I'm here with you.
18 Felicidade.
Notas iniciais
Emma P.O.V:
"- Então mãe, o que você está fazendo aqui?" Henry perguntou mais uma vez de braços cruzados e olhando diretamente para mim.
Dei uma olhada rápida para Regina e a morena parecia tão assustada como eu. Conhecíamos Henry, ele é um garoto esperto e não é qualquer desculpa que o faz acreditar e parar de perguntar. Não gostava de mentir para meu próprio filho e sabia que ele não reagiria mal ao saber do meu "relacionamento" com sua outra mãe. Mas a verdade era que nem eu sabia o que aquilo com Regina significava, não tínhamos conversado sobre nada disso ainda porque era tudo muito novo e estava tão cedo, então simplesmente não podíamos conversar com Henry sem nem ao menos entendermos tudo que acontecia entre nós.
Eu com certeza tenho sentimentos pela morena, sentimentos sinceros e muito fortes. Eu sinto vontade de ficar com ela o tempo inteiro, e mesmo quando estamos perto eu ainda sinto a necessidade de tê-la em meus braços. Tudo naquela mulher me viciou, eu sinto vontade de beija-la e abraçá-la o tempo todo, mas mesmo assim não entendo o que tudo isso significa e enquanto não descubro não posso contar isso para ninguém.
"- Nós almoçamos juntas" Eu respondi com sinceridade. Achei melhor não mentir porque o garoto podia descobrir com qualquer um que tínhamos estado no Granny's fazia pouco tempo e também porque não gosto de mentir para ele.
Henry esboçou um pequeno sorriso no canto de sua boca enquanto nos encarava, revezando o olhar para uma e para a outra. Eu tinha certeza que ele estava feliz, sabia que tudo que aquele menino queria era que eu e Regina nos déssemos bem e agora que ele havia notado que estávamos cada vez mais próximas eu pude perceber que ele estava mais sorridente, feliz. Seu humor nunca foi negativo mas ultimamente ele estava mais alegre que o normal.
"- Posso perguntar o motivo?" Henry pergunto ainda sorrindo.
Dessa vez eu olhei para Regina, precisava da ajuda da morena para lidar com o nosso filho. Ela me encarou de volta e pude perceber que ela parecia um pouco mais relaxada. Acho que o maior medo que ela estava sentindo era se Henry tinha visto alguma coisa, mas como ficou muito claro que o garoto não viu nada além de nós duas paradas em sua cozinha então seu semblante estava mais tranquilo e podia ver um pequeno sorriso em seus lábios.
"- Encontrei sua mãe no deque e começamos a conversar e como nenhuma de nós tínhamos almoçado resolvemos juntar o útil com o agradável" Regina respondeu dando de ombros.
Ela também preferiu não mentir ao garoto, apenas escondeu a parte que eu estava chorando porque tinha achado que ela havia dormido com Robin, mas o menino não precisava saber de nada disso. Ele queria saber o motivo do almoço então Regina simplesmente respondeu o que ele perguntou. Mais do que isso não era necessário.
"- E por que eu não fui convidado?" Henry fez mais uma pergunta enquanto franzia os lábios formando um bico e juntava as sobrancelhas.
Olhei para Regina e pude notar seu olhar de adoração em direção a ele. A morena o amava com todas as forças possíveis e meu coração batia forte quando isso ficava tão claro. Então decidi dar um passo em direção ao garoto e notei Regina também fazendo o mesmo. Depois de alguns segundos estávamos as duas com os braços em volta de nosso filho enquanto o apertávamos com força em um abraço meio desengonçado.
Meu rosto e o de Regina estavam muito próximos devido a posição do abraço e Henry estava amassado no nosso meio. Aproveitei o momento e deixei um pequeno beijo na bochecha da mulher ao meu lado e recebi um sorriso lindo de volta seguido de uma piscada de um olho. Regina sempre me surpreendia, sua beleza me deixava sem ar como se eu nunca tivesse notado como ela é linda.
Depois de alguns minutos nesse abraço reconfortante, soltamos o garoto que estava começando a se mexer ao nosso meio. Henry estava vermelho e um sorriso enorme estava presente em seu rosto.
"- Acho que eu perdôo vocês" Ele pontuou rindo um pouco.
Eu apertei as laterais de seu corpo e ele riu alto tentando se soltar de minhas mãos, já Regina passou uma mão em seus cabelos morenos em um simples gesto de carinho. Era estranho mas tudo aquilo parecia tão familiar, como se tivéssemos esse tipo de relacionamento todos os dias, como se fôssemos uma família de verdade e meu corpo se encheu de uma sensação tão boa. Eu sentia que pertencia àquele lugar, com aquelas duas pessoas tão especiais e importantes pra mim.
Nunca imaginei eu e Regina tendo algum tipo de amizade ou coisa assim. Nunca nos demos bem mas o que eu não posso negar é que desde o começo eu me preocupava com a morena. Nunca a deixei correr perigos sem a ajudar e quando necessário a protegi tanto de julgamentos quanto de ameaças. Desde o começo tínhamos uma relação estranha, nos odiávamos mas ao mesmo tempo nos importávamos com uma a outra.
Eu não tinha problemas com Regina ser mulher, tive uma parte meio rebelde da vida que experimentei e fiz quase tudo. Desde os meus dezesseis anos eu sei que sinto atração por mulheres e isso nunca foi um problema. O que me assustava mesmo era o fato dela ser a Regina, eu tinha medo da reação dos meus pais ao descobrirem. Mas esse não é o momento de me preocupar com nada disso, vou viver o presente e deixar o futuro pra depois.
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Regina P.O.V:
Por mais que Henry me assustou ao interromper meu momento com Emma daquela forma eu não conseguia sentir nada além de felicidade em ter os dois ali comigo. Henry era a pessoa mais importante em minha vida, mas quando Emma estava presente tudo parecia tão completo. Como se fôssemos destinados a ser uma família, simplesmente parecia certo e eu sabia que não era a única que pensava daquela forma.
Podia notar nos olhos de meu filho como ele estava satisfeito com o fato de eu e Emma estarmos nos dando tão bem e algo dentro de mim me dizia que Henry desconfiava que algo a mais estava acontecendo entre nós. Nada daquilo me preocupava e eu tinha quase certeza que Henry seria a pessoa mais feliz ao saber o que estava acontecendo entre eu e sua outra mãe. Mas ainda não era o momento dele ficar sabendo, antes tinha que conversar e resolver aquilo com Emma.
"- Então vocês estão amigas de novo?" Henry perguntou com um pouco de vergonha enquanto balançava o corpo de um lado para o outro. Seus olhos transbordavam esperanças esperando pela resposta.
"- Sim, querido. Acho que podemos dizer que somos amigas" Respondi e olhando para Emma enquanto segurava o riso que se fez presente em minha garganta.
Emma percebeu que Henry não estava olhando e piscou em minha direção, aquele simples gesto fez meu coração derreter igual uma adolescente. Naquele momento eu me perguntei o que de fato sentia por Emma Swan e por mais sincera que eu quisesse ser parecia que eu não tinha certeza do que era. Era um sentimento novo mas me fazia tão bem. Mesmo não sabendo como o definir em palavras eu sabia que ia lutar para o manter dentro de mim.
Henry não conseguia esconder sua felicidade ao ouvir minhas palavras, ele sorria e revezava o olhar entre nós duas. Parecia que ele não estava acreditando que aquilo estava acontecendo, como se ele tivesse sonhado tanto com isso que quando finalmente aconteceu não parecia real. Meu coração estava batendo forte e um sentimento bom invadia meu corpo, saber que meu filho estava feliz e satisfeito me fazia tão bem. Tinha certeza que meu sorriso era um reflexo do seu naquele momento e quando olhei para Emma a loira também sorria.
Então um som se fez presente no ambiente e Emma começou a procurar seu celular nos bolsos de suas roupas, quando ela finalmente achou o aparelho, depois de demorar enquanto de forma atrapalhada batia em todos os seus bolsos, ela o atendeu com um olhar curioso para o aparelho. Notei então que era Mary Margaret do outro lado da ligação.
"- Jantar? Espera, vou perguntar ao garoto" Ela respondeu a outra mulher enquanto olhava para Henry. "- Ei Henry, quer jantar lá em casa hoje? Sua vó está fazendo macarronada"
Henry então olhou para mim já que era o dia dele dormir em minha casa, mas pude perceber como ele pareceu empolgado com aquele simples jantar então óbvio que eu não iria o obrigar a ficar em casa. Sorri em sua direção e fiz que sim com a cabeça, então Henry olhou para Emma e fez um sinal de positivo enquanto sorria para mim.
Então sua expressão mudou, ele parecia pensativo e com um movimento rápido arrancou o telefone da mão de Emma. A loira se assustou e quando foi questionar o que tinha significado aquilo o garoto simplesmente colocou o celular na orelha e saiu correndo da cozinha. Pude ouvir seus passos em direção a escada e depois subindo os degraus. Eu claramente estava tão confusa quanto Emma, nos encaramos por um segundo até minha voz cortar o silêncio.
"- O que diabos foi isso?" Perguntei ainda olhando para a porta da cozinha com curiosidade.
"- Eu não faço a mínima ideia" A loira respondeu dando de ombros "- Parecia que o garoto tinha visto um fantasma" Terminou rindo baixinho.
"- Eu conheço aquela expressão dele, ele teve alguma ideia e com certeza vai aprontar alguma" Pontuei enquanto cruzava os braços e erguia uma sobrancelha.
"- O que você acha da gente ir até lá ver de uma vez?" Emma sugeriu rindo em minha direção.
Então eu comecei a andar até a porta da cozinha, mas quando estava quase chegando no batente senti uma mão de Emma segurar meu ombro. Quando me virei a loira sorria em minha direção e com um movimento rápido me deu um beijo suave nos lábios. Eu arregalei os olhos em surpresa e ela apenas riu e então me virou e começou a me guiar em direção ao andar de cima.
"- Vamos mulher, vamos ver o que esse garoto está aprontando" Ela disse e logo em seguida de um tapinha de leve em minha bunda. Mais uma vez me pegou de surpresa e eu simplesmente comecei a rir. Emma era uma caixa de surpresas e cada vez que tinha uma oportunidade me surpreendia.
Subimos as escadas com rapidez e logo estávamos na frente do quarto de Henry, podíamos ouvir sua voz através da porta fechada mas depois de alguns segundos um silêncio se fez presente. Emma abriu a porta e paramos as duas em frente ao seu quarto, eu com as mãos na cintura enquanto Emma estava com os braços cruzados.
"- Vai começar a roubar celulares agora, garoto?" A mulher ao meu lado perguntou com um pouco de diversão na voz. Não estávamos bravas com Henry, só queríamos entender o que havia significado aquilo.
"- Desculpe mãe" Ele respondeu sorrindo e se levantou da cama para entregar o aparelho para Emma.
"- Então mocinho, o que foi essa correria toda até aqui em cima?" Perguntei enquanto o encarava com os olhos cerrados.
"- Eu precisava falar com a vovó" Ele deu de ombros como se não fosse nada com muita importância.
"- E?" O encorajei a continuar quando percebi que ele estava um pouco receoso.
Olhei para o lado e Emma parecia curiosa, suas sobrancelhas estavam franzidas e ela mordia seu lábio inferior, seus olhos estavam fixos em Henry. Ela estava linda e eu senti uma vontade quase absurda de a beijar naquele momento.
"- E então você também vai jantar com a gente hoje" Henry respondeu tudo de uma vez, de uma forma rápida.
Depois de alguns segundos eu percebi o que aquilo significava. Um jantar inteiro na casa e com a presença dos Charmings, os pais de Emma, parecia que um pesadelo estava virando realidade e eu não sabia como iria me livrar daquilo só tinha certeza que não podia deixar acontecer.
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