Imagine

26 Igualzinha a mãe!


Notas iniciais
Nossa! Nossa! Nossa! Meu coração parou por alguns instantes... Não só uma, mas DUAS recomendações hj?? Meu Deus, Obrigada! Eu fiquei mega emocionada! Mais um capítulo dedicado exclusivamente a vcs, leitoras. E é claro, esse capítulo é para as lindas: "Queen B." (Bárbara e sua secretária que vivem deixando recados divertidos para mim) e "Without You"! Espero que gostem! BjO

Mãe, quando eu vou conhecer minha irmã? -Perguntou Henry, que já esperava ansioso no quarto com suas mães.

–É mesmo, Regina, você não acha que eles estão demorando muito para trazê-la de volta? -Questionou Emma.

–Você precisa descansar agora, Emma. Aproveite para dormir um pouco, eu levo Henry para vê-la.

O garoto abriu um sorriso largo, mal podia esperar para conhecer sua mais nova irmã. Henry, desde pequeno pedia para sua mãe, Regina, que lhe desse um irmão para brincar. Depois de conhecer Emma, o garoto passou a pedir para ela, mas achava que as chances eram quase nulas de que alguma delas engravidasse.

–Mãe, como ela vai se chamar?

Emma deu de ombros: -Ainda não tive a oportunidade de olhá-la direito, então não decidi.

Regina revirou os olhos para a loira, estava inconformada como Emma conseguia ser tão calma, chegava até ser relapsa, na opinião da prefeita.

–Bom, contanto que você não coloque nenhum nome de comida no registro dessa criança...

–Você tem alguma sugestão, Regina?

–Tenho algumas, mas vou guardá-las para mais tarde. Vamos, filho? Assim sua mãe pode descansar um pouco...

O garoto se levantou e Regina deu um beijo, meio sem graça em Emma. A prefeita ainda não sabia como agir na frente do filho, apesar dele saber do amor que as duas tinham, ela ainda não havia demonstrado isso publicamente ainda.

–Eu gosto de ver vocês juntas! -Revelou Henry arrancando um sorriso de Emma.

–Agora vão lá ver minha garota e voltem logo para me contarem como ela está.

Os dois saíram do quarto e caminharam até o local onde ficava o vidro da maternidade com os bebês recém nascidos.

Para a surpresa deles, havia apenas uma criança ali. Regina segurou a menina durante poucos instantes, mas poderia reconhecê-la a metros de distância, e aquela garotinha ali, definitivamente não era a filha de Emma. A prefeita decidiu esperar alguma das enfermeiras passarem por ali para perguntar onde estaria a irmã de Henry.

–Tem certeza que essa não é minha irmã, mãe?

–Não, filho. Sua irmã tem os cabelos escuros. -Respondeu Regina ao constatar como a garotinha a sua frente era loira, quase ruiva até. E então se deu conta de quem se tratava aquela outra menina, sua sobrinha.

Regina, curiosa, começou a olhar a mais nova parente, filha de Robin e Zelena. Notou como era bonita, traços delicados e perfeitos, mas nada comparada a beleza da filha de Emma. Observou atentamente os movimentos que pareciam já muito bem coordenados que aquela criança fazia. A menina levantou um dedinho e, Regina viu quando, na mesma hora, caiu a pasta de informações de cima de seu berço. A prefeita franziu o cenho e continuou a olhá-la, não queria acreditar que aquilo pudesse ser verdade. Regina deu duas batitidinhas com os dedos no vidro do berçário com a intenção de chamar a atenção do bebê, e, assim que a criança a olhou, começou a chorar descontroladamente. Regina bufou.

–Igualzinha a mãe! -Resmungou.

–O que, mãe? Quem é a mãe dela? -Perguntou Henry.

–Zelena! -Resmungou entre os dentes.

As janelas amplas da maternidade deixavam transparecer a noite serena do lado de fora. O bebê agora chorava compulsivamente e a prefeita já estava arrependida de ter provocado aquilo, a criança não tinha culpa de ser filha de quem era.

Subitamente, do lado de fora do hospital, surgiram nuvens carregadas e uma forte ventania indicando que uma tempestade se aproximava. Regina estranhou o fato do clima mudar drasticamente e, mais uma vez, provocou a criança do outro lado do vidro batendo seus dedos.

–O que você está fazendo, mãe? -Perguntou Henry irritado com a provocação de Regina.

–Observe! -Pediu.

Assim que a criança a viu, como esperado, começou a gritar e chorar porém, o inusitado aconteceu, trovões altos e relâmpagos começaram a surgir fortes o suficiente para iluminar a maternidade inteira.

–Mãe? O que é isso? -Henry perguntou assustado olhando o bebê que parecia inocente.

–Ela! Ela é quem está causando isso! A filha de Zelena nasceu com a magia igual a dela, Henry!

–É.. É sério isso? Magia negra?

–Eu não sei. Não existem relatos de bebês nascerem mágicos. A magia é um dom que deve ser trabalhado, lapidado, provavelmente essa criança não sabe o que está fazendo ainda e pode ser qualquer tipo de magia... É melhor nos afastarmos, a pivete já demonstrou não ter ido com a minha cara.

–Regina! -Disse Robin pegando Regina completamente desprevenida. -Veio conhecer a Emerald?

–É... Acabei conhecendo... Mas vim até aqui para apresentar para Henry a sua irmã, filha da Emma.

–Olá, Henry.

–Robin. -Respondeu o garoto sem tirar os olhos do bebê mágico.

–Linda, né? Roland está encantado com ela... Aliás, cadê a outra garotinha que estava aqui com ela agora pouco?

Henry e Regin trocaram um olhar desconfiado, deixando Robin sem entender o que estava acontecendo.

–Senhor Lockesley, a sua filha irá subir em um minuto, o senhor gostaria de levá-la até a mãe? -Perguntou a enfermeira que acabava de entrar.

–Oh, eu adoraria.

–Está bem. A prefeita veio visitá-la também? -Perguntou apontando Regina e Henry.

–Não! -Respondeu Regina ignorando o fato da criança ser a sua sobrinha. -Onde está a outra menina que estava aqui?-Aproveitou a presença da mulher ali para descobrir onde estava sua menininha.

–O pai já subiu com ela, deve estar no quarto com a mãe, senhora prefeita.

–Pai? Para quem a senhora entregou minha menina? -Vociferou Regina.

–Eu.. Eu não sei, prefeita. Era um rapaz com o nome de... Jhones, Killian Jhones, ele me disse que era o pai... -Respondeu a enfermeira se encolhendo de medo escorando-se contra a parede.

Quanto mais Regina se exaltava mais Emerald gritava do lado de dentro do berçário. E quanto mais a criança se agitava do outro lado do vidro, mais altos e fortes eram os trovões que ela causava. Completamente frustrada, irritada e angustiada, Regina não teve dúvidas e formou uma de suas bolas de fogo nas mãos mas antes que a atirasse contra a enfermeira incompetente, a pequena Emerald a olhou mais uma vez e a luz da maternidade se apagou completamente.

*****

Ambos, Mary e David temiam pela segurança de Emma e especialmente da criança, mas não queriam admitir para a filha sobre o que sabiam, com medo de que, se ela soubesse a verdade, teria que pagar a dívida de Hook. Portanto, acreditavam que esconder aquele acordo da loira, era a solução mais segura para toda a família, eles estavam dispostos a arcar com as conseqüências de suas omissões.

David já havia procurado no píer, no Granny's, no parque, em todos os lugares possíveis, por Hook. O príncipe queria baní-lo de Storybrook mais uma vez e, se fosse para salvar sua neta, baniria por mais outras centenas de vezes. O único local que David ainda não tinha ido procurar por Hook, era justamente na loja do senhor Gold. David jamais imaginou que a criança corresse algum perigo estando ainda dentro do hospital, ou pior que ela já poderia estar nas mãos do feiticeiro, a intenção do loiro era expulsar Hook antes que ele se aproximasse novamente de Emma quando ela já estivesse de volta em casa a fim de evitar uma tragédia ainda maior. Mas, por via das dúvidas, optou dar uma passada na loja de penhores, apenas para deixar a consciência tranquila de que estava tudo certo. Parado em frente ao Habbit Role, deu meia volta e caminhou sob a tempestade que se aproximava até o seu carro. Assim que entrou no veículo, a cidade por fim se apagou completamente.

Mary, que se desencontrou de seu marido em todos os pontos da cidade que percorreu, estava cansada de caminhar a pé atrás do capitão ou mesmo de alguma pista que pudesse indicar onde ele poderia estar abrigado nesse período que se manteve escondido e contatou apenas Emma. A morena lamentava perder o parto da sua filha e a chegada da criança ao mundo, Mary nem sabia se era um neto ou uma neta que ela havia ganhado, pensou em voltar para o hospital por diversas vezes, mas não teve coragem de deixar o capitão solto por aí para cometer um crime que ela reconhecia que o moreno seria capaz, tampouco quis enfrentar Gold sozinha para pedir satisfações, ela sabia que não teria chances contra o feiticeiro, especialmente agora, com a volta da magia na cidade. Mary percebeu o céu mudar de cor abruptamente, inexplicavelmente, um céu nebuloso pairava sobre sua cabeça e a chegada de fortes trovões fez com que a morena buscasse por um abrigo para a chuva que não tardaria a chegar, antes de decidir qual seria a próxima parada em busca de Hook. Sem escolher muito, Mary se encolheu no local mais próximo que estava, o toldo lateral da loja de penhores de Gold e a cidade se apagou completamente diante de seus olhos.

*****

–Ora, ora, então você não é um completo inútil capitão! -Disse Gold fitando o bebê de Emma. -Até que é bonitinha a criança, pena que não se parece nada com você, não é?

–Chega! Eu já cumpri a minha parte, está aí a criança que você tanto queria! Agora me deixe ir embora desse lugar infernal!

Gold não conseguia desviar os olhos daquela criança. O feiticeiro desejou aquele momento por tantos meses que não podia conter a felicidade dentro de si e esboçava um largo sorriso que não saia de seu rosto.

A pequena garota o olhou nos olhos e sorriu docemente, fazendo Gold se derreter em elogios a ela.

–Ela é mesmo uma gracinha! Linda como a mãe, você não acha, Hook? -Provocou.

O capitão ignorou e seguiu de costas para Gold. Hook não gostava de fitá-lo nos olhos, preferia estar sempre olhando para a porta, não confiava em Gold e além do mais, detestava ter que estar ali, especialmente naquele dia. Aquela garotinha incomodava.

–Espero que seja poderosa como a mãe também! -Gold dava pulinhos de excitação.

–É por isso que você queria ela, não é? Por que ela é filha da Salvadora!

–Ah, sim, não era óbvio? -Gold deu de ombros, sem se importar em dizer a verdade. -Você não achou que eu queria porque seria um filho seu, não é? É claro que era porque seria a filha de Emma.

–E como você sabia que ela estava grávida quando nem eu sabia?

–Estou ocupado demais para lhe dar satisfação agora. Você já pode ir.

Gold levantou o bebê e a examinou minuciosamente, como se procurasse por alguma coisa específica na criança.

–Hook! -Chamou antes do moreno passar pela porta. -Deixe-me ver suas costas!

–Não! O que você quer?

–Anda, levante a sua blusa imediatamente ou eu mesmo farei isso. -Ameaçou Gold, que agora, com a volta da magia, estava mais poderoso do que nunca.

Hook obedeceu o mais velho, e ao levantar a sua camisa, Gold se aproximou, examinou toda a extensão das costas do capitão e, ao final da inspeção, soltou uma de suas risadas marcantes.

–Você não tem! -Concluiu.

–Não tenho o que?

–Isto. -Apontou uma mancha nas costas da criança. Tratava-se de uma pequena mancha no formato de fruta arredondada, levemente curvada nas suas bordas, de coloração clara, apenas um tom abaixo do tom de pele do bebê , quase imperceptível e se Gold não fosse tão observador, provavelmente teria deixado esse detalhe passar desapercebido.

–E daí que eu não tenho uma mancha?

–E daí que eu já vi essa mancha em alguém... Em quem foi mesmo? Ah, já me lembrei, Cora! -

–Cora? A mãe de Regina? Não sei o que você está dizendo, crocodilo!

–Me diga, Hook, você é tão ingênuo que chega a ser burro ou só está tentando disfarçar a decepção?

Hook ignorou.

–Esta criança, de algum jeito é filha de Regina! -Finalmente disse e no mesmo instante todas as luzes se apagaram.