Imagine
13 Gosta do que vê?
Notas iniciais
Os Charmings levaram Philipe para casa e Henry havia ido dormir cedo naquela noite.
–Regina, Henry me pediu que comprasse preservativos para ele. -Falou Emma na maior naturalidade, tentando não assustar a morena.
–Desculpe, acho que eu não entendi?
–Ah, Regina! Vamos lá! Fique feliz por nosso filho ser responsável e querer fazer sexo seguro!
–Nosso filho... Ele já faz sexo, Emma? -Perguntou com um certo desespero na voz.
–Sinto lhe informar, mas sim, nosso filho é um belo rapaz sexualmente ativo!
Regina sentiu vontade de afundar o rosto em suas mãos e lamentar que o próprio filho, até ontem, uma criança, poderia estar com a vida sexual mais ativa do que a dela. Preparar um jantar para o namorado de Henry já era assustador o suficiente, agora saber que ele fazia sexo, era muito para prefeita aguentar em uma noite só!
–Ainda bem que existe você nessa casa. Eu acho que eu não saberia aconselhá-lo.-Admitiu.
–Ele é muito responsável, Regina. Você deveria se orgulhar. Na verdade, mal precisamos falar alguma coisa para o garoto, ele foi muito bem criado, graças a você! Então acho que você saberia sim o que dizer!
–Acho que eu preciso de uma bebida, você se importa?
–Claro que não. Vá em frente. -Respondeu Emma com um sorriso meigo.
A morena encheu seu copo com uma dose bem servida de seu whisky favorito e sentou-se ao lado de Emma no sofá. Regina estava cansada, o jantar a deixou exausta. Receber os pais de Emma nunca fora fácil, ela contava com aquela noite para provar para Mary Margareth que ela podia cuidar de Emma.
Emma apoiou a cabeça no ombro de Regina. A morena se sentiu confortável com a aproximação da loira e a deixou se aninhar em seu pescoço. Sentiu uma necessidade de tocar os cabelos da loira, acariciar seu rosto, e, com alguma sorte, roubar-lhe um beijo.
Emma começou a acariciar seu ventre.
–Como será que ele é? -Perguntou, tirando a morena de seus devaneios.
–Não tenho dúvidas que seja uma linda criança!
–Eu não me importo com isso! Eu quero que seja esperto. Como você!
Regina ficou lisonjeada. Emma desejava que o filho tivesse alguma característica dela, e considerá-la esperta era um elogio e tanto para a morena.
–Eu não quero que seja como Hook, que fuja das coisas. Quero que encare os problemas. -Emma disse. -Quero que seja corajoso também.
–Como você! -Adicionou Regina.
–Talvez. Ou talvez, um pouco mais.- Disse acariciando a barriga, antes de virar o pescoço para a morena de forma animada. -Você vai ensinar magia para ele? Isto é, se a mina for reativada-
–Você quer que ele aprenda? -Questionou Regina surpresa.
–Seria legal se ele souber usar. As vezes, é bom! Ele pode arrumar o próprio quarto, pode fazer a janta para gente... Essas coisas.
–Emma, magia não deve ser usada a toa! A essa altura você já deveria ter aprendido que ela tem um preço!
–Eu sei! Estou apenas brincando. Mas eu quero que ele saiba magia sim, não precisa ser nenhum Harry Potter ou algo do gênero. -Brincou. -Mas quero que saiba se virar.
Regina sorriu da piada de Emma. A morena respirou e tomou coragem de perguntar o que ela já deveria ter perguntado a muito tempo mas, por alguma insegurança, não tinha feito.
–Você quer que a mina dê certo então?
–Eu ainda não sei... Não sei o que eu faria se Hook voltasse.
A morena ficou pensativa, tentou entender o que se passava na cabeça da loira, mas Emma, às vezes, parecia indecifrável.A loira era muito vaga quando assunto relacionado a Hook, Regina não queria forçá-la a dizer nada, mas precisava saber se Emma ainda o amava.
–Você perdoou o capitão?
–Não sei. Quero dizer, você estava lá, viu o que aconteceu! Você perdoaria se estivesse no meu lugar?
Se Emma tivesse feito essa pergunta a alguns meses atrás, talvez Regina tivesse outra resposta para dar. A morena, a final de contas, perdoou Robin. Ela realmente tentou seguir adiante o relacionamento com o ladrão, se não fossem os sentimentos por Emma, talvez ela estivesse se casando com Robin e não estaria naquela furada que havia se metido.
Robin era um bom pretendente, mas não era Emma. Hook, por outro lado, era pai daquele bebê, talvez, Regina precisasse mentir e dar a Emma a chance de ser feliz e ter uma família com o capitão.
–Ei, Regina? Você perdoaria Hook?
****6 meses antes****
Aquela dor parecia infinita no coração de Emma, e Regina não sabia o que fazer para tentar ajudá-la. Regina não costumava se sentir daquela maneira, o sofrimento alheio não a incomodova. Mas algo em Emma estava fazendo com que o coração enegrecido de Regina ficasse mais próximo à luz. Surpreendentemente, Regina se incomodava com a dor da loira.
A morena sentia vontade de esganar o capitão. Nunca confiou em piratas, especialmente em Hook, que durante anos, foi o grande comparsa de Cora. Regina conhecia os métodos, nada honestos, que Cora fazia uso. O capitão não merecia ser pai daquele filho, merecia menos ainda, estar ao lado de Emma.
Regina podia ser muitas coisas, mas ela jamais abandonaria uma criança inocente, por alguma razão, Regina gostava de crianças. Ela acreditava que aqueles mini seres humanos eram muito mais interessantes e cheios de vida do que adultos.
Mais um dia já havia amanhecido e Emma não queria sair do quarto de visitas da casa de Regina.
Nem mesmo Henry conseguia animá-la. Aquilo começou preocupar
Regina e a morena teve a impressão que, se ela não tomasse alguma atitude, a loira jamais atravessaria aquela porta.
A morena bateu na porta e esperou alguns segundos. Nada.
–Emma! -Chamou.
Silêncio.
–Vamos, eu sei que está aí! Abra a porta!
Silêncio.
A prefeita respirou fundo e tentou não perder a paciência que restou depois de lidar o dia inteiro com a internação de Zelena. Emma não podia ficar trancada para sempre.
–Por favor! -Pediu.
Silêncio.
–Está bem, Emma! Quando você estiver preparada para sair, eu estarei aqui fora esperando. Mas saiba que eu me comprometi a cuidar de você e dessa criança, e minha missão não estará cumprida até que esse bebê esteja nos seus braços e todos estejam felizes, incluindo você.
Do outro lado, apoiada na porta, Emma chorava escutando cada uma das palavras da prefeita.
******
Emma pulou assustada da cama. Sentiu um alívio quando se deu conta que não passava de um pesadelo. Fechou os olhos e tentou dormir novamente.
Girou para os dois lados da cama, trocou os travesseiros de lugar e nada parecia ajudá-la a pegar no sono. Se levantou e caminhou até o banheiro.
Molhou o rosto e encarou sua imagem no reflexo do espelho por alguns segundos antes de voltar para a cama.
Tentou, mais uma vez, dormir. Olhou no relógio ao lado da cama e percebeu que não era tão tarde, Regina poderia estar acordada ainda.
Saiu do quarto e se deparou com todas as luzes apagadas. Caminhou até as escadas e ia checar se a morena ainda estava na cozinha.
–Emma? — Chamou Regina enquanto saía da porta de seu quarto.
–Eu não conseguia mais dormir. Te acordei?
–Não, eu também não conseguia pegar no sono. -Respondeu enquanto apertava o laço de seu penhoar por cima da camisola.
Emma achou graça ao vê-la, mesmo estando sozinha, vestindo aquiloera peça por cima da camisola.
–Você usa isso todo dia? -Apontou o penhoar.
A morena foi pega de surpresa, não imaginava que Emma iria questionar como ela se veste.
–Eu.. Eu uso para ficar em casa quando recebo alguém. Algum problema?
–Não é que é tão formal. Mesmo para você.
–Como assim "até mesmo para mim"?- Perguntou desconfiada.
–Que você não precisa andar assim dentro de casa, está tudo bem se eu te encontrar por ai de camisola... Não?!
–Prefere que eu tire então, Srta Swan? -Perguntou arqueando as sobrancelhas.
Emma abriu um sorriso com o canto dos lábios e os olhos se arregalaram ao perceber a provocação da morena.
–Só se você quiser...
Regina abriu novamente o penhoar e o deixou deslizar sobre seus braços, até cair no chão. Emma olhou cada movimento da prefeita, encarou a morena dos pés a cabeça e, inevitavelmente, mordeu os lábios na tentativa de umidecê-los. De repente, eles haviam perdido toda a hidratação.
Regina vestia uma camisola de seda azul, decote comprido, marcando, levemente, a junção dos seios em seu colo. A peça era curta o suficiente para que Emma pudesse ver as coxas delineadas da morena em suas pernas extremamente torneadas.
A loira ficou sem fala e não conseguia desviar os olhos do corpo de Regina. A morena estava aprendendo o que deveria fazer para provocar Emma.
–Gosta do que vê? -Perguntou sem censurar-se.
–E..eu..- Emma caminhou alguns passos em direção a morena e colocou a mão em sua cintura, puxando para bem perto de si.-Eu adoro, Regina! -Finalizou.
A morena subiu seus braços e envolveu o pescoço de Emma. As duas mulheres fecharam completamente a distância em um beijo sem pressa para acabar.
Regina soube que Emma queria aquilo tanto quanto ela, ou mais, Regina ainda se lembrava bem que a loira ainda teria longos meses de gestação e libido pela frente. Não se incomodou em fazer aquilo apenas para a satisfação de Emma, Regina estava aprendendo a tirar proveito da situação também.
Regina puxou Emma para dentro do quarto e fechou a porta, antes que Henry pudesse acordar com o barulho e encontrar suas duas mães no corredor. Provavelmente aquilo seria muito traumático para uma criança, mas então Regina se lembrou que o filho não era mais uma criança.
–Temos que fazer silêncio — Lembrou Regina.
–Henry dorme igual pedra, não se preocupe, Regina! Vem aqui! — a loira arrancou as peças que cobriam o corpo da prefeita e imediatamente começou a beijá-la.Regina aproveitou para tirar o pijama de Emma também.
–Eu queria tanto você de novo! -Disse Emma.
–E por que não fez nada?
As duas mulheres se beijavam com urgência e, quando conseguiam descolar seus lábios, trocavam algumas palavras.
–Porque não podia quebrar as suas regras!
Regina se calou, se recordou que ela mesmo havia imposto as regras e Emma estava respeitando, conforme ela também pediu. Como ela poderia voltar atrás?
–Me beije, Emma. Apenas me beije!
A loira prontamente atendeu o pedido de Regina e a beijou cheia de desejo.
As mãos de Emma deslizavam no corpo moreno que se deliciava com o toque. Regina sentiu falta do cheiro de Emma hipnotizando sua mente e dos lábios rosados tocando todo seu corpo.
Regina podia morrer por ela, Regina seguramente daria sua vida por Emma.
A prefeita colocou Emma sentada em um das poltronas que havia no quarto e começou a beijar seu pescoço, traçou uma linha de beijos e mordidas até o ouvido da loira.
–Eu quero você hoje!- Sussurou. -Me deixe matar minha vontade...
Emma apoiou a cabeça para trás e gemeu ao ouvir que a morena também a desejava.
Regina lambeu o mamilo de Emma, e, com a mão livre, apertou o outro seio da loira. Aquilo era maravilhoso. Diferente da primeira vez, a morena não se intimidou, se sentia mais confiante para seguir adiante.
Ajoelhada de frente para Emma, a morena afastou as pernas da loira e se encaixou no meio delas. Esticou seus braços para cima e acariciou o ventre de Emma com a ponta das unhas, deixando os pelos da loira completamente eriçados para cima.
Os gemidos e sussurros que Emma emitiu, encorajaram Regina a continuar.
A morena sabia exatamente o que queria, seu desejo era provar Emma. Por tantas noites que ela sonhou fazer aquilo, e tantas vezes que ela ficou imaginando como seria. Dessa vez, Regina seguiu adiante e lambeu a loira pela primeira vez.
O gosto do sexo de Emma era inexplicável para a morena, ela podia ficar viciada em poucos segundos. Assim que começou, Regina não queria mais parar. Descobrindo, aos poucos, como agradar a loira, a morena passou a língua em todo o clitoris e repetiu o movimento. Depois, começou a fazer movimentos circulares de leve e Emma começou a ficar ofegante. Regina descobriu que, quando intensificou o movimento, a loira se agarrou na poltrona e curvou as costas de prazer. A morena então, aprofundou ainda mais o que fazia. A prefeita se divertia ao ver Emma completamente entregue a ela.
Seus braços ainda na barriga da loira, foram agarrados com força. Com a língua, a morena sentiu Emma ficar ainda mais molhada e a loira segurou firmemente as mãos da prefeita enquanto chamou pelo seu nome.
Pela primeira vez a morena soube como era ter uma outra mulher ter um orgasmo em sua boca. A sensação era, além de maravilhosa, completamente excitante. Regina estava fora de si e precisava, ainda mais, das mãos de Emma para saciar sua desejo.
–Regina! O que foi isso? -Perguntou Emma extasiada.
–Foi... Eu não sei.. Senti vontade de tentar. Muito ruim, Srta Swan?
–Pare de me chamar assim, Regina. É estranho estar aqui com você assim e você continuar a ser tão formal.
Regina riu de Emma, mas a morena não conseguia deixar a formalidade de lado. Não é como se elas estivessem em um relacionamento ou algo do tipo, era apenas Regina atendendo os desejos de Emma, e agora, talvez, atendendo um pouco dos seus desejos também.
–Vem aqui, você é muito gostosa para que eu deixe você ficar falando agora.
Emma puxou a morena e a colocou em seu colo com os braços envolvendo a cintura de Regina num abraço sensual. Emma começou a beijar a morena e deslizar sua mão pelo corpo dela. Regina tremia só com o toque de Emma.
–Vou te mostrar uma coisa que aposto que aquela garçonete nunca te mostrou.
Regina parou por alguns instantes, Emma estava mesmo referindo-se à Ruby com um certo...ciúmes, talvez?!
A ideia de que Emma estava com ciúmes dela excitou ainda mais a morena que foi colocada em cima de Emma de forma que, seu sexo, colou diretamente com o da loira.
O choque do encontro do sexo dela em cima do de Emma era mais uma nova sensação que Regina se surpreendeu e nunca imaginou que sentiria um prazer como aquele.
Apoiou as mãos na poltrona que a loira estava sentada e com a ajuda de Emma, elas, sincronizadamente, se moviam roçando-se uma na outra.
Emma beijava Regina e não a deixava gemer alto para não correr o risco de acordar Henry, e assim que Regina estava quase chegando em seu ápice, a loira a apertou forte contra seu corpo e tampou totalmente sua boca em um beijo.
As duas mulheres chegaram ao orgasmo ao mesmo tempo.
Regina finalmente relaxou no colo de Emma. A loira a beijava carinhosamente no rosto, nas bochechas e nos lábios. Regina gostava daquilo.
Ela amava Emma e cada gesto de demonstração de carinho da loira deixavam Regina ainda mais encantada e apaixonada
As duas mulheres continuaram na mesma posição, sentadas na poltrona. Regina no colo de Emma que a envolvia com os braços, segurando o corpo e as pernas da morena, como se ela fosse um bebê.
Regina não resistiu e acariciou a linda barriga que a loira carregava enquanto aninhava seu rosto no pescoço de Emma, a fim de se embriagar com cheiro da loira.
–Eu tive um sonho ruim, por isso não conseguia mais dormir. -Disse Emma.
–O que você sonhou?
–Que tiravam o abacaxizinho de mim... -Lembrou Emma com tristeza.
Regina, que continuava a acariciar o ventre da loira, disse:
–Você poderia ficar, se quisesse.. .
Emma fez uma expressão curiosa para a prefeita, a loira não sabia o que Regina estava dizendo.
–Hoje. Pode dormir aqui comigo. É claro, se você quiser.
Emma então deu um sorriso tímido e acariciou o cabelo da morena aninhada em seu corpo..
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