Illumina
3 A Taverna dos Necromantes
Notas iniciais
Uma noite gelada, o inverno finalmente chegara, Necronsgar o reino necromante, estava coberto completamente de branco, havia musica nas tavernas. Apesar de sua fama sombria e do temor que muitos outros reinos tinham, os necromantes eram um povo bom, nem sempre fora assim, houve tempos onde à crueldade e o culto a morte era mais comum em Necronsgar do que qualquer outra coisa. Tempos esquecidos, tempos abandonados, tempos de escuridão, a luz estava de volta em Necronsgar, a necromancia era um dom de poucos como sempre foi desde o inicio dos tempos. As crianças nascidas necromantes eram filhas de necromantes, porem, nem todo filho de necromante se torna um necromante obrigatoriamente.
Os bardos cantavam e tocavam seus instrumentos, belas mulheres dançando a luz de tochas, realmente uma noite completamente incomum numa taverna de Necronsgar, nunca havia muitos visitantes de uma só vez, em uma das mesas havia dois bárbaros tinham seu tamanho e corpo demonstrando sua origem, suas armaduras já denunciavam sua jornada. Um deles chamava-se Becker, tinha um machado colossal, sua barba era rala e seu cabelo também, usava ombreiras de metal e braceletes, no peito não havia proteção além de sua camisa. O outro bárbaro chamava se Arnaldo, possui uma espada e um escudo, seus cabelos eram cumpridos e ondulados, não possuía barba como seu amigo, porem ainda assim era imponente, a não ser por sua voz, como seu amigo estava apenas com ombreiras e braceletes de sua armadura.
_ Então o que dizes menino?_ Becker segura uma caneca imensa do mais forte hidromel da taverna enquanto pergunta para um jovem de cabelos lisos e castanhos, de camisa branca quase aberta com uma meretriz em seu colo.
_Cansastes de beber filho de Crom?_ O rapaz responde com outra pergunta, enquanto termina de ingerir o liquido em sua taça e agarra a perna da mulher em seu colo.
_ Deves admitir Becker, apesar da aparência jovial de nosso caro amigo, sabes beber feito um porco! Hahahahahaha._ Arnaldo diz isso caindo em gargalhadas devidas sua bebedeira.
A entrada de um rapaz negro e alto com uma armadura decorada com um crânio de metal no ombro esquerdo causa um silencio repentino na taverna, os únicos que continuam a rir são os três visitantes, até mesmo os bardos pararam com suas canções. O rapaz negro sorriu, decidiu sentar se entre os forasteiros, puxando uma cadeira e sentando se com o encosto virado para frente, encostou o tórax e olhou para os três homens.
_ Então temos novos hospedes em nosso humilde reino?_ Disse o rapaz negro depois de sentar se, ele carregava uma foice que estava arrumando em sua cintura.
A taverna estava com mais ou menos 40 pessoas naquela noite, todos estavam olhando o quarteto que acabou de se formar, ate mesmo o taverneiro estava em silencio pensou em pegar sua besta para o caso de haver alguma confusão, mas seu medo superou sua pouca coragem. O homem negro fitou em volta toda a taverna olhou fixamente para um dos bardos, subitamente levantou sua mão e apontou para ele.
_ Tu!_ Disse o negro.
O bardo engoliu a seco e ousou responder._ Sim, meu senhor?
_ Começas a tocar tua flauta, seis que tocais muito bem, e os outros com toda a certeza irão acompanhar-te.
Dizendo isso o bardo mesmo q assustado começou uma melodia simples e assustada, com o passar do tempo outro jovem da taverna começou a bater palmas no ritmo, logo todos os outros bardos se animaram e continuaram a cantar e tocar. O negro ergueu se apontou ao taverneiro e gritou:
_ Taverneiro! Sirva a todos uma rodada de seu melhor vinho!_ Sentou se novamente com os outros três sem compreender o que acabara de acontecer._ Digam-me de onde sois?
_ Vim de longe de Lumia._ Responde o rapaz de branco._ A proposito, sou chamado de Pedro o Galante.
_ Tu és hilário Pedro_ Complementou Becker._ Tu devias serdes chamado de Pedro o Boêmio._ Depois de mais um cole na taça de hidromel Becker complementa._ Sou Becker conhecido como o Machado de Baldar.
_ Como meu amigo de viagens já te dissestes, somos de Baldar, legítimos filhos de Crom!_ Salientou Arnaldo posando a mão sobre a espada.
_ Tu, quem és?_ Perguntou Pedro ao rapaz negro.
_ Muitos me conhecem como Sombra, porem caros senhores, podem chamar-me de Bruno.
_ Ótimo Bruno sentas-te conosco e bebeis!_ Becker convidou o rapaz apontando para as garrafas na mesa.
_ Agradeço- lhe o convite, bravo homem._ Bruno agradeceu fazendo uma reverencia ao bárbaro._ Amanha tereis de trabalhar mais uma vez, não gostariam que a filha de um dos homens mais poderosos de Necronsgar vagasse a companhia de um ébrio.
Passado algum tempo Bruno começou a beber junto com os três forasteiros, todos estavam rindo juntos e falando sobre mulheres, Pedro levantou se e agarrou a mulher que outrora estava em seu colo, beijou a com força, os outros homens na mesa começaram a rir, felicidade nutrida pelo álcool. Pedro olha para os outros homens na mesa e sorri.
_ Agora irão entender o porquê do galante!_ Pedro levanta e sussurra palavras perto de duas moças nos balcões de bebidas._ Logo estarei de pé para seguir viagem, mas isto é o que preciso pra encerrar a noite!_ Gritou isso enquanto saia da taverna.
Bruno é o próximo a se levantar, cambaleia um pouco devido a embriagues, curva se em reverencia aos outros dois que ainda estão sentados, abre um sorriso no rosto, estava contente por alguém não ter medo dele. Ele depois de muito tempo pensa numa palavra que não imagina dizer a muito tempo “amigos”, estava tão bêbado e distraído que mal pode notar os dois homens que vinham por de traz dele.
_Caros ami..._Foi interrompido por um soco no rosto e caiu._ Mas quem és o desgraçado que ousas.
_ Tu és o desgraçado que ousou tirar-me o trabalho._ Respondeu um dos homens que encurralaram Bruno._ Tu iras morrer e provareis meu valor ao meu senhor.
Bruno levantou rapidamente e num acesso de raiva repeliu seu atacante usando um encanto que o empurrou para longe, mesmo bêbado conseguia usar seus poderes. Outro atacante tentou ir para cima de Bruno, mas Becker chutou uma cadeira em direção do homem e ele caiu em cima da cadeira quebrando a. Seguindo isso Bruno apenas olhou para Becker fez um gesto de agradecimento e partiu para cima do primeiro agressor, Bruno retira parte de sua armadura, o peso era desnecessário, um único homem, sem magia, sem proteção contra magia e aparentemente sem proteção em combates. Após tirar parte de seu peso Bruno virou se para o homem que arremessou uma cadeira em sua direção que o fez cair, o dono da taverna se escondera atrás do balcão, as pessoas em volta se reunirão para assistir o combate. Bruno estava erguendo seu quando o homem se aproxima e segura seus cabelos com dreads.
_Vede, tu és um fraco e inútil._ Cuspiu no rosto de Bruno após dizer isso.
Desferiu um soco contra a face de Bruno que deveria ser o ultimo golpe, entretanto, a dois centímetros de seu rosto, torceu a mão do homem com tamanha brutalidade que o homem caiu no chão, quando bateu as costas no chão e ficou um tempo sem ar, tempo o suficiente para Bruno reagir. Bruno ergueu se chutou a face do homem, montou se em cima dele e desferiu cinco socos seguidos no rosto do sujeito. Becker levantou se aproximou se de Bruno antes do sexto soco Becker segurou o braço de Bruno.
_Amigo, o bastardo já entendera._ Becker disse segurando acalmando o Bruno.
Bruno se levanta, começa a vestir novamente sua armadura enquanto o homem permanece caído.
_Taverneiro, leves este homem ao curandeiro._ Bruno diz enquanto se afasta._ Digas para por tudo em minha conta, amigos fostes um prazer imenso conhecer-lhes, aproveitem a estadia em Necronsgar.
_Se vós prometeis que todas as noites serão animadas assim aqui, com todo o prazer ficaremos e beberemos contigo bravo Bruno._ Disse Becker próximo ao homem desacordado.
Com isso Bruno se retirou da taverna e a porta bateu após levar o ar gélido de fora para dentro. Os amigos bárbaros se entreolharam e com um gesto de consentimento de Arnaldo com a cabeça, Becker se pronunciou:
_ Tu achas que este bravo é digno de nós acompanharmos em jornada?
_ Certeza plena ainda não há._ Respondeu Arnaldo em seguida entornando uma caneca grande de hidromel._ Mas manteremos nossos olhos nele, pois até Kazdanian é um vasto caminho.
Becker consentiu e em seguida os dois partiram para retirar-se da taverna em direção as estalagens, passando pela porta notaram a presença de uma moça de olhos puxados e um rapaz com capa e capuz sentados bebendo vinho, notaram que durante a confusão foram uns dos únicos que não moveram um musculo, nem mesmo se levantaram, o machado de baldar não vê problemas nisso, no entanto acha estranho um homem acompanhando de uma dama não levantar se nem para protege-la. Logo o ar gélido penetra a taverna mais uma vez e os bárbaros se retiram.
Passarão se horas desde o encontro na taverna, Bruno acorda com uma ressaca proveniente de sua noite de comemoração, ao levantar se alonga seu corpo rapidamente, sua casa era uma de prestigio de Necronsgar, não era rico mas respeitado entre todos, seus descendentes tinham um histórico na necromancia estupendo, seus poderes eram temidos entre os seus semelhantes, pois nunca houvera necromante tão audacioso e bruto quanto Bruno. Seu pai já havia se aposentado, general do exercito real de Necronsgar, o jovem queria mais, queria ser lembrado, queria fazer algo de valor, mas acima de tudo queria ser rico, queria poder dar aos seus pais seus irmãos e a si mesmo uma vida mais digna. Por esta única razão começou a trabalhar como guarda costas de Lolly a filha de um dos membros do parlamento de Necronsgar, a cada dia de trabalho quatrocentas moedas de ouro, quem em sã consciência não aceitaria.
Bruno saiu de casa em direção a casa de seu novo empregador no caminho poucos atrevem se a cumprimentá-lo, algumas mulheres ofertam se a ele, alguns homens olham torto, outros escondem-se de medo, crianças o acompanham ate suas mães as levarem para dentro com medo, o caminho parece ser de vários quilômetros apesar de andar apenas alguns metros e virar algumas ruas, o medo de seu próprio povo o causa incomodo, mas finalmente ele chega casa de seu novo senhor, sua chegada foi recebida apenas por um criado goblin que o acompanhou ate sua entrada na casa grande luxuosa. La dentro caminhou ate o quarto onde sua protegida o aguarda, o criado goblin se retira, ninguém pronuncia uma só palavra até que o silencio é quebrado por Lolly.
_ Aproxima-te meu defensor_ Lolly faz um gesto com seus dedos para que o jovem necromante se aproxime._ Não há problema em adentrar meus aposentos meu defensor.
_ Sim minha senhora._ Aproxima- se do quarto e se prostra de pé de frente da cama onde Lolly esta sentada.
_ Estavas ansiosa para saber o que me viria, se um bruto e arrogante ou um galante fraco e inútil._ Lolly sorri com lascívia olhando fixamente para Bruno.
_ Não compreendo o motivo da conversa minha senhora._ Responde apenas curvando se, Bruno podia não ser rico mas era honrado e tinha um coração nobre._ Minha senhora prometo servir lhe como melhor lhe convier.
_ Ótimo, assim posso divertir-me contigo mouro._ Agora a garota sorria e levantava-se em direção ao rapaz, toca em seu braço que estava exposto e passa a mão em seus músculos._ Ao menos tens um belo corpo mouro.
_ Minha senhora, eu creio que não sejas esta minha função._ Respondeu afastando se devagar da dama.
_ Tuas funções são as que eu decidir compreendeste mouro?_ Assim em seguida Lolly retira a camisa de Bruno e tranca sua porta para manter o goblin afastado.
O jovem cede as caricias de sua contratadora, cede aos seus encantos a segura com força e a arremessa na cama, em seguida retirando sua calça e subindo o vestido da jovem, ele a puxa pelos calcanhares em sua direção retirou suas roupas de baixo com tamanha brutalidade e viu um sorriso no rosto de jovem que apenas esperava isso do rapaz, puxando a com força ele se sentiu mais incitado a fazer o que haverá pensado na noite anterior. Aproximou se da jovem e penetrou a.
_ Ahh ..._ Liberou um único gemido seguido de um suspiro._ Agora estais a falar serio mouro, agrada me como tu sabes.
O momento de excitação com sua empregadora se seguiram e na mente de Bruno algo de errado havia, ele se sentia humilhado e usado apenas um brinquedo de uma garota mimada e rica, por que ela chegou a esse ponto no seu primeiro dia de emprego, em seu primeiro dia de emprego violaste a filha de um dos parlamentares mais respeitados de seu povo, estava a imagina como aguentaria tamanha culpa. O dia passou e mais uma noite gélida de inverno chegara, Bruno parte como de costume para a taverna da noite anterior.
Encontra os dois bárbaros que anteriormente houvera conversado, ao vê-los se sente mais tranquilo, pois ali encontraste pessoas com quem poderias conversar sobre o ocorrido e buscar uma solução para tal.
_ Amigos, como é bom vê-los novamente, tenho boas novas a compartilhar e necessito de conselhos._ Pronuncia o jovem sentando se na cadeira a frente dos dois.
_ Acalma-te jovem afoito._ Diz Becker aproximando do jovem uma grande caneca de hidromel.
_ Beba e compartilhe tua aventura_ Complementou Arnaldo.
_ Hoje começara meu primeiro dia como protetor de Lolly._ Diz isso engolindo de uma só vez todo o hidromel da caneca._ Mas sinto que não és o que eu esperava.
_ Tu proteges alguém que pode ser vitima a qualquer momento de atentados, tu és livre para matar e não estas contente?_ Pergunta Becker.
_ Não és este o problema_ Abaixa a cabeça, depois levanta olhando para os novos amigos_ Tive hoje com minha contratadora uma relação impropria e carnal.
_ Tu violaste tua mestra?_ Perguntou Becker querendo conter a risada._ Tu....hahahahahahahahah_ Becker não aguenta e cai na gargalhada.
_ Tu és uma concubina._ Complementa Arnaldo sorrindo para o jovem.
_ Eu pensei nessa palavra muitas vezes em minha cabeça, muito obrigado por dizeres. _ O rapaz posa sua mão na própria nuca e pensa sobre tal se auto reprovando.
_ Acalma-te saia de teu emprego e parta conosco._ Responde Becker.
_ Não posso por hora, tenho meus pais e irmãos._ Bruno ergue a cabeça respondendo._ Ireis convosco assim que puder.
_ Rapaz pilhagens incríveis o esperam, abandone essa submissão doentia a uma criança mimada._ Arnaldo diz erguendo se da cadeira.
_ Não podereis no momento, mas amanha darei uma resposta amigos._ Dizendo isso o jovem voltou a beber e resolveu se retirar da taverna.
O dia seguinte seguiu-se como o anterior, mais um dia o jovem deitou-se com sua mestra, mais um dia ele mostrava se humilhado e usado por uma garota que tudo lhe foi dado de bom grado por pais que nunca a limitaram. O dia passou, Lolly andava de alfaiate em alfaiate, de artesão em artesão procurando vestidos e joias, Bruno já estava cansado e irritado com tal trabalho, a todo o momento seus pensamentos estavam voltados para as quatrocentas moedas por dia, decidiu esperar mais um pouco e ser mais paciente a garota não o irritaria tanto enquanto ainda poderia ajudar sua família.
Mais um dia exausto, apenas compras, a garota nunca saia do seu reino, ninguém em sã consciência atacaria Necronsgar, ninguém entraria na cidade para matar a filha de um parlamentar. Bruno em um momento de epifania finalmente descobre o porquê de sua escolha, assim já em sua casa em seu quarto o rapaz se enfurece...Bruno parte em direção a taverna, a cada passo que o jovem da o chão se enegrece, a neve queima com chamas negras, se o povo de Necronsgar queria uma razão para temer o jovem necromante, essa noite seria lembrada, essa noite seria a razão pelo qual teme-lo, seus medos de uma possível falta de controle seriam confirmado nessa noite. Bruno estendeu sua mão na direção da taverna e as portas se partiram sem que ele se aproximasse delas, seguindo assim para dentro, suas tochas e velas apagaram, os bardos cessaram a musica por mais uma noite, algumas meretrizes por medo correram, ele adentrou em direção aos bárbaros e o jovem Pedro que mais uma segunda vez estava na taverna.
_ Partirei nas tuas jornadas. _ Bruno disse apontando ao pequeno grupo sentado._ Não seis por aonde ireis, mas onde forem quero acompanha-los.
_ Pois bem, eu também irei._ Complementou Pedro._ Mas não irei agora, tenho outra jornada em mente e está não planejo aproveitar me de bom vinho e meretrizes como na jornada de vocês.
_ Aonde vais?_ Becker perguntou apoiando se de frente no seu machado enquanto está sentado.
_ Tu conheces as florestas negras de Kriengor?_ Perguntou o jovem galante._ Vou para aqueles lados, tenho coisas a aprender.
_Então está certo, encontre-nos em Alfheim._ Salienta Arnaldo._ Todos esperaram que sobrevivesse, pois as florestas de Kriengor, nem mesmo eu e Becker entramos naquele inferno.
_ Obrigador pela preocupação eu partirei agora, garanto lhes que sobreviverei._ Assim Pedro levanta-se_ Vou já encontrar o cocheiro que contratei ate o reino de Kriengor.
Antes que todos percebam Bruno já estava nas ruas, ele quer acabar com seu contrato, a taverna é mais distante do que sua casa da de seus mestres, sua fúria havia reduzido, já não queimava o chão em que passava. Encontrou a frente o portão principal da moradia do parlamentar, algo ali havia de errado, muitos cavalos estavam a frente nos estábulos, muitos homens armados estavam conversando dentro e afrente da casa. Olhando isso ele correu para dentro, procurou pelo parlamentar para entender o que havia ocorrido para tantos homens armados onde ele seria o único a proteger e também para se demitir de sua função.
_ Senhor Edgar, o que esta havendo aqui?_ Pergunta o jovem.
_ Minha filha fugiu, ele queria pregar lhe uma peça, queria testa-lo._ Responde Edgar o pai de Lolly._ Mas ela não soube dos avisos de trolls mais cedo, os trolls surgiram de tarde e os batedores estão mortos os vigias também estão eu não sei o que fazer.
_ Eu vou buscar sua filha, mas vou sozinho, os inúteis da sua guarda apenas vão me atrapalhar._ Virando as costas para Edgar ele parte para fora da casa. _ Tolos escutai, trarei a filha do parlamentar e a cabeça dos trolls!_ Gritando isso os homens se afastam do necromante que ergue seu punho ao ar invocando um cavalo zumbi.
Montado no animal a mesma fúria que outrora surgiu mais uma vez Bruno sentia, estava sentindo ódio por ter de provar-se não ser covarde diante de todos os guerreiros do reino, ódio por ter de buscar uma garota mimada e estupida que se embrenhou nos bosques sem ao menos saber defender-se. Sua montaria tinha ossos expostos a carne pútrida e os olhos vermelhos como duas chamas, cavalgando com uma velocidade descomunal o solo que o cavalo pisava apodreciam e deixavam um rastro que era medonho a seguir. Ele cavalgou em busca dos corpos dos batedores, logo os encontrou ao baixar se tocou o cadáver de um deles, o cadáver estava sem a cabeça, ela havia sido arrancada com uma mordida, desta forma seria mais fácil, pois um dos trolls havia consumido da carne do batedor.
Ele sorri e agora ele saberia por onde ir para alcança-los, montou mais uma vez no cavalo seguiu para entre as arvores, nesse momento seus olhos estavam completamente brancos, não haviam pupilas, ele estava próximo ele ouvia gritos, ouvia choro, ele sabia que era Lolly correndo, desceu do cavalo e o cavalo se desfez no chão.
Esgueirou se nas arvores e viu Lolly correr para uma clareira e tropeçar desesperada, com seu vestido rasgado, e seu goblin estava nas costas de um dos trolls enquanto gritava desesperado.
_ Eu trazer os trolls, os trolls matar você e comer sua carne maldita de puta!_ Ele pulava e ria._ Vou eu comer seus olhos quando morrer você.
Não esperou nenhum segundo, ergue a besta que levara consigo, mirou na cabeça do goblin, demoraram apenas três segundos para mirar, e apenas 4 depois do disparo, o corpo do goblin escorregou pelo ombro do troll de 3 metros, um silencio e a parada súbita dos trolls na perseguição de Lolly. Olharam fixamente por entre as arvores um deles estendeu a mão para as arvores, logo a foice de Bruno arrancou um dos braços do troll, ele se afastou gritando de dor pela perda do membro, mas não iria ser o suficiente, sua morte era certa. De dentro das arvores o necromante envolto de fúria correu na direção do troll ferido, escalou seu corpo e cravou sua foice em seu pescoço seu peso o fez deslizar decapitando o troll. Posou no chão com sua foice banhada no sangue negro do troll. Sua próxima ação foi estender o braço para o segundo troll, logo uma mão negra surgiu do solo e assim segurou o monstro pela cintura e o puxou pra baixo de forma violenta, o solo se fechou e deixou apenas sua cabeça para fora, Bruno aproximou se e com um único golpe de sua foice outra cabeça caiu.
Logo o terceiro surgiu terceiro dia de serviço e no horizonte vinha o “Sombra” Bruno o necromante mais assustador ate os dias de atuais, em suas costas estava Lolly adormecida e em suas mãos estava sua capa embebida de sangue e em forma de um saco. as cabeças dos trolls estavam no saco, atravessou os portões, enquanto um grupo de curandeiros pegou Lolly, ele andou em direção ao pai da jovem.
_ Eu cumpri minha promessa, aqui estão as cabeças_ Jogou-as no chão.
Enquanto alguns se contorciam de nojo outros não acreditavam que ele sozinho matara os dois sem apoio algum, até mesmo os maiores guerreiros tem dificuldade com trolls. O pai de Lolly olhou aflito para o necromante, fez um gesto para que alguns servos trouxessem um baú cheio de joias e ouro e os colocou a frente de Bruno.
_ Jovem pegue este tesouro é o premio por resgatar minha filha e por sua honra. _ Disse Edgar curvando se na direção do rapaz.
_ Eu vou pegar o que quero e o que sobrar nesse baú é de meus parentes, o senhor entendeu?_ Bruno impôs isto a um dos homens mais poderosos de Necronsgar.
_ Sim... Sim jovem bravo, darei mais qualquer coisa que desejes._ Complementou o senhor enquanto suas mãos tremiam.
_ Não quero mais nada, apenas ensine respeito a sua garota mimada, ensine a ela que não deves agir feito uma meretriz e não deves nunca tratar outro ser como lixo, pois fostes teu goblin que trouxe os trolls aqui.
Dizendo isso Bruno deu as costas ao empregador e foi em direção a sua casa, caminhou estava muito cansado para uma marcha mais acelerada, usar seus poderes de forma exagerada só consumia muito de si, chegando em frente a sua casa notou a presença de Becker e Arnaldo o esperando, porem o homem de capuz e a mulher de olhos puxados que viram na taverna também estavam lá. O homem de capuz se aproximou de Bruno e disse:
_ Sei que partirias com estes filhos de Crom, sou chamado de Guilherme e a bela dama comigo é Ana._ Disse tocando o ombro do rapaz que estava muito cansado._ Deixarei te descansar e partiremos juntos, porem não iremos para Kazdanian, pois estou em missão para servir a mim e ao meu povo e os bárbaros aceitaram ajudar.
_ Eu os acompanharei._ Abriu a porta de casa, antes de adentrar disse._ De me o resto do dia de descanso e lhe serei útil amigos.
Guilherme consentiu com a cabeça e ele e Ana partiram em direção as estalagens e os bárbaros para os estábulos preparar suas coisas para partida.
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