I'm Nothing Without Your Love
24 What a hell? Before everything, this?
Notas iniciais
– Mãe! – Henry correu e pulou no seu colo, pegando a loira de surpresa e quase os derrubando no chão. A morena que observava a cena ainda encostada na porta do hall sorria discretamente, apesar de vez ou outra implicar com Henry, por o garoto falar apenas de Emma, ela adorava os momentos que passava com eles.
– Meu príncipe. – Beijou-lhe a bochecha enquanto o mesmo enfiava o rosto na curva do seu pescoço. – Eu trouxe sorvete. – Ela gargalhou ao ver os olhos castanhos brilharem.
Emma foi andando com Henry no colo, até a cozinha, onde ela já sabia muito bem o caminho. Depositou o enorme pote de sorvete sobre a bancada, pedindo gentilmente que Regina guardasse pra ela já que a morena acompanhou-os na cozinha. A rainha gesticulou um “deixa comigo” e um sorriso se formou no final de suas palavras. A partir do momento que Swan entrou o inferno começou, a concentração de Regina foi para o espaço e a mesma estava com medo de que sua sanidade houvesse ido juntamente. Henry questionou-a diversas vezes sobre qual filme eles assistiriam e a mesma pedia que eles escolhessem. Por final Emma e Henry estavam espalhados pelo colchão com copos de refrigerante na mesinha de centro, enquanto Regina se aproximava deles com o pote de pipoca em mãos, ajeitando-se como podia.
– Posso iniciar mamães? – Ambas as mulheres assentiram com as cabeças, e o garoto pediu silêncio e apertou o play de um filme qualquer que nem Emma e nem Regina prestariam atenção.
Os créditos iniciais do filme havia começado há 5 minutos, e além do som da tv somente se ouvia burburinhos de dentes mastigando a pipoca. Vez ou outra o garoto alternava os olhares pelas duas mulheres, que pareciam imóveis e estáticas sob o colchão prestando atenção na tela, ou assim ele pensava. Regina optou por comer um sanduíche natural e tomar chá, achava que aquelas bobeiras todas as comidas pelo xerife e seu filho muito pesada para a noite. Com o decorrer do filme Emma havia relaxado mais, já estava sem as famosas botas, e fazia um cafuné em Henry que tinha pegado no sono logo no começo do filme, enquanto Regina apenas assistia de rabo de olho aquela cena, a rainha se segurava para não encarar descaradamente a mãe de seu filho e sorrir abertamente para ela. Um vento gelado entrava pelas frestas ainda abertas daquela mansão, Regina encolheu-se um pouco sobre o colchão involuntariamente – ou voluntariamente. — se aproximou mais de Emma e Henry.
– Você está com frio Regina? – Perguntou à loira, ao ver a mesma se encolher.
– Um pouco. – Afirmou com a cabeça, sorrindo fracamente, pois pensou que a loira estava prestando atenção no filme, pois seus olhos compenetrados não saiam da tela da tv. – Umas cobertas não seria má ideia, seria? – Perguntou-a olhando diretamente nos olhos da loira.
– Bom, acho que não. O vento está gelado. – Ela concordou, mas seu sorriso desmanchou quase que um segundo após isso. – Está tarde, talvez eu devesse ir embora, já que o pequeno dormiu. – Explicou ao ver a expressão de interrogação da morena.
– Bom — Fez uma pausa. – Se você não se importar de dormir apertado nesse colchão, você poderia dormir aqui. – Emma se segurou ao máximo para não aceitar de supetão, e segurou o largo sorriso que queria demonstrar se limitando a dar um sorrisinho tímido. – Mas se quiser também eu arrumo o quarto de hóspedes. O que me diz? – Regina nem precisou olhar com aqueles olhos pidões para Emma.
– Só vou aceitar porque está frio e tarde. – Regina sorriu, e levantou-se do colchão. – Mais não acho que o quarto de hóspedes seja necessário, eu fico feliz em dividir esse colchão com Henry.
– Acho que vai ter que dividi-lo comigo também. – Soltou de repente, arrancando um olhar de espanto de Emma, nunca imaginou que a Rainha iria dividir com ela um colchão numa sala com ela, e pensar nisso estava sendo torturante para ambas as mulheres. – Se não se incomodar é claro. – Emma negou rapidamente com a cabeça arrancando um sorriso tímido da morena.
– Uau! A sofisticada madame Prefeita, vai deixar de ir dormir em sua suíte de luxo pra se dar ao trabalho de dividir um colchão comigo. Devo me sentir lisonjeada. – Emma não perderia a oportunidade de azucrinar Regina.
– Não enche Emma. – Riu da loira. – Olha que mudo de ideia e tu perdes a oportunidade de dormir comigo.
– Retiro imediatamente o que disse. – Tratou de sorrir, mas isso não foi o suficiente pra inibir sua face rubra. Ambas as mulheres ficaram sem graça e Regina cortou o gelo inconveniente que estava se formando.
– Vou buscas as cobertas. – Emma assentiu. – Você quer algum pijama?
– Não quero abusar de sua hospitalidade. – Respondeu com certo constrangimento, fitando o chão por meros segundos.
– Desde quando Emma Swan ficou tão intimidada com minha presença? – A morena devolveu a provocação rindo da cara da mesma. – Deixe de besteira Miss Swan, me acompanhe.
Emma sorriu em acanho e levantou-se cuidadosamente para não acordar o pequeno que estava em um sono profundo. O caminho até a suíte da prefeita foi feito em um silêncio confortável, a loira não sabia o porquê estava se sentindo tão retraída naquela situação com Regina, será a aproximação improvável de ambas. Confuso, Emma estava confusa e Regina muito mais.
– Não acho que eu tenha algo que sirva pra você dormir Emma. – Seu tom de confissão e seu nome sendo pronunciado com tanta destreza, fazia a loira derreter-se. – Não acho que você queira usar uma das minhas baby dolls ou então meus pijamas de cetim. – A imaginação de Emma viajou ao Regina pronunciar “baby doll”, a loira pode sentir um desconforto entre suas pernas, um desconforto bom, mas tratou logo de dispersar esse devaneio.
– Definitivamente isso é mais Regina Mills. – Regina riu do comentário e da cara de desgosto que a xerife fez.
– Já sei. – Teve um pequeno insight, e dirigiu-se a ultima parte de seu closet. Há muito tempo Regina não usava aquele conjunto, talvez Emma até risse. – Eu sempre usava esses pijamas quando Henry era menor, ele simplesmente amava. – Contava a morena enquanto procurava a peça. – Aqui.
Os olhos da Xerife se arregalaram por imaginar a morena vestida com aquelas peças um tanto peculiares. Seu riso quis sair, mas ela se limitou apenas em sorrir. Pegou das mãos da prefeita aquela camiseta um tanto quanto grande para o porte da outra mulher.
– Batman? Sério? – Perguntou incrédula, enquanto Regina ria e retirava o seu pijama do armário. – Tinha que ser o Batman? Porque não o Superman, Mulher Maravilha? Combina muito mais com você.
– Cale a boca Miss Swan, e vá se trocar logo. – A prefeita se dirigiu ao banheiro deixando o quarto para a loira trocar-se. E antes da mesma fechar a porta, ouviu Emma balbuciar novamente “Batman” e dar uma gargalhada gostosa arrancando um sorriso verdadeiro da prefeita.
A loira não sabia explicar o que havia dado nela, primeiro ela tinha aceitado aquela ideia maluca do Henry de ir ver um filme, depois aceitou a sugestão da morena de dormir lá e agora a mesma estava vestida com uma camiseta do batman e um short um tanto quanto colado que realçava suas pernas torneadas que ela confessava estar precisando de um banho de raios ultravioletas, afinal elas estavam um tanto quanto brancas. Regina ao contrário, usava um pijama de cetim comprido, com os primeiros três botões da camisa abertos, deixando um decote um tanto generoso. Emma acabou de trocar-se e decidiu descer e esperar a prefeita no andar de baixo, aproveitou pra dar uma olhadinha em Henry, que dormia calmamente no mesmo lugar que elas o haviam deixado. A garganta da loira pedia por água, ela se dirigiu pra cozinha servindo-se.
Regina saiu do banheiro, chamou pela loira e não recebeu resposta nenhuma, procurou-a em todos os cômodos e como não encontrou Emma, desceu pro primeiro piso da casa. A xerife também não se encontrava na sala, então a rainha foi procura-la na cozinha.
– Vejo que já se sente em casa. – Aquele timbre rouco entrou pelo tímpano da loira assustando-a e quase fazendo a mesma cuspir toda a água que se encontrava em sua boca.
– Espero que da próxima vez que você me der um susto Regina, você se lembre que sou a Xerife e eu ando armada, e que por sorte sua eu a deixei no seu quarto! – A morena soltou uma gargalhada, fazendo Emma a olhar com indignação. – O que foi?
– Você é um poço de exagero Miss Swan.
Emma tentou fingir seriedade, mas diante daquela morena era difícil não sorrir abertamente, portanto gargalhadas foram ouvidas segundos após aquele comentário ter saído da boca de Regina. A xerife depositou na pia o copo que estava tomando água enxaguando-o, sendo observada pelo olhar atento da prefeita que a seguiu após a mesma deixar a cozinha.
Regina havia decido com duas cobertas e dois travesseiros e deu pra a loira, que assentiu com a cabeça e abriu um sorriso. Como o garoto estava deitado no meio, elas se dividiram e deitou cada uma de um lado do mesmo, e como ele ainda era uma criança ele cabia no meio tranquilamente, não impedindo que elas ficassem perto, porém Regina se afastou a uma distancia consideravelmente segura para ela, mas seu olhos não conseguiam sair de Emma.
– Boa noite Madam Mills. – A voz já rouca da mulher soou, fazendo Regina desviar os olhos dos orbes verdes e pousar nos lábios rosados da mesma.
– O mesmo pra você Emma.
A loira não sabia explicar a sensação que aflorava seu corpo toda vez que Regina pronunciava seu nome, o modo como àqueles lábios se mexiam em cada letra fazia com que Emma sentisse vontade de beija-la. A xerife beijou o topo da cabeça de Henry, sussurrando um “eu te amo” baixinho pro mesmo e o abraçou, e deu um ultimo sorriso para a morena, que não tirava os olhos da mesma e captava todos os movimentos que ela fazia e tentou dormir, na verdade ela apenas fechou os olhos estava se torturando demais encarando a rainha, que não facilitava em nada. Aquele dia estava sendo confuso para ambas as mulheres, elas estavam dando sinais de que queriam a toda hora enroscar suas bocas em uma dança e segundos depois recuavam. Após beijar Killian, Emma sabia que quem ela queria estava deitada na sua frente e provavelmente ainda a encarando, pois ela sentia os olhos da morena a comendo. O que fazer em uma situação dessas, em que sua mente e seu coração entram em conflito e seus medos parecem cobrir suas vontades, porque a vontade de Emma era agarrar Regina ali mesmo, e beijá-la, mas o medo de que a mesma a rejeitasse, apesar de algumas atitudes dela denunciar que no fundo ela queria o mesmo que Emma o receio era bem maior que a vontade, então ela tratou de dormir.
Regina não sabia a que horas ela tinha dormido, encarou tanto a xerife que não se deu conta quando seu sono foi mais forte que o desejo e ela dormiu. Abriu os olhos lentamente acostumando-se com a claridade, estava um silêncio ensurdecedor, paradoxo? Sim. Olhou dos lados e estranhou, nem Emma e nem Henry estavam na “cama”, foi aí que ela ouviu um riso baixinho vindo da cozinha, respirou fundo sentando-se e espreguiçando-se. Correu ao banheiro a fim de saciar suas necessidades básicas, aproveitou para escovar os dentes e lavar o rosto. Pegou seu celular que estava em cima do criado mudo do quarto, havia uma mensagem e um anexo de foto, ela nem se deu ao trabalho de abrir, apenas olhou as horas. 7h45, incrível como ela havia dormido bem essa noite, o que ia contra todos os padrões da mesma, afinal ela tinha dormido num colchão espatifado no chão. A rainha também não se deu ao trabalho de tirar o pijama, ainda faltava algum tempo para ela deixar Henry no colégio e ir para a prefeitura, ela faria isso mais tarde. Desceu novamente para o primeiro andar, e movendo delicadamente as mãos, arrumou com magia toda a bagunça que ficara naquele chão.
O cheiro que entrara em suas narinas atiçou seu estômago, que estava dando severos sinais de fome, desceu as escadas de mármore branco silenciosamente, depositou o aparelho móvel no aparador e parou perto da porta da cozinha, ela não pôde deixar de sorrir com que o seus olhos capturara. Emma mexendo em algo na panela e Henry em cima de um banquinho lavando umas colheres, ambos sussurravam e riam baixinho. Não pode deixar de reparar que Emma agora vestia suas calças jeans de sempre e suas botas, porém a camiseta do Batman ainda continuava em seu corpo juntamente com sua jaqueta vermelha com as mangas erguidas. “Como ela pode ser assim, tão sutil e tão linda ao mesmo tempo?” balançou a cabeça em negatividade, afastando aqueles devaneios.
– Então quer dizer que Emma Swan sabe cozinhar? – A morena se pronunciou depois de algum tempo observando aquela cena. Emma virou-se rapidamente.
– Mas que diabos Regina.. – Soltou o ar que a mesma nem sabia que estava prendendo. – É a segunda vez que tu me assusta, daqui um pouco Henry fica sem mãe, pois você irá tomar um tiro. – Henry a olhou assustado, e ela riu.
– Emma olha o vocabulário perto do meu filho. – Repreendeu a morena enquanto a mesma voltou pra panela dando de ombros. – E você não seria capaz de me matar.
– Ah não? – Provocou a loira. – Me assuste mais uma vez, que comprovaremos isso. – Olhou de relance pra mesma dando um sorriso debochado.
Regina revirou os olhos diante do comentário da mesma, e se aproximou do garoto depositando um beijo nele e abraçando-o.
– Ok mãe, é o suficiente, você esta me amassando. – Anunciou com a fala entrecortada e fazendo uma careta. Regina riu, soltando o garoto.
Era inimaginável e incontável quantos sorrisos abertos, bobos e espontâneos a morena havia dado naquele intervalo de tempo que Emma estava presente em sua casa. Ela gostava disso, de ser espontânea, de não precisar forçar nada e tudo simplesmente acontecer porque tem que acontecer. A pequena família sentou-se a mesa e Emma servi-os de waffles com calda de chocolate e suco pra acompanhar. O silêncio que se fazia presente era confortável, Regina nunca admitiria, mas Swan cozinhava melhor do que ela esperava.
– Mães. – Quebrou o silêncio e chamou atenção das duas, que estavam concentradas no café da manhã. – Vocês já conversaram a respeito do meu sonho, que é sonho apenas pra vocês. Porque pra mim aquilo foi bem real.
– Henry meu amor. – Emma começou. – Ainda não chegamos a um consenso sabe, mas estou tentando convencer sua linda mãe Regina a investigar. – Apesar de soar sarcástico, Regina corou ao ouvir o comentário e Emma nem percebeu o poder que aquele elogio teve sobre a morena.
– Tudo bem, vocês ganharam! – Emma e Henry, juntaram suas mãos em um Hi-5 estralado, fazendo a morena revirar os olhos. – Eu vou averiguar tudo isso, apesar de ainda achar que é loucura e é apenas um sonho. Meu pequeno príncipe, não crie muitas esperanças tudo bem?!
– Mãe, você pode achar que não, mas eu sei que é real! – Afirmou descendo de sua cadeira. – Agora vou me arrumar para a aula. Eu amo vocês mães! – Depositou um beijo na bochecha de cada uma, subindo logo em seguida. Assim que as mulheres ficaram sozinhas na mesa, Emma resolveu quebrar o silêncio.
– Obrigada Regina, sei que pode parecer loucura, mas Henry tem um poder de persuasão incrível.
– A quem será que ele puxou não é mesmo senhorita Swan? – Sorriu para ela. – Agora irei me arrumar para o trabalho, e você Xerife, está atrasada. – Falou em tom autoritário.
– A mim é que não foi. – Emma retrucou, retirando a mesa. – E estou realmente atrasada, mas você devia acertar as contas com uma tal de Regina Mills, me atrasei porque eu decidi fazer o café pra ela! – A prefeita lançou um olhar sério para a loira. – Calma aí Madame, foi só uma brincadeira. — Mais uma vez a morena deu de ombros, se retirando da cozinha.
Seu traje elegante já situado em seu corpo esquio, seus fios negros alinhados, seus olhos delineados e seus lábios coloridos de vermelho. Seus saltos finos faziam um barulho um tanto irritante, porém nada que Regina Mills não estivesse acostumada, afinal ela passava muito tempo em cima dos mesmos. Emma a estava esperando para que elas saíssem juntas, Henry ainda estava escovando os dentes, então Regina foi chegar aquela foto anexada que não deu bola mais cedo. Capturou seu celular do aparador, sentando-se de frente para a loira, que estava esparramada no sofá.
Seus olhos se arregalaram, sua boca secou, ela não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo. Tentou procurar o remetente da foto, pois aquilo ali só poderia ser uma brincadeira de mau gosto, olhou para Emma que imediatamente a olhou de volta.
– Regina esta tudo bem? – Perguntou um tanto quanto preocupada.
– Será que você poderia me explicar o que diabos é isso Miss Swan? – Aproximou-se da loira lhe entregando o aparelho. Emma ficou pálida na hora.
– Regina, eu.. – Sua voz mal saiu, aquilo só podia ser um pesadelo. Porque agora?
– Enquanto eu estou preocupada em manter um bom relacionamento contigo pelo meu filho, enquanto eu ouço vocês falando bobagens de sonhos, e tento resolver isso, o que você faz? – Regina soou tão ameaçadora, e tão séria que a loira calou-se. – Você sai por ai beijando piratas com lápis de olho.
– Regina, eu posso explicar, por favor.. – Pediu a loira, ao ver a respiração descompassada da outra.
– Eu não quero ouvir explicações Miss Swan. – Adquiriu um tom absurdamente calmo, daqueles que apavoravam a loira. – Vá embora! Não quero lhe ver tão cedo.
– Regina. – Tentou a loira mais uma vez, e a mesma viu a rainha se aproximar, e depositar seus dedos na bochecha da loira e apertar. Suas respirações se misturavam, Regina estava com tanta raiva que poderia beijar Emma ali mesmo, mas segurou-se.
– Eu disse vá embora, antes que eu lhe faça ir!
Emma sabia que havia perdido a batalha, mas não desistiria de se explicar, Regina não podia achar que aquele beijo com Hook havia significado algo a ela. Mais do que nunca, Regina tinha que saber que a loira a queria e que ela estava completamente apaixonada por ela. A xerife decidiu ir direto para a delegacia, agora teria trabalho duplo, investigar quem havia mandado aquela porcaria de foto para a prefeita, e Zelena, Emma ainda estava encanada com a ruiva, e talvez não fosse em vão.
Regina ainda bufava, quando Henry apontou na escada, respirou fundo, olhou mais uma vez pra foto e se martirizou por desejar ser o pirata por alguns segundos.
– Ué mãe, cadê a Emma? Ela não ia esperar a gente. – Regina virou-se para o garoto, tentando não transparecer qualquer sentimento, qualquer confusão que se passava em sua cabeça para o mesmo. Ele era muito novo para entender certos tipos de coisas, ela dizia a si mesma.
– Emma precisou ir mais cedo Henry, ela foi embora para evitar uma fatalidade. – Aquilo soou mordido demais aos ouvidos do garoto, porém o mesmo decidiu não contestar sua mãe. – Agora vamos? Estamos atrasados.
Fale com o autor