Notas iniciais
Ainda não terminado.

Eu SEI. É como se a vida fosse uma prova e eu tivesse todas as respostas, mas que, por algum motivo, eu preferisse nadar na merda. Eu sei o que vai acontecer, eu SEMPRE sei o que vai acontecer mas eu fecho os olhos e mergulho, minto para mim mesmo, dizendo que dessa vez, só dessa vez, por favor, uma única vez pelo amor da puta que me pariu. Não. Dessa vez é diferente, aquilo que eu sei que vai acontecer, na verdade, não vai acontecer, é evidente que não vai: eu não posso ter a porra do gabarito da minha própria vida. Caralho, é como um sentimento de culpa — ou talvez curiosidade — por saber que eu estou colando em alguma espécie de teste da vida e daí eu não posso ir lá e simplesmente fazer diferente, eu TENHO que fazer aquilo, afinal eu já sei a porra da resposta — talvez dessa vez eu estou errado, quem saberia dizer? E, surpresa, tudo segue de acordo com o plano.É um sentimento de déjà vu constante, pessoas que eu ainda nem conheço, coisas que eu nunca ouvi, até teoremas — me foda — teoremas matemáticos, cacete; depois que eu vejo percebo que eu já conhecia, já tinha ouvido, inclusive estava lá quando foi postulado. É loucura, eu não acredito em mim mesmo, ainda assim não consigo escapar. É como se eu já tivesse vivido, já estivesse inclusive morrido e algum incompetente tivesse me mandado de volta e aqui estou eu: com todas as respostas da minha própria existência de bosta — pura bosta, caso você se importe — e não consigo sequer tirar essa piscina de vômito do meu quintal e mandar de presente para para o meu vizinho. Isso porque EU sou a porcaria do meu próprio vizinho. Poderia mandar para Marte e eu ainda estaria lá para receber a encomenda. Você não tem ideia, essa porra deste livro, por exemplo, já estava escrito antes mesmo de eu começar, é como se eu estivesse apenas lendo em voz alta essa merda. Isso realmente me faz mal.

Notas finais
Se vir algum erro que acredite ser importante por favor me avise, você pode ganhar um muito obrigado.