I'm Nothing Without Your Love

15 And if you lose, we'll find you.


Notas iniciais
Oi meus amores, voltei com mais um cap! Gostaria de agradecer a todos que comentaram, todos que favoritaram, vocês me deixam muito feliz, agradeço também aos leitores anônimos. Enfim lindões e lindonas, sem mais enrolação, desculpem os erros e boa leitura.

O banho foi finalizado depois de uma longa sessão de mordidas e beijos melosos embaixo daquela água corrente fervente, costas alternadas encostadas na parede fria provocando choques térmicos que afrouxavam a espinha, risadas misturadas com o som das gotas batendo fortemente no chão de pedra lisa, era uma sinfonia completa, uma melodia audível apenas por aqueles dois seres, aquelas duas mulheres que ali se permitiam amar loucamente uma a outra. Swan secava seu cabelo tão indelicadamente que parecia necessitar arrancar aqueles fios loiros da cabeça, já Mills apenas balançava suas madeixas perfeitas com leveza, tendo em mente que a cabeleira morena iria se ajeitar sem nenhum esforço. O cheiro de sabonete que tomava conta do lugar era tão gritante quando as gargalhadas daquelas duas mulheres apaixonadas que pouco se importavam se alguém iria ouvi-las; depois do pesadelo que a loira havia confrontado, sua vontade era de se agarrar à sua alma gêmea e não deixar que nada as separasse, nem mesmo um sonho ruim como aquele. A alegria estampada em ambos os rostos era gritante, elas já não conseguiam esconder o quão feliz se faziam.

– Eu vou primeiro... – Mills repousou suas mãos gélidas espalmadas pelas laterais do rosto da Xerife e selou pacientemente seus lábios grossos nos dela, fechando assim os olhos quando a olência doce entrou por suas narinas e fascinou seu sistema olfativo como uma droga.

– Certifique-se de que ninguém irá vê-la, Madam Mayor, depois bata na porta como sinal para que eu saia. – Ao separar os lábios, um suspiro profundo ocorreu entre ambas ao mesmo tempo, a conectividade mental era inevitável tanto quanto a ligação física excitante, já que ambas trocavam uma energia intensa como se estivessem pegando fogo.

– Tudo bem, senhorita certinha. – Com os lábios entreabertos, novamente um beijo casto foi acomodado no mesmo local anterior, prontamente disposto com um sorriso fechado com o canto da boca levemente inclinado.

A prefeita colocou rapidamente seus pés para fora do aposento e ajeitou seu colete extremamente elegante, balançou a cabeça de modo que seus cabelos se alinhassem perfeitamente e prosseguiu com o pequeno plano combinado entre as duas: as cinco batidas na porta ao som de uma canção conhecida pelas duas seria um sinal bem discreto. Swan preparou-se diante ao enorme espelho antes de dar as caras para fora dos corredores; encarou seu próprio corpo, suas vestimentas, estava bem representando aquela mulher confiante que gostaria de se mostrar firmemente, não só todas as manhãs como também todos os dias, suas roupas eram confortáveis de modo que ela se sentia num bem estar enorme, além de seu bom humor dar boas vindas e prevalecer em seu rosto num sorriso de canto a canto.

Logo, seus pulmões inflaram demonstrando vida e ela já estava em frente à porta de madeira com sua jaqueta de couro vermelha juntamente com um peito estufado, sobressaindo sua autoridade.

– Que lindo dia, não é mesmo, senhorita Mills e Swan? – Archie cumprimentava com tamanha afeição, seu olhar era de uma compaixão imensa enquanto sua voz também transmitia calmaria interior. Ajeitou o óculos no rosto como se não quisesse mexer sua cabeça num acenar porém não gostaria de ser mal educado.

– Um perfeito dia para dar uma caminhada, ou até mesmo cavalgar por aí, quem sabe. – Emma quase sibilou a palavra cavalgar, tendo em consideração memórias de sua concepção angustiosa na manhã do mesmo dia que a fariam ficar longe de cavalos por um longo tempo, o trauma era maior que qualquer vontade da loira.

– Cavalgar, Swan? Isso é um programa apenas para realeza, vestida assim você deveria ir cuidar da comida dos cavalos no estábulo, vá banhá-los, escrava. – Ridicularizou sem papas na língua, aquela prefeita conseguia ser irritante quando queria, entretanto também conseguia transmitir sensualidade até mesmo numa zombaria. – Tenha um bom dia, senhorita Jaquetas de Couro. – Num gesto discreto, piscou perante a outra mulher e desvairou-se de encontro ao salão principal sem olhar para trás, nem aos lados, muito menos para os criados.

A Xerife não pode evitar algum olhar indecente sobre a elevação na calça de Mills, aquela bunda muito bem moldada estava se tornando deliciosamente chamativo aos olhos daquela loira que já mal conseguia prestar atenção nas palavras do Grilo, hipnotizada com os movimentos da parte traseira das coxas torneadas. A rainha entrou pelo salão e era como um slow motion prescrito; aquela mulher era de uma tamanha maestria, seus traços eram absurdamente incríveis e bem desenhados, Emma já sentia falta de sua mulher a seu lado por mais que estivessem se separado há apenas alguns minutos, talvez o susto tivesse aumentado seu extinto protetor.

– Pongo está com um temperamento complicado, ultimamente. Ele anda cabisbaixo e muitas vezes, corre por aí como se estivesse apenas esperando por algo pior, será que alguém poderia dar uma olhada nele por mim? Eu não sei mais o que fazer.

– Fique tranquilo, Archie, alguém cuidará dele por você, eu te prometo.

O toque leve foi depositado na parte frontal do ombro do homem, que no momento assentiu com a cabeça, talvez não tivesse o feito antes por Regina o intimidar profundamente.

– SWAN!

O grito com aquela voz conhecida ecoou pelos ouvidos da loira que desesperadamente correu até o hall principal do castelo; era como se o local não chegasse por mais que ela colocasse suas pernas para correr. O esgoelar só se fez menor quando a grande porta foi aberta e a silhueta de uma mulher foi vista de longe, ajoelhada como se estivesse segurando as lágrimas, o peito, o coração, a vida desmoronada.

– REGINA, O QUE ACONTECEU? – O coração da loira se acelerava a cada segundo, ela tentava respirar calmamente, porém, a situação não lhe permitia.

Os joelhos da loira deslizaram pelo chão polido a procura do tronco caído de sua mulher, ela realmente estava em prantos com os olhos fechados e as bochechas ruborizadas como se estivesse levado um susto tão grande quanto Swan. Os braços da loira poderiam ter sido confortantes o bastante ou talvez provocaria um consolo muito grande, entretanto ao ver aquele tal objeto caído em frente e a carta, as sinapses começaram a explodir, todas as ligações foram realizadas na cabeça de Emma que não pode segurar todas aquelas lágrimas e deixou que as mesmas rolassem pelas bochechas, sem vergonha, nervosa, assustada.

As patas batiam pelo chão de areia como um cavalo trotando por aquelas terras, porém o barulho era menos ensurdecedor e vibrante; era uma correria rápida, no entanto a leveza era tão grande que Pongo quase deslizava pelo ar, o impulso o levava para longe e ele conseguia se distanciar o bastante de Henry, tanto que o garoto começou a berrar o cão numa tentativa de pedir que lhe esperasse; em vão, o menino se perdeu completamente do Dálmata. A floresta era traiçoeira, suas pegadas foram apagadas com o vento forte que tocava a leste e a mudança de clima aparentemente fez o garoto tremer, estava bem frio, tanto que a fumaça desvairando pela boca do mesmo já se encontrava visível. O latido foi reconhecido de longe e seguido com a rapidez do começo. Pongo novamente foi chamado, e de novo, e de novo, procurado pelos cantos, atrás de todas as árvores que pareciam serem as mesmas, talvez o garoto estivesse mesmo sendo enganado, perdido, sozinho, nervoso, assustado.

Pongo foi encontrado e Henry Mills se aproximou do cão para puxá-lo pela coleira e leva-lo de volta ao castelo sem demora, no entanto o rosnar do mesmo proibiu que o garoto chegasse mais próximo. Ele tentou esticar sua mão para acariciar o animal e acalmá-lo, no entanto quase teve seu membro retirado para fora do corpo. Por trás do bichano, uma figura vestida como uma perua se aproximou e ordenou que o cachorro simplesmente se amansasse, dito e feito, o Dálmata sentou-se na posição ordenada. Aquela não era Cruella, era mais perigosa do que aparentava. Sua imagem era corretíssima, seu sorriso deslumbrante, seu corpo moldado perfeitamente bem naquele vestido acentuado e decotado, os cabelos presos em um coque charmoso e meio despenteado. Soltou uma gargalhada tremendamente horrenda e puxou o pequeno menino pela gola do blazer, então, com aquele movimento da mão direita criou uma cortina de fumaça que foi o bastante para o tele transporte. O semblante do garoto era o pior possível, o medo estava o consumindo, mas ele tinha uma certeza; de que ambas as suas mães fariam de tudo pra tê-lo de volta.

Emma levantou-se, andando em círculos em volta de Regina, seus olhos marejaram-se na hora e algumas lágrimas tímidas começavam a escorrer por seu rosto.

– Droga! – Seu tom irritado com sempre fez Regina cortar os soluços e olhá-la. – Droga, droga, droga! — Repetia para si mesma olhando aquele pequeno objeto e o bilhete que compunha o aviso.

“Acho que eu sei o segredinho de vocês mamães. E bem, não pouparei esforços com o garotinho de vocês.”

Regina levantou-se pegando os ombros de Swan, obrigando-a a ficar parada. Ambos os olhares chorosos se encontraram e elas não estavam nem ligando pra quem estava naquele cômodo, a maneira como elas se conversavam somente se olhando era admirável. Regina aos poucos foi subindo sua mão até enlaça-las no pescoço de Emma, e afundar seu rosto na volta do mesmo, enquanto os braços da loira a apertavam pela cintura. Ambas choravam feito garotinhas, uma nos braços da outra. Snow que chegara desesperada preferiu não quebrar aquele momento, ajoelhou-se perto do bilhete o pegando juntamente com aquele objeto metálico pesado e gelado, que depositou na bancada. Primeiro a baixinha analisou aquele pedaço de papel muito bem perfumado, depois o leu. Ela não sabia dizer onde encontrou tanta calma para o momento, mesmo seus olhos se apertando e ela segurando a vontade de chorar. Releu aquele papel branco com letras verdes, prestando atenção em cada palavra, fitou seu marido que apenas assentiu com a cabeça, Snow sabia que aquele “segredo” não era pra ser discutido naquela hora, afinal, o que mais importava a todos ali era Henry. Fitou ambas as mulheres que já tinham se soltado, mas ainda continuavam quase coladas uma na lateral da outra.

– Emma. – Fez uma pausa olhando para a mulher. Seus olhos cerraram-se e seu queixo se movia regularmente, demostrando todo o esforço para não chorar. Sua voz saia totalmente embargada. – Regina. – Caminhou até as mulheres e as abraçou, aquele abraço de trio fez com que Regina se sentisse em casa, apesar do momento não ser oportuno para a mesma. – Nós vamos acha-lo, eu prometo. Somos uma família, nós sempre encontramos uns aos outros. – Permitiu-se chorar, depositando um beijo singelo na bochecha de Emma e um na de Regina que a apertou em seus braços em sinal de gratidão.

Afastou-se de ambas que tinham os olhos vermelhos, enquanto David se aproximava delas, abraçando-as individualmente demonstrando todo carinho e apoio naquele momento difícil.

– Loirinha o que vamos fazer agora? – Ruby entrou de supetão, fazendo o quarteto olhá-la.

– Eu.. Eu não sei. – Regina pronunciou-se primeiro, totalmente despedaçada. Enxergava-se a tristeza em seus olhos. – Única coisa que sei, é que quero meu filho, e logo.

– Calma amo.. Digo Regina. – Emma enrolou-se brevemente nas palavras, tirando um sorriso de canto na morena em meio às lágrimas. E atraiu olhares curiosos de Snow. – Nós vamos encontra-lo, começaremos pela floresta, aposto que ele estava lá quando esse ser sem escrúpulos o pegou. – Tratou logo de emendar uma frase a outra tentando mascarar seu pequeno deslize e sem abrir espaço para que ninguém perguntasse nada ou fizesse piadas, já que a loira olhou pra cara da loba e a mesma estava segurando o riso, ela deu meia volta e chamou a rainha para acompanhar lhe.

A mulher observava o pequeno show dentro do castelo, de uma parte afastada e em meio à folhagem que o rodeava. Henry estava imobilizado por um tipo de feitiço, então ela o obrigou a assistir toda aquela cena de seus familiares. O garoto torcia internamente para que suas mães descobrissem logo quem seria aquela louca, o mesmo se contorcia a fim que tentar soltar-se, mas aquela mulher o segurava firmemente, suas mãos delicadas vestidas por uma luva preta o apertava firmemente pelo pescoço. Seu sorriso se alargou ao ver Emma e Regina descendo as escadarias principais do palácio, ambas pararam virando de frente uma para outra, selando os lábios.

– Cena inadequada para você pequeno. – Seu riso foi alto e monstruoso, o que fez com que Henry fechasse os olhos e se permitisse temer por sua vida, ele não fazia ideia de quem poderia ser aquela mulher que o raptara, e ainda se satisfazia com o sofrimento de sua família, porém, a identidade da mesma não ficaria em segredo por muito tempo.

Notas finais
E então, mereço review? Até o próximo amores xoxo.