I'm not going anywhere
9 Cap 9
Notas iniciais
O relógio marcava as 6:27 da manhã Regina não tinha conseguido quase dormir, estava acordada olhando para o teto esperando o alarme tocar. Hoje começaria uma etapa decisiva na vida de Regina. Quando o relógio trocou para 6:28hrs ela decidiu levantar. Fazendo a sua higiene matinal. Vai até o quarto de Belle para ver se a mesma se encontrava ali, depois da briga de ontem ela não viu mas a irmã, a cama de Belle estava vazia, provavelmente já teria saído para os estudos. Desce para tomar o seu café da manhã, Cora também não estava mais em casa.
Sentada na poltrona com a xícara na mão olhando pela janela, ouve a voz de Ruby:
– Hey! Você já esta acordada! Tenho uma entrevista de emprego e preciso falar com a sua mãe.
– Ela saiu cedo.
– Baby, você esta bem? – Ruby consegue perceber que Regina estava tristinha. Ruby senta na cadeira quase em frente a Regina – Está assim por causa da biopsia? Eu cancelo a minha entrevista, eu vou com você!
– Não, não. Você precisa de um emprego, vou ficar bem.
– O que foi?
– Belle sabe. Estávamos discutindo e simplesmente saiu. Achei que tinha tudo sob controle e agora sinto como se eu não conseguisse fazer nada certo.
– Acabamos de começar esse novo capitulo da sua vida. É normal ser um pouco confuso.
– Que tal debilitante?
– Claro que é, mas não há ninguém com maior capacidade de se erguer para a ocasião que você! Confia em mim.
– Eu realmente espero que você esteja certa, porque agora... não me sinto assim. – Regina levantou da poltrona com lagrimas nos olhos.
Era evidente que ela estava com medo, mesmo sendo uma das pessoas mais forte ali, mas passar por isso sozinha não estava sendo nada fácil, na verdade passar por isso, simplesmente, não estava sendo fácil. Regina sempre foi uma pessoa saudável, independente, sempre gosto de poder fazer as coisas por si mesma...
Ruby e Regina saíram juntas de casa, Ruby iria para a sua entrevista de emprego e Regina fazer a sua biopsia, claro que ela queria que Ruby estivesse ali com ela, mas não podia se permitir atrapalhar o futuro da sua amiga.
Quando Ruby se despediu de Regina, pegou o seu celular e fez uma ligação...
“- Oi, sou eu a Ruby, sim essa mesma... preciso da sua ajuda agora...!
Ok, então posso contar com você? Muito obrigada! Tchau!”
Regina chegou no Hospital, entrou e foi a procura do seu tio, mas ele estava com um paciente, então Regina teve que esperar alguns minutos até que ele se desocupasse. Enquanto ele não chegava, Dr Mills pediu para uma interna que levasse Regina até uma sala para ela trocar de roupa, colocando então a camisola hospitalar para fazer a biopsia. Regina entrou na sala trocando sua roupa pela ridícula camisola hospitalar. A interna informou que o Dr Mills já estava a caminho, Regina agradeceu, estava incrivelmente nervosa com tudo isso.
Regina senta na cama que será feita a biopsia, começa a observar na mesinha que tem na frente os instrumentos que serão usados, pouco depois desvia o olhar. Seu olhar está triste, cansado.
Poucos minutos depois o Dr Mills entra na sala:
– Hey, bom dia garota! Como você está hoje?
– Só pronta para isso acabar!
– Então, estamos esperando por alguém? – Robert tinha a esperança de que Regina já tivesse contado para a família, ele não queria que ela passasse por isso sozinha.
– O que quer dizer?
– Eu não acho que você gostaria de passar por isso sozinha. – fala olhando nos olhos dela.
– Está tudo bem. Eu vou ficar bem.
– Ok, coloque-se de lado. E puxe as pernas para cima. – Regina faz o que Robert fala, ficando de costas para ele. Ele acende uma luz, e senta no banquinho. – Vou deixar essa área dormente com um pouco de Lidocaína primeiro. Você pode sentir uma leve picada e uma ardência.
E foi exatamente o que Regina sentiu, fechando os olhos, deixando lagrimas caírem pelo seu rosto. Enquanto Robert estava preparando os demais instrumentos a porta se abre:
– Estou atrasada? – Regina levanta a cabeça olhando para trás e vê uma loira com uma jaqueta vermelha parada bem ali.
– Você chegou na hora certa. – responde Robert.
Emma caminha até o outro lado da maca onde Regina estava deitada, puxando uma banqueta com rodinhas e sentando de frente para Regina, deu um sorriso fraco e sussurrou “Emma” pegando na mão da loira que deu um sorriso doce para acalmá-la.
– Você vai sentir isso agora, ok? – fala Robert para Regina, mas olhando para Emma que estava de frente para ele. Robert tinha uma agulha em mãos prestes a inseri-la entre os ossos da coluna para retirar uma pequena quantidade do liquido. – Aqui vamos...
Emma segura a mão de Regina com suas duas mãos, enquanto a morena faz uma cara de dor fechando os olhos, apertando a mão da Loira.
Quando Regina já estava liberada para ir para casa, Emma ainda estava ali esperando por ela.
– Swan... – fala ao ver a loira levantando da cadeira, com os braços abertos a morena envolve a Emma em um abraço apertado.
– Obrigada...! Você não precisava... você...
– E deixar você passar por isso sozinha? Nem pensar! – falou Emma encarando a morena com um sorriso.
– Mas como você sabia a hora da biopsia?
– Uma boa resportes nunca deve revelar a sua fonte...
– Engracadinha.
– E agora, para onde você quer ir? Para casa?
–Não! Eu vou para o apto da Ruby.
– Ok, eu te levo até lá.
– Não precisa Swan, eu pego um taxi e...
– Nem pensar! – interrompe Emma abrindo a porta do seu fusca para Regina. – sobe ai!
Regina entra no carro e passa o endereço de Ruby para Emma.
Quando chegaram no apto de Ruby ela já estava em casa esperando por elas. As duas mulheres chegaram, cumprimentaram e sentaram no sofá com Ruby.
– E então Gina, como foi?
– Depois te conto Red. Se importaria se eu dormisse um pouco? Estou cansada e com sono. – Regina estava com os olhos pequenos de sono.
– Claro que não! Vem vou te levar para deitar no meu quarto.
– Bom agora que ela já esta em boas mãos eu tenho que voltar para o trabalho.
– Volta sim Emma, não quero mais te atrapalhar!
– Nunca atrapalhou!
– Obrigada, mas sei que sim.
– Porque ela é tão teimosa assim? Perguntou Emma olhando para Ruby.
– Até hoje estou tentando descobrir...
Emma se despede de Ruby e sem esperar por isso fica surpresa quando Regina lhe dá um selinho.
Ruby a leva até a porta:
– Emma super obrigado por ter me ajudado hoje com a Regina!
– Que é isso Ruby! Sempre que precisar pode me ligar e mais ainda se tratando da Regina! Ela não merece passar por isso sozinha, eu sei como é, já vivi isso com o meu irmão é não é nada fácil!
– Eu sei, posso imaginar!
– Bom agora eu preciso ir mesmo, mas qualquer coisa já sabe é só me ligar!
– Pode deixar, ligo sim!
– Eu posso passar mais tarde, depois do trabalho para vê-la?
–Claro Emma! Fique a vontade! Bom trabalho!
–Obrigada!
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Noite
Emma e Regina estão paradas em frente ao local de uma médium/vidente, decidindo no cara ou coroa se vão entrar ou não. Emma quer entrar e Regina não, então a loira pega uma moeda do seu bolso e joga para o alto, uma, duas e três vezes, sempre ganhando, já era a quarta vez que levava a vitoria.
– Eu ganhei! – Falou a loira sorrindo.
– Não! Faça isso de novo. – Regina também estava sorrindo.
A noite em Boston estava agradável, nem frio nem calor, e as estrelas tinham decidido dar um show de beleza hoje no seu.
– Deus! Você é uma perdedora chata – fala Emma sorrindo para Regina – Por que você não quer fazer isso?
– Porque médiuns são uma farsa total! – responde abrindo os braços.
– Eu sei! Vai ser hilário. Venha! – tenta pegar a mão da Morena, mas ela desvia dizendo.
– Não! Só mais uma vez! Se for cara, eu entro.
Emma abre um sorriso encantador e joga a moeda para o céu de novo, quando ela cai, Emma a pega e coloca na mão revelando que Regina teria que entrar no local da vidente.
– Vamos lá, isso é um sinal!
– Eu não acredito em sinais.
– É um sinal! – sussurra a loira.
– Eu não acredito em sinais! – fala Regina fazendo uma careta adorável.
– Você está com medo dela dizer quando você vai morrer ou algo assim? – Emma pega a mão de Regina.
– Não, eu... quero dizer... mais ou menos... – é puxada até a porta.
Emma abre a porta para que a morena possa entrar. No lugar tem uma senhora de idade sentada, com uma mesa na frente, que encima tem uma bola de cristal. Tem velas por toda parte, e uma iluminação baixa, também tem uma jaula com um papagaio. Quando a senhora vê as duas mulheres entrando de mão dadas fala:
– Oh! Olha para vocês – dá uma risada – Vocês parecem com modelos. – Emma olha para Regina sorrindo. – Mas, sente-se, sente-se. Não há como fugir agora.
– Vamos lá. Vem, vem, vem .- fala a senhora estendendo suas mãos para pegar as de Emma. – Oh... inteligente, apaixonada, cuida bem se si mesmo. Unhas legais... Numero grande de namoradas – sorri safadamente para Emma. – Antes de você – fala olhando para Regina.
– Você consegue dizer isso só com ver a mão dela? – pergunta Regina sarcástica.
– Nah! Consigo ver isso apenas vendo o seu rosto. Ela é bonita.
– Ah, você não me disse que estava me levando para ver a sua mãe, Swan!. – Regina olha para Emma sorrindo.
– Oh, há algo sobre a sua mãe aqui. Ela vai se mudar ou algo assim?
– Mudar? Uh, não.
– Ah, você tem problemas com a sua mãe... – ela solta a mão de Emma e vai pegar a de Regina.
– Uh, na verdade eu estou bem assim, obrigada.
– Oh, não não. – fala a senhora puxando a mão de Regina para ela, abre para poder ler sua palma – não, você não está bem. Você está cansada.
– Agora você parece a minha mãe!
– Ok, ah... seu futuro parece bem confuso, mas... mas esta tudo bem, esta tudo bem... – fala olhando nos olhos de Regina. – Você pode consertá-lo. Você quer um futuro saudável? Você tem que cavar no seu passado... vá falar com suas irmãs.
– Eu só tenho uma... – fala semicerrando os olhos e saindo do lugar.
Emma levanta, paga a vidente e segue para fora encontrando Regina encostada na parede, esperando por ela.
– Bem, pelo menos ela acertou em uma coisa, ne? Você tem uma irmã. – começam a andar, com Regina pegando em seu braço.
– Sim, estou tão feliz por pagar 30 dólares para ela me dizer isso.
– Na verdade, fui eu que pagou 30 dólares.
– Você sabe que há crianças, tipo, morrendo de fome em todo lugar.
– Talvez uma delas seja a sua irmã, já ligou para ela ou algo assim, porque parece importante. – Emma debocha.
– Enquanto eu faço isso, você deveria ir lidar com seus problemas com a sua mommy...
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