I'm Nothing Without Your Love

18 Is this a dream or a memory ?


Notas iniciais
Amooores, mais um cap pra vocês. Esse é especialmente pro meu cheirinho, Jen cê sabe que te amo demais né ?! >< Enfim amor, tenham uma ótima leitura, e desculpem-me os erros.

As palavras “Madam Mayor”, bordadas naquela enorme porta de vidro causou certo arrepio na mulher. Ela não imaginava qual a reação que a Prefeita teria, mas se arriscaria da mesma maneira, contou até dez, arrumou o cabelo, tirou seu pequeno espelho da bolsa retocando o batom vermelho que cobria seus finos lábios. Respirou fundo puxando todo o ar disponível para seus pulmões, levou seu punho fechado até a porta, batendo duas vezes na mesma e, não demorou muito para que tivesse a resposta.

– Pode entrar!

O tom rouco da prefeita ecoou por detrás da porta e, logo em seguida ela foi aberta suavemente. Regina levantou seu olhar quando o salto atritou contra o chão, ela analisou aquela mulher que estava em seu escritório dos pés a cabeça, e a prefeita teria que admitir que ela era muito bonita. Seus enormes saltos pretos e fechados deixavam-na com aquele toque elegante, enquanto seu vestido verde escuro aveludado, um pouco abaixo do joelho completavam aquele incrível look, o cabelo solto por cima do ombro e os olhos incrivelmente verdes, e um sorriso um tanto tímido, porém confiante nos lábios. Olhou aquela mulher intimidadora atrás daquela imponente mesa branca, e se permitiu analisar aquele escritório, ele era incrível ela tinha que admitir, nos tons branco e cinza, o que dava a ele um ar misterioso e sensual, a mobília era simplesmente perfeita para o ambiente, olhou para o chão em sinal de vergonha e ela quase pode ver seu reflexo no mármore limpíssimo. Novamente subiu seus olhos e viu uma cesta com maças vermelhas e suculentas em cima da mesa, e sorriu com a ironia.. “As verdes são as melhores.” seu subconsciente dizia.

– Regina Mills? – A voz calma pronunciou seu nome com destreza.

– Sim, em que posso ajuda-la? – A morena rebateu ainda a analisando enquanto levantava da sua cadeira de couro e contornava aquela mesa enorme ficando de frente pra mulher.

– Eu.. – Pigarreou, ela não imaginava que ficaria tão nervosa assim quando fosse contar a verdade pra Rainha. — Eu sou nova na cidade e.. – Fez outra pausa.

– Seja muito bem vinda a Storybrooke. – Interrompeu-a, andando em direção a mulher com seu melhor sorriso estendeu-lhe a mão que apertou prontamente abrindo um sorriso sincero, ou pelo menos tentando. Regina gostava de manter a boa aparência perante as pessoas, então tentava ao máximo ser cordial. – Você me parece familiar, tem certeza de que não nos conhecemos?

– A não ser que Cora tenha lhe falado algo. – A mulher permaneceu com o tom baixo, não queria assustar Regina, apesar de ela estar lá com um objetivo fixado de tirar da morena tudo que ela havia conquistado, primeiro ela tinha que ser simpática e fazer não só Regina como todos amá-la. – Sua mãe, Cora.. Pelo visto ela não falou de mim.

– Creio que não, se não.. Eu me lembraria. – A morena rebateu logo em seguida, demonstrando desconfiança, o que fez a outra sorrir. – Posso saber qual seu nome?

– Zelena. Meu nome é Zelena. – Regina a analisou mais uma vez, vendo que o nome faz jus ao ser que estava parado a sua frente. – Eu sou sua irmã Regina.. Bom, meia irmã, porém isso são só detalhes.

– Mais que diabos, irmã? Que porra de brincadeira é essa? – A morena se exaltou, até o ponto que ela sabia ela era filha única e nunca imaginou que tinha uma irmã. Não queria demonstrar tanto a aquela ruiva que estava chocada, porém não conseguiu esconder nem um pouco seu espanto.

– Calma Regina. – Pediu a ruiva com um tom calmo, teria que resumir sua história pra que Regina não surtasse de vez. – Deixe-me esclarecer isso pra você. – Fez uma pausa soltando todo o ar de seus pulmões, Regina disposta a entender toda aquela confusão e uma raiva interna de Cora pela mesma não ter lhe contato nada sobre essa meia irmã, contornou aquela mesa sentando-se novamente em sua cadeira, fazendo gesto pra que a outra mulher se sentasse também, assim que ela o fez, Regina assentiu pedindo para que a mesma prosseguisse. – Antes mesmo de conhecer seu pai, Cora engravidou-se de mim, só que a mesma me abandonou e eu fui levada por um ciclone até outra terra mágica, Oz e, lá meus pais adotivos me criaram. Até que um dia eu conheci o mágico de Oz e ele me disse que me daria à família que eu realmente queria, então ele me deu um par de sapatinhos e, eu pude finalmente conhecer você. – Sorriu tentando ao máximo convencer Regina, que ainda a olhava desconfiada, Zelena estava se superando, controlando ao máximo seus sentimentos pra não ficar verde na frente da irmã e denunciar todo seu plano de tirar dele tudo aquilo que ela conquistara.

– E você espera que eu acredite em você? – Seu tom era provocativo perante a ruiva que estreitou os olhos.

– Eu conheci Rumplestiltskin anos atrás e, ele me disse que Cora deixou para você inúmeras cartas que lhe provarão que é verdade. E só com o tempo você conseguiria decifrá-las.

– Merda Cora. – Regina suspirou. Ela verificaria essa história mais tarde, sua cabeça quase explodia, massageou as têmporas suavemente.

– Eu gostaria de ter a conhecido. – Confidenciou a mulher.

– Dê graças que não a conheceu. – A morena fixou seu olhar em algum ponto qualquer longe dos olhos curiosos da outra. – Cora era amarga, não sabia o que era amor de verdade. Apenas me obrigou a fazer coisas das quais eu não quis. – O sentimento de pesar rondava a cabeça de Regina, era péssimo lembrar-se de sua mãe, pois foi o pior momento de sua vida, quando Daniel morreu, quando Cora a obrigou a casar com um homem do qual ela não amava.

– Pelo menos ela lhe queria. – A voz da mulher saiu num sussurro, o que atraiu o olhar de Regina pra si. Zelena não entendia como Regina tinha tudo o que ela queria e mesmo assim não estava satisfeita com nada, “Eu daria tudo pra estar no lugar de Regina” era o único pensamento que rondava a mulher.

– Desculpe-me o que disse?

– Deixa pra lá. – A ruiva levantou desconfortável, fez menção de sair daquele lugar, a ingratidão de Regina perante Cora lhe enjoava o estômago e não era atoa que Zelena tiraria tudo da outra mulher, ou assim ela achava. – Bom, já vou indo, só vim conhecê-la.. E já esta um pouco tarde. – Olhou levemente para o relógio no fundo do escritório, 17h30, queria ter uma desculpa pra sair de lá.

– Espere.. – A morena pediu quando a outra estava quase saindo. – Eu lhe acompanho, tenho que pegar meu filho com a outra mãe dele. – Seus pensamentos pousaram novamente numa certa loira, seu coração acelerou bruscamente e ela não entendia o porquê disso e se martirizava mentalmente por todas essas reações. Balançou a cabeça em negatividade com um sorriso discreto nos lábios, a mulher a olhava intrigada e a prefeita percebeu. – Eu e Emma dividimos a guarda de Henry. – Se explicou não que ela devesse alguma satisfação, mas sentiu vontade de se explicar. – De qualquer forma, vamos.

Passou pela mulher que tinha um sorriso tímido, desceram às escadas daquele prédio em um silêncio confortável, ninguém se atrevia a falar nada. Passaram pela porta da frente e Regina a trancou, se certificando logo depois de que a mesma estava realmente trancada. Andaram lentamente até a Mercedes preta, capturou o controle do alarme em sua bolsa.

– Bom, eu já vou indo. – A mulher ficou um pouco sem graça, não sabia muito bem como se portar diante da prefeita. – A gente se vê por aí.. – Regina assentiu. – Tchau Regina.

– A gente se vê.. – Sorriu para a mulher que retribuiu prontamente.

Aquele pequeno botão foi pressionado ressoando um “beep” audível, e quando Regina circulou o carro para adentrar-se no mesmo abriu a porta do motorista e seu olhar subiu levemente a três pessoas que riam felizes a alguns metros dali. Regina sentiu seu sangue fervilhar.

– Mais que diabos.. – A porta do carro foi batida com uma força acompanhada do tom forte da morena que chamou atenção da ruiva.

– Regina?

Zelena a chamou e só depois que Regina estava atravessando as avenidas com passos curtos e duros que a mesma viu a cena, ela teve que dar longos passos pra conseguir alcançar Regina que tinha o olhar devorador sob aquelas pessoas.

– O que diabos está acontecendo aqui?

O quase grito da morena que fuzilava ambas as mulheres com os olhos atraiu todas as atenções pra si, causando um silêncio totalmente desconfortável.

– Parece que a prefeita tem o dom de interromper nos melhores momentos. – Provocou a morena que tinha um sorriso irônico nos lábios, recebendo um sorriso de canto da prefeita que não tirava os olhos da mesma.

– Ruby. – Emma a repreendeu olhando com certo pesar sobre Regina, que a nenhum segundo tirou os olhos da outra morena, desafiando-a.

– Mãe! – Gritou Henry tentando apaziguar a situação e correndo em direção a Regina abraçando-a, que retribuiu e em seguida beijou-lhe o topo da cabeça.

– Esta tudo bem aqui? – A ruiva não queria interromper, mas ela sabia muito bem onde daria aquilo e deixar Regina furiosa não funcionava muito bem.

– Zelena? – Henry praticamente gritou em susto, e de repente um flash de seu sonho, aquela era a ruiva dos olhos verdes que o garoto não conseguia lembrar o nome.

– Eu te conheço garoto? – O sotaque da mulher se fez presente assim como seu sorriso sínico.

– Eu.. Eu não sei. – O menino olhou para a loira, que até agora não havia abrido a boca. – Ela é a mulher que eu lhe perguntei se você conhecia depois que te contei do sonho. – Sussurrou para a Emma e achou que ninguém tinha lhe ouvido.

– Henry.. – A morena chamou a atenção do pequeno. – Eu já te falei que foi apenas um sonho.

Zelena não conseguiu tirar o sorriso de satisfação dos lábios, ela havia conseguido. Ninguém se lembrava dela e aparentemente Henry se lembrava dela apenas como um sonho. “Essa maldição será mesmo satisfatória”, seu subconsciente quase gritava.

– Não há como aquilo ter sido real Kid. – Finalmente todos ali ouviram a voz da loira. – Se é que você me entende. – Piscou para o garoto e olhou diretamente nos olhos chocolates que a encaravam penetrantemente.

– Finalmente concordamos em algo Swan! – Olhou de cima a baixo na loira, subindo em seu pedestal invisível de finesse, mostrando certo desprezo.

A loira abriu a boca para contestar com a prefeita enquanto a mesma exalava sua pose dominante, porém foi interrompida pela outra morena.

– De qualquer forma, vamos Emma? – A xerife desprendeu um riso frouxo das cordas, olhando para Ruby e concordando suavemente enquanto mostrava a ela seus dentes extremamente brancos.

– Vamos Henry. – Emma estendeu-lhe a mão, enquanto o garoto ia pega-la Regina o impediu.

– Não. – E novamente havia aquele tom sério presente, arrancando uma expressão indecifrável do rosto da mulher. – Meu filho já ficou demais em más companhias. – Olhou diretamente a morena, que cruzou os braços a frente do corpo com uma expressão debochada.

– Será que terei que te lembrar de que é nosso filho? – Aumentou o tom de voz penetrando seu orbe verde nas castanhas que lhe olhava com divertimento.

– Se escolhesse melhor suas companhias, quem sabe eu não precisaria controlar o tempo que tu fica com meu filho. – Regina estreitou o olhar, usando seu melhor tom.

– Nosso Mills, nosso filho. – Aproximou-se da morena ficando a centímetros de distância enquanto ambos os olhos não se desgrudavam. Henry apenas as olhava com um sorrisinho nos lábios. – E acho que não lhe devo satisfações de quais são as minhas companhias ou não. – A prefeita podia sentir o hálito quente da outra em seu rosto. Seus olhos caíram para os lábios da loira, era totalmente satisfatório para ela o quanto Emma a desafiava.

– A não ser que essas companhias que você julga tão boas, sejam garçonetes de terceira linha usando mini roupas. – Mordeu o lábio sensualmente o que atraiu a atenção da loira que mal tinha percebido o que a mesma havia dito.

– Hey, deixe-me fora disso.

Ruby protestou no mesmo segundo enquanto Regina e Emma não paravam de se encarar e uma névoa possuiu ambos os corpos fazendo-as desmaiarem;

“- Emma. – Falou sem olhar à loira que se aproximava da mesma.

– Regina, eu.. – Emma viu a morena girar o corpo suavemente até ficar de frente para ela, só que a mesma não imaginou que a xerife estivesse tão próxima assim, Regina mordeu o lábio inferior sensualmente quando os olhos da loira encontraram com os seus logo após decaindo vagarosamente para a boca da morena. – Eu não consigo mais resistir.

Sendo tomada por seus impulsos e desejos que surgiam do âmago prensou suas mãos na lateral do corpo da morena, puxando-a para si. O corpo da morena colidiu com o outro a sua frente, Regina não teve tempo de reagir, sentiu os lábios de Emma tocando os seus, seu estômago revirou e em nenhum momento ou nenhuma hipótese ela teve vontade de se separar daquele ser a sua frente. O beijo era urgente, porém sem luxúria, os dedos da morena se emaranharam nos cachos loiros aprofundando o roçar de lábios. A língua quente da loira pedia passagem para explorar a boca da morena, que cedeu sem mais delongas, pressionando mais seu corpo no de Emma empurrando-a calmamente em direção as estantes. Se dois corpos pudessem fundir-se um no outro, certamente o das mulheres aconteceria isso, ambas esperavam há muito tempo por aquele beijo.”

Henry não sabia quem ele ajudava primeiro, quando ambas caíram Zelena e Ruby se olharam assustadas, ambas correram chacoalhando ambas.

– Regina? – A ruiva acarinhava seu braço levemente enquanto tentava a acordar.

– Mães! – Henry gritou com a voz totalmente embargada, fazendo ambas as mulheres despertarem.

Regina arregalou levemente os olhos, no mesmo momento em que Emma também se levantava passando a mão pela sua roupa. Henry correu primeiro para os braços de Regina e só depois para o de Emma.

– Seu eu tive um sonho, esse foi o mais horrível do mundo. – Emma a olhou intrigada, tentando entender o que havia acontecido ali.

Notas finais
E então? Mereço reviews ? Até o próximo amores, xoxo.