I'm Nothing Without Your Love

25 Let me help you, cause my happiness is our happiness.


Notas iniciais
Voltei pessoal, desculpem-me a demora. Gostaria de dizer que cortei esse cap, porque ele ficaria muito grande e eu demoraria muito mais para postar. Logo logo a sequência dele virá. Capítulo totalmente focado no Henry, espero que vocês gostem, relevem os erros. @swenbae

O garoto a analisou mais alguns segundos, por mais que Regina tentasse esconder seus sentimentos, Henry sempre sabia quando ela estava bem e quando a mesma não estava. Caminharam apressadamente até a Mercedes preta da morena, a mesma demonstrava estresse e irritação, Henry preferiu não perguntar mais nada, evitaria qualquer tipo de discussão ou briga com sua mãe. O silêncio instalado naquele carro incomodava o menino, mas não demorou para que eles chegassem a escola e a mulher mais velha pousasse seu olhar sobre o garotinho sentado no banco do carona que fitava a rua.

– Eu sei que eu ando meio estressada, mas são apenas más marés meu querido. – Regina demonstrou suavidade e moldou um sorriso de canto de boca, sorriso tão acolhedor que Henry sentiu vontade de abraçar tua mãe. Parecia que por mais que ela estivesse sofrendo tanto interiormente, queria possibilitar a seu filho uma visão autoritária e segura de si. Ela nunca abaixava a guarda.

– Eu te amo. – O menino abriu os lábios num sorriso parecido com o da morena. Talvez eles não fossem tão diferentes assim. Depositou um beijo casto no rosto de Regina que estava com os olhos levemente marejados.

– Eu te amo também meu amor. – Devolveu o beijo a ele. – Agora vai, não quero que você se atrase.

O garoto assentiu, abrindo a porta do carro e descendo, caminhou tranquilamente até o portão principal da escola e ouviu quando Regina ligou-o e deu partida. Ele se certificou de que a prefeita não poderia o ver mais e mudou totalmente sua rota, direcionando-se para onde sua mãe loira se encontrava. Entrou cautelosamente no precinto, avistou de longe Emma sentada em sua cadeira, com as pernas jogadas sobre a mesa, seus pensamentos estavam tão longes que a mesma não percebeu quando Henry se aproximou.

– Kid? O que você está fazendo aqui? – Assustou-se ao ver o menino a encarando. – Não era para você estar na escola essa hora?

–Bom, supostamente era para eu estar lá, mas preciso resolver algo importante.

– Ah meu Deus, se Regina souber que você está aqui ela me mata, ela vai ficar mais brava comigo ainda. – Emma olhou pro teto e respirou fundo, era como se estivesse em um luta interna para não chorar. O garoto aproximou-se dela, e abaixou a cabeça da mesma olhando nos olhos verdes, e abraçando-a.

– Minha mãe não vai saber, e.. – Fez uma pausa buscando as palavras certas para expor a loira naquele momento. – Era sobre isso que eu queria falar contigo. – Emma balançou a cabeça positivamente, o encorajando a continuar. – Estava simplesmente tudo bem, perfeito e de repente você não estava mais lá, minha mãe mudou de humor completamente, de feliz ela passou para irritada e estressada. – Emma piscou lentamente. – O que aconteceu mãe? Vocês brigaram? – Apesar de estar receoso sobre aquela conversa, Henry estava ansioso pela resposta da loira, pois qualquer coisa que ela dissesse confirmaria o que ele suspeitas de que suas mães se amavam, e talvez o sonho voltaria a ser real.

– Henry, são coisas de adultos, coisas que Regina e eu resolveremos. Não quero te meter nisso. – Ele pareceu decepcionado com o que a loira falara.

– Tarde demais para pensar em não me meter nisso mãe. Eu sou o filho de vocês duas, minhas mães e, como qualquer outro filho, eu também odeio ver minhas mães brigadas. Eu só quero saber o motivo, porque eu quero ajudar. – Tentou fazer aquela carinha de quem quer convencer alguém a fazer exatamente o que ele está pedindo.

Emma desvia seus olhos do garoto e volta a sua posição, largada. Seus olhos se fixam em um ponto qualquer daquele cômodo.

– Eu fiz uma coisa sem pensar e alguém soube e contou para sua mãe e, bom, ela não gostou muito como você pode ver. – Suspirou, era bom ter alguém para ouvi-la, mesmo que esse alguém fosse seu filho, uma criança, porém Emma sabia que ele era muito maduro para a idade que ele tinha, então ela simplesmente continuou com seu monólogo. – Não é que foi sem pensar, mas eu apenas queria provar meu ponto. – Fez uma pausa, pensando em o que dizer em seguida, e Henry soube esperar seu tempo. – Eu beijei Hook e..

– Você fez o que? – O garoto interrompeu pela primeira vez, exaltado. Elevou sua voz e se arrependeu no momento seguinte, pois Emma o olhou com uma expressão séria. – Desculpe-me. – Pediu, e a mesma assentiu. – Mas, você fez o que?

– Eu beijei Hook. – Ela repetiu enquanto Henry balançava negativamente a cabeça.

– Mãe! – Ele exclamou em tom de repreensão. – Não acredito que você beijou aquele pirata imundo.

– Henry! – O repreendeu no mesmo tom franzindo o cenho. – Eu tinha que provar meu ponto, minha cabeça me dizia uma coisa e meu coração outra, eu achava que gostava dele, eu achava que com ele eu teria uma chance de ser feliz. – Suas expressões mudavam completamente de acordo com que ela ia contando ao menino.

– Você o ama? – A pergunta parecia simples aos olhos de quem não conhecia toda a história, porém, a resposta seria definitiva para que o garoto tomasse uma atitude e ajudasse suas mães.

Ela olhou os olhos castanhos dele, aquele garotinho que não havia sido criado por ela, mas que havia recebido a melhor educação possível e estava ali na frente dela mostrando isso, dividindo com uma conversa que normalmente criança nenhuma teria estruturas para ter. Os olhos castanhos dele que agora ansiavam por uma resposta lembrava a loira outros olhos castanhos, olhos que tinham um brilho único, e que a cada piscar dos mesmos fazia a loira se apaixonar pela dona deles. Henry apesar de não ser filho biológico de Regina Mills, lembrava mais ela do que a própria Emma.

– Você se parece com ela. – Ele a encarou confuso, tentando relacionar o que a mesma dizia. – Digo, com Regina. Você se parece com ela, e não digo apenas nas atitudes e na forma de agir, mas na aparência física. Se você não fosse meu filho, diria facilmente que ela é sua mãe biológica.

– Mãe, você está divergindo e mudando o foco da nossa conversa. – Ela respirou fundo, ele realmente sabia ser como Regina quando queria, e a xerife não teria como fugir dessa conversa.

– Acho que você sabe a resposta não é meu pequeno príncipe. – Ele olhou-a no fundo dos olhos, e balançou positivamente a cabeça. – Mas você quer uma confirmação não é?! — Ele acenou positivamente de novo. – Pois bem, eu não o amo, acho que nunca o amei.

– Acho que isso é o suficiente pra eu juntar minhas teorias. – Ele deu um risinho fraco. – Você nunca foi boa em esconder sentimentos como minha outra mãe. – Ele levantou-se de onde estava sentado e a xerife endireitou-se na cadeira.

– Precisamos conversar sobre isso Henry. – Ela afirmou séria, e ele deu uns passos para trás.

– Um outro momento mãe, eu prometo. Agora eu tenho um plano para ajudar vocês.

Mal esperou que a xerife concordasse ou discordasse com ele, correu para fora da delegacia, precisava encontrar uma solução e rápido, não aguentava mais ver suas mães sofrendo separadas, e a cada dia mais ele tinha certeza de que aquele sonho era mais real do que qualquer pessoa imaginava e Henry faria de tudo para ter sua família de volta.

***

Refletir, pensar, imaginação, buscar do âmago de nossa memória coisas que sejam propícias para o momento. Henry não tinha um plano, porém ele precisava achar uma solução para aquilo. Olhou para seu relógio de pulso, 10h, ainda era cedo para pensar em comer algo, ele aguentaria mais umas duas horas, afinal, sempre havia reservas de chocolates na mochila. Sentou-se naquelas tábuas de madeira, colocadas em fileira formando um pequeno refúgio, castelo como o mesmo gostava de chamar, ali; ele gostava de pensar, e era exatamente ali que ele acharia um desfecho ou assim ele esperava.

A mochila servira de travesseiro, o sol escaldante sobre a cabeça, o barulho das ondas quebrando na beira da praia, Henry fechou os olhos, apertou-os com força e desejou de todas as formas uma maneira de ajudar Emma e Regina, talvez ele esperasse por alguma solução mágica. Henry era filho das duas criaturas mais poderosas de Storybrooke e ainda sim, ele se sentia um pouco inútil, pois ele gostaria apenas de ter um terço da magia de suas mães talvez assim ele saberia como ajuda-las.

Seus olhos se abriram de sobressalto, sua respiração estava turva, seu peito subia e descia em sinal de que ele tentava ao máximo mandar oxigênio o suficiente para os pulmões a fim de que o mesmo se acalmasse, olhou novamente ao relógio, 13h. Ele havia caído no sono. Sono válido, afinal, lembrou-se de algo muito importante.

– É isso!

Praticamente gritou, apressando-se. Sabia que a essa hora Emma estava na delegacia e Mary Margareth na escola, seria fácil entrar no apartamento delas e procurar aquele objeto que poderia ser a solução de todas as desavenças entre a Rainha Má, que já não era tão má assim, e a Salvadora.

***

A porta do apartamento foi aberta, apesar de ser apenas uma criança Henry sabia onde Emma escondia a chave reserva, digamos que não foi fácil pegá-la, mas ele tinha seus meios. Subiu diretamente no quarto que era da loira, e começou a revirar cautelosamente aquele local, porém sem fazer bagunça afinal não queria que Emma soubesse que ele estava ali. 20 minutos mexendo e remexendo em todas as gavetas da loira, e nem sinal do que ele estava procurando, seu peito começava a se apertar e um certo desanimo se aflorar. Olhou para a cômoda de madeira rústica, haviam duas gavetas das quais ele ainda não tinha tentado olhar. Abriu a primeira, e o que encontrou foram meros papéis, revirou ali e nada. Então abriu a segunda e imediatamente uma caixa lhe chamou atenção, era toda bordada e sofisticada, era branca e preta, ele sabia que conhecia aqueles desenhos de algum lugar, mas não deu muita importância.

Seu tórax subia e descia, demonstrando a respiração acelerada. Abriu a caixa, e se surpreendeu, não era o que ele estava procurando, porém um papel de carta lhe chamou atenção. Sentou-se naquela imensa e confortável cama, com o papel na mão, abriu-o lentamente.

“Lar. Casa. E para ser chamado de casa, precisa estar enraizado, precisa pertencer ao lugar ou a pessoa, afinal lar, não está ligado simplesmente a um local, este objeto lhe mostrará onde é seu lar, sua casa, onde você irá encontrar a sua felicidade. Este objeto lhe mostrará onde seu coração quer estar ou onde ele simplesmente necessita estar.

Com Amor; Papai”

Aquilo só podia ser um enigma, Henry leu. Releu. Leu mais uma vez, até que desistiu de entender. Olhou novamente para o relógio, 14h. Decidiu que iria desvendar aquele enigma e achar aquele anel que Charming havia dado a Emma e provar para todos que no final o amor verdadeiro vence, e quem sabe quebrar aquela maldição. Guardou exatamente tudo no mesmo lugar, com exceção do papel. E foi pro seu castelo novamente ali conseguiria pensar.

Seu caminho foi rápido, tentou não ser notado pelas pessoas, pois como Storybrooke era uma cidade pequena, qualquer um poderia ir ao gabinete da prefeita e simplesmente contar a ela que viu seu filho zanzando pelas ruas a aquela hora, onde o mesmo devia estar na escola, a ultima coisa que ele queria era se meter em problemas. Sua mente trabalhava a todo segundo, repassando todas aquelas palavras do bilhete, tentando decifrar onde estava aquele maldito anel. Quando pensou nessa ideia, não sabia que seria tão difícil encontra-lo.

– Casa, lar. Casa, lar. Casa, lar. – Repetia, contínuas vezes, de repente um insight tomou conta do seu ser. – Só pode ser isso. – Parou de andar e olhou em volta. — Se o anel mostra onde seu coração que estar e onde precisa estar, talvez o coração de Emma queira estar com minha outra mãe, mas elas perderam as memórias do que aconteceu na floresta encantada.. Floresta Encantada. Talvez o anel da minha mãe esteja na floresta. – Correu em direção ao amontoado verde de árvores e arbustos. Parou bruscamente mais uma vez. – Mas a floresta é enorme, onde diabos esse anel pode estar? – Olhou para o céu e riu de si mesmo, e desejou que Regina nunca o ouvisse falar daquele jeito.

Regina. Coração. Henry lembrou-se de quando Regina enterrou seu coração na floresta, talvez seja isso que o enigma queria dizer; o garoto sabia que Emma amava Regina, e que o coração da loira buscava por um lar, seu anel lhe mostraria o amor verdadeiro, se Regina era seu amor verdadeiro, então Emma faria do coração da morena seu lar. Talvez o anel estivesse no mesmo local onde o coração foi enterrado. É claro que o garoto sabia que o coração não estava mais lá, mas.. quem sabe. Já que ele não sabia por onde começar a procurar, não perderia a chance de seguir seu raciocínio louco, mesmo que ele o levasse ao caminho errado.

A prefeita soube muito bem escolher onde colocar seu bem mais precioso quando ela precisou, muito bem escondido em baixo de uma árvore, porém o garoto não teve dificuldades para achar o local. A terra estava remexida, revirada, e Henry não teve duvidas ao colocar suas mãos ali e remexer mais ainda. Por baixo de toda aquela terra marrom, estava protegido por uma caixa de vidro simples, aquele magnífico anel, ele ficou maravilhado, afinal, ele esquecera o quanto aquela pedra era grande e o quão linda ela era. Levou seus dedos sujos de terra para tocar aquela caixa e pegar o anel, e como um passe de mágica, viu tudo ficar preto e rodar. Segundos após aquele choque, Henry viu uma porta mágica emergir do chão, ao tentar tocar o anel, ele ativou um portal mágico e simplesmente desapareceu. E para conseguir o anel de volta e ajudar suas mães Henry teria que atravessar aquela porta, e sem hesitar ele assim fez.

Notas finais
E então, o que acharam? Até o próximo xoxo