Notas iniciais
Olá! Bom dia meus amores. Aqui está mais um capítulo para vocês, espero que gostem! Ps: o que acharam do episódio de ouat ontem, hein? Me contem... ;)

Emma P.O.V:

Eu me sentia leve como nunca antes, alguma coisa dentro de mim pulsava de felicidade e eu apenas não conseguia esconder o sorriso presente em meu rosto. Assim que cheguei na casa de Mary Margaret e David os dois ainda estavam acordados enquanto assistiam algum filme. Eu não esperava e nem queria encontrar com nenhum dos dois porque minha felicidade estava estampada em meu rosto e eu não conseguiria disfarçar, minha mãe com certeza notaria e iria me fazer um milhão de perguntas e eu não poderia responder nenhuma delas com sinceridade.

Como eu ia dizer aos meus pais que tinha acabado de beijar Regina? A ex rainha má que tinha destruído minha família quando eu era apenas um bebê e jogado uma maldição me fazendo virar uma órfã e deixando todos da floresta encantada sem memória em um mundo completamente diferente e sem magia.
Foi aí que meus pensamentos me pegaram de surpresa. Eu não podia me envolver com Regina, não era certo. Essa felicidade que eu estava sentindo não era certa e não fazia sentido algum. Eu não podia estar criando sentimentos pela mulher que causou tudo isso.

Não sei por quanto tempo fiquei parada encarando os dois sentados no sofá, mas só fui tirada de meus pensamentos quando a doce voz de Mary Margaret cortou o silêncio presente no ambiente:

"- Emma? Está tudo bem?" Ela perguntou enquanto pausava o filme e se virava para me encarar.

"- Sua expressão mudou em apenas alguns segundos, você chegou sorridente e agora parece que viu um fantasma" David continuou como se completasse a fala da mulher ao seu lado.

"- É...É... Está tudo bem, só estou um pouco cansada" Aquela tinha sido a pior desculpa que eu poderia ter dado, mas nada melhor veio em minha cabeça então tive que ser rápida.

"- Tem certeza? Nós podemos conversar se você quiser" Mary Margaret disse enquanto já levantava e caminhava em minha direção.

Eu não podia ficar nem mais um segundo ali, sabia que meus pais haviam notado algo estranho comigo e se eu ficasse perto deles por muito tempo eles acabariam arrancando de mim o que eu tanto queria esconder. Então sem pensar simplesmente abri a porta e sai daquela casa, cheguei na rua com pressa e comecei a caminhar sem destino.

Eu precisava esfriar um pouco a cabeça e nada melhor do que ficar sozinha para fazer isso. Pelo menos eu achava que ficaria sozinha até uma mão segurar meu ombro me fazendo parar de caminhar e olhar quem era a pessoa que me segurava.

"- Meu amor, o que está fazendo caminhando sozinha a uma hora dessas?" Killian me encarava com aquele jeito malandro e um sorrisinho de lado.

Eu apenas o encarei então ele simplesmente continuou a falar:

"- Sabe, eu fiquei chateado quando você me largou sozinho durante o nosso almoço. Mas sei que problemas de família tinham que ser resolvidos então..."

Eu não o deixei continuar, segurei na gola de seu casaco e o puxei até a mim. Nossas bocas se encontraram com força e o beijo não foi nada calmo. Enquanto eu o beijava podia sentir sua mão passeando pelas minhas costas e nada daquilo estava me agradando.

Em minha cabeça só passavam cenas do meu beijo com Regina e de como eu me senti ao dividir aquele momento tão íntimo com aquela mulher.
Beijar Killian não significava nada mas eu queria provar que estava errada, queria provar que aquele momento com a morena não passava de uma ilusão e que tudo que eu senti era apenas uma grande mentira. Minha cabeça estava querendo me pregar peças e eu não deixaria isso acontecer.

Continuei até aquele beijo se tornar um fardo para mim então nos separei bruscamente e o empurrei para longe. Ele parecia não entender nada e eu simplesmente me virei e comecei a andar.
Achava que aquilo me faria entender tudo e clarearia meus pensamentos, achei que com isso ia provar para mim mesma que aquilo com Regina não significava nada mas agora estava mais confusa ainda.

"- Meu amor, para onde você vai? Está tudo bem?" Killian correu atrás de mim enquanto tentava me fazer parar de andar.

"- Me deixe ficar sozinha, eu preciso pensar um pouco" Respondi rápido enquanto apertava ainda mais os passos para me afastar dele.

"- Mas querida, espere vamos conversar um pouco e..."

Simplesmente não o deixei terminar, me aproximei bem de seu rosto e com fúria nos olhos falei em um tom ameaçador:

"- Me deixe ficar sozinha agora"

Parece que ele entendeu o recado pois parou de me seguir, continuei andando sem olhar para trás mas pude ouvir sua voz chamando meu nome algumas vezes.
Sabia que usar Killian foi errado, mas eu precisava fazer alguma coisa em relação ao que eu sentia. Eu precisava provar para mim mesma que estava errada em relação a Regina.

Enquanto meus pensamentos rodavam em minha cabeça me deixando desnorteada sem perceber estava parada na porta da mulher que estava me assombrando. Já era tarde eu sabia mas não aguentava mais aquilo e precisava falar com ela.
Então toquei a campainha duas vezes.

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Regina P.O.V:

Estava tentando dormir a um bom tempo mas as imagens do meu beijo com Emma e de como me senti quase não me deixavam respirar. Virei de um lado para o outro até achar uma posição confortável e quando meus olhos começaram a pesar por conta do sono que estava chegando a campainha toca duas vezes. Com o susto que levei pulei para fora da cama rapidamente, estava amaldiçoando mentalmente quem quer que seja em minha porta, o mundo poderia estar acabando mas ninguém toca a campainha de outra pessoa em plena madrugada sem antes ligar ou mandar pelo menos uma mensagem.

Me apressei ao sair do quarto e quando passei por onde Henry estava dormindo decidi verificar se o barulho tinha o acordado. Meu filho dormia como uma pedra, acho que a casa poderia cair e ele simplesmente não ouviria nada e continuaria dormindo em paz. Aquele pensamentos fez um sorriso aparecer em meus lábios que logo tomou lugar a um palavrão quando a campainha tocou mais uma vez.

Desci correndo as escadas e só então percebi que não tinha colocado nada para esconder meu pijama. Não me importei porque sabia que ia abrir a porta e mandar quem quer que fosse embora. Quando me aproximei do olho mágico vi a loira dona dos olhos verdes que estavam amaldiçoando meus pensamentos parada esperando com impaciência então meu corpo congelou.

O que aquela mulher queria comigo? Ela tinha saído daqui fazia apenas algumas horas e eu não conseguia imaginar o que ela estava fazendo na porta de minha casa pela segunda vez naquele dia.
Enquanto a observava pelo olho mágico pude perceber que seu olhar não parecia feliz, na verdade Emma parecia estar com raiva de alguma coisa e aquilo me incomodou um pouco. Antes que ela tocasse a campainha mais uma vez eu rapidamente abri a porta. Se eu tinha que enfrentar aquilo então seria melhor que ela não acordasse Henry também.

"- Swan, a senhorita esta maluca? Você sabe que horas são? Henry está dormindo e eu também estava" Perguntei cruzando os braços enquanto a olhava nos olhos.

Ela simplesmente segurou meus ombros com as mãos e me empurrou para dentro da minha própria casa.

"- Agora é senhorita Swan?" Ela dizia com a voz carregada de ironia "- A algumas horas atrás era Emma, não se lembra Regina?" Continuou enquanto me encarava.

"- Qual o seu problema? Você veio até minha casa para me distratar a essa hora?" Minha voz demonstrava como eu estava confusa e desapontada com tudo aquilo, não queria acreditar que ela estava agindo daquela maneira comigo.

"- Você acabou comigo, Regina" Ela disse enquanto olhava fundo em meus olhos e caminhava para cada vez mais perto de mim "- Eu estava bem até você me beijar e me deixar desse jeito" Emma continuou com raiva na voz enquanto apontava para mim.

"- Eu te beijei? Você está maluca? Já se esqueceu que quem pediu o beijo foi você?" Rebati aumentando o tom de minha voz, eu não estava acreditando em suas palavras. A raiva já começava a me cegar naquele momento.

"- Então agora você está querendo dizer que só me beijou porque eu pedi? Não minta dizendo que você não queria" Ela disse também aumentando o tom de sua voz enquanto se aproximava cada vez mais e mais de mim.

"- Eu não disse nada sua estúpida" Respondi com raiva enquanto a empurrava para longe "- O que você quer de mim? Um pedido de desculpas?" Agora minha voz estava ainda mais alta, eu estava inconformada com tudo aquilo.

"- Eu não quero um pedido de desculpas, eu quero você fora da minha cabeça agora" Pude notar um pouco de tristeza em sua voz conforme ele dizia aquelas palavras.

"- E O QUE VOCÊ QUER QUE EU FAÇA?" Agora eu estava literalmente gritando, minha respiração estava ofegante enquanto Emma a minha frente estava com os olhos arregalados e a respiração pesada.

Antes que pudéssemos dizer algo a mais ouvimos um barulho nas escadas de casa e quando nos encaminhamos até lá para ver o que era Henry estava deitado no final da escada enquanto colocava a mão na boca e fazia uma expressão de dor. Corremos em sua direção preocupadas e lágrimas já se encontravam em meus olhos.

"- Henry, meu Deus, o que houve?" Perguntei enquanto passava as mãos pelo seu corpo querendo me certificar que ele estava bem.

"- Você não está vendo que ele caiu, Regina?" Emma disse como se fosse óbvio enquanto o olhava de forma preocupada.

"- Eu sei que ele caiu, sua idiota. Quero saber o que aconteceu" Rebati logo em seguida.

"- Não me chame de idiota Regina, eu estou por aqui com você e..." Emma dizia enquanto apontava para cima de sua cabeça querendo demonstrar que não me aguentava mais, mas Henry nos interrompeu com um olhar magoado.

"- Vocês duas podem parar de brigar?" Ele disse quase gritando enquanto nos encarava "- Eu caí porque ouvi essa gritaria de vocês aqui embaixo e achei que algo estava acontecendo, então levantei e corri até as escadas mas acho que ainda estava com muito sono pois tropecei e aqui estou" ele dizia tudo enquanto tampava os lábios e apenas nos encarava.

Me senti culpada, havia esquecido que Henry estava presente no momento que eu e Emma começamos a brigar.

"- Tire a mão da boca, Henry" Emma pediu enquanto colocava a mão por cima da dele querendo ver o que o garoto escondia.

Assim que ele retirou a mão da frente, pude ver um corte fundo em seu lábio. Aquilo deveria estar doendo muito. Meu coração se encheu de culpa e eu encarei Emma. Ela estava com os olhos arregalados e eu tinha certeza que se sentia como eu. Uma vontade de chorar imensa se fez presente em mim e eu tentei segurar ao máximo. Acho que a loira ao meu lado percebeu e enquanto ajudávamos Henry a levantar sua mão tocou na minha enquanto ela me encarava com culpa nos olhos.

Tínhamos acabado de brigar feio e aqui estávamos nós de novo. Como se nada tivesse acontecido, apenas sendo nós mesmas querendo cuidar de Henry.

Aquela nossa conversa não tinha acabado mas nosso filho era mais importante no momento. E se para o ajudar tínhamos que nos unir então faríamos isso e aquela discussão ficaria para depois. Mas eu sabia que aquela conversa não tinha terminado, eu precisava saber o que trouxe Emma até minha casa em plena madrugada e pretendia descobrir aquilo logo.

Notas finais
Emma e Regina ainda estão tentando descobrir o que sentem uma pela outra e tentar negar sentimentos com desculpas e ações impensadas fazem parte de tudo, não se esqueçam disso ok? Espero que tenham gostado, até o próximo!