I'm Nothing Without Your Love

2 Jealousy ? Oh no, I don't think so.


Notas iniciais
Gostaria de começar agradecendo pelos lindos comentários, e agradecer as meninas que favoritaram, vocês me fizeram muito feliz e até adiantei esse capítulo. Me perdoem qualquer erro de ortografia. Enfim, boa leitura.

Por um momento a loira se viu totalmente confusa. Aquilo que ela sentia, aquilo que se passava em sua cabeça não condizia com nada do que acontecia, a imagem do capitão tentando agradá-la surgiu de supetão em sua mente, ela respirava profundamente tentando desvair tais pensamentos e até sentimentos, seus olhos ainda estavam encarando a morena. Fazia milésimos de segundos que ela havia dito o nome da prefeita e ela pareceu não mover um cílio, começava a se preocupar. No momento em que fez menção em abrir novamente sua boca para chamar a morena de novo, viu a mesma recompondo sua postura de sempre. Olhou em seus olhos e os castanhos deram lugar a um preto intenso.

– O que faz em meus aposentos senhorita Swan? – Disse uma Rainha um tanto quanto séria, pegando Emma novamente em surpresa. “Céus, como essa mulher é bipolar ..” pensou a loira.

– Eu só estava dando uma volta e justamente seu quarto me tomou em curiosidade. Ele é um tanto quanto peculiar. – Gesticulava tais palavras olhando em volta, não podia deixar de admirar o recanto da morena. E quando viu a mesma revirando os olhos, continuou. – De qualquer modo, você está bem? Porque estava chorando? De quem é aquela foto?

Ouviu-se uma voz sem fôlego da Xerife arrancando um sorriso de canto dos lábios da morena. Ela sorriu de si mesma por pensar que Emma estava preocupada com ela, e por breves segundos isso aquecia o coração de Regina, porém ela não queria transparecer fraqueza afinal ela era a Rainha, e sem querer deixou que a loira à visse chorar e aos olhos da mesma era inadmissível que ela abaixasse os muros novamente.

– Você deve estar sonhando Swan. Eu não estava chorando. E aquela foto. – Fez uma pequena pausa, pensando no que iria falar, limpou a garganta. – São Cora e Henry. – Sua voz mal saia, seus olhos começariam a marejar facilmente se ela não tivesse respirado fundo e virado de costas pra loira, para que a mesma não percebesse tal fraqueza.

Regina andou até a grande janela do seu quarto. A vista dava pro jardim central do palácio, que por sinal era um jardim muito bonito, com uma enorme macieira carregada de frutos grandes e vermelhos, eles pareciam convidativos e suculentos. Uma lágrima isolada teimou em cair, pigarreou ao ouvir Emma andar até a penteadeira e pegar a foto, porém em momento algum olhou para a mesma, não tinha intenção nenhuma de impedir que ela visse a foto.

– Não precisa se fazer de forte o tempo todo Regina, eu sei que você sente a falta deles.

Tentou a loira, e não obteve resposta alguma, até que ela ouviu um respirar pesado da morena. Ela sabia que a Rainha fazia de tudo para não demonstrar toda a saudade que sentia de seus pais. Então andou lentamente até a mesma e tocou-lhe o ombro, e pode ouvir levemente o ar que Regina soltava de seus pulmões. A prefeita estremeceu por um momento, fitou a mão da loira pousada em seu ombro e depois os olhos brilhantes da mesma, havia confusão e cumplicidade em ambos os olhares, porém logo cedeu e relaxou perante aquelas mãos firmes, o desconforto inicial havia sido superado dando lugar a arrepios que ambas nunca imaginariam que iriam sentir. O silencio era confortável, nenhuma das duas mulheres precisavam dizer nada, o pequeno toque de Emma foi o suficiente.

– Preciso de um banho, antes da primeira refeição. — Riu fraco pra loira se desvencilhando do toque da mesma.

Regina fugiu, fugiu da loira e daquele gesto. Ela iria sempre fugir de algo que lhe fazia bem. Assim como fugiu de Hood naquela taberna quando Tinker lhe mostrou a felicidade. Então era isso o que a loira representava pra ela? Felicidade? Porque felicidade sempre a assustava? São muitas perguntas que nem mesmo Regina era capaz de responder a si própria. Ela andou calmamente até o banheiro, seus saltos batiam lentamente contra o piso, adentrou o local trancando a porta atrás de si, deixando uma loira um tanto quanto confusa encarando o grande jardim.

Os pequenos fios negros colados na nuca, a água morna, as espumas que lhe cobria o corpo, os olhos fechados, o aroma adocicado de maçã, a grande banheira branca, a música um tanto quanto clássica ao fundo, e uma Rainha totalmente a mercê de seus pensamentos sobre uma única pessoa. A Salvadora. Ela nem se limitou em pensar em Robin, afinal estava com ele agora e em nenhum momento ela o viu na floresta ou no castelo, mas naquele momento ela estava alheia a tudo a não ser em um par de olhos verdes. 10 minutos, esse era o tempo que a loira ainda permaneceu naquele quarto sentindo a brisa que entrava pela grande janela central, ela podia ouvir bem baixinho a música que tocava dentro do banheiro, um sorriso se formou em seus lábios, e ela ainda não sabia o motivo ou fingia não saber. Andou até a grande penteadeira rústica, olhos por mais alguns segundos aquela foto, a loira sabia o quão importante Henry e Cora fora pra Regina, por mais que Cora tivesse magoado e machucado a morena, ela os amava incondicionalmente.

Seus fios loiros se desgrenhavam conforme ela descia as enormes escadas, de longe ela podia ouvir a risada de Henry, o som que o garoto desprendia de suas cordas vocais era tão gostoso de se ouvir que automaticamente seu sorriso se abriu. Rodeou aquela grande mesa cheia de comidas em que muitos estavam sentados, recebendo os cumprimentos e olhares alegres de seus pais, Hook, e Henry. Olhou levemente para Robin, que segurava Roland no colo e sentiu um misto de sentimentos. Ultimamente, tudo o que diz respeito a Regina ela se afundava em um turbilhão de pensamentos e sentimentos, e aquilo soava muito estranho para a loira. Ela se repreendia mentalmente por sentir assim. Sentou-se sobre uma perna naquele estofado florido da cadeira.

– Mãe, onde está minha mãe Regina? – A loira estremeceu, queria mudar o foco daquela conversa o mais rápido possível. Ela se endireitou na cadeira.

– A última vez que eu vi ela Kid, ela estava no banho, já que ela aparece pra comer. Agora me conta garoto, está gostando?

– É tudo maravilhoso mãe! – Os olhos do pequeno brilhavam a cada palavra que ele dizia, suas mãos acariciavam os cabelos dourados da mãe, que por mais que estava sentada lá ouvindo seus pensamentos estavam em outra parte do castelo. Os olhos castanhos intensos de Henry estavam nitidamente animados por estar ali. – Você tem que conhecer a biblioteca, e a parte de fora do castelo, o enorme jardim e a macieira que minha mãe tanto ama.

– Temos tempo meu pequeno príncipe. Temos tempo.

Sorriu para seu filho, nunca o vira tão empolgado com alguma coisa desde o aparecimento do livro. Beijou-lhe o topo da cabeça e virou-se para servir-se. Seu estômago resmungava. Segurou levemente o metal gelado e detalhado do garfo, levando-o a boca degustando do salmão com salada verde que se encontrava em seu prato. Definitivamente aquela refeição era muito diferente do que ela era acostumada, o Granny’s não era um lugar tão sofisticado, provavelmente, se ela tivesse em Storybrooke, ela estaria se deliciando de um hambúrguer com batatas fritas, riu fraco com seu pensamento balançando negativamente com a cabeça. Seus olhos correram pela mesa, pode ver o estado de felicidade em que Snow e Charming se encontrava, pousou seu olhar no gancho que travava uma conversa com Henry, que gesticulava, fazia mimicas e gargalhava. Sentiu um aroma adocicado invadir suas narinas, e aquele cheiro era familiar, porém ela não sabia onde ela havia o sentido antes. A morena descia graciosamente as escadarias de mármore branco, um sorriso se apossou de seus lábios quando ela viu a extrema felicidade de seu filho. Emma olhou para o hall antes das escadarias, e sentiu seu queixo cair alguns centímetros, ela estava perplexa. Seus olhos caíram para aquele ser de cabelos negros. Divina, essa seria uma boa classificação para a morena nesse momento. As botas de montaria, a calça preta colada, o blazer azul claro e para completar a obra, os fios negros esvoaçantes liberando todo o delicioso aroma de maçã que saía dos poros da pele da morena. A loira estava atônita, e seus olhos não conseguiam desviar do belo e acentuado corpo de Regina e ela torcia para que a mesma, não percebesse tal olhar. Seus devaneios foram cortados quando viu Roland pular no colo da mulher.

– Pequeno. – Comemorou a morena levantando-o no ar, e o rodopiando, arrancando finas gargalhadas do mesmo, que se afundava no pescoço dela.

A morena caminhava com o menino em seus braços, agachou perto de Henry dando um beijo em sua testa e gesticulando um eu te amo, seu olhar cruzou com o de Emma e por breves segundos ela podia jurar que escorreria uma baba dos lábios da loira. “Ilusão da sua cabeça Regina.” pensou a morena. Rodeou a grande mesa e sentou-se entre Hook e Hood, quase em frente a outra mulher. Proposital? Bem provável.

– Você está linda meu amor. – Robin roçou levemente sua barba ao pé do ouvido de Regina, sussurrando tais palavras, recebeu da morena um arrepio e um selinho demorado seguido de um sorriso genuíno que só a mesma sabia dar.

A loira observou de canto de olho tal acontecimento, abriu um sorriso de canto de rosto e aproveitou suas mãos abaixo para torcer discretamente o pano da enorme mesa, estava tomada por uma raiva que nem a mesma sabia explicar, seu sangue passava como um foguete por suas veias. Se pudesse medir temperatura do mesmo ela diria que ele estava entrando em ebulição. E quando se deu conta do feito, repreendeu a si mesma mentalmente, era uma tolice extrema, então escolheu enfrentar aquela beleza exuberante a sua frente. Uma estranha palpitação no peito fez com que as bochechas de Emma se ruborizassem um pouco, e assim, ignorando o fato voltou a devorar o alimento.

– Bem, parece que temos uma faminta entre nós. – Debochou Hook, logo deixando seus dentes a mostra num provocador sorriso. – Há algo de errado, Darling? – Todos os olhares pareciam encarar Emma esperando uma resposta.

– Não Love, porque estaria? – Forçou um sorriso, olhando diretamente para a morena que parecia se divertir com a cena.

– Bom, tu está meio corada, e me parece nervosa. – Disparou o capitão.

Emma soltou uma risada um tanto quanto aflita. Se o capitão havia percebido o nervosismo, será que Regina também percebera? E o que era essa porra de nervosismo por ela beijar o namorado? Seus lábios de afundaram em um retorcer, e seus pensamentos viajariam a partir daquelas concepções, afinal a própria tentava entender os motivos para tais atos e sentimentos.

Notas finais
E aí amores, gostaram ? Me deixem saber!