I'm here with you.
17 Entregando-se.
Notas iniciais
Regina P.O.V:
Depois de alguns minutos tentando me recuperar do susto meu coração já estava batendo regularmente dentro do meu peito e minha respiração estava suave, tinha certeza que meu rosto estava completamente vermelho tanto do susto quanto da vergonha de ter engasgado daquela forma.
Emma parecia não se importar com nada daquilo, na verdade ela nem fez menção em se mexer mesmo ao me ver engasgada. A loira apenas me encarava, encostada no batente da porta da cozinha, de braços cruzados e uma expressão fechada no rosto. Seu pé direito batia freneticamente contra o piso mostrando como ela estava sem paciência comigo.
Minha vontade era de rir enquanto a encarava, Emma parecia uma criança naquela pose. Na verdade, ela estava me lembrando muito Henry porque quando o garoto fica nervoso ou não gosta de alguma coisa, ele apenas para no lugar e fica de cara feia até conseguir o que quer da forma que quer. Os dois são muito parecidos, isso é um fato. Emma não criou Henry então obviamente o menino tem alguns dos meus jeitos, mas suas expressões e principalmente seu modo de viver a vida, livre e leve, ele havia puxado de sua mãe biológica. Aquilo fazia borboletas aparecerem em meu estômago porque era simplesmente adorável a maneira como eles se pareciam.
Me perdi em pensamentos e só quando a voz da loira se fez presente que eu voltei a prestar atenção no mundo a minha volta.
"- Por que você não me atendeu?" Emma perguntou olhando fundo em meus olhos, ainda sem mexer um músculo.
"- Como você entrou aqui?" Respondi com outra pergunta que eu julgava mais importante no momento.
"- Eu escalei até a janela do seu quarto, Regina. Simples" Ela disse dando de ombros no final da frase.
Então por instinto eu escaneei o corpo da mulher a minha frente. A trepadeira de flores que subia até a janela do meu quarto tinha espinhos e depois de observar o corpo de Emma minuciosamente notei um corte na base de seu pescoço e um pouco de sangue se encontrava no local.
"- Você se machucou, acho que precisa treinar mais essa habilidade de subir janelas, querida" Pontuei rindo de leve.
"- Talvez eu treine subindo a do seu quarto mais vezes" Emma respondeu direta enquanto levantava uma sobrancelha e sorria um pouco.
O clima automaticamente ficou pesado, eu sabia muito bem o que Emma queria dizer com aquelas palavras. Era óbvio o desejo entre nós, tínhamos sentimentos uma pela outra, mas o desejo de nos tocar cada dia crescia mais e eu desconfiava que a qualquer momento poderíamos explodir se ficássemos evitando aquilo por muito tempo. Pensar nisso também me deixava nervosa, eu nunca havia feito nada com uma mulher além de beijar Emma e algo me dizia que a loira tinha certa experiência com aquilo, então meu estômago revirava desagradavelmente e as palmas de minhas mãos suavam ao pensar na minha falta de experiência.
"- Me deixe ver esse corte, Emma" Minha voz não passava de um sussurro ao sair de meus lábios e eu tinha certeza que Emma havia notado minha tentativa de mudar o assunto.
"- Não precisa, Regina. Não foi nada" A loira respondeu enquanto passava um dedo pelo machucado e automaticamente uma careta apareceu em seu rosto.
Instintivamente me aproximei da mulher a minha frente com passos determinados e afastei sua mão do corte, afastei seus longos cabelos loiros de seu pescoço e puxei a gola de sua blusa um pouco para baixo, tendo assim uma visão melhor do machucado. Só então eu percebi o quanto estávamos próximas, minha respiração batia de encontro ao pescoço de Emma e pude notar a loira ficando arrepiada. Instantaneamente um arrepio passou pelo meu corpo também e tive que fechar os olhos com força para espantar a vontade de plantar um beijo perto de sua orelha.
"- É... Então, está muito feio?" Emma cortou o silêncio com sua voz um pouco trêmula e mais baixa que o normal.
Notei como as veias de seu pescoço apareciam quando ela falava e tive que engolir mais forte pois minha boca havia ficado seca com a imagem. Aquilo tudo estava levando a um caminho perigoso e eu precisava me afastar o mais rápido possível da loira.
"- Não, só espere um segundo" Respondi tentando recuperar minha voz e em seguida levantei minha mão direita e usei magia para curar seu machucado.
Sorri satisfeita quando o corte a minha frente simplesmente sumiu e a pele clara de Emma ficava intacta novamente, sem pensar passei um dedo no lugar que o corte se encontrava a alguns segundos atrás e notei Emma fechando os olhos ao sentir meu toque. Engoli em seco mais uma vez e larguei a gola de sua blusa, quando eu estava me virando para me afastar de seu corpo, uma mão segurou meu braço e me impediu de andar.
Emma me virou com rapidez e quando nossos olhos se encontraram pude perceber os seus verdes um pouco mais escuros que o normal, a loira me encarava fundo e quase sem piscar. Estávamos em silêncio, apenas nos olhando. Posso assumir que estava difícil de respirar tendo o olhar de Emma quase faminto em minha direção mas logo em seguida ficou ainda mais difícil porque Emma colou seus lábios nos meus com força.
O beijo não era delicado igual havia sido o primeiro. Esse mostrava a urgência que sentíamos de nos tocarmos e como esperávamos por aquele momento. O beijo era intenso e profundo, as mãos de Emma estavam firmemente segurando a minha cintura enquanto as minhas automaticamente foram de encontro aos cabelos loiros e macios de sua nuca. A segurei com força e puxei cada vez mais perto de mim, estávamos tão próximas que parecia que iríamos nos transformar em uma pessoa só.
Uma mão de Emma subiu pela base da minha coluna até chegar ao meu rosto de forma leve, e quando ela apoiou em minha bochecha o beijo foi quebrado. Só naquele segundo eu percebi o quanto estava precisando de ar e por mais que já estava sentindo falta de seus lábios nos meus, agradeci enquanto respirava fundo e tentava me recompor.
Emma abriu os olhos e me encarou profundamente com um pequeno sorriso nos lábios, sua respiração estava pesada e batia diretamente em meu rosto. Nossas testas coladas nos deixava uma visão perfeita dos olhos uma da outra e eu podia perceber tanta coisa naquele olhar. Carinho, desejo, felicidade, tudo que eu estava sentindo refletia nos olhos da mulher a minha frente.
Depois de alguns minutos, que mais pareceram horas, minha respiração já estava voltando ao normal e meu coração dentro do meu peito estava se acalmando. A única coisa que não passava era a sensação de borboletas no estômago. Emma fazia um carinho descontraído com o polegar em minha bochecha e traçou um caminho até a cicatriz em cima do meu lábio superior. Ela acariciou de leve a cicatriz e seus olhos estavam perdidos em minha boca. Apenas seu olhar tão profundo fazia meu coração começar a bater forte e rápido novamente.
Então Emma sem aviso começou a me guiar para trás e então senti o balcão da cozinha bater de leve contra meu corpo. A loira simplesmente me levantou com um movimento rápido e decidido e me colocou sentada em cima do balcão. Estávamos em silêncio todo aquele momento, nenhuma palavra precisava ser dita. Apenas queríamos aproveitar o toque uma da outra, os lábios, o momento.
Emma se colocou no meio de minhas pernas e automaticamente senti um calor crescer no meio das mesmas. Suas mãos firmes apoiaram em minhas coxas e ela apertou de leve enquanto me encarava. A única coisa que pude fazer foi fechar os olhos e respirar fundo para segurar um gemido que estava preso em minha garganta.
Pude ouvir a risada baixa da loira e em seguida seus lábios foram de encontro ao meu pescoço. Ao mesmo tempo que Emma beijava meu pescoço com os lábios entreabertos, o aperto de suas mãos em minhas coxas não diminuía. Sem pensar entrelacei minhas pernas em sua cintura e a puxei mais perto de mim. Meus olhos estavam fechados com força enquanto eu lutava contra os gemidos que queriam escapar de meus lábios. Aquela com certeza seria uma tarefa difícil porque parecia que a outra mulher queria me levar à beira da loucura com seus toques e beijos.
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Emma P.O.V:
Ter Regina tão entregue era a melhor sensação do mundo. Tinha a impressão que a qualquer momento poderia perder a cabeça por culpa do calor que se encontrava no meio das minhas pernas e a vontade de tocar Regina cada vez crescia mais e mais dentro de mim. Seu corpo era simplesmente viciante e eu não havia provado quase nada ainda. A cada toque Regina tinha uma reação diferente, e a cada reação dela uma nova sensação invadia meu corpo.
Eu precisava sentir seus lábios novamente e com isso em mente deixei um chupão em seu pescoço que com certeza deixaria uma marca por alguns dias.
"- Emma" Regina protestou falando meu nome em um tom de indignação por ter a marcado daquela maneira. Todos poderiam ver o roxo que iria se formar no pescoço da morena e eu estava no mínimo satisfeita de ter deixado uma marca em seu corpo.
Antes que a morena pudesse falar algo a mais, eu a puxei de encontro aos meus lábios e a beijei com vontade. Regina não tentou lutar contra os meus toques e sorriu no meio do beijo. Com uma mão eu tracei a parte de fora de sua coxa esquerda e fui apertando até chegar à base de sua cintura enquanto minha outra mão se encontrava entrelaçada nos cabelos morenos da nuca de Regina. Eu a segurava com força, querendo a manter no lugar enquanto a mulher se mexia cada vez mais.
Terminei o beijo quando novamente o ar se fez necessário em meus pulmões e suguei seu lábio inferior. Regina ainda mantinha seus olhos fechados e suas sobrancelhas estavam juntas enquanto ela respirava com dificuldade a minha frente.
"- Você é maravilhosa, Regina" Não consegui segurar meus pensamentos enquanto a olhava e notava cada detalhe de seu rosto.
A morena apenas sorriu e abriu os olhos lentamente, seu olhar era doce apesar da luxúria que se encontrava ali.
"- Você também é Emma, você me faz sentir tantas coisas" A morena pontuou com um sorriso tímido nos lábios.
"- O que eu te faço sentir?" Perguntei com curiosidade enquanto fazia um carinho de leve em sua cintura.
"- Você me faz sentir tão viva" Regina disse com simplicidade e sua voz não passava de um sussurro.
Meu coração se encheu de alegria ao ouvir Regina admitindo isso e começou a bater descontrolado dentro do meu peito. Senti uma vontade absurda de ter aquela mulher, que parecia tão frágil naquele momento, mais perto de mim então a puxei para um abraço carinhoso. Sem segundas intenções, apenas a queria sentir em meus braços mais uma vez.
Durante o abraço, apoiei a cabeça na base de seu pescoço e puxei o ar com força para sentir o cheiro que sua pele emanava. Tudo naquela mulher era maravilhoso e viciante, fazia com que eu não sentisse vontade nenhuma de sair daquela posição mas obviamente tudo que é bom dura pouco e uma voz invadiu o ambiente quebrando o clima que havíamos construído na cozinha.
"- Mãe?" Logo notei que Henry estava dentro da casa de Regina e rapidamente dei um pulo para me afastar da morena.
Regina desceu do balcão com rapidez e arrumou sua roupa que estava amaçada. Seu batom estava borrado e logo ela passou os dedos para tentar amenizar tudo aquilo. Imediatamente eu passei as costas da minha mão em minha boca para tirar qualquer resquício do batom da morena em meus lábios.
Depois de alguns segundos os passos do garoto se fizeram mais presentes no ambiente e Henry apareceu na porta da cozinha com um olhar curioso.
"- Mãe o que o carro da minha mãe está fazendo aqui?" Henry perguntou antes de notar minha presença e quando seus olhos caíram sobre mim sua curiosidade apenas aumentou.
"- Mãe? O que você está fazendo aqui?" O garoto perguntou agora revezando o olhar entre mim e Regina.
Minhas mãos suavam e meu estômago estava revirando dentro da minha barriga, eu não sabia o que dizer, não sabia como agir. Quase tínhamos sido pegas no flagra pelo nosso filho e eu estava absurdamente nervosa com tudo aquilo.
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