Notas iniciais
Oi meus amores, bom dia! Primeiramente queria me desculpar por não ter postado capítulo ontem mas eu fui ao oftalmologista e dilataram minha vista então eu estava completamente cega, sem condições nenhuma de postar kkk mas vocês sabem que pode acontecer de eu não conseguir postar todos os dias pq eu já expliquei então espero que não tenham ficado chateados comigo. Enfim, espero que gostem do capítulo!

Emma P.O.V:

Meu almoço com Regina estava indo cada vez melhor, a morena já estava mais confortável e conversávamos sobre todo o tipo de assunto, desde os mais banais, como nossas músicas favoritas, até os mais importantes, como a segurança de Storybrooke. A conversa entre nós simplesmente fluía com naturalidade e descontração, não precisávamos fazer esforço nenhum para começar um assunto e aquilo fazia uma sensação boa encher o meu peito e um sorriso crescer em meus lábios.

Regina ria com naturalidade a cada história que eu contava e eu apenas ficava admirando o sorriso da mulher a minha frente. A morena era simplesmente estonteante, tudo em seu rosto era lindo, desde os olhos escuros e hipnotizantes até os lábios carnudos e a cicatriz logo em cima de sua boca. Eu simplesmente não conseguia tirar os olhos dela, estudando cada feição e expressão que ela fazia quando sorria ou simplesmente ficava séria.

A verdade é que eu estava cada vez contando histórias mais engraçadas apenas para poder ver e ouvir a risada da mulher a minha frente. Regina não é uma pessoa que sorri muito, mas quando ela o faz, seu sorriso tem o poder de parar o mundo. Então eu me peguei fazendo cada vez mais palhaçada só para presenciar a cena da morena jogando a cabeça para trás e rindo com vontade a cada graça que eu fazia.

"- Definitivamente Emma, com dezesseis anos e já roubando carros e mercados? Não sei como você não foi presa antes" Regina pontuou enquanto sorria e pegava uma garfada de sua salada.

"- Ai Regina, desse jeito você magoa meus sentimentos" Respondi fingindo estar magoada e logo em cima mordendo um pedaço do meu hambúrguer.

Depois de mais um tempo de conversa comecei a perceber o ambiente e as pessoas ao nosso redor. Todos que chegavam no Granny's pareciam se espantar ao me ver sentada almoçando com Regina e ficavam nos encarando com os olhos arregalados e curiosos. Ruby mesmo parecia não acreditar na cena enquanto assistia apoiada do balcão e cochichava com cada cliente que entrava no restaurante.

Óbvio que nada daquilo me importava, eu estava mais que acostumada a receber esse tipo de olhar e de ter pessoas me julgando. Minha vida toda nos orfanatos foi assim e principalmente quando eu fugi para morar sozinha no mundo. Meu medo era que Regina não gostasse do modo como todos pareciam incomodados com o fato de estarmos juntas e sem notar minhas mãos começaram a suar.

"- Parece que ninguém consegue acreditar na salvadora e rainha almoçando juntas e conversando" Pontuei enquanto olhava para os lados.

"- Não passam de um bando de enxeridos" Regina respondeu enquanto dava de ombros provando que não estava incomodada.

"- Esse é o problema em morar em uma cidade pequena" Disse um pouco mais aliviada por saber que a morena não estava se importando "- Um acha que pode cuidar da vida do outro" Terminei com um suspiro pesado enquanto balançava a cabeça em negação.

"- E as fofocas voam e circulam mais rápido que uma praga" A morena respondeu rindo "- Não me surpreenderia se amanhã fôssemos capa do jornal de Storybrooke por causa de um simples almoço"

"- Emma Swan e Regina Mills almoçam juntas, será esse o começo de uma amizade?" Falei rindo dando o exemplo de como seria o nome da manchete.

"- Esse título ficou simplesmente horrível, querida" Regina falou enquanto negava com a cabeça e ria.

"- Pode até ser, mas imagina o que eles falariam se soubessem o que fizemos na sua casa" Respondi levantando uma sobrancelha e abaixando a voz para ninguém além de Regina ouvir.

A morena a minha frente arregalou os olhos e pude notar suas bochechas adquirindo um tom rosado enquanto ela se mexia desconfortável no banco. Quando Regina finalmente limpou a garganta e abriu a boca para se pronunciar uma voz invade o ambiente e a atrapalha.

"- Meu amor, eu estava te procurando. Tentei te ligar umas dez vezes" Killian disse com um sorriso no rosto enquanto se aproximava da nossa mesa.

Eu não o respondi, apenas olhei para Regina no momento que ela fechou os olhos e suas mãos fecharam com força em cima da mesa. Minha vontade era de segurar uma de suas mãos e lhe garantir que estava tudo bem, mas infelizmente eu não podia fazer aquilo naquele momento.

"- Senti sua falta, Emma" Killian continuou antes de sentar ao meu lado e passar um braço em volta dos meus ombros.

Eu sabia que aquilo seria um problema, eu estava completamente desconfortável com aquela situação enquanto Regina a nossa frente apenas encarava tudo com os olhos carregados de ódio. Seu olhar era no mínimo assustador e um arrepio correu toda a minha espinha, porém Killian não parecia se importar ou até notar o que estava acontecendo.

"- O que temos aqui? Vocês estão almoçando juntas? Viraram amigas? Isto é adorável" Killian disse mais uma vez quebrando o silêncio enquanto revezava o olhar entre nós duas.

"- Estávamos almoçando até você chegar" Regina respondeu fria enquanto o encarava fundo nos olhos, jurava que seu olhar poderia cortar uma pessoa no meio e definitivamente aquela pessoa seria o homem ao meu lado se ele não fosse embora logo.

"- Acho que alguém acordou do lado errado da cama hoje" Killian respondeu rindo da própria piada enquanto batia seu gancho na mesa.

No exato momento Regina puxou o ar com rispidez e fechou os olhos outra vez, eu podia perceber que ela estava se segurando para não dizer nada ou fazer algo pior. E eu precisava tomar uma decisão logo.

"- Killian, estávamos conversando assuntos importantes e..."

O homem não me deixou terminar, me interrompeu e já foi logo dizendo:

"- O que você acha de terminar esse almoço e dar uma volta comigo?"

Aquela frase com certeza tinha sido a última gota que faltava para Regina explodir porque ela simplesmente levantou com força e jogou o guardanapo em cima de seu prato.

"- O almoço já está terminado. Se vocês me dão licença" Ela disse ríspida já se encaminhando para o balcão e jogando uma quantidade de notas em cima do mesmo e andando com pressa para fora do restaurante.

Automaticamente tentei me levantar para ir atrás da morena mas Killian ao meu lado me impediu segurando meus ombros e me mantendo sentada.

"- Emma, deixe-a ir. Claramente ela está de mau humor e sem ela podemos passar um tempo juntos" Falou enquanto levantava uma sobrancelha e sorria de lado em minha direção.

Eu não odiava Killian, pelo contrário. Ele já tinha me ajudado muitas vezes e quando precisei salvar Henry de Neverland o homem sem pensar duas vezes se prontificou a me levar até lá. Tínhamos nos beijado algumas vezes e assumo que se não tivesse beijado Regina, e percebido meus sentimentos por ela, poderia ser que eu e ele tivéssemos começado algum relacionamento ou algo do tipo. Mas ter aquele homem me falando aquelas coisas agora fez meu estômago revirar e uma vontade absurda de correr dali crescer dentro de mim.

"- Não, não vou deixá-la ir. Com licença" Respondi séria, fazendo força para me levantar outra vez.

"- Desde quando você se importa com a rainha desse jeito, meu amor?" Killian perguntou ainda me mantendo sentada ao seu lado.

"- Isso certamente não é do seu interesse, agora por favor me largue" Falei enquanto retirava seu braço do meu ombro e me levantava com força.

Killian não pareceu gostar nem um pouco daquilo porém não disse nada, só pude notar sua cabeça balançando em negação e seu olhar decepcionado para mim. Mas eu não tinha tempo para pensar naquilo, precisava ir atrás de Regina o mais rápido possível.

Com passos apressados fui até o balcão para pagar meu almoço mas Ruby me informou que Regina já tinha pagado pela conta inteira e um pequeno sorriso cresceu em meus lábios antes que eu corresse em direção à porta de saída do restaurante.

Entrei em meu carro com pressa e dei a partida para ir atrás da morena. Como ela havia pegado uma carona comigo não deveria estar longe, e com isso em mente eu a encontrei andando com pressa na calçada fazendo o caminho para pegar seu carro que havia ficado estacionado perto do deque.

"- Regina, entre no carro" Falei séria enquanto a encarava da janela aberta e andava com o carro ao seu lado.

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Regina P.O.V:

Aquele pirata tinha tirado o mínimo de paciência que existia dentro do meu corpo com a apenas algumas palavras mas o que mais estava me assustando no momento era o ciúmes absurdo que eu sentia de Emma. Era uma coisa incontrolável que apenas surgia dentro de mim, toda vez que aquele bêbado estava presente. Minha vontade era de arrancar seu coração e esmagar ali mesmo, porém eu sabia que não podia.

Tentei fugir até o meu carro o mais rápido que pude antes que Emma me alcançasse mas meu esforço foi em vão e agora a loira estava me acompanhando de dentro do seu carro enquanto me pedia para entrar naquela lata velha.

"- Vamos Regina, entre no carro por favor" Ela apelou com a voz um pouco mais alta.

Eu simplesmente não a respondi, apertei ainda mais o passo e tentei me afastar de seu carro. Pude ouvir Emma reclamar antes de ouvir o freio de mão ser puxado e o carro parar bruscamente alguns passos atrás de mim.

"- Você não me da escolha, Regina" Pude ouvir Emma falar "- Você sabe quantas vezes eu já corri atrás de você nessa cidade desde que cheguei?" Sua voz estava pesada e sua respiração rápida então notei que ela estava caminhando em minha direção.

Quando percebi que sua mão estava quase alcançando o meu braço eu parei bruscamente e a encarei. Emma quase trombou em meu corpo pois não esperava que eu fosse parar de andar assim tão fácil. Um sorriso nasceu no canto de seus lábios e quando ela abriu a boca para dizer algo eu simplesmente usei magia e me teletransportei até a sala da minha casa.

Uma risada apareceu em minha garganta ao pensar na cara da loira quando eu sumi de sua frente com a minha fumaça roxa, Emma ficaria no mínimo invocada com aquilo e com certeza viria atrás de mim. Mas eu estava decidida, não a deixaria entrar.

A verdade era que eu não estava tão brava assim com ela, a culpa não era dela se Gancho não percebia que incomodava quando aparecia, mas eu precisava judiar um pouco da loira. Precisava deixar ela com raiva por não poder me ver e falar comigo.

Enquanto pensava em tudo isso e ria ao imaginar Emma com raiva, a campainha de minha casa se fez presente. Porém não tocou só uma vez, a mulher do outro lado da porta segurou o botão com força e parecia que estava disposta a ficar ali até eu a atender. Mas meu orgulho falava mais alto, eu não iria abrir a porta e ela não entraria em minha casa naquele momento.

O som da campainha estava alto e eu estava começando a me incomodar com tudo aquilo, mas decidi apenas retirar meus sapatos e me encaminhar até a cozinha para tomar um copo de água, ter praticamente corrido do restaurante me cansou e minha garganta estava completamente seca.

Quando eu cheguei na cozinha e me encaminhei até o armário para pegar um copo a campainha simplesmente parou bruscamente de tocar e um silêncio se fez presente no ambiente. Emma tinha desistido e apesar da falta do barulho me aliviar e me deixar pensar mais claramente, também me senti desapontada com o fato dela ter desistido. Mas dei de ombros e fui até a pia encher o copo de água.

Tomei um gole e fechei os olhos, realmente estava com sede e apreciei a sensação da água descendo pela minha garganta porém no momento que eu me virei para a porta da cozinha me engasguei e o líquido quase saiu pelo meu nariz ao dar de cara com uma certa loira de braços cruzados e a respiração pesada enquanto me encarava com uma cara nada boa.

Como ela havia entrado em minha casa eu não sabia, a única coisa que eu tinha certeza era que a água estava queimando meu nariz e garganta enquanto eu tossia para desengasgar e olhava para Emma parada em minha frente me encarando com uma cara feia e balançando a cabeça em negação. Tinha certeza que ela não estava nada feliz com aquela situação mas podia ver em seus olhos certa satisfação por ter me assustado como fez. Certamente ela iria fazer algum comentário sobre aquilo depois de reclamar por ter a deixado esperando na porta.

Notas finais
Até o próximo meus amores, beijão!