Im Gonna Make This Place Our Home

4 Just know you’re not alone – Artie Abrams


Notas iniciais
Poxinha, tantos leitores e tão poucos reviews no último capítulo mimi'

Será culpa do final de semestre/provas finais?

Em todo caso, mais um capítulo agora e se tivermos bastante reviews, mais um no final da tarde.

This wave (wave)

Is stringing us along (along)

Just know you’re not alone

Cause I’m gonna make this place your home

Abri os olhos com um custo terrível, sentindo as costas ardendo como havia muito não sentia. O bip era no mínimo irritante, e a sensação das ataduras pelo meu tronco, me lembrava da noite do acidente.

Estendi a mão para apertar o botão da enfermeira, mas sentia muita dor. Foi quando alguém apanhou minha mão.

_ Quer água? – perguntou e eu assenti – Como está se sentindo?

Ela trouxe o copo até minha boca, me dando o canudinho, que eu bebi ávido.

_ Já estive melhor, mas creio que também já estive pior. – respondi rouco.

_ Acho difícil estar pior que agora. Você esta parecendo um mendigo... Desculpe, Asperger. – riu ela, puxando uma cadeira e sentando ao meu lado.

_ Você não muda Sugar... – retruquei, encarando-a ainda meio embaçada – Como foi?

_ O médico disse que correu tudo bem. – explicou ela – Aparentemente as células estão se regenerando mais rápido do que eles esperavam, então puderam diminuir a medicação.

_ Quantos dias faz que eu estou batido? – perguntei rindo e ela deu aquela risada gostosa que só ela sabe dar.

_ 10 dias. – respondeu ela, e eu fiz uma careta – Você sabia que seria assim Artie... O começo da regeneração é sempre muito doloroso, então eles preferem deixar a pessoa dormindo.

_ É, mas eu perdi muita coisa nesses 10 dias... – reclamei, e ela revirou os olhos – Como ele é?

_ Bom, a Asperger me faria dizer que ele tem cara de joelho, mas como eu sou a mãe dele, me sinto obrigada a dizer que ele é a coisinha mais perfeita do mundo. – respondeu ela com os olhos sonhadores – O joelhinho mais lindo do mundo.

_ Parece comigo ou com você? – perguntei ansioso, e ela riu.

_ Que tal você mesmo descobrir sr. Abrams? – perguntou ela – Não estamos sozinhos, se você não percebeu. – ela apontou com a cabeça para o canto do quarto, onde meus olhos alcançavam sem me mexer, e eu vi o carrinho azul.

_ Pega ele... – pedi e ela concordou, se levantando e caminhando até o carrinho – Tem certeza que eu dormi só 10 dias? Você parece muito gostosa pra alguém que deu à luz há apenas isso.

_ Você tem que parar de andar com o Puck. – riu ela, se abaixando e apanhando nosso filho com cuidado, mas mesmo assim ele começou a choramingar – Shiii, pronto Kevin, pronto. Mamãe e papai estão aqui, não precisa chorar.

Ela caminhou com cuidado, ainda embalando o menininho em seus braços. Ela empurrou a cadeira para mais perto da minha cama e sentou, arrumando Kevin para que ele ficasse de frente para mim.

_ Artie, esse é o Kevin. – disse ela – Não preciso te apresentar, porque ele tem vindo te ver todos os dias.

Meu filho abriu os olhinhos lentamente e eu vi que eram iguais aos meus. Seus poucos cabelos eram mais loiros, como os de Sugar, assim como seu narizinho empinado.

_ Ele é lindo. – sussurrei, estendendo minha mão, mas não conseguia alcançá-lo, e me mexer estava fora de cogitação.

_ Calma. – pediu ela se levantando – Deixa o braço solto. – obedeci e ela com algum super poder, apoiou Kevin em um braço só, enquanto com o outro arrumava meu braço – Pronto... Agora sim filho, pode ir com o papai.

Ela deitou o bebê no vão entre meu braço direito e meu corpo, e ele pareceu se encaixar perfeitamente ali, como se não houvesse outro lugar para ele estar.

_ Oi Kevin. – eu sussurrei, acariciando seu rostinho. Ele ergueu a cabeçinha, piscando os olhos para mim – É muito bom te conhecer finalmente, sabia? E sabe do que? Eu quero te agradecer... Porque sabe aquele cordão que te mantinha ligado à mamãe? Então, ali dentro estava a cura do papai, pro papai poder voltar a andar. Assim, quando você estiver maior, nós vamos poder jogar baseball, basquete...

Não sabia se ele entendia algo, porque sua única reação era tentar engolir sua mãozinha, mas Sugar entendia. E mesmo sem os hormônios da gravidez, ela era uma manteiga derretida.

_ Não vale me fazer chorar Artie... – reclamou ela fungando, e esticando a mão para acariciar meu rosto – Eu te amo.

_ Eu também. – respondi beijando sua mão – Vocês dois... Mas é normal ele tentar engolir a própria mão?

_ Quando ele está com fome. – explicou ela rindo – O que é a cada hora no máximo. Do jeito que esse menino mama, eu vou ficar despeitada.

_ Olha Sug, seus peitos estão muito bons em minha opinião. – elogiei e ela me deu um tapinha, enquanto pegava Kevin – Desculpa, Asperger.

_ Muito engraçadinho. – retrucou ela enquanto arrumava o bebê em seus braços e começava a alimentá-lo, o que para mim, era a cena mais maravilhosa do mundo.

_ Ainda não acredito que eu não estava lá quando ele nasceu. – reclamei e ela revirou os olhos.

_ É algo meio superestimado. – confessou ela – Honestamente, abriram minhas pernas e me mandaram empurrar o quanto eu aguentasse. E eu não sei como eu aguentei... Seu filho é cabeçudo sabia?

_ Peço desculpas pela genética. – disse, enquanto ambos encarávamos o pequeno – Mas bom, poderei ver os próximos...

_ Que próximos Artur? Tá maluco? – se exaltou ela e eu ri – Sério, ainda não me decidi se vou deixar o marujinho ai vir navegar novamente, quem dirá sem capa de chuva.

_ Falando desse jeito, parece que não gosta. – provoquei e ela bufou.

_ Artie, saiu uma criança pelo meio das minhas pernas, rasgando tudo... E tudo culpa do seu marujinho desencapado ai... Eu tive uma agulha passando pelas minhas partes. Eu tenho o direito de nunca mais querer fazer sexo. – explicou ela, e dessa vez eu revirei os olhos.

_ E você se arrepende? – perguntei e ela negou, encarando Kevin.

_ Apesar de ter doído o tanto que doeu, não pareceu mais importar quando ele estava do meu lado. – recordou ela, e admitiu com um suspiro – Apesar de tudo, eu queria muito que você estivesse ali comigo. Mas eu não me sentia sozinha, porque ele estava ali comigo.

_ Você não estava sozinha... – lembrei a ela – Eu vou sempre estar com você.

_ E eu com você. – garantiu ela, segurando minha mão – E nós dois, estaremos com o Kevin.

_ Será que falta muito pra ter alta? – perguntei – Eu quero tanto levar vocês dois pra casa.

_ Nossa casa é onde nós estamos Artie, não importa onde seja. – disse ela, citando algo que tínhamos ouvido certa vez.

_ Vocês são minha casa.

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Me assustei com uma mão apertando a minha e vi que Sugar balançava sua cabeça com a música e segurava meus dedos. Sorri, apertando a mão dela e ela abriu os olhos, me encarando com um sorriso.

Talvez não seja apenas uma fantasia...

Notas finais
Bom, comentem o que vocês estão achando da história, da maneira como estou escrevendo né, porque não existe uma história sequencial em si HAHUAHUAHUAHUAHUAHU

Bejinhos e até mais tarde

http://ask.fm/WaalPompeo