I'm The Daughter Of Poseidon
4 - Oi, sou Percy Jackson
Depois de Mike sair do estado de choque, resolvemos pedir logo para descer do ônibus e acampar. Fui falar com o motorista.
– Olá. Eu e meus amigos vamos sair aqui. Poderia parar o ônibus?
– Claro! Podem descer.
Pegamos nossas mochilas e saímos.
– E agora? — Perguntou Alex.
– Vamos ir acampando. Ou melhor: "Dormindo em hotéis vagabundos de beira de estrada". Eles mentiram. Que eu saiba, não tem nenhum hotel por aqui.
– Eu tenho uma barraca. — Disse Alex.
– É? Mas acho que vamos ter que entrar um pouco mais na mata para podermos montá-la.
– Certo. — Disse Mike.
– Vamos. — Disse Alex.
Entramos um pouquinho no mato só para esconder a barraca, pois estava de noite e, como Mike disse que o cheiro do mato lá fora estava muito forte e isso disfarçava o nosso.
Logo ao amanhecer, saímos andando, por que Mike disse que era bom sairmos cedo, por que a estrada estava menos cheia.
Depois de andarmos mais ou menos uma hora, Mike disse:
– Sátiro.
– O quê? — Perguntamos eu e Alex ao mesmo tempo.
– Sinto cheiro de sátiro e meio-sangue. Não muito longe. Também sinto cheiro de monstro. Benevolente.
– Vamos lá. — Concluiu Alex.
– Correndo! — Falei.
Saímos correndo. Depois de 5 minutos, avistamos a morcegona e duas figuras menores.
– Lá! Vamos. — Falei apontando para frente.
Logo chegamos lá.
– Ei! Morcegona! Deixe-os em paz! — Então vi que era a Sra. Spield. — Oii! Professora!
Imediatamente ela virou-se para mim e veio me atacar. Um dos garotos, o meio-sangue, veio silenciosamente atrás dela enquanto ela avançava lentamente na minha direção.
Coloquei a palma na mão sobre todos os pingentes do colar e esperei. Ele sumiu. No lugar dele, havia uma espada presa ao lado da minha calça. Soltei-a.
– Lembra-se dela, Sra. Spield? — Perguntei, mostrando a espada, que brilhou à luz do amanhecer. Ela hesitou e tentou atacar. Preparei-me e ataquei, transpassando a espada pela cintura dela e...
PÉÉÉÉÉM
O garoto meio-sangue tinha tido a mesma ideia que eu. A Fúria se transformou em pó, mas nossas espadas se chocaram e uma luz brilhou. Ele foi pela direita e eu pela esquerda.
Todos pararam para olhar. Ainda estávamos parados, espada contra espada.
– Uau. — Disse ele.
– Sua espada é igual a minha. — Dissemos ao mesmo tempo.
– Terrormarinho? — Perguntou ele.
– Contracorrente? — Perguntei, ao mesmo tempo. Nós sorrimos. O sorriso dele era igual ao meu, assim como os olhos e os cabelos, que tinham o mesmo tom escuro.
– No que a sua se transforma quando está normal? — Perguntamos ao mesmo tempo.
– Colar. — Respondi ao mesmo tempo em que ele dizia:
– Caneta.
– Quê? — Perguntamos.
– Você primeiro. — Outra vez ao mesmo tempo.
– Eu, então. — Falamos de novo ao mesmo tempo.
– Eu apresento vocês! — Gritou Alex. Minha espada ainda estava grudada na dele. — Olha, essa espada é a Terrormarinho, que se transforma em um colar do símbolo de todos os deuses quando ela encosta o cabo da espada no pescoço. — Explicou ela lentamente. — Agora você fala. — Disse apontando para o garoto.
– Legal. Bem... Essa é a Contracorrente, e ela se transforma em caneta esferográfica quando eu encosto a tampa na ponta.
– Okay, agora vocês podem, por favor, voltarem ao normal? Está tão estranho vocês assim, espada X espada. — Disse ela.
– Não consigo... Soltar essa... Espada! — Falei, puxando Terrormarinho com força.
– Você puxa, eu puxo! Vamos no três. 1... 2... 3! — Disse ele. Nós puxamos, puxamos e nada.
– Já sei! Encosta a tampa na sua que eu toco a cabo da minha no pescoço! No 3. — Falei. Ele assentiu. — 1... 2... 3!
Quase deu certo. Quase. Terrormarinho virou colar e Contracorrente virou caneta. O problema é: Elas estavam entrelaçadas. Como no caduceu de Hermes.
– Nossa. — Disse o amigo dele.
– Nem me apresentei. Oi, sou Percy Jackson. — Disse ele, ao mesmo tempo em que eu dizia:
– Nem me apresentei. Oi, sou Penny Jackson.
– Como? – Perguntamos um ao outro. Sorrimos outra vez.
– Perseu Jackson. — Disse ele, enquanto eu dizia:
– Penélope Jackson.
– Perseu, o herói? — Perguntei e ele:
– Penélope, a heroína?
– É. — Dissemos.
– Okay, isso está começando a ficar estranho. — Disseram Alex, o amigo dele e Mike. — Viram o que fizeram? Isso é contagioso! — Exclamaram.
Não prestamos atenção.
– Jackson?– Perguntamos. — É. — Respondemos.
– Chega. — Falei. — Ufa, está muito estranho.
– É. — Concordou ele.
– Não me apresentei. Sou Grover. — Disse Grover a mim, Alex e Mike.
– Sou Mike.
– Sou Alex.
– Se ninguém percebeu, ainda estamos colados. — Disse Percy.
– Já sei. Tire a tampa da caneta. — Falei, enquanto colocava a mão em cima dos símbolos. Eles brilharam e se transformaram em espadas. — Puxe. — Puxamos e elas descolaram. Senti uma onda de calor por todo o corpo, como um choque. Ele parecia ter sentido o mesmo.
– Parece que elas estavam... — Começou ele.
– Interligadas. — Terminei.
– Sinistro. — Murmurou Alex, me tirando do transe.
– Querem seguir com a gente até o Acampamento? — Perguntou Mike.
– Queremos. — Disse Grover.
Fale com o autor