Imagine

25 Emma, por favor, está quase!


Notas iniciais
Meninas, espero que gostem do capítulo! E Patinho: Bem vindo ao mundo!!! bjO

Era ela, finalmente Regina estava de volta.

–O que você está fazendo aqui sozinha? Onde está Mary? Questionou Regina. -E por que essa criança não estava me esperando chegar? -Perguntou em um tom autoritário, fazendo Emma sorrir. -Me dê a sua mão! Agora estamos prontos, doutor.

O médico, que assistia a cena, sorriu para a prefeita e acenou com a cabeça informando que eles iriam iniciar em alguns minutos.

–Eu achei que você não ia chegar a tempo. -Aiii!

Regina segurou firme a mão de Emma que urrou de dor. A morena acariciou a barriga da loira e a olhou de forma carinhosa.

–Eu prometi que estaria aqui, não prometi? Onde raios se meteu a sua mãe, Emma? -Perguntou olhando ao redor, para ver se encontrava a mulher por ali.

–Eu não sei.. Ela saiu de repente!

–Como saiu de repente? Eu perdi um tempo crucial para buscarmos ela o mais rápido possível e ela te deixa sozinha? -Regina estava inconformada com a falta de comprometimento de Mary e também espantada com a sua atitude.

Emma também não fazia ideia do motivo que levou Mary a sair dali. Lembrou que a mulher correu quando ela mencionou a volta de Hook, assunto o qual, ainda não teve tempo de explicar para Regina. Imaginou que aquela não seria um bom momento hora para explicar tudo que vinha acontecendo para a morena.

–Aii! -Gritou. -Pronto patinho, agora chega, Regina já está aqui, você pode vir, se quiser!

Regina ainda buscava, com o olhar, por Mary ao redor. Precisava conversar com a mulher e lhe dizer que seu marido pediu para assumir seu lugar no poço, já que Regina estava visivelmente abalada com o fato de ter deixado Emma para resolver problemas da cidade, e a fumaça já parecia praticamente contida, restando apenas a missão de jogá-la no poço. A situação estava sob controle e a prefeita concordou que David poderia assumir dali em diante.

–Emma, eu não faço ideia do porque Mary te deixou aqui sozinha, mas preciso que ao menos você esteja ciente que David assumiu meu lugar e ele é quem está controlando a fumaça.

–Meu pai? Ele.. Ele sabe usar a varinha negra?

–É isso que nós estamos prestes a descobrir. -Regina forçou um sorriso. -Mas eu não poderia ficar nem mais um minuto lá puxando uma fumaça sugadora de energias enquanto você e o Patinho estavam aqui precisando de mim...

–Obrigada, Regina! Eu te amo! -Aiii!

–Eu também te amo, Srta Swan, agora se concentre em fazer essa criança nascer!

O médico já estava todo paramentado e posicionado entre as pernas da loira e, graças ao apoio de Regina, finalmente ao seu lado, Emma fazia a força que conseguia para empurrar a criança para nascer.

–Regina? -Uma voz os interrompeu.

A loira se virou e viu Robin parado na porta do quarto em que estavam.

–Me desculpe, interromper o momento.. É que...

–Regina! -Gritou Emma enfurecida. -O que ele... Ai! .. está fazendo.. Ai! O que Robin está fazendo na porta do meu quarto? -Falou de uma vez, sem conseguir respirar entre as palavras devido a dor.

–Emma, por favor, está quase! Se concentre! -Pediu o médico.

–Regina! -Repreendeu Emma transtornada enquanto contraia sua musculatura.

A morena não sabia o que dizer, não imaginava que Robin iria aparecer logo agora para falar alguma coisa, ainda com as mãos agarradas às de Emma, tentou fazer com que a loira mantivesse o foco no nascimento da criança, mas o máximo que conseguiu foi despertar ainda mais a fúria da loira. Emma estava descontrolada por conta da dor, da ansiedade, do medo e ainda tinha que ouvir Robin, o ex de Regina, naquele momento.

–Robin, eu.. eu estou ocupada agora, por favor! Conversamos depois!

–Eu só queria agradecer por você ter me autorizado David me liberar, meu filho... Filha, na verdade, também acabou de nascer!

–Ai! -Gritou Emma, assustando o ladrão. -O que foi? Nunca viu uma mulher dando a luz? Zelena fez como, por acaso? -Vociferou Emma.

–Emma, eu sinto muito! Eu já estou de saída. Se quiserem conhecer minha filha, serão muito bem vindas!

–Arghh!

–Vamos, Emma! Mais uma última vez igual essa última e teremos o seu filho aqui. -Avisou o médico.

O loiro saiu do quarto e Regina percebeu que Emma finalmente relaxou sem a presença de Robin ali, jamais imaginou que Emma poderia ser ciumenta e um sorriso, meio fora de hora, surgiu em seu rosto.

Quando Regina decidiu liberar o ladrão da cadeia por alguns dias na noite anterior, não imaginava que a filha dele e de Zelena, sua sobrinha agora, nasceria em tão pouco tempo. Não se importou em fazer as contas da data que a ruiva havia engravidado, aquele era um assunto encerrado há muito tempo para Regina. A morena se esqueceu completamente que um dia Robin foi a razão de seu sofrimento. A presença do homem no hospital foi uma surpresa para ela, assim como foi para Emma.

–Aqui está! -Exclamou Dr.Whale sorridente. -É uma bela menina, parabéns, Emma! -Revelou. -Regina, o cordão? -Perguntou o médico carregando um lindo bebê chorando em suas mãos.

A morena não esperava ser convidada para fazer aquilo e sentiu suas bochechas corarem,mas não negou estar lisonjeada com o ato. Insegura de que deveria seguir adiante cortar o cordão umbilical da criança, desviou seu olhar para Emma, que consentiu com um largo sorriso em seus lábios.

Assim que a morena passou a tesoura cirúrgica no cordão, o quarto foi tomado por uma luz de coloração branca, quase que transparente, invadindo cada uma das pessoas ali presentes como se tivessem experienciado um pequeno choque por alguns segundos mas logo em seguida se esvaiu da mesma forma que chegou. Instintivamente, Emma olhou pela janela e a fumaça não estava mais lá, o céu já havia retomado sua cor bucólica típica de fim de tarde. Storybrook voltou ao normal.

–Eu sei, Emma! -Falou Regina ao se deparar com o olhar da loira ansiando uma confirmação daquilo que ambas pensavam. -Seu pai conseguiu, a magia está de volta! -Regina podia sentir seu corpo todo energizando, como antigamente.

A morena caminhou poucos passos com a criança em seus braços até entregá-la pela primeira vez a Emma. As duas mulheres não conseguiram conter a emoção de ver aquela menininha, que há poucos minutos estava dentro de Emma, toda perfeita, linda, embrulhada só com o cobertor da maternidade. A criança era branquinha e gorducha, suas bochechas eram encantadoramente rosadas, a menina parecia uma verdadeira bonequinha, cabelos pretos, longos e fortes para um recém nascido, lembrando os fios de Regina. Os pequenos pezinhos e mãozinhas revelavam dedos compridos e finos, idênticos aos de Emma. As duas mulheres não poderiam estar mais apaixonadas por aquela criança, uma adorável menininha.

Regina havia se preparado durante tanto tempo para se manter firme e não chorar, mas a emoção daquele momento foi muito maior do que ela jamais calculou e a morena não conteve as lágrimas ao ver mãe e filha abraçadas. A volta da magia em Storybrook não poderia ter acontecido num momento mais propício, tornando tudo ainda mais mágico!

A morena passou o braço por trás de suas costas apoiada no travesseiro e lhe beijou a testa revelando toda a gratidão que sentiu por poder compartilhar daquilo que por muitas vezes, se apavorou com a ideia de que não estaria presente.

–Parabéns! O patinho afinal era uma linda menininha, Emma!

–Nossa menininha, Regina!

–Sim, nossa menininha! -Corrigiu enquanto deslizava a ponta de seu dedo na bochecha do bebê nos braços da loira.

O momento foi breve e a presença da enfermeira interrompeu o que estavam fazendo.

–Desculpem! -Pediu educadamente. -Mas eu preciso levar ela para limpar, pesar, medir e fazer os primeiros exames.

Emma, já com saudades da filha dentro de sua barriga, entregou desanimada a garota que estava apertada em seus braços para a enfermeira, porém a loira sabia da importância daqueles procedimentos e se consolou com a ideia de que em breve teria a menina de volta para a primeira mamada. Emma nunca havia dado de mamar e estava ansiosa por esse momento, Regina, precavida, lhe entregou todos os apetrechos para facilitar a amamentação o que incluía todo o tipo de pomada calmante, cicatrizante, natural e anestésica, bicos plásticos descartáveis, protetores de mamilo, bomba manual e automática, caso ela não se adapte com alguma, de tirar leite, entre outros que Emma não fazia ideia para que serviam.

–Emma! -Chamou David ainda esbaforido da corrida que fez até o quarto da loira. -Eu consegui... ? Não.. não cheguei a tempo de conhecer meu neto... -Lamentou ao ver que Emma já havia dado a luz. -...É um neto ou uma neta? -Perguntou.

–Você é avô de uma linda princesa, David! Meus parabéns! -Revelou Regina.

–Uma menina? Nossa! Eu.. Emma, me desculpe por não conseguir chegar a tempo!

–David, você é mesmo um príncipe encantado, além de salvar Storybrook hoje, você também foi o herói da sua neta por ter assumido o posto de Regina para que ela viesse ficar comigo, então, não vejo motivo para você se desculpar! -Respondeu Emma, segura de que o pai havia tomado a decisão certa. -Além do mais, você não perdeu nada além de me ver gritando e apertando as mãos de Regina. -Brincou.

–Onde está a minha neta?

–Levaram ela para os procedimentos pós parto, não se preocupe David, em breve ela estará de volta? -Assegurou Regina.

–E... Onde está sua mãe, Emma? -Perguntou David olhando ao redor sem encontrar sua esposa.

–Essa é uma pergunta que eu fiz desde que coloquei os pés nesse quarto, David. Onde raios se meteu Mary?

–E-Eu também não sei gente, ela saiu correndo de repente... Quando eu vi, ela já não estava mais aqui!

–Que estranho! Mary não te deixaria sozinha nesse momento, filha...

–Você acha que aconteceu alguma coisa? -Perguntou Regina.

–Eu não quero nem pensar nisso, seria muito drama para um único dia, mas...

Emma viu que seu pai estava aflito, ele não demoraria a desconfiar que Emma sabia o motivo de Mary ter saído do hospital, Hook. Por mais que ela não quisesse falar naquele momento sobre o que vinha escondendo de Regina, o desaparecimento de Mary não ficaria em vão e a loira também começou a se preocupar se algo havia acontecido com a sua mãe, então decidiu que não adiaria mais aquele assunto. Emma tomou fôlego para começar a explicar.

–Eu acho que ela saiu quando eu mencionei o nome de Hook.

Os dois viraram o pescoço na direção de Emma, e pareciam incrédulos com a revelação, cada tinha seus prórprios motivos, Regina simplesmente por imaginar que não ouviria aquele nome saindo dos lábios de Emma tão cedo e David se apavorou com a ideia de que Hook poderia estar de volta num dia como o do nascimento do seu primeiro filho.

–Emma, e porque você estava falando sobre Hook com Mary? -Perguntou Regina visivelmente abalada.

–Porque.. Porque... -Emma procurava palavras para tentar explicar da melhor maneira, não queria comprometer a confiança que Regina depositava nela por conta de uma besteira. -Bom, porque ele está de volta em Storybrook!

–Como assim está de volta, Emma? Não é possível! A mágica nem bem entrou na cidade e como.... Como? -Questionou Regina tentando demonstrar uma calma que não tinha.

–Eu não sei exatamente os métodos que ele usou para fazer isso! Mas foi nessa parte da história que Mary correu daqui... De qualquer forma Regina, não se preocupe, Hook não significa nada para mim nem para minha filha. Eu já deixei isso claro para ele quando o vi!

–Você se encontrou com ele, Emma? E quando pretendia me contar sobre isso?

–Me desculpe, Regina! Eu queria ter falado hoje mais cedo, mas como a gente... -A loira olhou para seu pai, que ouvia atentamente tudo que ela dizia e então preferiu não continuar a se justificar sobre a verdadeira razão de não ter tido tempo de conversar com a morena. — Enfim, não deu tempo de falar sobre isso. E eu só fui me encontrar porque ele estava me ameaçando e aquilo precisava parar, porque eu não ia mais ficar longe de você por causa das ameaças de Hook.

–Emma! -Repreendeu Regina ao se dar conta que Emma havia saído de sua casa por culpa das ameaças do pirata. -Há quanto tempo que Hook está na cidade e você não disse nada? -Perguntou. Regina se lembrava de ter visto a figura de um homem que se assemelhava muito a dele diversas vezes mas sempre encontrou uma justificativa para provar para ela mesmo que estava errada. Enquanto Emma se esforçava para se justificar para Regina, as duas mulheres não notaram que David saiu do quarto sem dar explicações e quando se deram conta, o príncipe não estava mais ali.

–Mas... Que diabos está acontecendo aqui hoje? -Questionou Regina ao se dar conta que estava sozinha com Emma novamente.

******

Não muito longe, Hook esgueirava-se para não ser visto entre os corredores do hospital de Storybrook. O moreno sentia raiva, estava com ódio por ter sido trocado por Emma. Queria magoá-la, a todo custo, queria que Emma sofresse um pouco da dor que ele sentia também. O capitão queria que Regina pagasse o preço de lhe ter tirado a felicidade e para isso, tiraria a felicidade da morena também.

Estava decidido, iria roubar aquele bebê. Hook não achava que aquilo seria um roubo, uma vez que ele era pai da criança. Ninguém o convidou para conhecer a criança, Gold estava certo, se ele não fizesse nada, não teria chance nenhuma contra Emma e Regina.

Ele pensou se deveria visitar a loira é apenas conhecer a criança, quem sabe, tentar uma aproximação da forma mais natural, mas desistiu da ideia quando aquele sentimento de trevas dominou ele mais uma vez. O antigo capitão estava de volta, não seria mais um homem bom e esforçado, afinal de contas, de que lhe adiantaria ser um homem melhor se Emma não estivesse ao seu lado?

Hook parou em frente ao vidro da ala da maternidade e procurou saber quem poderia ser o seu filho, o moreno não sabia se Emma teve um menino ou uma menina. Havia apenas duas crianças nos pequenos berços, mas ele ficou em dúvida de qual seria a sua. Apertou os olhos para tentar enxergar as etiquetas em cada um dos carrinhos e conseguiu identificar que eram duas meninas.

Uma delas, a menor, era inteirinha cor de rosa, cabelos tão claros que quase não se notava os pelos, estava acordada, chorona. Poderia ter puxado a mãe, imaginou Hook. Observou mais atentamente e percebeu que a menina vestia uma roupa elegante de tom verde claro e já estava com uma pulseirinha de ouro no pulso e havia alguma coisa escrita, mas ele não conseguiu ler. A outra menina, ao lado, era gorduchinha, pele tão clara que parecia reluzente, bochechas coradas e cabelos negros. Não havia identificação nenhuma e a garotinha ainda estava enrolada apenas com o cobertor da maternidade. Algumas pessoas se aproximavam do local e Hook precisou se afastar um pouco para não ser notado.

–Que meninas mais lindas! Olha aquela que chorona! -Disse uma senhora.

–A outra parece uma bonequinha, dorme tranquila. -Respondeu a mulher que acompanhava.

Uma enfermeira se aproximou das duas com um sorriso satisfeito.

–Vocês são familiares? -Perguntou.

–Não. Minha outra filha está muito doente e está internada aqui, viemos apenas ver os bebês para distrair a cabeça. -Respondeu a senhora. -Nasceram quando?

–As duas nasceram hoje, quase na mesma hora. Aquela ali, -Apontou para menina que dormia. -deveria ser a mais velha, mas a mãe dela esperou tanto tempo que acabou nascendo depois.

–E como elas se chamam?

–A mãe dessa ainda não decidiu o nome, mas a outra se chama Emerald.

–Emerald? Isso não é o nome de uma pedra? -Perguntou a mulher mais nova.

–Acho que sim, mas parece que a mãe dela tem uma obsessão por coisas verdes. Vai entender... Agora vou levar a outra para que a mamãe dela possa amamentá-la e escolher um nome.

Hook sorriu satisfeito, já tinha a informação que precisava. Emma não era a mãe de Emerald restando apenas a outra garotinha de cabelos negros. Aquela era sua chance.

–Com licença, eu sou Killian Jhones, acho que ainda não fomos apresentados -Disse para a enfermeira.

–Oh, em que posso ajudá-lo, senhor Jhones?

–Aquela garotinha ali, ela é minha filha! Eu não consegui chegar a tempo e é a primeira vez que eu a vejo, será que eu poderia...

–O senhor gostaria de pegá-la no colo, é isso Sr. Jhones? -Perguntou.

–É.. Quer dizer, eu posso? -Não era exatamente isso, o capitão apenas queria alguma informação que confirmasse sua desconfiança de que aquela era a bebê certa, mas a enfermeira, por fim, lhe deu uma ótima ideia.

–Claro! O senhor pode levá-la de volta para a mãe no meu lugar, se quiser.

–Eu adoraria levá-la! -Respondeu pensando que fazer aquilo estava sendo muito fácil do que imaginou.

–Sem problema, senhor Jhones. Eu só preciso que o senhor confirme o nome da mãe.

Hook não estava completamente seguro que aquela era a garota certa mas preferiu arriscar, aquela era a única chance que teria de pegar o bebê sem chamar a atenção, estava fácil demais. Seria muito pior ter que enfrentar Emma ou pior, Regina. Tomou fôlego e deu um chute certeiro.

–Swan. Emma Swan é a mãe.

–Tudo certo, me dê apenas um minuto e eu já trago para o senhor. A mãe dela está ansiosa esperando por ela!

Poucos instantes depois, o capitão estava com a garota em seus braços caminhando por Storybrook em direção à loja de penhores do senhor Gold. A criança estava inquieta desde que ele a pegou, a menina havia acordado e não parava de chorar, irritando os ouvidos do capitão. Por algum motivo, Hook não sentiu emoção alguma ao ver aquele bebê, não se conectou com a criança como se não fosse dele, procurou algo que lhe parecesse familiar e não viu nenhum traço que identificasse que era sua filha, não se assemelhava com ele em nada com exceção da cor escura dos fios de cabelo. Na verdade, Hook sentiu ciúmes do bebê e de toda atenção que Emma daria para ela e não via a hora de entregá-la nas mãos de Gold de uma vez.