I'll Take The Breath Out Of You
20 Elementary
Notas iniciais
Esse capítulo é baseado no livro "The Marriage of Mary Russell. Espero que gostem! Boa Leitura!
(...) John
Eu disse que sim, é claro. Bem, disse depois de ficar uns bons minutos encarando ele embasbacado. Ali eu entendi perfeitamente o porquê de ele ter ficado tão surpreso quando eu o chamei para realizar a mesma tarefa alguns anos atrás. É uma grande responsabilidade. Nós dias que se seguiram, dediquei meu tampo a ajudar Sherlock e Mary nos preparativos para a cerimônia que, ao que aparentava, seria extremamente exaustiva.—Você deseja um casamento... Tradicional?Perguntou Sherlock. A boca de Mary formou uma linha reta como se ela resistisse ao impulso de rir do que ele havia acabado de perguntar.— Eu não sei se eu particularmente quero um, mas os casamentos são um tipo de evento comunitário. E há pessoas a considerar.— Quer que meu irmão te leve até o altar?Russell fez uma careta.— Ui, não mesmo.— Uma cerimônia judia então?Intervi. Mary pensou.— Acho que não.— Vassouras? Um arco de sabres?Russell me olhou como se eu fosse louco.— Creio que um registro no cartório será suficiente. A não ser que Sherlock conheça alguém que tenha uma capela.Brincou ela.— Ah, bem... — Começou ele. Meu olhar pousou em meu amigo imediatamente.— Você...?— Tecnicamente, pertence à Mycroft.— Isso soa bastante promissor.Comentei.— Isso se ainda estiver de pé.— Talvez nem tanto.— Mas se pudermos chegar até ela.— Não espera, tem alguma coisa errada com essa capela.Supôs Russell olhando-o cautelosamente. Vi o noivo pigarrear.— Bem, deverá ser um caso noturno, é claro. Vamos precisar transportar nossas testemunhas com cuidado, talvez elas devam usar máscaras. — Mary abriu a boca para falar, porém Sherlock continuou. — E coletes, se considerarmos as metralhadoras.Seu alguma vez eu pensei que Sherlock Holmes não podia me surpreender mais, mesmo depois de tanto tempo, ali estava ele me provando que eu estava errado. Vi o interesse brilhar nos olhos de Russell.— Metralhadoras?— Deveria pertencer a Mycroft, veja bem, ele ganhou em um jogo de Pôquer há alguns anos, mas o proprietário, que, a propósito, é um primo nosso, não aceitou bem a perda. Ele ganhou do irmão de meu pai depois que o mesmo morreu, o homem é um péssimo perdedor e alcoólico, mas uma vez que Mycroft não se interessa em se enterrar nas profundezas de Midland, ele nunca reclamou seu prêmio.— Então seu... Primo, que vive lá, estaria disposto a te dar um tiro?— Já aconteceram algumas outras vezes com alguns pobres desavisados.— Vou querer saber por que não me contou sobre isso antes?Perguntou ela.— Provavelmente não.— E nem você, nem Mycroft, querem a capela?— Casa e capela e, não, na verdade não.— Então por que a mencionou?— Porque você perguntou se... — Sherlock, que estava de pé perto da janela, olhou para o chão. —... Meus ancestrais foram batizados, casados e enterrados na capela da família desde Bolingbroke. Seria levemente irritante deixar aquele idiota me impedir de fazer algo que me é concedido por direito familiar.Nunca esperei ouvir aquilo de Sherlock Holmes. Ele era, de longe, a pessoa menos sentimental que eu já havia conhecido, mas se ele estava admitindo uma ligeira irritação, significava que o assunto da capela já havia chegado ao limite. Ele havia atraído à atenção da noiva.— Então, — começou ela. — à noite, sob a ameaça de um ataque eminente, nossos convidados literalmente no escuro. Devo usar um vestido preto ou camuflado? Talvez pintar meu rosto?— Um casaco escuro para cobrir o vestido até estrarmos do lado de dentro deve ser o suficiente.— Um revolver escondido em meu buquê?Ele voltou a se sentar em sua poltrona, juntou a ponta dos dedos em frente ao rosto e lançou em sorriso um tanto indecente para Russell.— Ou em sua cinta-liga por debaixo do vestido.Decidi entrar na conversa.— Tudo bem, isso parece extremamente...— Picante?Sugeriu o detetive.— Memorável?Tentou Russell.— Perigoso. — Pronunciei conseguindo fazer com que ambos me olhassem confusos e um tanto insatisfeitos. — Pensem, estou falando de nossos amigos. Está bem obvio que vocês conseguiram entrar em um acordo sobre o local, mas pensem a respeito dos convidados em meio a um possível tiroteio.— Ele tem razão, Holmes.— Colocar John, a esposa e a filha em perigo?— Ele vai te matar e não desejo ficar viúva tão cedo. Mycroft...?Sherlock revirou os olhos.— Nada pode matar Mycroft.— Sra. Hudson? Ela não pode ficar de fora, partiria seu coração não poder comparecer por conta de tamanho perigo. E os seus pais...— Sim.— Comprar a propriedade?Sugeri para o casal.— Não é dele para vender, e mesmo se fosse, ele não venderia para mim, muito menos para Mycroft.— Talvez ele venda para mim?Perguntou Russell.— Burocracia demais para uma cerimônia que não vai passar de meia hora.Russell me olhou com aqueles olhos de menina que pedia por compreensão. Eu sabia o que ela queria, revirei os olhos e assenti.— Eu e Mary vamos estar armados.
— Eu te amo.Comemorou dando um beijo em minha bochecha e correu até seu futuro marido, sentou-se no chão, aos pés da poltrona dele como sempre vez e aparentemente sempre faria.— Holmes, se conseguirmos assegurar a segurança de todos, eu ficaria honrada de acompanhá-lo até a capela de sua família, arrombá-la e me casar com você lá o mais rápido possível.(...) Russell— Pensando bem, acho que não foi uma ideia muito boa.— Não diga besteiras, Russ.Murmurou Mary arrumando o laço em meu cabelo.— Mas e o Greg?— Está armado até os dentes e já está a sua espera para te levar até a capela.— E você? Molly? A Sra. Hudson?— Lestrade vai cuidar da Molly e da Sra. Hudson. Eu vou cuidar da minha filha e o John, que também está armado, vai cuidar de você e do seu noivo. Então, trate de relaxar.— Por que Lestrade concordou com isso mesmo?— Porque ele acredita em Sherlock Holmes. — Disse com um sorriso. — Vou pegar o casaco.O tempo passou tão rápido que fiquei atordoada. Eu me lembrava com extrema clareza de ter acordado naquela manhã, tomado um bom café na casa de Mary, porque essa foi uma das tradições que fomos forçados — Holmes e eu — a cumprir: não nos vermos até o momento do casamento. Mas eu sabia que a noite anterior havia sido produtiva para nós dois mesmo estando longe um do outro. Mary se encarregou de providenciar a melhor despedida de solteira da minha vida que incluía Molly, Verônica e a Sra. Holmes, minha futura sogra. Foi uma noite divertida, mais ainda quando Sherlock ligou completamente bêbado, perguntando se eu queria chinesa ou indiana para o jantar, foi um diálogo que rendeu boas risadas da mãe dele e uma bronca para Mycroft.— Está cuidando deles?Perguntou ela.— Estou mãe!— Não o deixe dormir tarde, pois amanhã é um grande dia.— Tá bom, mãe!— E você também! Se eu te pegar dormindo durante a cerimônia...— Mãe, eu já sou adulto.Ele a interrompeu.— E dai? Eu ainda mando em você. Não me subestime, mocinho.Ouvimos alguns barulhos.— Meu docinho, deixe os meninos se divertirem.— Meu querido, eu esperei muito por este momento, talvez até mais que a noiva, então me deixe ser chata.Também foi engraçado imaginar Mycroft e meu futuro sogro tomando conta de três bêbados: Holmes, John e Lestrade. O resto da noite passou com todas nós tentando imaginar a cena.Eu nunca pensei que ficaria nervosa como a maioria das noivas, mas ou o vestido estava muito apertado ou eu estava realmente com insuficiência respiratória por conta do nervosismo. Ah, e tinha o calor. Eu já tinha ligado um ventilador enorme na minha cara para não suar e não adiantou de nada Molly me dizer que a máscara era a prova d’água porque eu sentia que estava derretendo como um sorvete sob o sol da Califórnia.— Respire. — Disse Molly enquanto Mary me ajudava a colocar o grande casaco cuidadosamente para não estragar o cabelo. Respirei fundo. — Inspire. — Fiz como instruído novamente. — Pronta?Balancei a cabeça positivamente.— Eu fiz duas promessas na minha vida. Uma para meu pai e outra para mim mesma. Prometi a meu pai que escolheria meu maldito príncipe com cuidado e prometi a mim mesma que aceitaria Sherlock sem nunca hesitar. Então, pode me passar meu buquê, por favor?— Isso quer dizer um sim, certo?Perguntou Mary me passando o buquê e eu o peguei com um sorriso.— Elementary, my dear Watson.
Notas finais
*Não resisti e coloquei mesmo (rindo que nem louca). Não reparem na loucura da pessoa aqui. "Elementar, meu caro Watson.", nesse caso, "querida/cara Watson"
Eu não tenho muito o que dizer então... Ah, eu tenho um blog, as vezes posto minhas loucuras lá, se interessar vocês é só jogar meu "VickSaturn" no Google que aparece kkkk. Enfim, espero que tenham gostado. Beijos enormes do tamanho de Júpiter.
VickSaturn
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