Notas iniciais
Hello...

Acordamos às duas da madrugada, para seguir viagem.

– Ah! Que saco. Cansei. Podemos parar? – Disse Alex. – Estou morrendo de sono.

– Não. – Disse Annabeth. – Agora os monstros já sabem para onde estamos indo, e é uma sorte que não saibam onde estamos agora.

– Se nem nós sabemos... – Murmurou Percy.

– Ah, virem essas bocas positivíssimas para lá! – Falei. – As primeiras 10 horas que estamos andando e nenhum monstro nos ataca? Milagre! Não quero que acabe.

– 10 horas?! Estamos andando há 10 horas? – Perguntou Mike.

– É. Desde as 2 da madrugada.

– Já é meio dia? – Perguntou Grover.

– Já, de acordo com meu relógio.

– Temos que parar. Para almoçar. – Disse Percy.

– Não. Não podemos! – Insistiu Annabeth.

– Está bem. Vamos andar mais um pouco e aí paramos para almoçar.

– Tá. – Disse ela, fazendo careta.

O Sol estava forte. Todos nós estávamos suados e nossa respiração estava fazendo barulhinhos de ratinhos.

Foi aí que eu vi. Uma piscina, no meio do asfalto. Ela cintilava, cheia de água. Eu poderia ter achado isso estranho, mas estava com tanto calor e necessitando tanto de água, que nem liguei. Ouvi a voz distante de Annabeth: “Por que Penny está babando e olhando para aquela poça de lama?”.

Eu estava babando? Não faço ideia. Poça de lama? Annabeth pirou, só podia ser isso.

Então do nada, comecei a correr. Ouvia os gritos dos outros longe de mim: “Não! Penny! Volte!”

Quando eu estava na frente da piscina, resolvi pular. Em vez de sentir a água geladinha e cintilante que eu tinha visto de longe, senti uma gosma grossa e nojenta. Saí da “água” e abri os olhos.

Na minha frente, havia uma poça de lama do tamanho de uma porta. Ela era muito rasa. Eu tinha caído sentada, mas me levantei na hora em que percebi que estava me arrastando por ela como um peixe fora da água. Graças aos deuses, pelo menos não molhei os cabelos.

– Ooops. – Falei. Todos (Annabeth, Percy, Alex, Grover e Mike) me olhavam com cara de “O que você estava fazendo?”.

– Por Zeus! – Disse Annabeth, assustando todos nós. – O que houve Penny?

– Não sei. Isso era para ser uma piscina. – Falei, abrindo os braços.

– Miragem. Ah, não adianta. Vamos ter que parar logo, antes que isso aconteça com qualquer outro de nós. – Disse Annabeth. Ela deu uma olhadinha em Percy, como se achasse que ele seria o próximo.

– Vamos. – Disse Grover, mas nessa mesma hora, todos olharam para mim e Percy como se estivessem hipnotizados. Eles começaram a recuar. Não tiravam os olhos de alguma coisa atrás das nossas cabeças. Todos pareciam confusos.

– Tem um monstro atrás de nós, não é? – Perguntei, mas Annabeth sacudiu a cabeça. Resolvi virar para trás e não vi nada.

Virei para Percy e vi um garfo em cima da cabeça dele. Não era um garfo... Era um tridente.

– Uau. – Falei.

–Quê? – Perguntou Percy, virando para mim. – Uau.

– Já sei. Tem um tridente em cima da minha cabeça. Da sua também tem.

– Annabeth... Isso significa alguma coisa?

– Sim. Mas é quase impossível.

– O quê?

– Vocês são meio lentos, não?. – Disse Annabeth. – Bom... Esse tridente é o símbolo do deus do mar, Poseidon. E quando isso acontece, ou seja, quando essa imagem aparece em cima da sua cabeça, é por que você é filho dele, ou melhor, vocês foram reclamados. Isso é muito raro.

– Ah! Então você é meu irmão?

– Acho que sim, não é?

– Pois é.

– Sempre achei que você tivesse um pouco de irmã mais nova e irritante.

– Por que eu tenho que ser a mais nova? E irritante é você.

– Acho que nenhum dos dois está certo. – Disse Annabeth. – Pelo que eu sei, nenhum deus pode reclamar dois filhos, a menos que eles sejam gêmeos.

– Que dia você nasceu? – Perguntei a Percy.

– 18 de Agosto. Você?

– 18 de Agosto. O dia em que minha tia me encontrou...

- Ah, fala sério! Gêmeos separados? Parece coisa de novela, filme, sei lá. – Disse Alex.

- Bom, acho que vou ter que me acostumar com você e sua irritância. – Disse Percy.

- Ei!

- Bem, de qualquer jeito, você tem que conhecer nossa mãe.

- Nossa mãe?

- Claro né! Se somos gêmeos, obviamente você é filha da mesma mãe que eu!

- Faz sentido... Como é o nome dela?

- Sally Jackson.

Não pude evitar um sorriso. Aquele nome não me era estranho. Não sei.

– É... Já podemos ir? – Perguntou Grover.

– Ah, é. Vamos. – Disse Annabeth.