Imagine
12 Mágica em Storybrook?
Notas iniciais
Estavam todos reunidos na mesa de jantar da mansão da prefeita, aguardando Henry descer para se juntar a eles.
Regina convidou os Charmings e o namorado do filho para um jantar em sua casa. A prefeita não estava acostumada a receber visitas e sentia as borboletas voarem em seu estômago, tamanho nervoso que sentia.
A morena, de certo, queria agradar Emma, que há tempos vinha pedindo para que Regina fizesse um assado. Os Charmings, apesar de não serem exigentes, Regina não queria que eles pensassem que Emma não estava sendo cuidada apropriadamente. Regina era orgulhosa e queria impressionar Mary Margareth.
Além dos motivos pessoais que afligiam a morena, aquela noite era especialmente importante para ela. Henry, apresentaria, oficialmente, Philipe para a família.
–Você entendeu, Philipe? Nada de mencionar a operação Emma, em hipótese alguma. Senão você vai colocar todo nosso trabalho a perder- perguntou Henry pela enésima vez.
–Sim, meu amor, não precisa se preocupar. Eu prometo que não vou dar nenhum bola fora dessa vez!
–É a primeira vez que você vem jantar em casa, não quero que minha família pense nada de errado de você. Quero que eles conheçam esse cara maravilhoso que eu tenho a sorte de namorar. -Henry deu um beijo apaixonado em Philipe.
–Então quer dizer que você também é um príncipe?
–Acho que sim. Mas não como você. Eu não sei nem pegar numa espada. -Disse Henry um pouco desapontado.
–Mas esse problema é muito fácil de resolver. Eu posso te dar umas aulas, se você quiser.
–Legal! É claro que eu quero, obrigado, Phil! Eu amo você!
–Eu também amo você, meu príncipe!
****
–Finalmente, garoto! Eu já estava quase indo buscar vocês lá em cima. O abacaxizinho aqui dentro está morrendo de fome já!
–Agora ele virou abacaxi, mãe? Cresceu mais?
–Sim, Henry. Levei sua mãe para fazer o exame e ele está do tamanho de um abacaxi. E, dessa vez, foi o próprio Dr. Whale quem deu a ideia do apelido horroroso.
–Eu achei legal, mãe. -Disse Henry.
–Olá Philipe, prazer em conhecê-lo. Eu sou Mary Margareth, avó de Henry, e esse aqui é meu marido, David, avô de Henry.
–Prazer em conhecê-los, David e Mary Margareth. -O garoto fez questão de não chamá-los pelo último nome, para não acontecer de se confundir novamente. Ele sabia que aqueles eram os pais de Emma, a mãe grávida de Henry, mas preferiu não chamá-los de Sr e Sra Swan. Henry ficou muito aliviado pelo namorado ter começado bem.
–Sente-se querido. — Disse Regina apontando para a cadeira vazia.
Todos pareciam muito satisfeitos com o assado que Regina preparou, deixando a prefeita cheia de si, com sentimento de missão cumprida.
Regina pediu ao filho e Philipe que a ajudasse a tirar os talheres da mesa. Assim, Emma poderia ficar alguns minutos sozinha com os pais, conforme já havia planejado com Henry. O filho sugeriu uma nova missão, operação Emma, com o intuito de reunir a família novamente e quem sabe, com sorte, eles se entendessem.
–Emma, nós estamos muito felizes por você, filha.
–Eu sei que estão.
–O seu pai me disse que você descobriu quem foi que roubou o cavalo. Não acreditei que Robin estava metido nisso. Ele não tinha deixado a vida de ladrão para trás?
–Pois é. Acho que gente nunca conhece as pessoas.
Regina sentiu uma pontada de vergonha por ter se envolvido com um ex ladrão que ainda roubava cavalos em Storybrook.
Emma estava sendo fria e Mary Margareth estava chateada por não conseguir a atenção da filha. Mais ainda, por não conseguir o perdão de Emma. Snow só queria uma chance de tentar se explicar. De dizer a Emma a sua versão da história.
A loira se esforçava para não ignorá-los. Ela já não sentia raiva deles, afinal, percebeu que poderia viver sem Hook. Emma estava chateada, afinal, eles não poderiam protegê-la de tudo que acreditassem que a faria algum mal. Emma tinha receio de colocá-los de volta em sua vida e mais uma vez, eles se meterem onde não devem.
–Filha, Regina te contou?
A prefeita escutava tudo que eles conversavam enquanto os meninos colocavam toda a louça suja na máquina. É claro que eles não precisariam fazer nada daquilo, mas Henry disse que aquilo também fazia parte do plano. Desta forma, Emma teria mais tempo com os pais.
Regina se perguntou o que Mary iria falar dessa vez. Pensou em voltar para a mesa e cortar o assunto. Mary não tinha uma boa reputação quando os segredos de Regina estavam em jogo. A prefeita realmente temia o pior, que a mulher o revelasse para Emma os sentimentos que Regina se esforçava tanto para esconder.
–Me contou o que? -Perguntou se ajeitando na cadeira, demonstrando mais interesse no assunto.
–Sobre a mina, Emma.
–Ah, sim. — Respondeu desanimada. -Eu sei que ela tem trabalho bastante nisso. -Finalizou.
–E sabe o que isso significa?
–Mágica em Storybrook?
–Sim, claro. Mas não só isso! Emma, se Regina conseguir mesmo reativar a mina, todos poderão entrar e sair daqui! Isso significa que Hook poderá voltar.
Mais uma vez, Regina era lembrada da realidade que vivia. Seus olhos se encheram de lágrimas. Mary não havia revelado seu segredo mas a lembrou de algo que a feria muito mais.
–É. Eu sei! -Suspirou Emma.
–E você não está feliz com isso, Emma? -Perguntou David.
–Não sei. Acho que ainda não pensei sobre isso.
Já era hora de Regina retornar à mesa. Ela não precisava ouvir mais nada, e Emma, certamente, desconfiaria do longo tempo que ficaram na cozinha.
–Aqui está a torta que Mary preparou para nós. -Disse entrando com a assadeira nas mãos.
–É de maçã, filha. A sua favorita.
–Obrigada. — Emma molhou os lábios olhando a torta e pensou em quantos pedaços ela iria devorar.
–E aqui está a sobremesa que minha mãe fez. -Disse Henry acompanhado de Philipe, carregando uma assadeira de profiteroles de chocolate.
Emma imediatamente mudou de ideia e optou pelos profiteroles de Regina.
A prefeita não poderia ficar mais contente ao ver Emma devorar os docinhos que ela havia preparado com tanto amor.
*****6 meses atrás *****
Hook estava cansado da vida em terra firme. Acostumado com a emoção de atravessar oceanos, cruzar reinos e desbrandar novas terras, Storybrook causava tédio no capitão.
Ele precisava de um plano para ir embora dali e levar consigo seu amor, Emma.
O capitão estava decidido a recuperar seu navio. Depois disso, daria um jeito de mostrar a Emma que a vida de pirata poderia ser muito melhor do que a vida em terra firme. Emma não precisaria carregar o peso de ser salvadora e a responsabilidade pelo final feliz de todo mundo em suas nas costas. Se a loira quisesse, haveria espaço no navio para Henry também. Eles partiriam para viver uma vida cheia de aventuras e nunca mais precisariam voltar.
–Crocodilo? -Chamou Hook ao entrar na loja de penhores do Sr. Gold.
–Capitão, como você pode perceber, minha loja está fechada hoje.
–Eu não me importo. Eu preciso recuperar meu barco. Onde ele está? -Perguntou aflito. Hook não gostava de estar na presença de Gold e se aquilo não fosse extremamente útil, certamente, não estaria ali.
–Oh querido, você não pode ser tão ingênuo assim, não é? Sabe que as coisas não funcionam exatamente assim.
O moreno sentia seus pelos se eriçarem e, sem mais nem menos, Hook começou a sentir uma dor aguda em seu gancho, a mesma que sentiu quando Dark One cortou sua mão.
–Ah! Faça parar, crocodilo! Faz parar agora!
Gold sorria ao ver o moreno agonizando na sua frente.
–Eu não estou fazendo nada. Você já deveria ter percebido que não há magia em Storybrook.
–Não minta, crocodilo! Ah! Faça essa dor parar! -Suplicou Hook.
Gold torceu sua mão e, então a dor cessou. Hook respirava aliviado enquanto, com a outra mão, ajeitava o gancho na posição certa.
–Acredito que a sua dor tenha passado, não é mesmo?
–O que você fez comigo? -Gritou
–Fiz exatamente o que você pediu. Aliviei a sua dor. -Respondeu com um sorriso de lado.
–Por que eu senti a minha mão sendo cortada novamente, crocodilo? Não adianta mentir para mim!
–Eu não tenho ideia. Talvez você tenha sentido a presença da sua mão...
–O que você está dizendo?- Perguntou desconfiado. — M-Minha mão... Minha mão esta aqui? Você trouxe minha mão para Storybrook?
–Não se sinta lisonjeado, querido. Eu trouxe muitas coisas de meu acervo pessoal.- Respondeu tirando um jarro lacrado com a mão do capitão boiando num líquido.
–Ah! Faça parar! Tire isso daqui! -Suplicou ao ser atingido pela dor lacerante novamente.
Gold, mais uma vez, torceu sua mão, e a não só a dor passou como o jarro desapareceu completamente.
–Me devolva! Eu quero minha mão de volta!
–Primeiro, a mão não é mais sua, ela pertence ao meu acervo pessoal, portanto, tecnicamente, ela é minha. Segundo, se você colocasse essa mão novamente, você não aguentaria.
–Você não sabe o que eu posso ou não aguentar! Eu quero minha mão de volta!
–Bom, se você a quer de volta mesmo assim, podemos negociar...
–O que você quer, Crocodilo. Qual o seu preço para que me traga o Jolly Roger de volta e me devolva a mão?
Finalmente Hook havia falado a língua que Gold conhecia.Acordos, tratos. Se quisesse algo que Gold poderia dar, precisaria ter algo, de seu interesse, para dar em troca.
–O seu primeiro filho!
****
Não muito longe dali, a prefeita encerrava sua primeira reunião com Leroy. Ela detestava aqueles anões, mas admitia que eles eram excelentes para o trabalho braçal que ela buscava.
A morena não via a hora de inaugurar a mina e recuperar sua magia, ela não podia e não queria contar com os serviços, incompententes, da polícia de Storybrook sempre que a cidade corresse perigo. E, ultimamente, a cidade andava bastante agitada.
A volta de Zelena era um fardo que Regina teria que carregar e depois aquela criança que iria nascer, filho também de Robin.
–Robin, o que você está fazendo aqui? -Perguntou sorrindo enquanto guardava alguns papéis em sua pasta.
O loiro se aproximou e deu um beijo nos lábios de Regina.
–Vim te buscar, meu amor. Você já terminou a reunião?
–Sim. Podemos ir. -Regina se levantou e começou a caminhar em direção ao carro com as mãos entrelaçadas com as de Robin.
–Ah, eu quase esqueci! Preciso ir até a delegacia.
–Faça isso amanhã, meu amor. Vamos para casa agora?
–Eu não posso, Robin, sinto muito. Realmente preciso falar com a Srta Swan.- Disse torcendo o nariz.
–Está tudo bem?
–Sim, mas é que com a restauração da mina, preciso combinar com ela os dias que precisaremos de reforço no local. Me espere na minha que eu te encontro em poucas horas, está bem?
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