I'm a Mess

5 Capítulo 5- Chills


Notas iniciais
Aqui está como prometido o capítulo 5 ♥ Espero que gostem.

P.O.V Niall

Acho a reação de Riley totalmente compreensível, afinal eu também não iria gostar que invadissem o meu espaço. Mas a razão pela a qual ela ficou tão nervosa ao pegar as cartas, me deixam muito curioso. Termino o meu banho, e me seco, vou para o quarto visto meu “pijama”. ( Que fique claro, o que eu considero pijama é simplesmente uma camiseta de manga e uma calça de moletom) Já que aparentemente tudo estava calmo resolvo ir até o quarto da Riley, para tentar acalmá-la, não que eu seja um calmante máster em pessoa, mas estou me formando em psicologia, e sei que talvez eu possa a ajudar. Seria ela a garota mais complicada do mundo?

Caminho tranquilamente para o seu quarto, e vejo Louis ainda sentado perto da porta, com o olhar distante. Bato na porta, e depois de alguns segundos, bato novamente.

— Ela não está aí. – diz Louis sem olhar para mim.

— Para onde ela foi? – ele faz um gesto com o dedo indicador, o apontando para cima.

— Terraço. – assinto com a cabeça e sigo para o final do corredor. – Tente ser legal com ela ao menos uma vez. – ignoro tal comentário e subo as escadas que daria acesso ao andar de cima. Subo calmamente, e vejo ela. Com os pés para fora da sacada, encarando a rua. Me aproximo, e fico do lado dela, olhando também a rua.

— Veio me dar sermão? –ela pergunta sem tirar os olhos dos pés, eu a encaro.

— Vim tentar ser seu amigo. Por que não me conta o que aconteceu? –ela passa a língua sobre os lábios e me olha. Seus olhos estão um tanto inchados por conta das lágrimas.

— Eu só não queria ter essa vida que tenho.

— Nunca é tarde para mudar. –ela suspira.

— Para mim já é tarde á muito tempo. – e lá vem ela com mais um de seus argumentos misteriosos.

— Você pode tentar de novo. – insisto

— E você acha que estou fazendo o que aqui? –dou de ombros e ela revira os olhos- Acha mesmo que eu estaria desperdiçando meu futuro em festas, bebedeiras e viagens com o Louis, se não houvesse uma boa razão?

— Parece uma maneira estranha de tentar recomeçar. Qual a razão então? –ela balança a cabeça.

— Não posso contar isso para você agora, pequeno gafanhoto.

—Juro mesmo que não consigo te entender. –ela ri.

—Mas isso é a graça de tudo, ninguém me entende. Me sinto única.

—Você é única Riley, não precisa ser misteriosa para demonstrar isso. –sorrio e ela me olha semi serrando os olhos.

— Olha só, o Mr.Certinho me cavando um elogio. Hum, espera, é um elogio não é? –a olho sério.

— Há há há muito engraçado –ela solta uma gargalhada.- Eu posso sim ser muito divertido e legal quando quero.

— Mesmo? Prove.

— Isso é um desafio Riley Parker? – ela se vira, e com um pulo fica em pé ao meu lado.

— Considere um acordo Niall Horan. – a olho confuso.

— Um acordo?

— Sim! Você me mostra um meio mais interessante de recomeçar tudo, provando que –ela pausa como se estivesse discursando, e faz uma voz diferente, me imitando- “pode sim ser muito divertido e legal quando quer”, e eu prometo parar com meus paradigmas misteriosos e intrigantes, e te mostro que não precisamos seguir as regras sempre.

— Primeiro, eu não tenho essa voz aí, ou seja, você é uma péssima imitadora. –ela solta mais uma risada. –E segundo, bem, seria propício e muito interessante fazer um acordo desses.

— Então estamos combinados? –ela me estende uma mão.

— Estamos. – sorrio, e aperto sua mão, fazendo um gesto de cumprimento.

—Espera! Precisamos de algo mais original para selar esse acordo. –ela morde o lábio.

— O que? –a encaro, e ela cospe na própria mão.

— Cuspa na sua também! –me espanto.

— Riley, isso é meio...

— Nojento, eu sei. Mas e daí, vai vamos, considere isso uma primeira prova de que você está realmente interessado no acordo. –suspiro, e céus não acredito no que vou fazer... Cuspo em minha mão e uno a mesma com a dela.

— Agora repete comigo: “–Eu juro solenemente não descumprir esse acordo, e Riley pode raspar meu lindo e sedoso cabelo loiro se isso acontecer”. –começo a rir.- Isso é sério Horan! Vai promete!

— Ok, ok-contenho a risada e faço uma voz fina ao pronunciar- “Eu juro solenemente não descumprir esse acordo, e Riley pode raspar meu lindo e sedoso cabelo loiro se isso acontecer.”

— Ótimo. –soltamos nossas mãos.

— Quer jantar?

— Bacon, por favor. E nem começa com o paradigma comum de que bacon é só para o café da manhã.

— Certo, vamos mudar um pouco e chamar a janta de “café do crepúsculo”. –ela assente sorrindo, e anda junto comigo para as escadas, segurando em meus ombros, abraçando os mesmos, sinto um leve arrepio.

— Ah, e Niall... Eu por acaso não tenho essa voz enjoada que você tentou imitar. –sorrio.