Notas iniciais
OIIIIII AMOOORES! Cap mega especial, que dedico pra meu cheirinho. Jen, te amo! Sem mais enrolação, não me matem ta? São coisas necessárias para o desenrolar da história. @swenbae, meu tt pra qualquer coisa, enfim, boa leitura.

As coisas estavam saindo um pouco de controle, aquela figura encarava aquela cena com repulsa, não poderia acreditar que um plano tão bem arquitetado e executado com maestria daria errado por causa de meros sentimentos que as mulheres denominavam “amor verdadeiro” aquilo não fazia sentido, amor é uma fraqueza e ela aprendera isso da pior forma possível, afinal ela nunca recebera nenhum tipo de amor, apesar de ter sido adotada depois que sua mãe a abandonara, ela nunca sentiu que seus pais adotivos a amavam de verdade, e todos os homens que passaram em sua vida, foram meros súditos do qual ela apenas se satisfazia sexualmente com eles e depois os transformava em seus discípulos. Zelena teria que fazer de tudo para impedir que Emma e Regina cogitassem a possibilidade de imaginar que o pirralho estivesse certo, se elas descobrissem que se amavam, todo aquele plano de vingança iria para o ralo. Sua respiração estava acelerada, na verdade a ruiva bufava de raiva, precisava pensar em algo, e algo rápido, afinal aquela aproximação da salvadora com a rainha má, não traria a ela bons resultados. Ela estava distante o suficiente de ambas as mulheres, apenas as observava, não poderia correr o risco de que elas a vissem e desconfiasse de algo. Caminhava em círculos analisando aquele entrosamento de ambas as mulheres, conversando e rindo, e a ruiva se perguntava; Onde está todo aquele ódio que a Rainha Má nutria pela Salvadora? Droga. Começava a se desesperar, aquele plano não podia dar errado, Regina não poderia ser feliz, a Rainha Má teria que pagar por ter tirado da ruiva toda a oportunidade de ser feliz e amada.

Zelena odiava Cora, por tê-la dispensado e ter dado tudo o que seria dela para Regina. No fundo a Bruxa sabia que a morena não tinha culpa de nada e não se importava com nada daquilo que lhe foi dado, talvez esse descaso da mesma também fizesse despertar na mulher um sentimento de fúria, e a mesma querendo ou não faria a morena pagar pelos erros de Cora. Na verdade tudo girava em torno de um único sentimento. Amor. Que fora negado a uma e doado em exagero a outra, e se Zelena sentia inveja de Regina por ela sempre ter tido tudo? Talvez ela ficasse um pouquinho verde de inveja.

Seus olhos extremamente azuis correram novamente por toda a praia, enquanto suas pernas não paravam de se movimentar um segundo se quer. Mordeu o lábio inferior quando viu Emma acariciar carinhosamente as costas de Regina, e ambas se levantarem e se abanarem sorrindo. “Eu preciso fazer algo, nem que eu tenha que me apelar e usar um pouco de magia.” Seu pensamento foi alto, e logo ela teve um insight. Sabia exatamente o que fazer, estreitou os olhos novamente procurando pelas duas mulheres, e se assustou ao vê-las caminhar em sua direção.

– Zel? – Chamou à morena se aproximando, fazendo com que a ruiva abrisse o sorriso mais fingido que ela poderia dar. – Esta tudo bem? – Zelena afirma que sim com a cabeça, dando um sorriso pra Emma que a olhava desconfiada. – Você me parece meio nervosa.

– Não se preocupe sis, estou meio, é.. Bom, perdida. – Mentiu no seu melhor tom. Ela precisava bancar a atriz toda vez que chegava perto da morena, afinal sentia muita raiva dela e se segura a todo segundo pra não enforca-la ali mesmo. – Sabe como é né, não saio muito e quando saio, dá nisso. – Balançou as mãos rindo e arrancando um sorriso de canto na morena.

– Tudo bem, sei como é. Storybrooke pode ser pequena, mas também da pra ficar perdido. – Ela olhou brevemente pra Emma que ainda sustentava um olhar curioso e desconfiado. – Eu e Emma estávamos indo almoçar, se quiser pode nos acompanhar até o Grannys. Não é Xerife? – Chamou atenção da loira que não pronunciara nenhuma palavra.

– Ah sim, claro. – A loira estava desfiada e tinha todos os motivos pra estar, afinal havia visto a ruiva mais cedo circulando perto da morena. Se ela não estivesse tão preocupada em falar com a prefeita agora, certamente investigaria isso.

– Muito obrigada sis. – Abraçou Regina, fechando brevemente os olhos. Pegou a rainha de surpresa, que não sabia se retribuía ou não o gesto.

A prefeita e Zelena engataram uma conversa animada da praia até a lanchonete, Emma estava alheia a elas, vez ou outra concordando com Regina que chamava sua atenção. Sua cabeça funcionava a mil por hora. Não sabia distinguir quais eram seus sentimentos, e vez ou outra se pegava encarando descaradamente a morena, que estava totalmente graciosa. “Afinal, que dia Regina não está magnífica?” Esse pensamento lhe invadia a mente a cada olhar que as duas trocavam e a cada sorriso que Regina esboçava, seja para ela ou pra qualquer outra coisa. Emma não gostava nada nada do rumo que seus pensamentos estavam tomando, na verdade a mesma não conseguia acreditar que estava cogitando a possibilidade que seu filho lhe apresentara. Os passos foram se tornando mais lentos, e a xerife esforçou-se para focar na conversa que a morena e a ruiva travavam, elas estavam se aproximando do Granny’s.

– Bom Zel, aposto que daqui tu já sabes chegar onde deseja não?!

– Sim sis, obrigada. – Abraçou-a mais uma vez, e agora o gesto foi retribuído pela morena, enquanto a loira apenas franzia o cenho. – Obrigado a você também loirinha. – Disse em tom de deboche para loira, enquanto jogava um beijo no ar para elas se afastando em direção aposta a elas.

Regina estranhou sua irmã ter chamado Emma daquela maneira, a morena não entendi porque ela ficava tão possessa quando o assunto era uma tal de Xerife Swan. Ambas se olharam confusas, e Emma riu. Aquela risada ecoava nos ouvidos da morena, que fez uma cara de interrogação.

– O que? Está rindo de mim por algum acaso? – Perguntou a morena em um tom sério, que fez a loira rir mais ainda.

– Nada, você só fez uma cara engraçado quando sua irmã me chamou de “loirinha”. – Confessou à loira, entre risos.

– Não entendo porque diabos as pessoas gostam de te chamar assim. – Revirou os olhos, andando em direção à porta de entrada da lanchonete onde ambas decidiram que almoçariam ali e conversariam a respeito da situação e de Henry.

– Se eu não lhe conhecesse, diria que está com ciúmes Madam Mayor. – A loira a alcançou, dizendo a primeira coisa que lhe veio à cabeça, ponderando segundos depois que a frase já foi dita, pois Regina parou bruscamente e olhou sério para a mesma.

– Sorte que me conhece Xerife Swan. – Estreitou os olhos, e Emma podia jurar que a mesma deu um sorriso de canto. – Agora cale a boca e vamos comer que meu estômago já está reclamando.

***

A ruiva caminhou em passos largos e apressados. O sol do meio dia estalava sobre sua cabeça e juntamente com o vento forte e gelado que se fazia presente, deixava que as madeixas vermelhas se exaltassem. Zelena precisava fazer com que as mulheres se afastassem um pouco, afinal elas andavam muito grudadas, e qual seria a melhor maneira de atingir ambas as mulheres? Seus pensamentos voavam, ela tinha um plano, mas pra isso precisaria da ajuda de um certo pirata.

O silêncio se instalava nas docas, o único som que se ouvia era o das ondas ricocheteando na madeira do píer. Vários navios estavam parados ali, e entre tantos o Jolly Roger se destacava por sua beleza rústica, a ruiva aproximou-se do mesmo em passos curtos, ensaiando seu discurso de convencimento para o rapaz. Todos em Storybrooke sabia o quanto o rapaz ainda amava a Xerife Swan, que ele só não corria mais atrás dela porque a mesma havia dado um fora nele. E Zelena usaria todo esse amor que consumia o pirata ao seu favor.

– Hook. – Seu sotaque fez-se presente assim que ela proferiu o nome do mesmo, que depois de alguns segundos deu as caras fora da cabine do navio.

– Zelena?! – Sua confusão era notável. – O que você está fazendo aqui? – O rapaz frase saiu mais grossa do que ele imaginava, porém Hook estava realmente surpreso pela ruiva estar ali. – Desculpe, fui grosso. – Abriu aquele sorriso galanteador que era sua marca. – Acho que o que eu quis dizer foi; em que posso ajuda-la senhorita? – Aproximou-se da mesma, fazendo uma reverência e beijando-lhe delicadamente a mão arrancando um sorriso da ruiva.

– Emma se deu mal, perdeu um excelente partido. – Comentou mais pra si do que pro pirata.

– Desculpe o que disse? – Arqueou a sobrancelha, ouvirá muito bem o que a outra mulher dissera.

– Eu disse que a xerife Swan não sabe o que ela está perdendo, e se eu fosse ela não deixaria mais esse rostinho bonito à solta para que qualquer uma se aproveite dele. – A ruiva aproximou-se dele, ficando a centímetros de seu rosto. Suas respirações se misturavam.

– Apesar de Swan não me querer. – Fez uma pausa olhando-a nos olhos. – Eu ainda a amo. – Seu tom decaiu, e ela podia jurar que sentiu uma mágoa em seu timbre, enquanto ele dava uns passos para trás, ele não negava que a ruiva era uma mulher e tanto mais nada substituiria sua loira.

– Então você irá reconquistá-la.

Zelena passou suas mãos pelos finos lábios do rapaz, fazendo uma pequena névoa verde se depositar no local. Killian piscou algumas vezes, tentando se situar.

– Zelena, o que você está fazendo aqui? Como vim parar aqui fora? – Levou a mão na têmpora, pois uma leve fisgada estava naquele local o incomodando. O feitiço que Zelena depositava sobre os lábios do rapaz, fez o mesmo se esquecer de que Emma o rejeitara e que era a ruiva quem o havia enfeitiçado.

– Estou apenas admirando a vista.. E você?! Bom, você deve ter bebido muito rum pra não se lembrar de que veio me fazer companhia. – Sorriu para o rapaz, que ainda apresentava uma expressão engraçada, e confusa. – Porém já estou de saída, tenho milhares de assuntos a tratar.

Ela sai apressada, deixando para trás um pirata totalmente confuso.

***

– Posso anotar o pedido de vocês loirinha? – Pergunta uma Ruby toda sorridente para a Xerife assim que as mulheres entram pela porta da lanchonete, recebendo em troca um olhar severo da prefeita, o que não a abalou. Ruby era uma das únicas pessoas que não se deixava abalar pelo jeito Regina Mills de ser.

– Claro Ruby. – A xerife vira-se para Regina, analisando cada reação da mesma, e não podia deixar de brotar um sorriso tímido dos lábios da mesma. – Regina, porque você não vai escolhendo nossa mesa, eu já sei o que você irá comer então, vou adiantar os pedidos com Ruby.

Os olhos da morena se estreitaram, e sua boca se entreabriu ela iria contestar com a loira, porém pensou duas vezes antes de fazê-lo, pois viu o quão estranho seria ela apenas virou as costas para a loira e foi escolher uma mesa. Sentou-se em uma bem afastada de todas, uma de canto, porém tinha a visão privilegiada do balcão em que Emma conversava animadamente com a outra morena. O sangue da prefeita fervilhava em suas veias e ela nem entendia o porquê de se incomodar tanto com as pessoas dando em cima da Loira Arrasa Quarteirão, sim, esse era o novo apelido do qual ela chamava Ms. Swan em sua cabeça, aquilo soava tão idiota que ela estava rindo de si própria.

– Posso saber por que está com esse sorriso bobo no rosto? – Aquele timbre a tirou de seus devaneios, acabando com o sorriso da mesma e fazendo-a ficar totalmente séria.

– Não é nada Ms. Swan. – Emma arqueou as sobrancelhas, olhando-a com seu típico olhar desconfiado enquanto sentada de frente a mesma.

– Sei. – Concorda ironicamente a salvadora.

– Que bom que sabe. – Devolve o sarcasmo na mesma moeda, com aquela postura típica de Regina Mills.

– Aqui estão os pedidos de vocês. – Emma sorriu para ela e Regina fechou a cara automaticamente, e no fundo a salvadora estava amando aquela reação da mesma. – Salada para a prefeita, e um hambúrguer com fritas para a loira mais linda dessa cidade. – Emma gargalhou, e Regina simplesmente olhou com incredulidade para a garçonete, ela não podia acreditar que ouvira aquilo da boca de Ruby.

– Obrigada Ruby, você já pode se retirar. – Regina ativou seu modo grosseiro, olhando diretamente nos olhos da outra mulher que ficou um pouco sem graça.

– Ah sim, desculpem-me. Com licença. – Acenou com a cabeça, abrindo um sorriso pra Emma, e afastou-se da mesa das mulheres.

– Regina?! Precisava ser grossa dessa maneira com a menina? – Repreendeu a loira, que estava totalmente constrangida pela maneira com que a prefeita tratara a mulher.

–Achei que estivéssemos vindo aqui para conversar a respeito de toda essa situação, não para aturar cantadas baratas de garçonetes de quinta. –Olhou para Emma como se aquele comentário fosse o mais normal do mundo e começou a comer silenciosamente sua salada.

– De qualquer forma, vamos começar direto com o assunto. – Regina concordou enquanto a salvadora levava a boca algumas fitas. – Eu não sei muito bem como confessar isso, mas ando tendo sonhos com você.

– Eu podia jurar que a Salvadora que vive recebendo cantadas está vermelha de vergonha por sonhar comigo. – Implicou a morena, mas no fundo seu coração se acelerava. Ela riu nervosamente quando Emma aprofundou seu olhar nos olhos dela, tentando dizer a ela que o assunto era sério e que não era momento para brincadeiras. – Desculpe-me. Ah Swan, quais tipos de sonhos?

– Sonhos do tipo, bom.. – Emma corou novamente, aquele assunto era simplesmente delicado demais. – Éramos um casal, e nos meus sonhos, bom, dividíamos alguns momentos íntimos. – Sua voz saiu falhada, e Regina simplesmente não sabia o que falar, não era possível. Como? Como ela e Emma poderiam estar sonhando a mesma coisa, e o que explicaria os desmaios e aquele momento íntimo com Henry no dia que o garoto contou-lhes sobre o sonho.

– Não acredito, não é possível! – A rainha praguejava. – Emma tem algo acontecendo aqui, e algo muito sério.

– Então você acha que.. – Ela vacilou, não queria ter que admitir que começava a acreditar em se filho.

– De maneira nenhuma Swan, está ficando maluca. – Regina não sabia se estava com medo de admitir que também começava a acreditar no pequeno mas preferia negar a si e pensar ao contrário.

– Mas Regina..

– Sem, mas Ms. Swan. – Interrompeu-a. – Sem, mas, aquilo é um absurdo, e eu vou descobrir o que está acontecendo e descartar de uma vez essa ideia louca que Henry inventou e você o está apoiando.

Emma desanimou-se completamente até perdendo o apetite, imaginar que talvez, apenas talvez ela e Regina fossem um casal estava corroendo-a por dentro, assim como corroía a morena, porém essa era medrosa demais para admitir.

– Tudo bem Regina! – Foi tudo o que Emma conseguiu falar, e depois se calou deixando-se levar pelos devaneios que a assombrava.

***

O relógio marcava 22h da noite, depois da conversa conturbada com a prefeita, Emma perdera totalmente a vontade de trabalhar e se entupiu de papéis para revisar, apenas saindo daquela delegacia quando seu estômago começava a reclamar de fome. Foi aí que ela percebeu que não havia comido nada durante a tarde, e ainda estava apenas com o pouco que conseguira comer no almoço no estômago.

Fechou todas as janelas e portas da delegacia, trancando a porta da frente, e indo de encontro à viatura, já que ela usava aquele carro para o trabalho e hoje não havia vindo de fusca e como já estava tarde, decidira ficar com a viatura. Emma mal percebeu quando alguém se aproximou, tomando um susto quando o mesmo a chamou.

– Love? – Aquele timbre rouco e sensual assustou a loira que se virou bruscamente.

– Killian, o que faz aqui a está hora? – Questionou a xerife. – Você me assustou nunca lhe disseram para não assustar uma mulher armada? – Ela riu fracamente e ele a acompanhou.

– Desculpe-me Love, não foi minha intenção assusta-la. – confessou o jovem rapaz, se aproximando mais de Emma. – Eu estou aqui para lhe entregar isso. – Aquele sorriso fez-se presente novamente depois que o rapaz entregou-lhe um botão de rosas vermelhas, Emma sorriu sem graça, sabia que o rapaz ainda nutria sentimentos por ela, porém ultimamente ela estava tão confusa que o mandara se afastar dela.

– É linda, obrigada. – Agradeceu sinceramente, abrindo um sorriso tímido. – Bom.. Era só isso, estou um pouco cansada. – Confessou.

– Não! – Adiantou o pirata tomando coragem para fazer o que viera fazer ali. – Tem mais uma coisa.

Aproximou-se bruscamente da loira capturando-lhe os lábios, Emma quase caiu se não fosse suas hábeis mãos pressionando-lhe a cintura, puxando-a mais pra perto de seu corpo. Ela tentou desvencilhar-se mas desistiu assim que sentiu a língua do rapaz pedir passagem, e explorar a boca da mesma, quanto a loira passava com os braços pelo pescoço do pirata e retribuía aquele beijo que a mesma não entendia. Deus ela só podia estar ficando maluca, não era aquela boca que ela queria beijar então porque ela estava retribuindo aquele beijo? Nem a mesma compreendia.

Notas finais
E então, mereço review? Até o próximo amores, xoxo.