I'm The Daughter Of Poseidon
12 Peter e o Amor de Alex
Part. Penny
– Onde eu estou? – Foi a primeira pergunta do garoto que encontramos.
– Hã... Na nossa barraca. – Disse Alex.
– “Nossa”? “Nossa” de quem?
– De Annie, Percy, Alex, Grover, Mike e Penny.
– Isso não esclareceu nada.
– Olha, nós encontramos você jogado no meio da rua, depois de tentar lutar contra um basilisco. Esclareceu?
– Um pouco.
– Você tem um sátiro?
– Eu... Eu tinha. – A voz dele falhou.
– Não me diga que ele...
O garoto fez que sim com a cabeça.
– Quantos anos você tem?
– 12.
– Filho de...?
– Apolo... Isso é uma entrevista ou o quê?
Alex sorriu antes de responder. Eu tinha que pagar 15 dólares para ela, por que apostamos se ele seria filho de Apolo ou de Atena. É, eu sei, mas isso mesmo, Atena. Alguma coisa na minha cabeça insistia nisso.
– Não... Ah... Desculpe. – Respondeu ela, corando. – Mas só tenho mais uma pergunta. Qual seu nome?
– Peter.
– Que nome bonito é Peter. Ah, muito bonito... Peter. – Disse Alex.
– Ah, sim. Agora eu posso “entrevistar” vocês?
– Claro. – Disseram Annie, Alex e eu juntas.
– Bem... Vocês estão indo para o acampamento?
– Sim.
– São filhos de quem?
– Hades, Poseidon, Poseidon, Atena. Eles dois são sátiros.
– Quem é quem?
– Eu sou a de Hades. Annabeth, ou Annie, a loira, é de Atena. Penny e Percy, os gêmeos, são de Poseidon.
– Putz, pelo jeito a equipe aqui é forte, hein. E pra onde estão indo?
– Acampamento Meio-sangue.
– Eu também.
– Pensamos que fosse isso. E então?
– O quê?
– Vai querer ir com a gente?
– Hum... Tá legal.
Eu não tinha reparado, mas agora estava percebendo por que Alex gostava dele. Ele era realmente bonito. Loiro, mais ou menos da altura da Annie, expressão tranquila, olhos claros (na verdade, não consigo definir a cor, é meio misturada, mas bonita). Mas ele também parece ter gostado da Alex, pois não tirava os olhos dela.
– Vai ser bom tem um filho de Apolo na equipe. – Disse Grover.
– Por quê? – Perguntou Peter.
– Bom, pode ajudar caso tivermos feridos.
– Ah, sim.
– Bom, você consegue andar? – Perguntei.
– Consigo...
Ele se preparou para levantar, mas começou a suar frio.
– É... Acho que não.
– Está bem, está bem. Podemos esperar você ficar melhor. Annie e Percy não estão completamente curados também. – Falei.
– Vamos fazer o quê? – Perguntou Peter.
– Que o quê? – Perguntei.
– Não sei... Alguma coisa.
– Ótimo. Mais um hiperativo. Maravilha. – Resmungou Percy. – Bem vindo ao clube.
– Podem me dar um pouco de Néctar?
– Mas... Você sabe que em excesso pode fazer com que você morra queimado?
– Sei. Mas isso pode ajudar para que possamos sair daqui. Vocês dois, Percy e Annabeth, acho que também podem beber um pouco.
– Aqui tem Néctar. – Disse Mike, se levantando e indo até Peter.
Peter bebeu um gole e seu rosto pegou um pouco de cor. Bebeu mais quatro e seu rosto ficou de um rosa suave.
– Ops... Estava testando. Percy, Annie, bebam quatro goles. É o suficiente.
– Tá. – Disse Percy.
Annabeth fez que sim com a cabeça. Eles beberam cada um quatro goles.
Um pouco depois Grover e Mike saíram e voltaram com cafés e sanduíches.
–De onde vocês tiraram isto? – Annie perguntou antes que eles entrassem direito no nosso esconderijo.
– De um mercado. Mas tivemos que correr bastante para chegar lá. – Disse Mike, ele e Grover estavam, de fato, encharcados de suor. – Nós passamos por esse mercado e nem percebemos.
- E como acharam?
- Sentimos cheiro de pastéis.
– Bom, estamos com fome. Passe esse café pra cá! – Exclamou Alex.
– Ah, está bem. Acho que podemos comer, sim.
Comemos, comemos, comemos, até que não sobrasse nada.
– Puxa... Agora sim eu tenho forças. Poderia correr a 200 km por hora até o Acampamento. – Disse Percy.
– Quero ver. – Disse Annie.
– Eu estava brincando! – Exclamou ele, aterrorizado.
– Você está sempre brincando. – Disse Annie, séria.
– Tá legal, tá legal. Podemos seguir caminho agora? – Perguntou Percy, com a expressão determinada.
– Claro. Vamos. – Disse Annie.
Levamos mais ou menos meia hora para arrumar tudo e fechar a barraca. (Na verdade, usamos a barraca por que Alex não conseguiu unir forças para abrir um buraco no chão no dia anterior, por causa da luta)
O dia de caminhada foi longo, divertido, e nenhum monstro nos atacou. Encontramos alguns rastros que deixamos em algumas lutas. Peter não tinha muitos problemas com caminhada. Era alegre e contagiava todo mundo. Antes que percebêssemos, estava anoitecendo.
– Puxa, o dia passou rápido! – Disse Alex, enquanto armávamos a barraca.
Arrumamos as coisas e conversamos um pouco antes de dormir, e logo depois, eu já estava dormindo.
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