Imagine
21 Eu te amo, Srta Swan!
Notas iniciais
–Eu.. Eu.. É.. -Regina estava completamente sem saber o que dizer. Tinha tanto para falar, mas nenhum som saia de sua boca. Nada, absolutamente nada.
–Será que posso ter um pouco de privacidade com a minha esposa? -Pediu irritada, a fim de ganhar tempo para pensar no que fazer.
–Você terá toda a privacidade do mundo quando passar daquela porta, não se preocupe Regina. Agora eu preciso garantir que Emma saiba de todo o seu amor por ela. -Respondeu calmamente.
A morena a amava tanto que não sabia dosar o que poderia dizer ou que seria demais. Em sua cabeça, Emma era a mulher com quem ela passaria o resto da vida mas ponderou se Emma já havia, ao menos, cogitado a possibilidade. Todos os sinais que a loira emitia eram confusos para a prefeita. Por mais que, no fundo de seu coração, sentisse que Emma a amava de volta, o sua mente custava a concordar.
Emma parecia ainda estar esperando que Regina falasse alguma coisa. Não tinha mais saída. Ela teria que dizer alguma coisa. Não. Ela não queria dizer nada, não podia, pior que isso, não conseguia. Emma merecia a mais linda das declarações, mas Regina não era capaz de nenhuma palavra.
–Emma.. -Respirou. -Eu tenho certeza que você será uma ótima mãe para essa criança. -Finalizou.
A professora balançava a cabeça de um lado para o outro indicando que a declaração não estava suficiente. E não estava mesmo. O que ela disse não era nada, qualquer um poderia ter feito melhor do que aquilo, sem nunca ter nem conhecido Emma. Mas foi o melhor que Regina pode fazer.
Emma também pareceu decepcionada e soltou, com desânimo, as mãos da prefeita. A loira já se preparava para se levantar quando, finalmente, a professora desistiu de Regina e as deixou sozinhas.
–Emma, espera. -Pediu Regina puxando as mãos de Emma novamente para si. Ela tinha que conseguir falar alguma coisa para não decepcionar, ainda mais, Emma. A loira não era só aquilo que ela disse. Era só um exercício bobo, afinal.
Emma se virou novamente para Regina. A prefeita apertou suas mãos e subiu o olhar até encontrar com os olhos da loira. A encarou.
–Me desculpe por antes.
–Está tudo bem, Regina. Você não precisa fazer isso, se não quiser. Eu só pensei que...
A morena então, levou seu dedo indicador até os lábios de Emma para que ela parasse de falar.
–Eu quero... Eu realmente quero fazer isso. -Sorriu para Emma.
Para sua própria surpresa, Regina se sentiu calma e tranquila com o que estava prestes a fazer. Seu coração, ainda descompassado, não a intimidava mais, sua mente fértil tampouco a censurava. Ela se sentiu estranhamente segura e confortável. Já passava da hora de tentar.
Emma procurou a melhor posição em cima do colchonete e relaxou o corpo enquanto olhava carinhosamente nos olhos de Regina. A loira a sorriu de volta encorajando Regina a começar a falar.
Regina sustentou o olhar e, finalmente, tomou fôlego.
–Eu realmente acho que você será uma ótima mãe para o patinho. Mas você merece ouvir muito mais do que isso, e aquela mulherzinha -Olhou com desdém para a professora- tinha razão quando me cobrou.
Emma encarava a prefeita com um brilho especial no olhar. Regina não podia mais fugir dos seus sentimentos, nem ela aguentava mais. Precisava falar. Emma merecia escutar.
–Eu sempre achei você irritante, Emma. Sempre odiei quando você estava por perto, você aparecia na minha frente e arruinava com a minha vida, igualzinho a sua mãe. -Emma agora a olhava com curiosidade. -Mas então, num dia qualquer, como qualquer outro, que você deveria apenas me irritar, isso se tornou insuportável. No começo, eu até tentei fugir e achei que era coisa da minha cabeça, afinal você ainda é a salvadora, e eu, bom, eu sou apenas eu.
Emma mudou completamente a expressão doce que tinha, dando lugar para um olhar triste e uma expressão decepcionada.
–Regina, você realmente vai falar todos os pontos negativos da nossa relação? Porque não era exatamente para isso o exercício... -Cortou Emma, transparecendo sua insatisfação com Regina.
–Espera, me deixe terminar, por favor! A questão é que ainda é insuportável ficar perto de você. É horrível, é péssimo e eu simplesmente não aguento mais! Não posso mais fazer nada disso, será que só você não vê? -Perguntou Regina alterando um pouco seu tom de voz.
–Regina! -Censurou Emma. A loira fez a menção de se levantar e tentou soltar as mãos de Regina que as segurou firmemente onde estavam. A professora percebeu um movimento estranho entre elas e se aproximou para ver o que estava acontecendo.
A morena parou de pensar. Tudo ao seu redor, de repente, sumiu, e ela enxergava apenas Emma a sua frente. Seu coração precisava daquele desabafo, precisava bater aliviado. Ela estava cansada, machucada e magoada de mil formas que ela desconhecia. Não aguentava mais a dor de viver no mundo de imaginação, queria trazer Emma para a sua realidade de uma vez. Queria conseguir descansar a cabeça e trocar suas dúvidas por certezas. Não podia mais fingir fazer sexo casual quando estava fazendo amor. Aquele sentimento escondido já tinha virado sua própria maldição pessoal, e só Regina sabia o peso de carregar aquilo dias e noites, sentiu que se ela não saísse daquele buraco agora, talvez se enterrasse cada vez mais até se afundar por completo.
–É insuportável mesmo! -Gritou. -Queima cada célula do meu corpo só de olhar para você! Eu não aguento mais esconder isso. É um peso, uma angústia que aumenta a cada segundo que eu me calo, e mesmo quando você está longe, a dor continua ali me torturando. -Desabafou.
–Eu sinto que estou morrendo aos pouquinhos a cada dia que passa, Emma!- Falou num tom quase inaudível.
–Eu... -Puxou o ar para tentar continuar o que dizia, Regina sabia que já tinha percorrido metade do caminho e, agora precisava terminar de falar.
Emma, a sua frente, franzia o cenho, buscava sentido nas palavras da morena. Tentou sair dali quando achou que Regina estava apenas ofendendo, mas as mãos da prefeita a seguraram firme. Depois Emma notou que havia algo mais e quis escutar até o fim.
–Eu estou apaixonada por você! -Finalmente disse.
Não sentiu o alívio completo, e resolveu que precisava dizer ainda mais sem se preocupar com o que Emma, a professora, que assistia a tudo, ou o que qualquer um ali poderia pensar.
–Não! -Corrigiu.
–Eu te amo, Srta Swan! Eu amo cada parte do seu corpo, amo o jeito como seu cabelo cai sobre os seus ombros, amo o formato dos seus olhos quando você me pede algo, amo os diferentes tons que ele fica quando você muda de humor, amo seu sorriso de lado, amo a forma como você mexe as mãos para falar, amo o jeito largado que você caminha, amo até essas botas horrorosas que você não tira dos pés. Seus beijos... Ah, como eu amo o gosto doce que eles têm, amo o jeito que você faz sexo comigo, que para mim sempre chamei de amor, amo o seu cheiro que fica nas minhas roupas quando você me abraça. Amo, ainda mais do que achei que seria possível, essa criança que você está esperando! -Regina acrescentou com lágrimas nos olhos.
Depois de tanto tempo, foi a primeira vez que ela chorava de alívio, talvez até de felicidade.
Emma estava em estado de choque, seus olhos não eram mais os olhos pidões de antes e, sua expressão confundia a morena.
A professora, que fez questão de ouvir todas as palavras até o final sorria emaciada. A mulher se abaixou e tocou o ombro de Regina, interrompendo a troca de olhares entre as duas.
–Parabéns, Regina! Era isso mesmo que Emma queria ouvir, não é mesmo Emma? -A professora se virou para olhar e a loira já havia levantado dali sem que ela percebesse.
Emma não respondeu nada para Regina e a deixou sozinha com as lágrimas escorrendo em seu rosto.
Regina não se arrependeu, finalmente se livrou de seus fantasmas, ela não aguentaria guardar esse segredo por mais nenhum minuto sequer.
A prefeita estava preparada para enfrentar a realidade de que agora Emma sabia de toda a verdade e não a amava de volta, Regina sabia que precisava seguir em frente, aquele sentimento não iria passar tão cedo, mas, ao menos ela havia tentado. Dessa vez, a culpa das coisas darem errado não era mais dela.
Se levantou do colchonete com a ajuda da professora, que a olhava com uma cara mais simpática do que antes.
–Vai ficar tudo bem, Regina! Sua esposa deve estar cansada agora... Mulheres grávidas são assim mesmo, um dia estão ótimas e no outro parece que não te amam mais. Ontem mesmo, Emma só falava de você por aqui! Mas foi ótimo que você pode acompanhar a sua esposa hoje!
–Emma não é minha esposa! -Vociferou para cima da mulher que havia presenciado seu momento de humilhação. Se a culpa era de alguém, seria daquela professora que a obrigou dizer alguma coisa para Emma.
–Me desculpe, você disse antes que..
–Eu sei o que disse! Agora com licença.
Regina saia do curso sozinha, ainda refletia sobre as consequências do que tinha acabado de fazer. Estava segura de que se não fizesse, alguém teria falado por ela. Então se convenceu de foi melhor assim. Seus pensamentos se voltaram para Emma e ela se perguntou para onde a loira teria ido e lamentava, mentalmente, não poder ligar para ter uma resposta. Não mais do que de repente, sentiu alguém lhe puxar com força enquanto caminhava até seu carro.
Dessa vez, olhou para ver de quem se tratava e se deparou nos braços de Emma. Não foi preciso nenhuma palavra, a loira não explicou o que fazia ali e agarrou o rosto da morena para si num beijo urgente e apaixonado.
O coração de Regina saltava pela boca e ela teve a sensação de que Emma poderia sentir suas batidas, de tão fortes que estavam, os corpos colados um no outro e Regina estava entregue ao amor que sentia. Ali na porta, do curso de gestante, a morena não se intimidou em continuar beijando Emma saciando todo o desejo que nutria por ela enquanto os outros casais deixavam o curso e as viam naquele momento íntimo. Emma tampouco fez menção de estar incomodada com a presença daquelas pessoas ou de querer interromper o que faziam.
As mãos de Emma percorriam, com urgência, por toda a extensão do corpo moreno de Regina que correspondia aos estímulos que aqueles toques a causavam. Emma nunca havia lhe tocado daquela maneira antes, estava totalmente entregue, sem censura ou pudores.
Quando o ar lhes faltou, as duas afastaram um pouco o rosto uma da outra para poder respirar, mas continuaram com as testas coladas. Emma, ainda ofegante, tinha as mãos segurando o rosto de Regina, garantindo que a morena não se movesse de onde estava.
–Me desculpa, Regina. Eu não sei o que deu em mim lá dentro para eu ter saído daquele jeito.
–Eu.. Eu acho que te entendo.
–Eu não imaginava que você se sentia daquela forma, achei que você estava só brincando, mas ai eu vi seus olhos e... Quer dizer, é verdade?
Regina pensou em mentir e voltar atrás, mas de que adiantaria? Ela não poderia continuar a ser uma covarde, precisava passar por aquilo. Lembrou de seu filho falando como era ela quem estragava tudo sempre, ela sabotava suas chances de ser feliz.
–Sim, Emma... É verdade. -Respondeu soltando suas mãos da cintura de Emma e recuando alguns passos para trás.
–Vo..você.. me ama? -Perguntou Emma ainda incrédula.
Regina a olhou nos olhos para se certificar de que faria a loira entender de uma vez por todas. Ela não queria passar pela humilhação de dizê-la mil vezes a mesma coisa e não ser retribuída em nenhuma delas, já bastava ter dito que a amava uma única vez.
–Eu amo você como nunca amei ninguém, nem Daniel, nem Robin, ninguém. Eu te amo e não posso mais negar isso!
Emma pareceu atordoada com a notícia que ouviu e não parava de andar de um lado para outro, formando pequenos círculos imaginários em volta de onde estavam, apoiando as mãos em sua barriga. A loira coçava a cabeça e parecia buscar algum sentido nas palavras de Regina, mas não dizia nada.
*****
"Patinho, por favor, fique quieto!" Pensava Emma enquanto tentava digerir as palavras de Regina. "Ela me ama.. Ela me ama?". "Não!" Aprofundou o olhar nos olhos de Regina para se certificar de que ela estava dizendo a verdade, mesmo achando pouco provável que a morena estivesse brincando com um assunto sério. "Sim! Ela me ama, é verdade." Emma coçou a cabeça, não sabia o que responder. "Droga! Não agora!". "Pára com isso Patinho, eu já sei..."
–Vamos para casa... Acho que você está cansada.- Finalmente respondeu.
*** 7 MESES ANTES****
–Emma, já é quase meia noite e nós não temos nenhuma notícia de Henry! -Disse Regina encarando seu relógio de pulso.
–Por Deus, onde esse garoto se enfiou?
–Calma, ele é só um adolescente. Não pode ter ido para muito longe!
–Com 10 anos ele foi parar em Boston, com um cartão de crédito roubado, para procurar sua mãe biológica. Seguramente nosso filho não é uma criança qualquer, Swan!
Regina estava certa, Henry não era, nem de longe, como as outras crianças da sua idade. O garoto sempre estava à frente de todos, era muito esperto e por isso, dificilmente, se metia em apuros. Mas ainda era só um garoto de 15 anos e, às vezes, aprontava como qualquer outro.
A prefeita não se lembrava mais a sensação de perder Henry por aí, desacostumou e agradecia por isso, a não saber onde ele estava. O garoto sempre avisava para onde iria.
Talvez Regina estivesse exagerando na preocupação, mas o fato de que Emma estava ali para ajudá-la era reconfortante. A loira ainda não tinha saído de sua cabeça, e Regina evitava, a todo custo, tocar nela novamente.
–Fica tranquila,mesmo certeza que ele só foi encontrar alguma garota!
Regina lançou um olhar fulminante para Emma. Ela não admitiria seu filho namorar.
–O que? Vai me dizer que você acha que nosso filho não beija, prefeita? -Perguntou Emma segurando o riso.
–O Henry já mencionou alguma garota?
–Não. Mas ele não precisa falar nada. Eu também já tive 15 anos. E você também. Aliás, quanto tempo exatamente faz que você teve 15 anos, hein Regina?
Aquela mulher era irritante e, as vezes, parecia querer irritar a prefeita de propósito. Que tipo de pergunta era aquela, afinal de contas? Era sério e Regina deveria responder? Ela preferiu não responder nada.
As duas mulheres acabavam de entrar na casa da prefeita.
Elas já haviam procurado por Henry em todos os lugares. Nenhum sinal do garoto, a cidade estava vazia. Ninguém nas ruas para dar uma pista do paradeiro dele. Elas lamentavam o fato de não terem o telefone de nenhum amigo que Henry pudesse ter ido passar a noite.
–Srta Swan, talvez ele esteja com os amigos do clube do livro! -Lembrou com ânimo, na esperança de que Emma pudesse completar o raciocínio.
–E você sabe quem são esses garotos?
–Não, na verdade. Mas eu me lembro que eles se encontravam em algum lugar, onde era mesmo? -A prefeita se esforçava para puxar da memória as conversas que tinha com Henry, às vezes, o garoto falava tanto que Regina só conseguia prestar atenção nas partes importantes, deixando os detalhes de lado.
Emma pegou seu celular e ignorou as chamadas perdidas do namorado. Provavelmente Hook estaria furioso com ela por ter desmarcado o encontro em cima da hora. Emma não tinha tempo para aquele tipo de drama naquele momento e, sem pensar duas vezes, guardou o aparelho de volta no bolso da jaqueta.
Regina não deixou de perceber a feição da loira e, cheia de ciúmes, também não resistiu a provocação.
–Você tinha um encontro com o seu namoradinho hoje, Swan?
–Ele não é meu namoradinho, Regina. De qualquer forma, eu ia contar para ele sobre o feijãozinho. -Disse olhando para a própria barriga.
–Feijãozinho? Que diabos... Você chama seu filho de Feijãozinho?
–Aham. Eu não sei o sexo. Achei apropriado já que os médicos dizem que nesse período os fetos são do tamanho de um feijãozinho.
Emma era tão doce e delicada que Regina não conseguia imaginar como ela poderia namorar aquele pirata nojento. O homem nunca trocava as roupas e fedia a rum. Imaginou como foi que eles fizeram aquele bebê e se sentiu enjoada com a imagem que lhe veio à mente.
–Então o gayliner ainda não sabe?
Emma a encarou irritada.
–Não, Hook ainda não sabe. Meus pais, Henry e... bem, eu te contei hoje mais cedo, então são só vocês três que sabem.
Regina estranhou o fato de saber que Emma estava grávida antes do próprio pai da criança. Mesmo sem entender direito o porque, ela ficou feliz que Emma tenha confiado nela para isso.
Diferente da mãe de Emma, porque esta sim, a loira deveria ficar bem atenta, Regina jamais contaria um segredo a alguém.
A prefeita observava Emma, e a cada minuto, percebia nela, uma nova qualidade para ser admirada. As mãos de Emma. As mãos eram fortes e delicadas, Emma tem os dedos longos e magros, fazendo jus a seu corpo esguio. A prefeita tentava desviar a atenção, mas alguma coisa atraía os olhos de Regina diretamente para Emma. A morena buscava alguma resposta que fizesse sentido para o que ela havia sentido mais cedo, na delegacia. Que havia uma conexão forte entre elas, era inegável, mas considerar a hipótese dessa conexão estranha se transformar em algo mais, era absurdo. Regina se perguntava porque então, sentiu ciúmes de Hook.
–E você pretende se casar? -Perguntou meio sem pensar. -Eu quero dizer, meu filho passa boa parte do tempo com você, eu preciso saber se você vai juntar suas coisas com as do pirata.
–Ah Regina, eu sinceramente não sei qual será a reação de Hook em relação ao Feijãozinho, mas eu nunca sonhei em me casar.
Regina não podia explicar o que estava sentindo naquele momento, mas se sentiu aliviada por saber que Emma não tinha planos de casar com Hook. A prefeita observava Emma, agora andando de um lado para o outro enquanto conversavam e pensou que a loira poderia criar aquele bebê mesmo longe de Hook, se quisesse. Ela havia feito o mesmo com Henry. O pirata não valia nada na opinião de Regina, e Emma estaria melhor sozinha.
–Na linha da cidade, Regina! É isso! É para lá que ele costuma ir com os amigos do clube do livro! Ele também já me falou sobre isso mas, às vezes, Henry fala tanto que eu não consigo prestar atenção em tudo! Mas agora eu, finalmente, me lembrei!
Regina ficou chocada que Emma lhe confessou que ela não prestava atenção no filho, a prefeita jamais diria algo parecido em voz alta.
–E por que Henry vai até a linha da cidade?
–Eu não sei, Regina. Acho que é para ver se alguém perde a memória! -Respondeu Emma.
–E você sabia disso e deixa meu filho correr perigo, Srta Swan?! Será que não sabe que ninguém pode cruzar a linha?
–Ninguém, exceto Henry e eu! -Sorriu. -E o restante nunca faria isso!
Regina bufou irritada e preocupada com o que o filho fazia e lhe contava e ela não prestava atenção. Fez uma anotação mental para lembrar de castigá-lo por ir brincar num lugar tão perigoso.
–Está bem, então vamos até lá procurar por ele!
**** FIM DO FLASHBACK****
Fale com o autor