I'm not going anywhere
10 Cap 10
Notas iniciais
[Regina acorda, levanta, faz a sua higiene matinal e desce para o café. Já nos últimos degraus ouve a voz do seu pai:
– Quem está pronto para o café da manhã?
Belle passa correndo por Regina dizendo:
– Eu estou! Oh Pai, você queimou as torradas de novo!
– Acabei de fazer isso para lembrar a vocês meninas que eu sou humano!
– Oh não se preocupe querido! – fala Cora – acho que nos percebemos isso na ultima vez que colocou o seu cinto na maquina de lavar.
– Eu sou um artista! Nós não lemos instruções. Nós gostamos de pensar fora do normal...
Regina estava na porta da cozinha observando aquela cena maravilhada, tentando guardar na sua memória aquele momento, tinha um sorriso leve no rosto. Regina decide se sentar há mesa com a sua família, quando vê seu pai vem em sua direção, deixando um beijo na sua testa como todas as manhãs fazia. Henry Mills adorava fazer piadas, o tempo todo, seu humor era admirável.
– Gente, Kristin me enviou uma mensagem. E ela não pode se mudar para o apto por mais dois meses. Quero dizer, o que eu devo fazer sobre o dinheiro do aluguel? Meu estágio mal paga o suficiente para o cartão do metro. – fala Regina comendo a sua torrada.
– Querida, nós podemos te ajudar por alguns meses – fala Cora.
– Gina, você ficara bem! – Henry olha nos olhos de Regina – Basta lembrar o que eu sempre digo...
– O que?
Nesse momento Regina ouve a voz de Cora:
– Regina, querida, você está bem?
– Eu estou bem. O que é Pai?
– Regina?! – agora é Belle quem chama. Regina olha para Belle franzindo e de repente tudo fica completamente nublado.
– Regina! Você pode me ouvir? – Cora pergunta ]
Regina abre os olhos piscando varias vezes para que a imagem fique mais nítida, mas isso não parece estar funcionando.
– Querida... – Cora toca na cara de Regina que esta tonta. – Belle, pegue um pouco de água para ela! – Cora faz Regina olhá-la – Querida, você está bem?
– O que aconteceu? – pergunta Regina com a voz rouca.
– Você deu uma mordida na sua torrada. Eu acho que você desmaiou. – entrega o copo com água para Regina, que bebe uns goles. – Lembra-se de se sentir tonta?
Regina confirma que sim dando mais uma mordida na sua torrada.
Belle tinha a maior cara de terror, mas estava se controlando para não surtar.
– Eu... eu não acho que comi o suficiente na noite anterior, e não bebi bastante água. E eu bebi muito café.
– Querida, você sabe o que isso significa.
– Sim, o tempo e a fome não esperam por nenhuma mulher!
– Significa que você está trabalhando muito, Regina! Eu quero que você fique em casa hoje.
– Mom, eu estou bem.
– Você não vai morrer por perder um dia!
– Por favor, não faça disso uma grande coisa... – Regina fala fazendo uma careta, levantando da mesa do café da manhã.
– Eu não estou fazendo disso uma grande coisa! Seu corpo está dizendo para você ir mais devagar!
– Então eu vou me mexer mais devagar – fala fingindo caminhar em câmera lenta indo para as escadas, fazendo Cora revirar os olhos.
Cora sabia que alguma coisa não estava bem, sabia que Regina estava trabalhando de mais, dormindo e comendo de menos, ela estava começando a ficar preocupada com a sua filha mais velha.
Regina sobe e vai para o quarto trocar de roupa, esta em frente o espelho abaixando o elástico da calça moletom para ver o curativo da biopsia quando Belle entra no seu quarto:
– O que há de errado? – pergunta Belle.
– Pode verificar o curativo? Eu quero ver se está curando.
– Parece que tudo está bem. Eu acho.
– Ok obrigada! – encara a irmã – e você? Você está bem?
– Você é quem está doente.
– Mas você parecia muito assustada.
– Quando eu entrei na cozinha parecia que você tinha... – seus olhos marejam.
– Oh Belle. – fala Regina abraçando a sua irmã. – Eu vou ficar bem.
–Ok – Belle separa o abraço – mas quando podemos contar para a mamãe?
– Logo, vou receber os resultados primeiro do teste hoje ou amanhã. E se for um bom prognostico, o que eu tenho certeza vai ser, eu conto. Só não quero preocupar a mamãe mais do que devemos.
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Na cozinha Cora estava sentada pensando no que estaria acontecendo com Regina, quando Granny entra, tinha vindo passar uns dias com elas.
– Mãe. Regina desmaiou – fala Cora.
– Quando? Ela está bem? – Ganny pega na mão de Cora.
– Foi agora... sim, ela diz que está bem. Mas, não sei, alguma coisa está errada. Ela está cansada todo o tempo. Perdeu peso. Tem sido tão mal-humorada.
– Bom minha filha, ela está trabalhando muito ultimamente.
– Sim, eu sei. Mas no outro dia, entrei no quarto dela e vi ela colocando algo na gaveta como se estivesse tentando esconder de mim.
– Você olhou na gaveta? – pergunta Granny com um sorrisinho.
– Não! Eu não... eu não espiono minhas filhas!
– É o seu direito como mãe, Cora! Basta vasculhar todas as coisas dela. Eu fiz isso quando você era da idade dela. – Granny fala com a maior calma do mundo arrancando de Cora uma cara de surpresa.
– Você fez?
– Alias, ótimos bongs. Aposto que você sempre quis saber para onde foram.
Cora simplesmente sorriu para a mãe...
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Antes de ir para o trabalho Regina e Ruby faziam o seu costumeiro encontro para tomar o café e colocar a conversa em dia.
– Eu não acredito que você foi a uma vidente sem mim!
– Foi idéia da Emma...
– Então, o que ela disse?
– Oh, apenas um monte de coisas genéricas que se aplica a todos, como... você precisa curar o seu passado. – Regina faz uma careta arrancando uma gargalhada de Ruby – Ela disse que eu deveria falar com a minha irmã. Então, eu chequei a Belle por se acaso.
– Sim, e como ela está?
– Quero dizer, ela diz que está bem, mas...
– Mas ela não vai te falar a verdade. Então agora somos 3 os membros do Regina “clube de câncer secreto” Eu vou ligar para ela e marcar pra gente conversar.
– Red a louca na verdade disse que eu deveria falar com as minhas “irmãs” Que tal se ela quis dizer, tipo, com a minha irmã secreta? Tudo o que sei é o nome dela... Zelena Mader... e desejaria nem saber isso.
– Por que você está com tanto medo de saber mais sobre essa garota?
– Honestamente, não é dela que estou com medo de saber mais...
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Cora decide seguir os conselhos da mãe e invadir o quarto de Regina enquanto ela esta trabalhando. Cora vai direto a gaveta que fica na cômoda onde viu que Regina tinha escondido alguma coisa, só que lá não tem nada. Abre outra gaveta e outra e mais uma, mas a cômoda está limpa, nada fora do normal, a não sei por encontrar a coleção completa de “Fifty Shades of Grey” escondidos ali... Cora sorri e revira os olhos deixando os livros onde estavam. Para, olhando todo o quarto, pensando, analisando onde Regina poderia esconder alguma coisa. E a resposta foi obvia, embaixo do colchão, do lado da cabeceira, estava o saco plástico zip com todos os remédios de Regina dentro. Ao ver aquele monte de pílulas Cora sente uma angustia tomar conta do seu ser...
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No trabalho Regina estava encarando aquele nome “Zelena Mader” no post-it que tinha pegado na tela do computador.
Olhou para o lado e viu que Ariel estava lendo alguma coisa, mesmo assim interrompeu a colega.
– Hey Ariel Preciso descobrir tudo o que você conseguiu sobre Zelena Mader.
– Interessante. Vou te ajudar por um preço.
– Estou quebrada.
– Por favor, não me importo com dinheiro. Eu quero um bi-crédito em uma reportagem adicional – fala a Ruiva erguendo uma sobrancelha.
– Tudo bem, feito!
– Zelena Mader alugou um carro no Logan em 4 de Dezembro, aluguel de carros de previdência.
– Ok – fala Regina escrevendo a informação e levantando o olhar permitindo que ela continuasse.
– É isso ai, mas eu vou cavar mais se você disser para Ingrid que ficamos uma vez e que eu fui incrível.
– Uh, não, por mais tentador que isso seja. Serio, acho que a partir daqui eu consigo. – Regina tira o post-it do computador e cola no papel com a nova informação sobre Zelena.
Regina sai da redação, o tempo lá fora está nublado, as ruas ainda molhadas,por causa da chuva de mais cedo. Encontra com Emma que estava chegando.
– Ei! Aonde você está indo?
–Estou fazendo uma pesquisa.
– Você tem um segundo para falar?
– C... cl... Claro.
Emma puxa Regina para sentar no banco com ela.
– Você está bem? – pergunta a morena.
– Sim. Só quero que sejamos honestos, sabe? Descarregar qualquer que seja a bagagem que tenhamos.
– Ok – Regina não estava entendendo aonde Emma queria chegar.
– Sabe quando a vidente disse que eu tinha problemas com minha mãe?
– Sim isso foi uma loucura. Quero dizer, quem não tem problemas com a mãe ou com o pai?
– Eu sei, mas... os meus são reais. Senti que era muito ceda para dizer isso antes, mas... minha mãe está na prisão.
– Cale-se! – fala Regina rindo.
–É serio!
– Ah é mesmo? Isso é engraçado na verdade. Porque eu tenho pensado em te contar que a minha avó é uma stripper! – fala dando de ombros fazendo Emma sorrir, para depois encará-la seria. – Desculpe. Eu pensei mesmo que você estava brincando!
– Está tudo bem. Eu sei que soa ridículo, mas...
– O que ela fez?
– Ela era contadora de um cara, que desviou dinheiro. Entao ela foi junto com ele, já faz um ano. Sinto muito por não ter falado isso antes.
– Você acha que isso é bagagem? Vou mostrar-lhe bagagem. – Regina levanta levando Emma pela mão .
Elas vão até o local onde Zelena alugou o carro. Estavam fazendo a fila para falar com a atendente.
– Ok, então, qual bagagem é mais pesada? Irmã secreta ou mãe na prisão? – pergunta uma Emma debochada.
– Por agora, mãe na prisão. Mas isso só por que sabemos que é verdade. Se descobrirmos que essa garota é definitivamente minha irmã, eu ganho! E por ganhar quero dizer perder na vida.
– Me sinto como uma espiã agora. – fala Emma empolgada.
– Swan, uma espiã de verdade nunca diria isso!
– Oh, você está certa. Uma espiã de verdade só iria entrar no personagem. – fala olhando para Regina com um olhar sedutor – Não é certo, minha linda esposa? – Regina retribui o sorriso.
– Proximo – chama a moça.
– Perca o sorrisso – diz Regina ficando seria – Espiões não sorriem. Oi! Meu nome é Zelena Mader. E a minha bolsa foi roubada. Perdi minha indentidade e meus cartões de credito e o recibo de um carro que eu aluguei de vocês há algumas semanas. E o meu trabalho não vai me reembolsar sem ele. Então eu estava esperando que talvez você poderis me dar...
– Preencha isso – fala entregando uma folha para Regina – E iremos te enviar o recibo em cinco ou sete dias. Proximo! – Regina sai da fila com cara de poucos amigos.
–O meu D...– Regina solta um grito de dor. Fazendo Emma e todos ali presentes olharem assustados para ela. – Aaaah!
– Você está bem? – pergunta Emma.
– Sim! Eu só estou preocupada com o bebê – nesse momento Emma percebeu que deveria seguir o jogo de Regina.
– Oh, vamos ver o médico.
– Oh não posso até eu ser reembolsada. Eu só... Esta tudo bem. – fala respirando lentamente. – Só mais alguns dias. Você disse de 5 a 7, certo? – fala olhando para a atendente. – Aaaah!
– Quando você alugou o carro, Sra Mader? Pergunta a moça.
– 4 de Dezembro.
– Vou te dizer – fala imprimido um recibo – Vou lhe dar as informações se você prometes que vai consultar um médico imediatamente.
– Oh eu vou! Muito obrigada! – Pega o recibo.
Saindo do lugar Emma se aproxima do ouvido de Regina e diz:
– Você é uma atriz muito boa! – Mas Regina não expressa nenhuma emoção, apenas fica em silencio lendo o recibo — O que?
– Zelena mora em Key Largo, na mesma rua do retiro de escrita do meu pai.
– Existe algum mundo onde isso seja uma coincidência? – pergunta Emma.
– Espero que sim... ela é dois anos mais nova que eu. Se ela é a filha do meu pai, então ele definitivamente traiu a minha mãe.
Voltando para o trabalho , Regina e Emma conversam sobre a suposta nova irmã de Regina.
– Eu não consigo acreditar que ele fingiu ser esse incrível pai. – Fala Regina encarando Emma. – Quem era ele?
– Uma pessoa pode ter segredos e ainda ser a mesma pessoa que você acha que eles são. Olha pra mim. Sou a mesma pessoa que era antes de lhe falar da minha mãe. – diz a loira abrindo os braços.
O celular de Regina avisa que tem uma nova mensagem, ela pega o celular do bolso, abre a mensagem e é de Ariel que junto com o texto mandou uma selfie fazendo careta.
– Quem é essa mulher atrás da Ariel? – pergunta Swan.
– Essa mulher é a minha mãe. E a pergunta certa seria, o que ela está fazendo na minha mesa?
Vão pegar o carro e seguir rápido para a redação. Regina não fazia idéia do porque Cora ter aparecido no seu trabalho, ela nunca fazia nada assim, a não ser quando algo importante acontece, o que deixou Regina nervosa até chegar ao trabalho.
Cora por outro lado estava preocupada, depois de encontrar todos aqueles remédios escondidos no quarto de Regina, ela tinha que saber a verdade, e tentaria por perguntar para a sua filha o que estava acontecendo.
Regina chega e cumprimenta Cora, pedindo para elas conversarem lá fora, não queria ninguém fofocando por perto a sua conversa.
– O que está acontecendo Mom?
– Bem, nós temos que conversar. E quero começar dizendo que eu te amo e que estou aqui para você.
– Ok... – Regina ficou confusa, não sabendo onde essa conversa chegaria. – Agora você está me assustando.
– Eu estava limpando o seu quarto hoje e eu achei isso. – fala Cora tirando da sua bolsa o saco plástico zip com as pílulas de Regina. – Você não tem sido você mesma recentemente. Você desmaiou, você está cansada o tempo todo. Quero dizer, o que é isso? – fala levantando a as pílulas – Para que são?
– São apenas suplementos. – fala Regina tentando convencer. – que me ajudam a me manter bem. Eu tenho trabalhando muito, você sabe disso.
– Sim, eu sei! Mas eu tenho clientes que já ficaram viciados em pílulas, porque eles tentam desesperadamente se manter bem. Eu odiaria ver isso acontecendo com você!
– O que? – levanta as sobrancelhas – Você acha que eu sou viciada! Mom, eu não sou!
– Então prove! Pare de tomá-las!
– Mom, você não entende.
– Explique-me!
– Todo mundo espera que eu seja de determinada maneira. E não é assim tão fácil cuidar de tudo o tempo todo. Eu não sou tipo uma super-humana!
– Querida, eu quero ajudar!
– Eu sei! Mas eu estou bem. Você não precisa se preocupar comigo – Regina estava começando a mudar de humor.
Sim ela deveria contar para cora sobre a doença, mas ela ainda não estava pronta para isso. depois que Cora foi embora, Regina se arrependeu de ter sido grosa com a mãe, ela não queria, mas ter a mãe fuçando nas suas coisas não era algo que a agradasse.
Quando o expediente acabou, Regina foi ao consultoria procurar pelo Dr Mills.
– Regina! Os resultados da biopsia ainda não saíram, mas podemos discutir suas opções?
– Eu não quero falar sobre isso.
– Mas no telefone você disse que tinha algumas perguntas? – Fala Robert não entendendo porque Regina estava ali.
– Na verdade eu só tenho uma. Você conhece Zelena Mader? Quem é ela realmente?
– Regina... – Robert não sabia o que falar.
– Ela é a minha irmã? Eu sei que ainda não tenho prova alguma disso, mas...
– Sim – Regina se surpreende com a sinceridade do Tio.
– E ela é mais jovem do que eu, então o meu pai traiu a minha mãe. Ele era apaixonado pela mãe de Zelena?
– El... olha, ele a conheceu na Florida. Ele estava trabalhando. Foi há muito tempo...
– O caso pode ter sido há muito tempo, mas ele mentiu toda a minha vida – Regina tinha a voz tremula.
– Ele só não queria machucar vocês. Sabe, ele queria protegê-la.
– Ele só estava tentando se proteger! E você protegeu ele!
– Eu não concordei que ele devesse manter isso em segredo. Assim como eu não concordo que você deva manter segredo sobre a sua doença de sua mãe!
– Não vire o jogo!
– Regina, desculpe. Talvez eu não deveria ter dito isso.
–É tarde demais, Robert! – fala Regina saindo transtornada do consultório. – Tipo anos tarde demais...
E lá estava mais uma verdade que ela não queria acreditar. O pai perfeito que sempre estava presente tinha se tornando na verdade um mentiroso ao pensamento de Regina... Decidiu que andaria um pouco antes de ir para casa, precisava esfriar a cabeça.
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Quando Robert estava finalizando o seu dia no consultoria, eis que surge Cora na porta...
Robert sorri, pois fazia um tempo, desde a morte de Henry que não via Cora.
– Cora.
– Olá, Robert!
– O que você está fazendo aqui?
– Bom, eu odeio dizer que segui a Regina hoje mais cedo até aqui, mas eu segui. Temos que falar!
– Sobre a Regina?
– Você sabe alguma coisa sobre essas pílulas? – fala Cora mostrando-as. Robert apenas olha para elas e não diz nada – Me responda!
– Sim, deixe-me apenas me orientar aqui. Você invade o meu escritório depois de não falar comigo por um longo tempo, e agora está me acusando de... Bom, eu nem sei do que você está me acusando.
– Você está certo! Ninguém te vê em um longo tempo e agora, de repente eu descubro que aminha filha está vindo vê-lo ao mesmo tempo que sua vida está caindo aos pedaços. Eu não posso deixar de pensar que isso é mais do que uma coincidência! Por que ela estava aqui?
– Ela tem vindo aqui por conselhos...
– Sobre o que?
– Não sou eu que devo dizer – fala vestindo o casaco – Deculpe. Mas eu já disse tudo o que eu pude. Se você quer descobrir mais sobre Regina eu sugiro que você fale com ela.
– Eu tentei Robert! – fala pegando no braço do homem – mas ela não está me dizendo nada! Eu tenho o direito de saber o que está acontecendo com ela! Eu sou a mãe dela! – Cora estava alterando sua voz, por não conseguir descobrir nada sobre o que estava acontecendo com Regina. – Por favor, me diga o que está acontecendo com ela! – tinha os olhos marejados – Eu não posso... eu não posso fazer isso sozinha Robert! Eu tentei, e eu não posso...
Robert pode sentir a aflição de Cora. Ele queria falar a verdade claro que sim, por ele, por Regina e porque Cora merecia saber o que estava realmente acontecendo com Regina. Mas por mais que quisesse, ele não podia, era Regina quem deveria dizer, era a sua vida, seu problema, sua doença. Robert viu que Cora não estava em condições de voltar para casa sozinha, então ele decidiu levar a cunhada no carro dela, depois ele voltaria em um taxi.
Regina estava voltando para casa, estava descendo do metro mais três quadras e estava abrindo a porta da sua casa.
– Cheguei! – fala indo para a cozinha, mas ao passar pela sala vê que toda sua família está reunida ali, incluindo Robert. – Robert? O que está acontecendo aqui? – pergunta com medo da resposta.
– Eu fiz uma reunião de família – fala Cora.
– Por que?
– Regina, estamos aqui por você.
– O que quer dizer com isso? – Regina lança um olhar para Robert.
– Está é uma intervenção.
– Está na hora Kid! – Fala Robert, olhando docemente para Regina. – Ou você diz a elas, ou eu digo.
Regina fica com a respiração agitada, começa a negar com a cabeça e lagrimas se fazem presente no seus olhos, a vontade imensa que sente se sair correndo dali é indescritível.
– Nós te amamos muito, Regina e nós queremos que você tenha a ajuda que precisa para o seu vicio – Cora continua se enganado, fazendo Regina colocar as mãos no rosto e ficar de costas para todos eles.
– Regina, diga para ela! – Robert se manifesta mais uma vez.
– Me dizer o que? – Cora olha para Robert.
– Não é o que você pensa. Eu não sou uma viciada em drogas – fala Regina ainda de costas, ficando uns segundos em silencio – Eu tenho leucemia... – finalmente fala não tendo coragem de olhar para a sua família.
– Você o que? – pergunta Cora arregalando os olhos e Granny levantar do sofá.
Regina tomando a coragem, vira e olha sua mãe abrindo os braços e dizendo...
– Eu tenho leucemia, mãe.
– Eu não... eu... – Cora não sabendo o que falar simplesmente deixa uma lagrima cair, olhando para Robert para receber a confirmação. – Você tem certeza?
– Como isso é possível? – pergunta Granny.
– Oh Meu Deus... Isto não é... Isto é um pesadelo! – Cora seca as lagrimas que teimam em cair.
– Não se preocupem – Regina tenta acalmá-las – Tio Robert descobriu cedo e eu provavelmente vou ficar bem! Estamos apenas esperando os resultados da biopsia de medula óssea, e depois vamos saber exatamente com o que estamos lidando – quando Regina finaliza Cora olha para Robert que confirma com a cabeça.
– Querida... você teve que passar por isso sozinha?
– Eu contei pra Ruby, Emma descobriu por acidente, e eu gritei na cara da Belle quando ela esqueceu sua aula de tango. Eu só não queria estressar todos antes de nós sabermos exatamente o que é. Sinto muito mom! Sinto muito vovó.
– Não se preocupe comigo, querida – fala Granny.
– Ou comigo, querida! Eu so... – Cora abraça Regina forte – eu só quero estar aqui para você.
– Mom! – Cora ainda mantém o abraço apertado e agora está chorando – Mom!
– Oh Deus... – Cora separa o abraço e segura no rosto de Regina com as duas mãos – Eu ... eu estou bem, só preciso de um minuto para...
Regina estava visivelmente nervosa pelo que sua doença estava causando em sua família, sua mãos estavam tremulas, Granny percebendo isso, caminha até Regina, passando o braço por suas costas guiando-a para a cozinha.
– Vamos Gina, vamos preparar um chá.
Já na cozinha Granny coloca a água para esquentar enquanto Regina pega as xícaras.
– Eu quero que você saiba que você vai ficar bem. – fala Granny chamando a atenção de Regina.
– Vovó...
– Não, eu quero dizer isso. Eu apostaria as minhas economias nisso. Sério. Não há nenhuma maneira de eu deixar você morrer antes de mim. – diz Granny dando um beijo no rosto de Regina e puxando-a para um abraço. Regina fecha os olhos se aconchegando naquele abraço cheio de amor e carinho.
Regina e Granny voltam da cozinha com os chás para todos, Cora caminha até elas ajudando a colocar a bandeja na mesinha de centro, e abraçando Regina mais uma vez, quando ela quebra o abraço diz:
– Essa família já passou por muitas coisas juntas, e nós somos bons em crises, vamos passar por isso também! Ok, só vamos descobrir o melhor tipo de tratamento para você e vamos fazer isso direito.
– Bom, precisamos dos resultados do teste primeiro – completa Regina.
– Na verdade – Robert fala entrando na sala novamente – o laboratório acabou de ligar... A leucemia que você tem é chamada de AML Leucemia Lielóide Aguda.
– Esse tipo é curável? – pergunta Belle.
– É tratável... essa tipo de leucemia entra em remissão cerca de 75% das vezes.
–Então, está é uma boa noticia ou má noticia? – pergunta Granny.
– Remissão não é uma cura – fala Cora.
– É serio. – confirma Robert.
Regina estava paralizada, estava sentindo uma tristeza profunda e uma vontade de chorar enorme.
– Quando ela pode começar? – pergunta Cora, fazendo Regina franzir e encará-la.
– Bom, o ideal é amanhã. Eu só tenho que fazer algumas ligações...
– Podemos verificá-la hoje à noite? – pergunta Cora.
– Espera! – diz Regina.
– Bom, o processo começa com uma semana cheia de quimioterapia – fala Robert para Cora.
– Espera, espera, escute-me – Regina estava começando a se assustar com pressão da mãe.
– Quão debilitante isso vai ser? – Cora continua falando com Robert sem dar atenção para o que Regina diz.
– POR FAVOR PODE ESPERAR E ME ESCUTAR! – Regina levanta a voz, recebendo a atenção de todos. – PARE DE USAR PALAVRAS COMO “PROCEDIMENTO” E “DEBILITANTE” – o corpo de Regina estremece – EU NÃO VOU PARA O HOSPITAL ESTA NOITE!
– Regina, quando vai começar o tratamento? – agora Cora pergunta para Regina.
– EU NÃO SEI! MAS EU PRECISO DESCOBRIR ISSO. EU TENHO QUE FAZÊ-LO. – fala Regina pegando sua bolsa.
– Você não está pensando claramente. Espere um segundo, eu sinto muito mas como sua mãe eu posso...
– EU NÃO POSSO RESPIRAR. EU TENHO QUE SAIR DAQUI! – Regina vai em direção a porta sendo seguida por Cora.
– Regina! Você não pode deixar... – Regina bate a porta saindo e deixando todos ali sem reação.
Granny pega Cora pelo braço fazendo ela sentar no sofá, Belle tinha lagrimas nos olhos, aquela situação toda estava acabando com a família Mills.
Já passados alguns minutos e sem a volta de Regina, Robert pega o seu casaco e decide que está na hora de ir para casa.
– Eu sinto que tinha o direito de saber como mãe dela...
– Cora, eu sinto muito, mas minha lealdade é para com meu paciente em primeiro lugar. Regina é adulta, e sua saúde é confidencial.
– Sabe o que? Eu aceitaria isso, se você fosse um estranho mas você é da família.
– Sim, eu percebo isso Cora, é por isso que tenho cuidado da Regina, tentando fazê-la se sentir segura. É tudo o que eu tenho sido capaz de pensar. Portanto, não me fale de lealdade familiar, ok? Especialmente por você ser a única que guarda rancor contra mim por anos, nem mesmo me deixando ir no funeral do meu próprio irmão. – fala Robert indo em direção a porta.
– Eu não entendo por que você é o medico dela! Você trabalha em um hospital infantil!
– Por que ela me escolheu. Ela confia em mim. O que é um milagre especialmente tendo em conta o fato de você, nos últimos dois anos, deixar ela achar que eu não dou a mínima para vocês... – dito isso Robert sai batendo a porta
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Regina estava triste, deprimida, sozinha, assustada, agitada...
Sentindo uma necessidade de sair por ai, sem rumo, só ir para bem longe, onde não existisse Leucemia, mãe surtando, irmã chorando, avó se controlando, todos estavam desabando aos pouco, a vida de Regina estava desmoronado.
Começou a andar, pegou o metro, desceu e continuou a andar, seu plano era bater na porta de Ruby,para tentar fugir um pouco disso tudo, mas quando se deu conta, estava batendo na porta de certa loira...
Não demorou muito para Emma abrir e ver uma Regina de olhos inchados de tanto chorar.
– Regina... – não tem tempo de continuar, pois a morena se joga em seus braços... –Hey! O que aconteceu?
– Eles já sabem... – fala Regina se soltando do abraço e entrando no apto.
– Sua família? – pergunta Emma fechando a porta.
– Yep... – mais lagrimas rolavam pelo rosto da morena que tentava controlá-las.
– Eu sinto muito – fala Emma passando a mão no rosto da morena para secar as lagrimas, mas ela não paravam de cair... – Vem aqui! – Emma trás Regina para seus braços mais uma vez, e a morena se permite desabar em choro sem vergonha nehuma...
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