I'm The Daughter Of Poseidon
1 Atacada
Notas iniciais
Part. Pennélope
Oi, sou Penny (apelido de Pennélope) Jackson, tenho dislexia e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Tenho 13 anos e fui expulsa de sete colégios internos. Acho que não preciso explicar por quê.
Um dia normal de aula (Ou tão normal quanto pode ser quando você vive em mim), hora do intervalo. Estou sentada em uma mesa com meu melhor amigo, Mike (As garotas do colégio são patéticas, divididas entre valentonas e patricinhas. Felizmente não me encaixo entre nenhuma delas.). E vem uma das valentonas (que devia pesar o dobro do meu peso), uma tal de Maryanne Johnson:
– E aí, Jackson-branquela?
– Affe, que é que você quer agora? — Perguntei enquanto bebia minha água.
– Uii! Vai encarar é, Jackson?
– Ah! Você quer confusão. — Resmunguei. Mike me deu um cutucão.
– Olhe como fala, Jackson.
– Por quê? Vai me bater? Não se esqueça de que fui expulsa de sete colégios! — Falei um pouco mais alto. Eu sempre fui impulsiva. Na verdade, era famosa por agir por impulso.
– Eu estou avisando, garota. Não diga que eu não... — Ela não terminou de falar. De alguma forma, meu copo de água espirrou água nela. Ela berrou: — AAAAAAAAAAAAAAAAHH! — Fiquei parada, nem ao menos sabia direito o que havia acontecido.
– Jackson! — Rugiu a diretora, Sra. Spield. Ela me perseguia há meses, e aparecia sempre do nada. Isso eu poderia dizer que é mágica. — Eu avisei-a, não? Mais um acidente envolvendo você e você seria expulsa. — Ela sorria de orelha a orelha, como se a melhor coisa que poderia ter acontecido em sua vida tivesse acabado de acontecer. — Minha sala, agora. — Mike me olhou como quem diz: "Deixa que eu resolva", mas balancei a cabeça e ele se sentou.
.
– Bom Srta. Jackson. Mais uma detenção antes da expulsão. E então?
– Quê? — Desafiei.
– Não vai dizer? Diga o que é, menina! — Disse ela, me sacudindo pelos ombros.
– O quê?!
– Diga-me! Diga o que é!
– O que é o quê?
– Você. O que é você?
– Eu...
– Eu sabia! — Então ela se transformou em um tipo de morcego, com bico e dentes afiados. Eu já tinha visto aquela imagem antes... No meu livro de mitologia greco-romana.
– Céus! — Gritei, e saí correndo. Ela veio atrás de mim. Escondi-me atrás de um armário ao lado da porta. Mike apareceu, com suas muletas, e jogou um colar com um tridente, uma raio, uma coruja, um caduceu, uma taça de vinho, um pavão, uma papoila, um elmo de guerra, um abutre, uma pomba, um arco e uma lira. Símbolos. Tinha visto algo em um livro de mitologia. Por sorte, a Sra. Spield/morcego/águia ou o que fosse não tinha visto Mike. Puxei o colar, e assim que toquei o tridente, ele se transformou em uma espada de bronze, com uma palavra em grego αλάσσιοτρόμου (Thalássiotrómou), que reconheci como: "Terrormarinho". Saí de trás do armário. A diretora veio direto na minha direção. Estiquei a espada para frente e fechei os olhos. Ao abri-los, vi um pó caindo de onde a diretora estivera momentos antes.
– Uau! Isso é muito...
– Penny! Penny! — Gritou Mike. Ele vinha correndo, o que achei estranho, pois ele usava muletas. — Ah! Aqui está você.
– Mike... Suas pernas...?
– O que tem de errado com elas? — Perguntou ele, olhando para baixo.
– O quenão temde errado com elas.
– Ah! Esqueci as muletas. Espera aí. — Ele deu meia-volta e entrou em uma sala. Saiu de lá mancando com as muletas. — Pronto. Agora temos que ir para a casa da sua tia.
– Por quê?
– Quando chegarmos lá eu te explico.
– Tá.
Eu pensei em reclamar, pedir para que ele me explicasse tudo ali, mas ele tinha uma expressão muito séria e até meio irritada no rosto, então eu resolvi não dizer mais nada até lá.
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