I'm Nothing Without Your Love
23 My inner goddess asked to call her.
Notas iniciais
Os dedos firmes do pirata foram introduzidos nos longos cachos loiros puxando Swan pra si, e de repente a mente da mesma viajou pra uma outra boca e parou bruscamente aquele beijo. Ela não poderia fazer aquilo consigo mesma e nem com ele, aquilo estava totalmente errado afinal não era Killian que ela queria beijar e agora ela percebia isso.
– Desculpe-me Hook, mas não posso fazer isso. — Piscou repetidas vezes e se afastou dele com passos largos.
– Swaaaaan! — Gritou o rapaz que estava totalmente confuso. — Por favor, não faz assim. — Pediu o rapaz enquanto via a mesma correr pra longe de si.
A loira corria, suas pernas já estavam ficando bambas, sua respiração já não era a mesma a muito tempo, seu coração estava totalmente acelerado. “Porque diabos eu deixei que ele me beijasse? Droga Swan.” Ela se martirizava a todo tempo, pois precisou que seus lábios tocasse outra boca pra que ela percebesse que na verdade, quem ela mais queria que tocasse seus lábios e a envolvesse em um beijo avassalador era uma certa morena.
O sorriso da ruiva não poderia ser maior, ela presenciara aquele beijo, tudo estava dando certo, tudo estava acontecendo da maneira como ela queria. Seu coração pulava de felicidade, ela mal podia acreditar. Em suas mãos estava “aquele dispositivo de tirar fotos e de falar” como ela gostava de chamar, capturou aquele momento duas vezes, e faria de tudo para que Emma e Regina brigassem. Bloqueou seu número para que o destinatário não soubesse quem enviara a foto e a redirecionou para o número de Regina. Seu sorriso se desmanchou assim que viu Swan correr do pirata, “o que diabos essa loira esta fazendo?! Swan estúpida estava tudo dando certo.” praguejava, e a mesma já sabia onde Swan iria. Correu na mesma direção que ela.
Alguns quarteirões depois da delegacia e um quarteirão antes da mansão Mills, Zelena fez questão de trombar com Emma, não deixaria que a mesma estragasse seus planos.
– Loirinha. — Cumprimentou-a, sorrindo tentando parecer o mais sincera possível. — Onde vai com tanta pressa. Se acalme, antes que seu coração saia pela boca. — Ela riu escandalosamente, enquanto Emma apenas sorria tentando corrigir sua postura e sua respiração.
–Eu.. Bom, não sei muito bem, estava apenas correndo de uma situação desconfortável. — Ela deu um sorriso cabisbaixo, respirando fundo mais algumas vezes.
– Quer falar sobre isso? — Perguntou uma ruiva um tanto quanto receptiva, recebendo o olhar de uma loira um tanto quanto introspectiva, receosa. Ela não confiava nem um pouco naquela ruiva, que viera com uma história meio sem fundamento e convencera Regina de que era sua irmã. Quem poderia privar aquilo de fato? Quem poderia dar cem por cento de certeza de que tudo o que a mulher falava era verdade, já que ninguém havia a visto antes e Cora e Henry estavam mortos então não poderiam nem confirmar nem desmentir aquela história muito mal contada na cabeça da loira. Ela piscou algumas vezes, olhando nas piscinas azuis que eram aqueles olhos e respondeu sincera.
– Não Zelena, não quero falar sobre isso, mas.. Obrigada! — Ela sorriu e pareceu verdadeira sendo retribuída pela ruiva. Na verdade Emma não queria falar sobre aquilo com ninguém, e ela quase botara tudo a perder, ela percebia agora onde estava indo e não queria que aquilo acontecesse tão cedo. Afinal ela não entendia muito bem como se sentia e não sabia se aquele emaranhado de sentimentos era recíproco pela Prefeita. Balançou a cabeça negativamente afastando tais pensamentos, não queria pensar nisso agora. — Eu já vou pra casa, preciso ainda resolver algumas coisas e já está tarde. — Pegou o celular do bolso, e olhou as horas, se espantando por ser quase 23h já.
A loira acenou para a ruiva, e deu meia volta indo na direção contrária que a poucos minutos fazia correndo. Não confiava na ruiva, mas agradeceu mentalmente por a mesma a ter parado, pois só Deus sabe a burrice que a mesma iria cometer.
***
– Mãe! – Henry chamava a morena descendo as escadas correndo. – Mãeee! – Aumentou um pouco a voz pois a mesma não o respondera.
– Na cozinha príncipe. – Henry ouve sua voz dentro da casa e a segue, parando na porta quando vê a mãe fazendo um pequeno lanche pra eles. Ela percebe uma respiraçãozinha ofegante atrás de si, e se vira pra ele abrindo um sorriso, logo depois desmanchando-o. – O que eu disse sobre correr dentro de casa? – Ela o repreende, ele se aproxima com passou cautelosos e uma cara de safado no rosto.
– Sabia que você é a mãe mais linda desse mundo? – Os olhos da mesma brilham, ela sabia que ele estava fazendo aquilo somente para escapar da bronca que a mesma daria a ele, porém Henry era tão incrível que a mesma desistira de xinga-lo por hora, apenas abraçando-o. – Eu te amo mamãe! – Ele sussurra no pé do ouvido dela, enquanto seus braços estão envoltos ao pescoço da mesma. Regina enfia seu rosto da pequena curva entre o pescoço e o ombro do garoto.
– Eu também te amo meu amor. – Ela devolve o carinho, afagando levemente a nuca do menino, afastando-se dele e dando uma risadinha, ela completa. – Mas não pense que irá se safar da bronca não ein garoto. – Ele a acompanha na risada, enquanto a prefeita volta a fazer o lanche deles.
– Entendo. – Ele mudou completamente de humor, seu riso sumiu e ele parecia cabisbaixo agora e a mãe se sentiu idiota pelo castigo, vê-lo em um estado nada legal lhe feria o coração. — Sei que a senhora me ensina grandes lições. — Era realmente aquilo que ela temia e não sabia como se segurar diante daquela cena, Henry parecia utilizar de todas as artimanhas possíveis para sair ileso.
– Você é mesmo manipulador, até mais do que sua mãe. – Ela aproximou-se da bancada depositando os pratos com sanduíches ali, e se direcionou para o garoto, levando o dedo indicador ao queixo do mesmo fazendo-o olha-la nos olhos. – Mas não parece ser apenas isso que te chateia. O que foi?
– É só que... — A criança pareceu retirar forças do âmago para dizer. — Emma me disse que iríamos ao Granny's hoje, pois é o dia dela me pegar aqui e eu esperei a tarde toda pelo chocolate com canela.
– Emma, sempre Emma. — Regina não pareceu furiosa, apenas um tanto perplexa. — Será que não podemos ter uma conversa construtiva ao invés de falar sobre essa mulher? — Logo que proferiu as palavras, sentiu o olhar de negação de seu filho sobre si. Ela não gostava de mimá-lo, mas no momento o pequeno menino a julgava com tanta precisão que ela se sentiu culpada.
– Perdão. Não fique triste, vamos fazer uma coisa; caso você queira, pode tomar um banho e depois assistimos a um filme juntos. O que acha dessa ideia?
– BRILHANTE MAMÃE!
– Então corra lá pra cima já, mocinho, pois estou ansiosa! — Foi à primeira frase da noite que deixou o garoto sorridente.
Só se podiam ouvir os passos apressados de Henry que até pensou em deixar as roupas espalhadas pelo quarto, mas sabia que sua mãe detestaria então as amontoou correndo de canto e foi em direção à escrivaninha para pegar o celular. Apertou alguns botões rapidamente no aparelho celular e o toque de chamada foi dado.
– Kid, não podemos conversar amanhã? Estou extremamente cansada e meus pés estão me matando. — Do outro lado da linha, a voz da loira parecia exausta o bastante para que seu filho sentisse pena, mas não iria desistir tão fácil. — Está tarde.
– Mãe, você. Precisa. Me. Ouvir. Okay? — Ele ainda estava ofegante pela corrida e deu algumas pausas na fala.
– Regina te colocou numa maratona foi?
– É exatamente sobre ela que quero conversar. — A loira pensou em proclamar algo do outro lado da linha, mas foi cortada. — Como você não me buscou hoje para nosso dia especial, ela te chamou pra assistir um filme com a gente agora e quem sabe até dormir aqui.
– Não sei não, Henry, isso me parece invenção sua e além do mais eu não estou legal para discussões hoje. — Swan se sentia totalmente abatida depois do acontecido com Hook. — É bem o seguinte, ou a senhora vem aqui hoje ou semana que vem pode esquecer totalmente que eu moro aqui, pois eu estarei com minha outra mãe, fazendo coisas totalmente divertidas. — A loira que apenas ouvia todas aquelas palavras ditas com convicção não sabia se sorria ou se chorava. Seu filho havia crescido e ela estava abismada em como ele parecia mais velho, mais persistente e mais maduro apesar de saber que toda situação era uma birra dele.
– Eu me rendo. — Ela pigarreou antes de dizer. — Você ganhou Kid.
– EU SABIA! — O garoto gargalhou. — Esteja aqui em 30 minutos, e não se esqueça, meu sabor de sorvete preferido é creme.
– Pode deixar garoto, chego aí em um minuto. – A loira confirmou. – Mas onde vou achar sorvete há essa hora? – Ela fez a pergunta pro nada, por segundos antes de termina-la, ouviu o bip do celular, anunciado que a chamada havia sido desligada.
Emma Swan estava agora parada imóvel em frente a mansão na rua Mayfleen, havia 5 minutos que a mesma tinha chegado, ela estava criando coragem para anunciar sua chega e enquanto isso pensava em o quão irônico as coisas eram. A algum tempo atrás ela estava beijando Hook, e depois ela estava correndo na direção da mansão e certamente faria alguma burrada, e então ela trombou com Zelena e agradeceu a mulher mentalmente, e desejou não encontrar Regina e nem ir na mansão um bom tempo, e agora a mesma estava parada em frente aquela porta de madeira branco, com os números 108 bordados na mesma. Um riso baixo desprendeu de suas cordas vocais, a vida era realmente irônica e Swan estava correndo um risco enorme por estar ali, naquela casa, a aquela hora da noite a pedido de seu filho. O que a loira não fazia pelo garoto, ela estava colocando em risco até sua integridade pelo mesmo. Torcia mentalmente para que não acontecesse nada durante aquela sessão de filme, torcia para que Regina mal olhasse pra ela, pois a xerife não sabia se poderia resistir aos seus desejos e experimentar finalmente do fruto proibido.
Levou o dedo indicador até a campainha, pressionando-a suavemente.
***
– Henry? — A voz suave e marcante da morena ecoou no corredor dos quartos da mansão. — Filho? — Regina chamou mais uma vez e de novo não obteve retorno do garoto.
Aproximou-se da porta do quarto do mesmo, o barulho do chuveiro enchia o cômodo. Sentou-se na cama do mesmo e alguns minutos depois o barulho do chuveiro cessou, e Regina pode ouvir Hebry cantarolando uma música qualquer que ela não se prendeu em tentar descobrir. Seu sorriso alargou-se quando o garoto saiu do banheiro, todo cheiroso, com seu pijama alinhado, cabelos molhados.
– Mamãe. — Pulou no colo da morena abraçando-a. — Já estou pronto, já podemos descer para arrumar as coisas e ver aquele filme, o que me diz? — Regina riu da maneira com que Henry pronunciou-se e levantou-se da cama ainda com ele nos braços o colocando no chão logo em seguida, afagando os cabelos do mesmo.
– Me ajuda a estourar a pipoca? — Pediu a mulher sorrindo, enquanto se dirigia a saída do quarto.
– Com toda certeza mamãe. — Retribuiu o sorriso. “Esse sorriso caracteristico de Swan.” o pensamento da mulher viajou numa certa loira dos olhos verdes, logo ela negou com a cabeça e tratou de tirar esses devaneios da cabeça.
Os sofás foram afastados, dando lugar ao enorme colchão disposto ao chão. A mesinha de centro continha alguns sanduíches naturais, uma vasilha de pipoca, e Henry depositou ali três copos de suco, assim como trouxe três travesseiros pra que deitassem. Os olhos achocolatados se cerrarm, e quando a mesma abriu a boca para perguntar ao pequeno o porquê daquelas terceiras coisas quando o som da campainha ressoou. O garoto estava destraído demais para se quer ter ouvido aquele som, então, Regina dirigiu-se a porta, uma pontinha de chateação formou-se em sua mente, afinal a mesma pensou que poderia ser alguém que iria estragar totalmente sua noite de filmes com o pequeno, porém seu queixo caiu quando a mesma girou a massaneta da porta e deparou-se com a mulher loira e esguia.
– Swan? – O timbre da morena era vacilante e incrédulo. – O que você está fazendo aqui?
– É, bom.. – Fez uma pausa buscando as palavras certas, afinal foi só olhar para aquele morena que seu coração acelerava, e seus olhos viajavam por aqueles lábios e sua mente dizia que era errado tudo aquilo. Então a mesma estava em um conflito interno consigo mesma. – Henry me ligou dizendo que vai ter filme, e.. – Fez outra pausa respirando fundo e abrindo um sorriso acanhado. – Eu trouxe sorvete.
A morena não sabia se xingava ou agradecia o garoto, pois no fundo a mesma sabia que apreciava a companhia daquela loira arrasa quarteirões. Ela nada disse, apenas abriu um sorriso, afastando-se da porta e deixando que Swan entrasse.
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