Illumina
2 Decisão
Notas iniciais
Decisão.
Dizendo isso Guilherme correu pelo corretor e buscou a janela pela qual adentrou. Guilherme terminou sua busca desesperada pela janela como se tivesse medo de algo, como se algo que a moça temesse fosse seu medo dele, aos poucos foi diminuindo o passo, aos poucos foi pensando sobre a dama. Guilherme chegou a janela, avalia a queda, viu que dali saltaria com muita facilidade ate seria divertido sentir a emoção da queda e no final executar um rolamento.
_ O que se passa?_ Guilherme fala com suas mãos posadas sobre as janelas, observando o jardim que vera antes de invadir a torre._ Aquela mulher, droga... _Fazendo uma pausa, dá suas costas para a janela e sussurra para si._ Irei leva-la comigo.
Guilherme corre de forma desesperada ao salão onde a deixara, porem lá presencia algo perturbador, algo que ele odeia, algo que muitos outros odeiam em todos os reinos. Criaturas que vivem de pura selvageria, criaturas que durante o dia são homens, gostam de demonstrar alguma empatia por seus crimes, porem, uma falsa empatia. Guilherme os reconhecia, ele os caçava, não por diversão, mas por raiva. Seu histórico com estas criaturas é marcado com sangue como de todos ou outros que cresceram no mundo de Ilumina. A sua contagem de amigos que se perderam nos bosques e não voltaram já era vasta.
Todos estavam em suas formas humanas, porem sempre da pra se reconhecer um lobisomem, seu comportamento remete ao animal, andam em alcateias, sempre escolhem um líder, um macho alfa aquele que da as ordens, aquele por quem todos os outros uivam. Guilherme foi se esgueirando, procurando Ana, ele não conseguia acreditar que ela dava abrigo a esses animais malignos, ele desembainhou suas espadas, ele agradecia aos deuses que estava habituado a matar vampiros e lobisomens, suas laminas eram banhadas a prata, sem isso estaria perdido.
Esgueirando-se nas poucas sombras que ainda havia, pois acabara de amanhecer querendo saber o que havia acontecido com Ana, buscando descobrir o porquê as bestas infernais adentraram naquele recinto. Guilherme abaixou se enquanto dois caminham a sua frente de costas pra ele, seu único receio era seu cheiro, o cheiro de sua relação sexual recente, o cheiro da mulher que acabara de estar em seus braços, o cheiro que não queria esquecer poderia mata-lo, agachado seguiu o mais rápido que podia em direção aos dois lobisomens distraídos que mal puderam sentir o cheiro que poderia entregar o rapaz. Um único golpe com suas duas espadas, duas cabeças rolaram, sem ao menos terem a chance de gritar. Guilherme logo apanhou um dos trapos que os lobos vestiam, cobriu se com eles para que seu cheiro pudesse ser escondido.
Passando por entre o corredor Guilherme chegou a cozinha, lá o anão que o ajudara se escondia em baixo de uma mesa enquanto 3 lobisomens brincavam de assusta-lo, logo, algo veio a mente de Guilherme, a moça não compactuava com aquilo, algo de pior estava acontecendo, Guilherme sorriu olhando para o anão que ao vê-lo sentiu um alivio que fora percebido por um do lobisomens.
_ Por que sorristes pequeno aperitivo? _O lobisomem debochou do anão_ Tu estas felizes, pois tu serás um aperitivo antes de sua mestra?
Ouvindo os planos dos lobisomens Guilherme se enfurece mais ainda com aquela besta e resolve abandonar se plano anterior.
_ Olá gentis cães, vim apenas saudar aqueles que morreram._ Ao encerrar suas palavras saca uma de suas facas.
_ Matem este bastardo insolente!_ Bradou furiosamente um dos lobisomens_ Quero sua cabeça no banquete des..._ Antes que conseguisse terminar sua ameaça o lobisomem caiu morto com uma faca cravada em sua testa.
_ Então! Quem vós serás o próximo a morrer!_ Desembainhou suas duas espadas mais uma vez e partiu para cima dos dois lobisomens.
Um deles tropeçou e caiu de costas, a criatura que fazia com que os homens tremessem só de ouvir seus uivos a quilômetros caia de pavor pela mesma criatura pela qual ele se alimentava. O segundo que permaneceu de pé não teve a mesma sorte, a espada atravessou seu tórax e mais de sua metade surgiu em suas costas, Guilherme puxou o lobisomem que se assustara e segurou sua garganta com força. Com um forte empurrão contra a parede da cozinha o perguntou.
_ Digas e te matarei de forma rápida, onde esta o seu alfa e o queres aqui?
_ A... A- a f- feiticeira, a lenda diz que ela deve obediência ao homem que a derrotar em combate_ Gaguejou de medo o lobisomem mas respondeu mesmo assim_ Precisas serdes um homem para a profecia ser cumprida, assim que o novo desafiante a derrota o mestre anterior dela perde os poderes sobre ela.
_ Ótimo, sabes agradaste-me muito, caro monstro..._ Fez uma pausa enquanto soltava o lobisomem_ Diga mais quantos estão convosco?
_ Éramos seis, mas tu já mataste dois de nós_ Responde de forma tremula mesmo já solto.
_ O alfa esta na biblioteca principal meu senhor! _O anão que se manteve em baixo da mesa sai me respondendo minha próxima pergunta.
_ Excelente noticias, pequenino senhor._ Virando seu rosto levemente para o lado do anão Guilherme diz isso e em seguida se volta contra o lobisomem._ Não precisareis mais de ti! _ Um soco atinge a face do lobisomem e um golpe de espada cessa sua existência._ Tu pequenina, levaras me ate sua senhora, ela precisaras de mim.
Dito isso Guilherme e o anão partirão em direção a biblioteca onde seu primeiro encontro com Ana havia ocorrido. Guilherme estava realmente desesperado, não sabia o que aquele monstro poderia fazer, não sabia também o que Ana planejara para o lobisomem, não sabia se aquilo era algum jogo doentio que a moça fazia como todo o homem que ousasse entrar em sua torre. Chegando Guilherme presenciou o que temia, Ana estava encurralada pelo lobisomem ainda em sua forma humana a criatura portava apenas uma clava as armas de Ana estavam jogadas ao chão, as regras do desafio impediam Ana de usar de magia contra seus oponentes. Guilherme pensou em controlar sua fúria pelo animal que estava a poucos passos dele.
Guilherme caminhou devagar com apenas uma espada em mãos agora, se aproximando mais e mais bradou para o homem fera:
_ Animal imundo!_ Tendo a atenção da besta roubada para si ele indagou._ Se tu realmente queres esta mulher terás que lutar com o homem que a venceu e tens o direito sobre ela. Dizendo isso retirou sua capa e preparou-se para o combate.
_ Tu és um tolo não?_ O lobisomem perguntou sorrindo ao rapaz._ Como tu sobreviveste aos meus filhos eu não sei, mas tua aventura acabara aqui.
_ Tu tens alguma noção de que o sangue no qual minhas espadas estão embebidas é de teus filhos?_ Guilherme sorriu ao perguntar pois sabia que aquilo enfureceria seu oponente.
_Como tu ousas filho de uma meretriz com um demônio!_ Urrou o lobisomem e foi em direção de Guilherme desesperado por vingança.
Saltou para cima de Guilherme tentando desarma-lo, abandonou sua clava em desespero, só tinha olhos para a espada embebida no sangue de sua prole. Por fim cortou se na face e conseguiu desarmar Guilherme.
_Que truque és este?_ Perguntou o lobisomem indignado._ Como tu me feristes mortal?
_ Tu és burro ou apenas um novo transformado?_ Zombou Guilherme pelo simples fato do lobisomem não saber que prata o mataria.
O combate se seguiu curto, pois na investida seguinte do lobisomem Guilherme já havia sacado a mesma faca que arremessara contra um de seus filhos, a faca penetrou seu coração e a criatura caiu falecida.
_ Tu me deves algumas respostas milady!_ Guilherme apontou para Ana e afirmou, enquanto se aproximava._ Tu disseste que precisavas ser derrota para que pudesses partir em liberdade, por que ficaste quando sua proteção magica caiu?
Ana baixou a cabeça, arrumou seu vestido e por fim limpou as lagrimas em seu rosto._ Tu devias tomar pra si o meu lugar, tu terias um poder que jamais imaginaste, mas deixei te partir, pois quero ver-te livre de minha maldição._ Ana termina de se arrumar e começa a andar pra longe do rapaz.
_Espera se levar te junto? _ Guilherme questionou mais uma vez.
_ Isso nunca me foi sugerido, alguém tens de guardar esses livros._ A moça de cabelos negros e de olhos puxados, continuou a andar, quando é puxada pelo braço e posta nos ombros por Guilherme. _Solta me idiota imundo! Ou tu me soltas ou te mato aqui e agora!
_ Estou a fazer lhe um favor milady._ Respondeu sorrindo o rapaz. _ Tu pediste por liberdade e eu peço por ti.
Fazendo isso o rapaz leva a moça em seus ombros ate o salão principal e chuta sua porta abrindo- a de forma chamativa e dramática.
_ Tu realmente precisavas disto?_ Ana assustada pergunta._ Minha recusa não bastou?
_ Tu és a mestra em magia, tu estiveste por não sei quanto tempo dentro desta biblioteca, tu sabes como esconder esta torre pra que nenhum bastardo a encontre!_ Guilherme bradou apontando em direção à torre._ Então faça a esconda, quer que se repita ao seu criado o que outrora aconteceste? Eu não estarei mais aqui!
Dizendo isso Ana reflete sobre partir e deixar tudo que protegeu por 3 anos escondido com apenas um feitiço, ela pensava no que poderia fazer, o que poderia usar em relação a isso, ela sentia se dividida entre acompanhar o homem e seu dever como guardiã da biblioteca. Depois de alguns minutos ela lembrara algo q ela não podia esquecer nunca, o seu livro, os seus estudos pessoais sobre magia, o livro que ela registrou todos seus encantos mais poderosos.
_ Tu aguardaras por mim já que queres que eu vá contigo amado._ Assim simplesmente sorriu e foi adentrar as torre correndo.
_ Te arrastarei de volta pra fora se precisares milady._ Guilherme gritou enquanto ria da atitude da jovem.
Logo a jovem volta coberta com um capuz, uma bolsa e seu livro, ela se afasta de Guilherme por alguns segundos, desenha alguns símbolos com giz na porta e começa a proferir encantamentos em alguma língua desconhecida.
Assim que ela termina nada muda a torre continua intacta, Guilherme observa sem compreender o que se passa, a dama sorri com a expressão de seu amante, ela então decide explicar lhe:
_ Tu precisas tirar este talismã amado._ Ana retira o medalhão do pescoço de Guilherme e logo diante dos olhos dele a torre desaparece.
_ Magnifico milady._ Guilherme sorriu suspendendo Ana pela cintura._ Acompanhe-me e mostrar-te ei esse vasto mundo e me perdoe.
_Perdoa-lo? Pelo que amado?_ Ana pergunta confusa ainda nos braços de Guilherme.
_ Estou em busca de vingança pelo homem que foi mais que um pai para mim e para meu primo._ Guilherme olhou nos olhos de Ana antes de beija-la intensamente e continuar dizendo._ Tu tens talentos magníficos, preciso de tua ajuda, não conheço ninguém mais como vós.
_Amado tua vingança se tornou minha vingança depois da ultima noite que tivemos._ Ana responde segurando o rosto de Guilherme e olhando fixamente nos seus olhos.
Decididos Ana despede-se do anão seu criado e busca em seu estabulo um cavalo branco magnifico.
_Iras tão belo animal acompanhar-me?_ Perguntou Guilhereme apontando para o cavalo._ Fiuuuuuuu..._ Após o assobio do Mestre a Fera surge correndo velozmente dentre as arvores. _ Tu estavas ai o tempo todo não és cão sarnento? _ Pergunta ao lobo enquanto afaga seu pescoço.
_ Um lobo cinzento, esplendido..._ Ana olha surpresa para o animal._ Acredito que meu cavalo possas acompanha-lo Kazdaniano...Tenho conhecimento de seu povo e de sua cultura, tenho tudo sobre teu povo em minha biblioteca e também sobre tua quase extinção.
_ Tens sorte de ser uma quase extinção_ Guilherme sorriu enquanto brincava com seu lobo._ Pois se extinto estivesses a melhor noite de vossa vida jamais viria!
Após Guilherme dizer isso Ana pensa logo em uma resposta, porem se recusa a usa-la pois o fim da discussão ela já sabes qual seria, ele a irritaria com sua arrogância.
Notas finais
Avelar, Bruno, Becker e Arnaldo participão....Nao pude colocar neste capitulo.
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