Notas iniciais
Hey, tô aqui! Tem leitor querendo ver meu lindo rosto, mas advinha: sou tímida(mentira!). Segue no Insta que eu sigo de volta: @vicksaturn Mas enfim... Notícia triste: a fic tá na reta final, mas vou explicar melhor lá em baixo, okay? Beleza! Boa Leitura!

(...) Russell

Três Anos Depois

Sherlock segurou minha mão durante o trajeto até Oxford que durava, no máximo, uma hora e meia. Quando voltei para Oxford depois do acidente no Aurora, percebi que havia desenvolvido uma paixão a mais e em comum com Sherlock: a química. Quando disse à meu detetive que faria mais um curso na Universidade, a princípio ele fez uma careta, mas depois aceitou com a condição de que eu voltasse para casa no fim do dia. Eu entendi perfeitamente. Ele queria que ficássemos juntos e como eu também queria abdiquei de meu dormitório que compartilhava com Ronnie para voltar todas as noites para os braços dele em Baker Street. Aos dezessete anos, me formei em teologia e agora, perto de completar 21, estava perto de me formar em química. Sorri quando senti Sherlock apertar minha mão de leve. Aquele momento sempre me fazia lembrar de outros e foram tantos momentos em tão pouco tempo. No dia em que voltei para a Universidade era um dos que eu não esqueceria.

— Não carregue a mochila pesada no ombro, só ande com os livros que você pretende usar, o que não for necessário, deixe no armário; e tome o remédio caso sentir dor, não fique se torturando achando que consegue aguentar e que em poucos minutos a dor vai passar sozinha. Entendeu?

Ele disse sério.

— Holmes, não exagera, por favor.

— Não estou exagerando.

— Foi você que me ofereceu uma mochila de rodinhas ontem.

Ele deu de ombros.

— Achei que você gostasse de piratas.

Eu ri e me aproximei dele.

— Holmes, eu estou bem. A propósito, esse ombro não me impediu de brincarmos ontem.

Sussurrei satisfeita ao vê-lo tremer ligeiramente.

— Por Deus, Russell! — Ele limpou a garganta ao notar que sua voz havia ficado rouca. — Não faça assim, por favor!

— Você podia implorar assim na próxima vez.

Ele rosnou agarrando minha cintura.

— Eu não implorei.

Coloquei meu indicador sobre meus lábios.

— Shhh, eu não conto se você não contar. Irene Adler ficaria desapontada por não ser ela a ver isso.

Ele suspirou.

— Sua boca vai estar tão ocupada com a minha que não vai ter como contar nada.

— Uau, que direto! Onde aprendeu isso?

— Janine gostava de...

— Conta outra, Sherlock.

— John costumava dizer...

— Não mesmo.

— Internet.

Eu ri.

— Imaginei.

No meu aniversário de dezoito anos, Sherlock declarou minha maioridade ao Conselho e com a ajuda de Mycroft, tudo foi resolvido em um dia, contudo, eu e Sherlock não assumimos publicamente nosso relacionamento.

Apenas nossos amigos íntimos tinham conhecimento disso. Isso incluía Molly, que ficou um pouco abalada ao saber, e Lestrade, que soube por Mycroft no dia em que prenderam Donleavy que, para minha alegria, pegou a sentença esperada.

Houve rumores alguns dias depois que ganhei minha emancipação. Nossas fotos espalhadas pela TV, jornais e redes sociais onde muitos se perguntavam qual era minha ligação com o detetive que por muito tempo foi visto sozinho, ou acompanhado por John Watson, agora junto de uma companhia feminina.

Alguns bancaram bons detetives descobrindo que ele havia sido meu tutor e que agora eu apenas dividia o apartamento com ele. A Sra. Hudson, coitada, até foi subornada para contar "nosso segredo", mas ela era esperta e, no fim, dividimos o dinheiro. Nosso relacionamento ficou no anonimato por muito tempo, mas nós sabíamos que eventualmente a mídia acabaria descobrindo. Seria mais um momento para recordar.

Tínhamos nossos momentos cômicos como no dia em que acordei encontrando Sherlock já concentrado em seus experimentos e tive uma crise de gargalhadas ao abrir a geladeira e encontrar uma cabeça dentro da mesma. Eu ri baixo com essa lembrança e Sherlock tirou os olhos da estrada para me fitar rapidamente.

— O quê?

— Estava me lembrando do "David cabeçudo" — Ele riu também. — Sra. Hudson quase teve um ataque cardíaco.

— Não, ela tem o coração forte.

— E o John que tentou arremessar ele na gente.

— Acho que a peruca loira foi um pouco demais.

— Acho que ele pensou que fosse eu.

— Você ainda tem o vídeo?

Simplesmente o olhei de lado antes de cairmos na gargalhada. Sherlock estacionou o carro em frente ao grande portão de Oxford e saiu do carro indo para meu lado para abrir a porta para mim. Sherlock nunca foi de demonstrar afeto em público e isso nunca mudaria. Eu entendia e, nunca reclamei a respeito disso. Não era necessário mostrar nosso afeto físico em público.

— Vou sentir saudades.

Comentou olhando para o grande portão de ferro que dava entrada para o campus, as mãos dele dentro dos bolsos do casaco, a postura ereta que me encantava.

— Também vou.

— Sim, claro.

Sorri de lado.

— Convencido.

Ele também sorriu, porém depois ficou sério.

— Precisamos resolver uma coisa.

— O quê?

Ele limpou a garganta.

— Tem uma coisa que precisamos urgentemente... Mudar.

— Mudar? Mudar o quê?

— É uma coisa que precisamos mudar em você.

— Em mim?

Eu sabia que eu não era perfeita, assim como ele também não era, mas Sherlock nunca tinha reclamado antes e eu achei que, assim como eu, ele daria valor a minhas qualidades e não faria vista grossa para os defeitos.

— Sim. E francamente, eu acho que depois de três anos juntos, já passou da hora de fazer isso.

Comecei a ficar brava.

— E o que seria isso?

— Tudo bem, mas me prometa que não vai ficar brava.

Cruzei os braços esperando. Eu já estava furiosa.

— Tudo bem.

Menti. Sherlock fez uma careta.

— Hm, melhor não, talvez seja assunto para mais tarde.

— Não mesmo, Sherlock. Você começou, agora vai terminar.

— Não é tão ruim assim.

— Jura?

— Sim, aliás, é uma coisa que eu sei que você também não gosta então por que não mudar? É uma proposta, é claro, não vou te abrigar a mudar isso.

— Dga o que é antes que eu surte.

Ele respirou fundo.

— Muito bem.

Ele disse puxando o celular de seu bolso e começando a digitar. Antes que eu reclamasse a respeito do celular, o meu vibrou em meu bolso.

— Por mensagem, sério? Você só pode estar brincando comigo.

Murmurei pegando meu celular. A princípio, a mensagem me confundiu, porém Sherlock mandou outra para esclarecer o assunto. Minha boca foi ao chão.

— O quê?

Sussurrei em choque.

— Essa é a minha proposta.

— Você está falando sério?

Ele assentiu e eu precisei de um minuto para me recompor.

— Então, o que você me diz? Podemos mudar isso?

Era uma proposta irrecusável.

— Sim.

(...)

Pulei ao ouvir o barulho de alto de uma champanhe sendo aberta e senti a mão de Mary na minha tranquilizando-me. Sherlock se serviu, em seguida, passou a garrafa para John que seguiu para servir os outros.

Quando Sherlock pegou o Champanhe momentos antes, pensei em lhe dizer que não era necessário, mas era incomum vê-lo animado com algo que não tinha nada a ver com Seriais Killers. Ele sorriu para mim e estendeu sua taça.

— Eu gostaria de propor um brinde.— Levantei-me do sofá junto a Mary e também estendi minha taça assim como todos. — À Russell. Teóloga, química graduada, e agora, também, um ano mais velha.

— Afinal, só se faz 21 uma vez.

Sherlock revirou os olhos para o comentário de Lestrade.

— Sim, assim como todas as idades. Bem, John disse que se eu não fizesse um discurso, ele me daria um soco. Meu discurso é simples e pequeno, porém não é para Russell. Meu discurso é para ele. John, como você sabe, eu e Russell temos um relacionamento estável a cinco anos, dois meses, três horas, 46 minutos e — ele olhou seu relógio — 24 segundos.

— Informação demais.

Comentou Mary fazendo-me rir e extraindo um olhar enigmático de Sherlock que se suavizou ao olhar para mim. Ele sorriu.

— John, eu acho que nunca vou poder te agradecer o suficiente por me ajudar quando eu mais precisava. Enquanto eu tentava apagar meus sentimentos, você me fazia reescreve-los cem vezes para que eles pudessem se impregnar em meu cérebro e em minha memória. Eu sei que prometi que nunca mais faria votos na minha vida, mas acho que, pela Russell, vale a pena abrir uma exceção. John, gostaria de ser meu padrinho de casamento?

Notas finais
"Mas Vick, tá pequeno!" Sim, está. Vou explicar. Eu demorei pra postar, mas não foi por falta de idéias e sim por excesso. Com a fic nessa reta final, eu gostaria da opinião de vocês. Eu estava pensando em juntar "cenas" que não coloquei na fanfic e colocá-las no fim, como extras/cenas excluídas de um filme. Se vocês curtirem, além de estender a estória, ainda vamos poder ver essas cenas como a do "David cabeçudo" que eu pretendia escrever. Deem suas opiniões se puderem e se não for pedir muito. Espero que tenham curtido, até logo, muitos beijos. VickSaturn