I'm The Daughter Of Poseidon
2 Verdade
Notas iniciais
Part. Mike
Andamos um pouco, Penny permaneceu quieta (o que é uma coisa bem rara), pegamos um ônibus e ainda estávamos um pouco longe do apartamento da tia dela.
– E então, Penny? O que aconteceu antes de eu te entregar o colar? – Perguntei.
– Bom, ela me levou até a sala dela. Ficou me perguntando o que eu era o tempo todo. E quando tentei responder ela gritou: "Eu sabia!" e atacou. Então eu me escondi atrás do armário para pegá-la de surpresa quando você chegou e me deu o colar. Aí eu toquei um dos símbolos... Não lembro qual, não me pergunte. — Acrescentou quando abri a boca. — E ele se transformou em uma espada que estava escrita "Terrormarinho". Então transpassei a espada pelo corpo daquele bicho diabólico... — Um trovão cortou o céu claro.
– Cuidado com o que fala. Aquilo é uma Fú... Benevolente. Uma Benevolente. — Corrigi, olhando para o céu pela janela.
– Fúria? — Perguntou ela. Outro trovão.
– Benevolente! – Exclamei. Se ela continuasse com aquela língua solta, Zeus iria acertar um raio naquele ônibus.
– Está bem, está bem. Benevolente. — Falou, enfeitando a palavra "Benevolente".
- Isso.
Agora estávamos quase na frente do apartamento da tia dela. O ônibus parou.
– Vamos. – Chamei.
– Vá à frente. Estou aqui.
Subimos as escadas e ao chegar ao apartamento 312, bati na porta.
– Entre! – Gritou Sophia (a tia de Penny). Pela voz, parecia ter acabado de chegar do trabalho. Ela trabalhava em um restaurante, pelo que eu sabia. Entramos em casa e Sophia veio do quarto, com um roupão lilás e pantufas de panda.
– Expulsa de novo? — Perguntou ela, com uma ruguinha entre as sobrancelhas. Penny assentiu.
– Ela foi atacada. — Contei.
Sophia ficou nervosa. Os joelhos dela cederam, mas puxei uma cadeira e ela desabou em cima.
– T-tia? – Gaguejou Penny. — Você está bem?
– Sim, sim. O que houve Mike? O que a atacou?
– Uma Benevolente. Por sorte, Quíron me entregou este colar antes de eu vir para cá.
– Você acha que devo mandá-la?
– Sim, senhora. -
– Para onde? Do que estão falando?
– Um acampamento. É muito longe. — Disse ela. — Você se revelou para ela? — Perguntou ela a mim.
– Não. Ainda não.
– Do que estão falando agora? Você é Gay ou algo do tipo? – Eu e Sophia rimos.
- Não. – Disse Sophia.
Nós trocamos olhares. Sophia acenou com a cabeça, como quem diz "Sim" e eu tirei as calças. Penny fechou os olhos com força, mas eu disse:
– Pode olhar. – Ela lentamente abriu os olhos. E perguntou:
– O que você é? Digo... Da cintura para baixo.
– Um sátiro.
– Tipo... Meio bode, meio homem?
– Exatamente. Tenho a missão de cuidar de você. Mas vamos ter que ir logo. Virão mais monstros atrás de você.
– E como vamos para lá?
– Ônibus. Na verdade, teremos que ir andando, para garantir que não estamos sendo seguidos.
– Tudo bem. Mas... O que eu sou? Essa pergunta ficou martelando minha cabeça. – Perguntou Penny, confusa.
– Você é uma semideusa.
– Quê? Ah, para de brincadeira!
– Eu estou falando sério. Você é filha de um deus com um mortal.
– A questão é que não sabemos nada de nenhum dos dois. Pelo que me informaram, você foi capturada por uma "Boavelente"... — Falou Sophia.
– Benevolente. — Corrigi.
– Isso aí. E ela estava correndo pela rua com você nos braços. Então eu a vi, na rua com aquela velhota estranha. Ela parou e sentou, deixou seu cesto na frente dela e dormiu. Então, aproveitei a oportunidade e peguei você. Deixei alguns panos no lugar e peguei um táxi. E cuidei de você.
– A emocionante história da minha vida. – Resmungou Penny. Puxei a calças, calcei os sapatos e fui para a porta.
– Tchau, tia. Eu vou voltar.
– Tchau, bebê. — Sophia tinha lágrimas nos olhos.
– Vamos? — Perguntei.
– Vamos.
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