I'm a Mess
4 Capítulo 4- Foolish Heart
Notas iniciais
P.O.V Louis
Fiquei indeciso se ia atrás de Riley ou não. Passei uns quarenta minutos olhando de vez em quando para a janela, confesso que já estava ficando agoniado. Do jeito que ela é maluca, sabe Deus onde estava. Os pensamentos daquela ligação não param de martelar minha cabeça... Quem teria a deixada tão nervosa? Desde criança Riley era tão alegre quanto misteriosa. Eu sabia que a mesma era muito apegada aos pais, o que sempre me deixou com um pé atrás a verdadeira razão de ela ter vindo para cá. Olho pela uma última vez pela a janela, noto que estava escurecendo, fito as nuvens por alguns momentos, sempre gostei do céu, é tão encantador de uma forma singela e grandiosa . Deixo as cortinas abertas, e sigo para o meu quarto, porém ao passar pelo o de Riley, paro, e quando vi já estava dentro, olho para uma parede cheia de fotos de paisagens aleatórias, de pessoas em alguma platéia, mas uma me chamou a atenção, ela estava no centro, me aproximo para olhá-la melhor. Era uma garotinha vestindo um Tutu branco, fazendo uma pose, enquanto pessoas sentadas em um sofá a observava, logo reconheço quem era, abro um ligeiro sorriso, e pego a foto, a tirando da parede, viro a mesma e atrás estava escrito: “Nosso pequeno cisne”. Ergo uma sobrancelha, e devolvo a foto para o local, me viro e vejo varoas cartas em cima da escrivaninha, caminho até as espalho, pego algumas olhando as datas, e todas eram mandadas semanalmente para cá, o que me surpreende é o fato de todas estarem lacradas. Vejo os endereços, e todos do mesmo local “Mckinney –Texas”. Suponho que as cartas sejam dos pais dela, já que é onde eu morava e ela também, quando éramos crianças. Sou interrompido com um pigarreio vindo de detrás de mim, solto as cartas imediatamente, temendo ser Riley, me viro e vejo Niall com os braços cruzados e balançando a cabeça negativamente para mim, esbanjo um falso sorriso:
— Priminho, voltou cedo hoje.
—Mexer no que não lhe pertence é muito feio sabia?
— Assustar os outros também. –sigo para a porta, e Niall segura em meu peito, me interrompendo passar.
— Sabe que se ela te pegasse aqui seria seu fim não é?
— E você se importa mesmo com isso? –ele revira os olhos e me solta.
— Só quero evitar brigas.
— Que seja. –ao passar pela a porta me esbarro com Riley, que me lança um olhar zangado.
— O que diabos os dois estão fazendo aqui? –ela pergunta nervosa, logo Niall se vira assustado.
— Eu... Só vim... Chamar o L-Louis.
— Por que você veio para cá? Perdeu algo? –ela entra olhando em volta, e se espanta ao ver as cartas bagunçadas sobre a escrivaninha,andando até lá.
— Calma Riley! Que droga, por que está tão nervosa assim? –falo entre dentes, ela amassa as cartas com as mãos e vira para mim, com os olhos marejados.
— NÃO É DA SUA CONTA ENTENDEU? NÃO É DA CONTA DE NINGUÉM! SAIAM OS DOIS! –ela grita e anda até a porta empurrando nós dois para fora, e a fecha com toda força na nossa cara. Niall me olha, e logo sai boquiaberto. Escoro-me na parede ao lado da porta. O que estaria acontecendo?
P.O.V Riley
Após fechar a porta com toda a força atrás de mim, desabo ali mesmo no chão, segurando as cartas, olho para elas, com a vista embaçada por conta das lágrimas. Porque Louis estava aqui? Não o culpo, afinal, quem não iria querer saber da garota misteriosa do Texas? Exagerei sim, gritando com ele e com o Niall... Mas há coisas que eles não precisam saber, não quero os encher a paciência com os meus problemas, eles já tem o bastante para se preocupar. Mas e essas cartas? Não quero lê-las, vai doer demais... Sem pensar pego uma por uma e as rasgo, as deixando ali sobre o tapete, me deito ao lado das mesmas, olhando para os pedaços picados.
Raio de doença. Raio de destino. Raio de coração.
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