Imagine

11 Boa noite, Srta Swan!


Notas iniciais
Nossa, chantagear vocês com comentários surte efeito, né?! Hahaha! Acho que vou chantegea-las com recomendações agora! Kkkkk. Brinks! Façam apenas se acharem que vale! Bom, aí está... BjOO


Conforme combinado, Regina estava pontualmente às 9 esperando por Emma na sala. A prefeita só havia aceitado ir naquele lugar porque seu coração não conseguia negar nada que a loira pedisse mesmo que, dessa vez, ela sabia que Emma só a convidou depois que a viu ficar chateada. De qualquer maneira, regina ficou feliz por Emma se importar com seus sentimentos, mas já estava quase arrependida da decisão.

Henry entrou em casa com Philipe e deu de cara com sua mãe toda arrumada.

–Henry! Achei que você já estaria no cinema, filho! -Olhou checando as horas, confirmando que o filme das 8 já havia começado a muito tempo.

–Er.. E eu achei que vocês já tinham saído. Acabei conseguindo ingresso só para as 10.

Logo atrás de Henry, aparece Philipe. Regina já imaginou quem seria aquele rapaz e com um belo sorriso caminha em direção ao rapaz para cumprimentá-lo.

–Você deve ser Philipe! Eu sou Regina, mãe de Henry. Muito prazer!

–Olá Sra Swan, prazer. Me desculpe chegar em sua casa sem avisar, é que Henry veio buscar uma blusa e eu só vim trazê-lo até aqui!

Regina sentiu seu rosto corar. O garoto a chamou usando o sobrenome de Emma e aquilo era deliciosamente inusitado para ela.

–Swan é o sobrenome da outra mãe de Henry que você conheceu, Emma. O meu sobrenome é como o de Henry, Mills. E não se preocupe, você é sempre bem vindo, por aqui!

Henry levou a mão na testa e revirou os olhos para o namorado. Imaginou que sua mãe ficou completamente constrangida com a confusão dos nomes.

Philipe, muito educado, tratou logo de consertar o erro.

–Me desculpe, Sra Mills, é que como vocês são um casal, eu achei que tinham o mesmo sobrenome.

–Philipe! -Repreendeu Henry. O garoto ja não sabia mais como fazer o namorado parar de falar. A árvore genealógica de Henry não dava para ser explicada em uma conversa rápida, era melhor que ele não quisesse entender, ao menos, não naquele momento.

–O que eu fiz, Henry? — Perguntou Philipe sem entender o que estava acontecendo ali.

Emma finalmente apareceu na sala. A loira finalmente deixou a barriga se sobressair em uma blusa vermelha justa e calças de seda branca, estava encantadora aos olhos de Regina.E ela não escondeu sua admiração ao ver a loira chegar na sala, causando uma desconfiança em Henry, que foi o único que percebeu o brilho nos olhos da prefeita.

–Olá, filho! Oi Philipe, bom te ver novamente! Vamos Regina?

–Olá Sra... Swan?Acertei dessa vez? -Perguntou Philipe tentando fazer uma gracinha.

–O que está acontecendo aqui? -Emma perguntou girando a cabeça para Henry e depois, para Regina, buscando uma resposta no olhar de algum deles.

–Nada mãe, esquece! Podem ir. Vejo vocês amanhã!

–Espere filho, vocês não querem uma carona? Emma e eu podemos deixá-los no cinema, é caminho!

–Não, mãe. Nós não queremos atrapalhar, não é mesmo, Philipe? -Henry cutucou o namorado para que ele parasse de encarar a barriga de Emma.

–Ah, sim. É. Seria ótimo uma carona!

Emma estava confusa. A loira havia percebido o jeito distraído de Philipe, além das encaradas que o garoto estava dando nela. Henry se perguntou como pode deter se apaixonado por um rapaz tão atrapalhado. .

–Garoto, algum problema? -Perguntou para Phillipe.

–Não, senhora! Apenas pensando aqui. Esse bebê terá o seu sobrenome ou da Sra Mills? Eu acho que vocês podiam colocar os dois nomes: Swan-Mills, assim ninguém mais fará confusão com isso!

Regina precisou sentar para se recompor do que ouviu do namorado do filho acabou. Alguém, além dela, também gostava da ideia daqueles dois sobrenomes juntos, o dela e de Emma.

Emma franziu o cenho e olhou para o filho sem entender o que Philipe quis dizer, depois, olhou novamente para Regina, que preferiu desviar os olhos que brilhavam com a ideia.

Philipe percebeu que falou, mais uma vez, algo que não deveria.

–Eu falei besteira, não foi Henry!? Me desculpem é que foi só uma sugestão...

–Não amor, é que o filho que minha mãe Emma- Pacientemente, apontou a loira para que Philipe entendesse. -Está esperando, não é da minha outra mãe. É do Hook. Lembra dele? O capitão que me ensinou a velejar?

–Ah sim, me lembro! Mas eu ainda não entendo...

–Não entende o que, Philipe? -Se cansou Henry.

Henry tentava, a todo custo, sair daquela situação. Queria que suas mães saíssem logo de casa e não precisassem passar por aquilo. O garoto já havia percebido que Regina não olhava mais para Emma como costumava olhar.

–Suas mães? Elas não são... Casadas?

Todos caíram na risada, exceto Regina, que deixou seu pensamento ir além.

–Henry, você não explicou para o Philipe? -Perguntou Emma.

O garoto negou com a cabeça.

–Tudo bem, Philipe. Nós não somos um casal. Regina e eu somos.. Amigas, não é mesmo, Regina?

A morena ficou com o coração despedaçado ao ser chamada de amiga por Emma. Ela sabia que a relação delas era isso mesmo. Mas por um minuto, alguém acreditou que aquela era uma família feliz e Regina não queria que aquele minuto terminasse.

–Nossa, acho que eu entendi! E agora a Sra Swan então é namorada do capitão?

Essa resposta Regina queria muito ouvir. Emma sentiu-se envrgonhada de ser abandonada pelo homem que a engravidou e preferiu mentir do que ter que explicar algo tão embaraçoso.

–Sim. Hook é meu namorado!

–E como todos vocês se encontraram? -Perguntou curioso.

Regina, irritada e frustrada tratou logo de encerrar o assunto.

–Essa história fica para quando você vier jantar conosco, que tal? Agora vamos, senão vocês vão perder o filme!

*****

–Eu não acredito que você nunca veio aqui, Regina! Você disse que detestava esse lugar mas nunca veio?

A loira se esforçava para falar alto o suficiente para a morena conseguir escutar. Habbit Role tinha a música alta e as luzes eram fracas. Se elas quisessem conversar, tinha que ser ao pé do ouvido.Regina não achava ruim a proximidade física da loira. Ela sentia seu corpo pegar fogo com a voz de Emma em seu ouvido.

–Eu criei este lugar, não preciso vir aqui para saber que ele é ruim!

–Vem, vamos dançar comigo?

–Vai indo que eu vou até o bar. Te encontro ali na frente, tá bom?

Emma saiu em direção a pista e Regina caminhou em direção ao bar. A morena deu graças a Deus quando percebeu que a música não era tão alta do lado de fora.

–Você veio!

–Srta Lucas. -Cumprimentou. -Estou aqui.

–Eu sabia que viria! Onde está Emma?

–Na pista, ela queria dançar.

–E por que você não está lá com ela?

Regina odiava ser questionada, mas tentou manter a calma, ela havia acabado de chegar no lugar e não queria perder a paciência logo de cara. Ela tinha que provar que podia ser divertida.

–Porque vim pegar alguma coisa para beber.-Disse pegando o cardápio de bebidas.

–Posso te sugerir algo, prefeita? -A morena perguntou se debruçando sobre o corpo da morena mais velha. A morena estava invadindo seu espaço pessoal. Regina, discretamente, recuou alguns passos para trás.

–Experiente um orgasmo na balada!

–O que? -Perguntou Regina, certa que havia algum mal entendido e que ela não escutou direito o que a garçonete disse. Ruby não poderia ser tão atirada assim.

–Experimente um orgasmo na balada, -Repetiu bem pausadamente, deixando Regina de queixo caído e completamente desnorteada. -Aqui prefeita, a bebida, veja. -Apontou no cardápio. -Orgasmo na balada: Whisky, água de coco e pimenta.

–Ah! Tudo bem. Vou pedir isso, então. -Disse aliviada.

Ruby estava bebendo um drink vermelho cor de sangue e parecia estar levemente alterada por conta do álcool. A garçonete estava ainda mais a vontade do que de costume e seu olhar era fixo em Regina. Enquanto a prefeita aguardava sua bebida ficar pronta, Ruby ficou do seu lado mexendo em seu drink e olhando a prefeita dos pés a cabeça.

–E aí, descobriu quem vai tocar hoje?

–Ainda não faço ideia, Srta Lucas. Você vai me contar agora que eu estou aqui?

–Se eu te contar, o que eu ganho?

A prefeita não sabia lidar com aquilo. É claro que ela era uma mulher solteira, livre. Podia fazer o que bem entendesse e precisava admitir que Ruby era uma paisagem para os olhos. Mas talvez Regina não quisesse nada e ninguém além da mulher que estava na pista aguardando por ela. Por outro lado, Regina sabia que estava vivendo uma grande ilusão com Emma. A loira a via como uma amiga, ainda se considerava a namorada de Hook... Era tudo tão errado, tão fora do lugar. Regina precisava dar um tempo nessa paixão desmedida.

–Vamos, prefeita! O que eu ganho? -Insistiu Ruby.

–O que você gostaria de ganhar? -Desafiou Regina, apenas para ver até onde Ruby seria capaz de ir. Regina duvidada que a garçonete tivesse coragem de ir adiante com aquilo. Ninguém em Storybrook se aproximava dela, Regina era uma mulher temida.

–Você! -Respondeu limpando a bebida que caiu da ponta do canudo em seus lábios.

Regina foi interrompida pelo garçom que lhe entregou o copo com a bebida que ela havia pedido e agradeceu mentalmente por isso. O tal do orgasmo na balada estava em suas mãos. Regina sacudiu a cabeça para os lados e não teve dúvidas, virou, num gole só, a bebida inteira que estava dentro do copo.

Ruby que assistiu tudo ficou impressionada. Aquele drink era muito forte, as pimentas realmente queimavam a boca, e deveria ser tomado com cautela e não de uma vez só, como Regina fez.

Regina tomou fôlego e arqueou sua sobrancelha para a mulher a sua frente.

–Está bem, Ruby! Então me responda, quem é que vai tocar?

A morena mais nova abriu um sorriso e deixou seu copo de lado. Ela finalmente havia conseguido o que queria.

–Jefferson.-Respondeu. -A banda se chama Chá da tarde, mas é só Jefferson mesmo e uns outros caras que ele trouxe das Maravilhas.

–Ahn, era isso? -Perguntou Regina com desdém.

–Sim, era. Agora minha vez!

Regina estava tonta com a bebida forte que tomou. Não tinha a menor intenção de beijar Ruby, aquilo não passava de uma provocação barata da parte da prefeita, uma brincadeira, nada inocente, mas uma brincadeira boba. Regina queria apenas se divertir. Na verdade, a prefeita não acreditava que Ruby faria alguma coisa. Subestimou Ruby. Ela estava completamente errada.

Ruby avançou em Regina como um rottweiler em cima de sua presa, e sem que a prefeita pudesse se afastar a tempo, o corpo de Ruby empurrou a prefeita até a parede atrás dela, a encurralando e lhe roubou um beijão de tirar o fôlego. As mãos de Ruby foram rápidas e seguraram os braços da prefeita sob sua cabeça. Regina estava prestes a se tornar a próxima refeição da garçonete.

A prefeita retribuiu apenas por alguns segundos mas logo se deu conta do que estava acontecendo e tratou de sair dos braços de Ruby o mais rápido que conseguiu.

Emma estava ali. A loira assistiu tudo. Mesmo que não tenha escutado a conversa estupida que levou a situação chegar onde chegou, ela assistiu tudo. Viu Ruby. Viu a bebida. Viu a parede. Viu o beijo. Emma só não podia ver a falta que ela fez quando Regina sentiu seus lábios tocarem os de outra pessoa.

Regina não acreditava em como ela pode ter sido tão burra. Caminhou em direção a Emma buscando palavras para tentar se explicar. A loira apenas a encarava sustentando o olhar.

–Ei, vamos dançar? Estava lá sozinha te esperando e vim ver se estava tudo bem com você!

Emma estava sorrindo, tranquila, não parecia furiosa ou algo do tipo.

A prefeita se deu conta que Emma não se importava. Sentiu uma pontada de dor queimando em seu peito, indiferença talvez fosse a pior maldição que alguém pode ter e a prefeita sentiu vontade de chorar mas não disse nada e seguiu a loira para a pista de dança..


****

Emma não tentou tocar em Regina nem uma vez sequer durante a noite toda, apenas dançaram bastante e conversaram pouco, para a decepção da morena.

A prefeita passou boa parte de sua noite fugindo de Ruby, que parecia aumentar as investidas a cada hora que passava. Emma não pareceu incomodada em nenhuma das vezes, parecia até que não estava vendo o que acontecia.

Regina passou a detestar Ruby e todos os sentimentos que vinham à tona cada vez que ela via a garçonete. Emma não se importava. Pensou em sumir com Ruby para nunca mais ter que pensar nisso, para esquecer completamente aquela noite.

A prefeita não estava mais aguentando, já era tarde, ela estava ferida em mil formas diferentes e queria ir embora.

Ela ainda desejava Emma com todo o seu coração, queria sentir a loira tocando sua pele, seu cheiro, precisava de mais uma noite de sexo casual com a loira. Será que nunca mais ela teria Emma em seus braços? Aquele pensamento era devastador.

Regina estava pronta para subir para seu quarto e olhou para Emma uma última vez. A loira abria a geladeira e buscava alguma coisa para comer. Regina deu meia volta e foi até a cozinha também.

–Você quer que eu prepare alguma coisa para você comer?

–Você deve estar exausta, Regina. Não se preocupe comigo! Vá descansar.

Regina começou a caminhar para fora da cozinha e o sentimento de angústia e de raiva, que ela sentiu durante a noite inteira ao lado de Ruby, a invadiram novamente. Por que Emma não se incomodou ao vê-la beijar outra pessoa? A prefeita então se virou novamente e foi até onde a loira estava. Caminhou em passos largos, estava segura do que queria.

Emma estava com um pedaço de pão na mão pronto para ser levado a boca. Regina arrancou a fatia das mãos de Emma e o atirou para longe. Talvez o efeito do álcool tenha feito isso com ela, mas a questão é que Emma era demais para que Regina não aguentasse mais nem um minuto sequer longe dos lábios dela. Decidida, reuniu toda a vontade que tinha guardada e a puxou com os punhos agarrados no colarinho da camisa da loira, trazendo seu rosto para bem perto do seu. Roubou um beijo apaixonado, um beijo urgente, que exprimia toda a necessidade que a morena sentia.

Ela beijou a loira pelos minutos que foram necessários para saciá-la daquele desejo e então, soltou suas mãos da camisa vermelha de Emma e caminhou para fora da cozinha. Não havia nada a ser dito. Regina não tinha explicações para dar. Regina não era mulher de dar explicações.

–Boa noite, Srta Swan. -Disse.

****

Regina ainda comemorava seu último ato de ousadia, beijar Emma Swan. Beijá-la não, agarrá-la. Finalmente, Regina havia tomado uma atitude.

A morena se preparava para dormir, já estava de camisola quando ouviu alguém batendo em sua porta.

–Swan? — Perguntou se escondendo seu corpo atrás da porta, deixando apenas a cabeça de fora.
Emma não tinha uma cara boa. Estava com o semblante sério e os braços cruzados do outro lado.

–Preciso falar com você. -Disse Emma.

–Agora? Eu estava indo dormir. Estou de camisola, inclusive.

–Nada que eu já não tenha visto antes. Vamos me deixe entrar, é importante!

Regina abriu a porta para que Emma passasse para o lado de dentro do quarto. Assim que a morena fechou a porta, Emma a atirou na cama e agarrou a prefeita. Sem precisar dizer uma só palavra, Regina sentiu sua calcinha ficar completamente molhada com a atitude da loira.

Emma soltou Regina e parou de beijá-la com a mesma impetuosidade que o fez. Se levantou da cama e ajeitou a sua roupa.

–Você não me deu a chance de responder o que me disse. Boa noite para você também, Sra Mills.

Emma caminha tranquilamente para fora do quarto, deixando Regina em cima da cama de boca aberta e nas nuvens

Notas finais
Um pouco de RedQueen pq a gente tb merece, né?