feitiço acabar. Era agora ou nunca.

–Deixe ele ir, David! -Pediu Mary.

–Não! Ele vai terminar de explicar o que está acontecendo. Vamos, fale de uma vez, Hook!

–Eu fiz um acordo com o crocodilo. Uma merda de um acordo!

–Eu sabia que Gold não deixaria barato! O que ele pediu em troca? -Perguntou Mary já desconfiada de que ouviria aquilo que ela mais temia.

–Meu primeiro filho! -Respondeu rendido tampando o rosto com as mãos, como se lamentasse o acordo selado com Gold.

–Seu... Eu vou te matar, seu desgracado! -David gritou e Mary estava ali para segurá-lo de cometer uma loucura.

–Tudo que me resta são 5 minutos, me deixe cruzar a barreira dos contos de fada e eu nunca mais voltarei!

David ficou em silêncio para tentar pensar rápido no que deveria fazer. Mary olhou para o marido e pediu mais uma vez:

–Deixe ele ir! Eu acho que enquanto Emma não souber desse acordo, Gold não pode pegar a criança. Afinal o acordo foi feito com Hook, ele é quem deve entregar o filho e não Emma. Ele precisa mesmo ir embora se quisermos salvar nosso neto, David!

–E se você estiver errada? -Ponderou David. — E se esse canalha fez um acordo para que nossa filha tenha que pagar?

–Por favor, não tem mais tempo! A melhor chance que vocês tem é me deixando partir. -Insistiu Hook visivelmente aflito.

David pensou por mais alguns segundos antes de tomar a decisão final.

–Não! Eu não vou te dar o prazer de ir embora de navio depois de tudo que fez! Você vai pagar caro por isso! Irá cruzar a linha da cidade, sairá por terra! Você está oficialmente banido de Storybrook!

–Mas.. Mas desse jeito eu não vou me lembrar de mais nada!

–Além de ser pouco perto do que você realmente mereceria... -Disse David furioso. Virou-se para Mary Maragreth e continuou: -... Acho que nossas chances aumentariam significativamente de que o acordo seja quebrado se Hook estiver vivendo no mundo normal, sem magia.

–Faz sentido, num mundo sem magia esse tipo de acordo não existe! Vamos! Temos que levá-lo para a linha da cidade. -Respondeu Mary esperançosa.

Os dois arrastaram Hook para longe do navio. No caminho para fora do píer, escutaram um estrondo forte e quando se viraram para olhar o que aconteceu, o barco se esvaía dali exatamente quando o relógio da cidade marcou meia noite.

*****FIM DO FLASHBACK ******

Amanhecia o domingo e a prefeita sentia na pele e no coração as consequências da última noite regada a cerveja. De manhã, com muito mais consciência de seus atos, se arrependia amargamente de sua fraqueza. Não encontrou motivo nenhum que a fizesse entender porque ela deixou Ruby beijá-la, se convenceu de que, na verdade, ela foi beijada, já que pouco se lembrava como, de fato, havia ocorrido. Tinha apenas uma única certeza, aquela fora a última vez que ela colocou os pés na lanchonete, ao menos, enquanto a garçonete ainda trabalhasse lá. A morena já estava cansada de ter problemas por conta da ousadia de Ruby e, talvez, se não amasse tanto Emma, pudesse pensar em se divertir um pouco mais às custas da loba.

Regina não sentia vontade de sair de seu quarto e nem de sua cama. Tinha os olhos inchados de tanto chorar durante a madrugada e o corpo todo dolorido, estava pálida e abatida. Sua cabeça explodia de dor e, se ela tivesse alguma magia sobrando, certamente usaria para conseguir algum remédio sem precisar se levantar.

Esfregou as mãos em seu rosto e suspirou. Precisava se mover e enfrentar o que quer que fosse do outro lado da porta. Precisava enfrentar Emma, e não estava com coragem para isso.

A morena lamentou o que viu refletido no espelho, sua imagem era deplorável, a deixando com menos coragem de sair daquele quarto e encarar a realidade. Sentiu uma angústia tomar conta.

–Regina! -Ouviu a voz de Emma chamando.

A morena se enrolou em seu penhoar, como de costume, e abriu a porta para Emma com pouco entusiasmo.

–Oi! Eu vim saber como você estava. -Disse a loira, que estava, especialmente linda naquela manhã fazendo com a dor no peito e má consciência de Regina, aumentasse ainda mais.

Regina achou a preocupação de Emma gentil, considerando que na última noite a loira nem a olhava nos olhos. Por Deus! Regina havia se humilhado e pedido para que Emma não a deixasse sozinha. Que tipo de pessoa faz isso? Regina era exatamente esse tipo de pessoa e se odiava por ser tão carente.

–Eu estou bem, obrigada.

–Você não me parece bem. -Respondeu Emma apontando a bagunça que Regira estava naquela manhã. A morena sentiu ainda mais vergonha e seu rosto ardia com o comentário de Emma.

–Eu vou melhorar... -Adicionou.

–Hm. Sei... Sua cabeça dói e você deve estar faminta, além de estar sentindo uma idiota, certo?

–Eu não sou uma idiota, Emma! -Regina, orgulhosa, deu de ombros. Já bastava a noite anterior e Emma estava passando dos limites.

–Não! Eu não disse que você era uma idiota, só que você está se sentindo como uma. Eu estaria, caso você tivesse que me dar banho porque eu bebi demais!

Regina abaixou o olhar, estava mesmo arrependida do que fez.

–Ah sim, teve também o fato de você ter me esquecido do curso com um monte de gente me encarando como se eu tivesse feito o patinho sozinha. É Regina, definitivamente eu estaria me sentindo uma idiota no seu lugar.

–Emma, olha eu... Eu sinto muito por isso. -Respondeu Regina.

–Eu sei que sente. Tudo bem, já passou. Hoje você pode compensar!

–Como? -Perguntou Regina cheia de esperanças.

–O curso tem mais um dia de duração. Você não se esqueceu que hoje é o segundo dia, né?

É claro que Regina havia esquecido desse detalhe também e agradecia mentalmente o fato de Emma estar ali para lembrá-la. Se perguntou por onde andava sua cabeça nos últimos dias.

–É claro que eu não me esqueci! -Mentiu descaradamente. -Eu estarei lá no horário combinado!

–Regina... -Chamou Emma com os olhos apertados, encarando a morena, como se desconfiasse do que ouviu. -Me diga, qual é o horário combinado?

Regina se esforçou, mas não se lembrava de nada. Não fazia ideia que o curso se estendia para o domingo também e muito menos qual era o horário. Se chutou por não ter conferido melhor as informações do curso que ela mesmo havia agendado.

–Ok, você não se lembra! Esteja lá as duas horas. -Emma disse, sem demonstrar irritação ou algo do tipo, apenas com um ar vitorioso. -Eu sempre sei quando você está mentindo!

****

–Olá Emma! Fico feliz que você tenha voltado para a segunda parte! E vejo que hoje conheceremos, finalmente, a sua parceira! -Disse a professora do curso de gestante ao perceber que Emma vinha acompanhada de Regina.

Emma sorriu para a mulher sem, ao menos, se importar de explicar que Regina não era exatamente a sua parceira. Mas a morena preferiu não dizer nada, afinal, ela não tinha muita moral naquele momento. Emma, provavelmente, sabia o que estava fazendo.

A morena não foi com a cara da mulher que ministrava o curso. Não a conhecia de Storybrook, mas tinha certeza que já tinha visto ela no reino encantado. Não se lembrava de quem se tratava, e ficou realmente preocupada de que alguma coisa poderia estar acometendo a sua memória. Por outro lado, Regina sabia que, às vezes, era impossível reconhecer alguém depois de tantas mudanças visuais com as novas formas e nomes que as pessoas adquiriram em Storybrook.

–Ela é uma chata! Não se incomode com alguns comentários desnecessários que ela faz, ontem ela me encheu de perguntas. -Cochichou Emma a respeito da professora, enquanto puxava os colchões de uma pilha no canto da sala.

–Não vou. Escute, me desculpe mesmo por ter feito você vir aqui sozinha ontem.

–É, agora você entende? -Emma passou um dos colchonetes para Regina e ficou com o outro. Os casais que estavam ali começaram a se posicionar no chão, um de frente para o outro, aguardando as instruções da professora. Regina acabou imitando o que Emma, mesmo que sem se dar muita conta de que ela também estava se preparando para o início da aula. A intenção da morena, era apenas acompanhar Emma e não, de fato, fazer o curso com a loira.
Emma e Regina era a única dupla de mulheres que havia na sala, e a presença delas parecia incomodar os outros casais compostos exclusivamente por um homem e uma mulher.

Regina não se intimidou com os olhares atravessados e empinou o seu nariz para o teto, ignorando todos eles.

–Muito bem, agora que estão todos sentados, quero que os papais e.. você -Apontou para Regina. -Façam uma massagem bem relaxante no pescoço e nas costas das mamães.

Regina não esperava por aquilo. Massagear Emma em casa era uma coisa, outra totalmente diferente seria massageá-la na frente daquelas pessoas. A loira virou seu pescoço para trás para se certificar que Regina realmente a massagearia. Quando a morena se viu sem saída na situação, escutou uma risada abafada de Emma, que já estava preparada para receber as mãos de Regina em suas costas doloridas.

Emma, provavelmente, conhecia o procedimento, por ter feito no dia anterior. Ela já devia saber o quanto Regina ficaria constrangida e encontrou uma maneira perfeita para se vingar da última noite. A loira não precisava ter voltado, já que detestou a forma como foi tratada no dia anterior, mas, ao invés disso, convenceu Regina a ir junto.

Regina não se deixou levar e se Emma queria uma massagem de Regina, era exatamente o que ela receberia. A morena esquentou as mãos e começou a apertar o pescoço de Emma com a ponta dos dedos. A professora, que circulava entre os casais sentados no chão, não deixou de perceber a falta de jeito de Regina.

–Meu bem, você deve fazer isso direito, com carinho, com amor. Assim! -Ela pegou as mãos da prefeita e as colocou inteiras no pescoço da loira a incentivando a continuar os movimentos bruscos que fazia.

Regina revirou os olhos para a mulher mas seguiu da forma que a professora instruiu. Que mal poderia haver em massagear uma mulher grávida com dores lombares? Qualquer um poderia fazer essa boa ação.

–Muito bem, papais e.... bem, quero que todas as mamães deitem no chão para o exercício de respiração. Papais fiquem ao lado e segurem na mão dela, e com a outra mão, quero que acariciem a criança! Sintam o bebê de vocês! Passem amor para esse filho e recebam o amor! Vamos lá...

Regina parou de massagear Emma e a loira se deitou com a barriga para cima. Regina sentiu vontade de voar no pescoço daquela professora irritante, se sentiu desaforada e não sabia nem como começar a fazer aquilo. Emma se deu conta que Regina estava ali, parada, e ela mesma puxou as mãos da morena e as colocou em seu ventre enquanto respirava como havia aprendido. Regina bufou e permaneceu com as duas mãos esparramadas feito dois ovos fritos na barriga da loira. A prefeita estava constrangida com as pessoas que a olhavam e encaravam ela como se elas viessem de algum outro planeta.

Regina se controlou e se concentrou em olhar apenas para suas mãos que subiam e desciam conforme a respiração da loira. Finalmente se distraiu quando sentiu o bebê se mover com o seu toque. O bebê sempre se mexia quando sentia as mãos de Regina. Emma abriu apenas um olho enquanto respirava e sorriu para a morena toda derretida.

–Ótimo! Gostei de ver! Papais, agora abram as pernas e recebam as mamães de vocês. Mamães, busquem apoio entre as pernas dos papais. Depois quero que vocês dêem um abraço apertado. Quero que esse filho saiba que é amado pela família!

Regina estava achando aquela mulher ridícula. Que tipo de exercício era aquele? Ela não ia fazer isso, mas viu Emma já arrumando o cabelo num coque e se preparando para se apoiar em suas pernas. Como uma criança birrenta, Regina abriu as pernas e recebeu Emma, afinal, ela já estava ali mesmo. As costas da loira colaram em seu corpo. A sensação de tê-la ali, tão pertinho, era deliciosa. Regina se desconcertou e seus pensamentos foram longe.

–Vamos Regina, abrace sua esposa! -Pediu a professora tirando a morena de seus devaneios.

–É, Regina! Abrace a sua esposa. -Repetiu Emma em tom de brincadeira.

Regina não ia fazer abraçá-la, mas Emma e a professora estavam esperando que ela tomasse alguma atitude. Reuniu toda a coragem que tinha e, com muito custo, passou seus braços em volta de Emma num abraço tímido e sem entusiasmo.

–Isso, Regina! Está indo bem, mas pode melhorar! Agora abrace forte os dois!

Regina subiu o olhar para a professora em pé a sua frente desejando atirar uma de suas bolas de fogo, mas a mulher não percebeu o olhar ameaçador e seguiu sorridente seu caminho entre os outros casais da sala.

Regina estava completamente travada, todos os músculos de seu corpo estavam rígidos enquanto ela via as outras famílias trocando carícias e até beijos românticos naquele momento. Sentiu que lhe faltava ar chegando em seus pulmões.

Diferente de Regina, Emma parecia estar levando o curso a sério e se esforçava para fazer exatamente o que a professora instruía. Ainda nos braços da morena, Emma fechou os olhos e relaxou sua cabeça para trás, apoiando-a no ombro de Regina.

Seus lábios semi abertos estavam a centímetros da boca da prefeita. A cena era tentadora para a prefeita que admirava a beleza angelical da loira. Cada detalhe parecia ser perfeitamente desenhado para o seu rosto. Regina suspirou por não poder fazer nada para saciar seu desejo. Suas mãos, em cima do ventre da loira, sentiam a criança se mover. Era gostoso, confortante. Mas completamente errado.

–Pronto pessoal! Antes de terminarmos a aula, quero que os papais fiquem de frente para as mamães e deem as duas mãos.

Regina já havia desistido de resistir aos exercícios, seria em vão, então se colocou de frente para Emma e lhe deu as mãos. Os olhos da loira encontraram com os dela e seu coração acelerou. Emma lhe Sorriu sem dizer nenhuma palavra, como se estivesse agradecendo verdadeiramente por Regina estar ali com ela. A morena então soube que estava fazendo a coisa certa. Aquele curso não estava sendo tão horrível assim.

–Agora quero que vocês falem para essas mulheres como se sentem em relação a chegada do filho. Aproveitem para lembrá-las como elas estão lindas grávidas, digam o quanto vocês amam essas lindas mulheres.

Regina mudou completamente sua expressão. Fazer esse último exercício já passava de todos os limites que a morena poderia aceitar. A prefeita esperava que Emma não achasse que ela realmente fosse participar desse ultimo exercício também.

Regina se preparou para levantar e arrumar suas coisas, antes dos outros alunos começarem a dizer qualquer coisa, quando a professora interrompeu sua tentativa de levantar do chão.

–Onde você vai, Regina?

–Eu vou pegar a minha bolsa... -Respondeu apontando para os armários à frente.

–Ainda não acabamos a aula. Emma está esperando isso de você.

–Não! Eu posso te garantir que ela não está. -Respondeu forçando um sorriso.

A professora desceu seus olhos para Emma e Regina a acompanhou, as duas mulheres buscavam na loira, uma confirmação de que tinham razão. Regina estava segura de que Emma não pediria para que ela tivesse que expressar seu amor e admiração pela loira.

–Ah.. Já que você veio até aqui, Regina... podíamos, pelo menos, terminar a aula, não é?

A morena não acreditou que Emma queria mesmo fazer aquilo. Imaginou que Emma só poderia estar brincando. Mas ao contrário, a loira estava séria e parecia honesta. Aqueles olhos pidões...Malditos olhos verdes!

–Está bem! -Respondeu Regina completamente vencida pela professora chata. A loira, por sua vez, abriu um largo sorriso para a morena.

–Obrigada, Regina! -Disse Emma.

As duas mulheres se sentaram de frente para a outra novamente e Emma foi a primeira a esticar suas mãos para entregá-las para Regina segurar. Elas se olharam no olho e susteram o olhar até que a professora interrompeu mais uma vez.

–Vamos, Regina. Pode dizer agora... O que você sente por esta mulher?

Notas finais
E aí, será que agora vai???