Notas iniciais
Boa noite, gente! Chegueeei com mais um capítulo para vocês. Espero que gostem ♥ Queria dedicar o capítulo ao LeoM e a DaniKlainer, que recomendaram a fic e me deixaram rindo feito uma idiota. Minha alegria foi tanta, que fiz o maior capítulo (até agora) dessa fic ♥ Obrigada, de verdade, por terem recomendado ♥♥ Boa leitura ♥

— Isso não é verdade. – Afirmou Kurt. – Eu sentiria a sua falta, B...

— Mesmo? – Blaine o encarou com os olhos brilhando.

— Sim, mesmo. – Confirmou ele, dando um beijo na testa de Blaine. – Eu queria te fazer uma pergunta... será que posso? – Blaine moveu a cabeça, afirmando que sim. – O que te faria feliz agora? O que você gostaria de fazer?

— Eu gostaria de entrar para o coral da escola, mas minha namorada enlouqueceria. – Kurt puxou o rosto de Blaine, o obrigando a ficar o olhando.

— Dane-se o que ela pensa. O que importa é o que você quer, só isso.

Blaine assentiu e encarou o chão. Ele sabia que Kurt estava certo, por mais que não quisesse admitir. A verdade é que ele claramente queria fugir de seu relacionamento, queria terminar com Quinn, mas não tinha nenhum motivo aparente para fazer isso, e levantar suspeitas sobre o que realmente sentia estava tão fora de cogitação, que chegava a doer.

— Você está certo. – Admitiu o jovem Anderson. – Mas não tenho coragem de fazer isso. Não sozinho, pelo menos... – Blaine fez a melhor cara de cachorro pidão, derretendo qualquer estrutura de Kurt.

— Tudo bem, mas você vai ficar me devendo uma.

Blaine não se segurou e abraçou o amigo, sorrindo e o agradecendo.

[...]

Quando o dia seguinte chegou, o coração de Blaine palpitava forte, ele o sentia com facilidade apenas por colocar a mão no peito, estava completamente acelerado.

Kurt combinou de encontrá-lo depois do horário do almoço na entrada da escola e, no horário marcado, lá estava ele. Os dois se cumprimentaram e foram em direção a sala do coral, a qual Blaine conhecia bem, por conta de todos os dias ficar a admirando.

— No que posso ajudá-los? – Perguntou Will, o professor do coral e de espanhol.

— E-eu q-queria... – Blaine perdeu as palavras no meio do caminho e encarou Kurt, que apenas sorriu para ele, tentando lhe passar conforto. – Eu queria entrar para o coral. Esse é meu amigo, eu apenas pedi para ele me acompanhar, porque eu não teria coragem de vir aqui sozinho.

— Isso é ótimo. É Blaine, certo? – Perguntou o professor, reconhecendo o moreno das aulas de espanhol. O garoto assentiu envergonhado. – Sempre precisamos de mais gente, é bom ter você por aqui. Preparou algo para cantar? – O garoto novamente assentiu e Kurt sentou-se com os outros alunos, cruzando os braços ao sentar. – Então, é só dizer a música para nossa banda e cantar. Boa sorte!

O moreno andou até a banda e informou a música, eles adoraram a ideia e disseram que sabiam tocá-la muito bem. O Anderson pegou uma cadeira e sentou no meio da sala, com uma timidez tremenda, sem coragem de olhar para os colegas.

Hey dad, look at me

(Hey pai, olhe para mim)

Think back and talk to me

(Pense de novo e converse comigo)

Did I grow up according to the plan?

(Eu cresci de acordo com o plano?)

And do you think I'm wasting my time doing things I wanna do?

(E você acha que eu estou perdendo meu tempo fazendo coisas que eu quero fazer?)

But it hurts when you disapprove all along

(Mas dói quando você desaprova tudo)

As primeiras palavras foram o suficiente para a nuvem da tristeza se alojar em cima de Blaine e todas as más lembranças virem à tona. Tudo que o lembrava seu pai acabava sendo doloroso, porque o jeito que seu pai era agora não fazia o passado mudar. Agora seu pai podia ser um amor de pessoa, mas isso era apenas enquanto o moreno estivesse “dentro da linha”.

Tudo começou em uma noite como qualquer outra, quando a família estava reunida na sala para assistir a um filme. Cooper estava ao lado do pai, depois vinha Blaine e sua mãe.

“- Se essa menina não aceitar casar com ele, eu paro de assistir. – A mãe de Blaine disse rindo.

— Ele é lindo, até eu casaria com ele. – Blaine disse na maior inocência, era quase uma criança ainda. Mas aquelas singelas palavras fizeram o sangue de Henry Anderson ferver.

— O que você disse? – Perguntou com raiva.”

And now I try hard to make it

(E agora eu dou duro para torná-lo)

I just wanna make you proud

(Eu só quero te deixar orgulhoso)

I'm never gonna be good enough for you

(Eu nunca vou ser bom o suficiente para você)

I can't pretend that

(Eu não posso fingir que)

I'm alright

(Eu estou bem)

And you can't change me

(E você não pode me mudar)

Blaine começou a chorar por lembrar daquilo, tornando difícil de sua voz sair, mas ele pouco ligava. Se sentia bem por estar botando para fora toda a mágoa que estava dentro de si, nunca tinha se exposto tanto para alguém que não conhecia, ainda mais para um grupo de adolescentes como ele, mas algo o fez se sentir confortável e ele sabia bem o que era: a presença de um certo garoto dono de olhos azuis.

“- Foi só uma brincadeira, pai, calma. – Blaine disse um pouco assustado, os olhos de seu pai chegavam a estar vermelhos.

— Você precisa é aprender a não fazer brincadeiras assim. – Henry disse rude, indo para cima do filho, começando a batê-lo.

— Pare, seu monstro. Sai de cima dele. Ele é só uma criança. – Gritava Cooper, sendo segurado por sua mãe, que não sabia o que fazer.

— Henry, querido, para. Blaine fez apenas um comentário, não foi nada demais. – O homem não parava de bater no filho, que já estava com um roxo no rosto e dor no corpo inteiro.

— Eu não criei o meu filho para ser uma bichinha. Entendeu bem, Blaine?”

'Cause we lost it all

(Porque nós perdemos tudo)

Nothing lasts forever

(Nada dura para sempre)

I'm sorry I can't be perfect

(Sinto muito, eu não consigo ser perfeito)

Now it's just too late

(Agora é tarde demais)

And we can't go back

(E nós não podemos voltar atrás)

I'm sorry I can't be perfect

(Sinto muito eu não consigo ser perfeito)

Lembra daquilo o machucava tanto. O que mais doeu nele não foram os socos e tapas que levou do próprio pai e sim as palavras dele. Aquilo sim doeu. As palavras pareciam tiros que iam direto para seu coração. Ele era tão novo naquela época, não mediu o tamanho de suas palavras, até porque elas não tinham nada demais aos seus olhos. Nunca pensou que fosse apanhar por aquilo.

E o pior, sua mãe tinha ficado ao lado de seu pai, disse que Blaine realmente precisava aprender como a vida realmente é. Ela disse para ele, que se ele fosse um “viadinho” como vários outros, ele apanharia na rua. Blaine acabou levando um tapa em seu rosto após dizer que não mudaria nada ele apanhar na rua, já que estava apanhando de seu próprio pai por um comentário inocente.

Ele nunca entendeu o motivo de ter levado aquele tapa de sua mãe, só sabe que sua relação com sua família nunca foi a mesma. Até Cooper acabou levando uma surra naquela época, porque ele defendia o irmão, mesmo que não admitisse e tivesse dito que faltou com respeito com o pai. Mas Blaine sabia da verdade e sabia que seu irmão era o seu eterno herói, que sempre o ajudava – mesmo sem deixar explícito que estava o ajudando.

I try not to think

(Eu tento não pensar)

About the pain I feel inside

(Sobre a dor que eu sinto por dentro)

Did you know you used to be my hero?

(Você sabia que costumava ser meu herói?)

All the days you spent with me

(Todos os dias que você passou comigo)

Now seem so far away

(Agora parecem tão distantes)

And it feels like you don't care anymore

(E parece que você não se importa mais)

Blaine começou a lembrar de todas as palavras que já lhe foram ditas por seus pais, sobre como eles queriam um futuro brilhante para ele. Eles nunca se preocuparam com o que ele realmente queria. Seu pai queria que ele fosse advogado e sua mãe queria algo que lhe desse dinheiro.

Tudo que ele queria era sua própria casa, onde pudesse fazer o que bem entendesse, sem ninguém para contrariá-lo ou dizer que ele não podia fazer isso ou aquilo. Cooper era o único da família que merecia sua companhia, mas a relação dos dois funcionava, na maior parte do tempo, na base do silêncio.

Talvez fosse isso o que lhe encantava tanto em Kurt, pois o castanho agia com gestos e palavras ao mesmo tempo. Lhe passava conforto com boas palavras, que vinham juntas a um abraço. Ele definitivamente não sabia o que estava acontecendo com si mesmo, apenas sabia que precisava cada vez mais de Kurt e de seus abraços e chamegos.

And now I try hard to make it

(E agora eu dou duro para torná-lo)

I just wanna make you proud

(Eu só quero te deixar orgulhoso)

I'm never gonna be good enough for you

(Eu nunca vou ser bom o suficiente para você)

I can't stand another fight

(Eu não posso suportar outra briga)

And nothing's alright

(E nada está bem)

Estava o machucando tanto cantar aquela música. Era tudo o que ele sentia. Ele só queria deixar seu pai orgulhoso, queria se tornar o melhor filho, mas ele não era perfeito. Ele queria chegar em seu pai e dizer do que realmente gostava e o que queria fazer na sua vida, mas sabia que acabaria recebendo um grande castigo se fizesse isso.

A única pessoa que o aceitava se m medo de admitir, era Kurt. O castanho nem sabia tudo que se passava em sua cabeça e mesmo assim o apoiava e só queria vê-lo feliz. Blaine definitivamente precisava de mais pessoas assim em sua vida.

Pessoas que só se importassem com a sua alegria, não se importando em como ela viria até ele.

'Cause we lost it all

(Porque nós perdemos tudo)

Nothing lasts forever

(Nada dura para sempre)

I'm sorry I can't be perfect

(Sinto muito, eu não consigo ser perfeito)

Now it's just too late

(Agora é tarde demais)

And we can't go back

(E nós não podemos voltar atrás)

I'm sorry I can't be perfect

(Sinto muito eu não consigo ser perfeito)

Blaine não tinha mais força, todo o seu sentimento estava explícito ali, toda a sua dor estava exposta. Ele estava exposto; estava completamente vulnerável. Não aguentava mais chorar, não aguentava mais fingir ser outra pessoa apenas para agradar seus pais, não aguentava mais levar um namoro falso adiante, não aguentava mais nem respirar, só queria sumir do mundo.

Queria permanecer debaixo de suas cobertas pelo resto de sua vida, ou queria fugir para um lugar melhor. Só queria paz e ser quem queria ser. Era só isso que ele queria, era pedir demais? Era pedir demais um afago de sua família? Era pedir demais ser aceito? Era pedir demais simplesmente viver em paz?

Nothing's gonna change the things that you said

(Nada vai mudar as coisas que você disse)

Nothing's gonna make this right again

(Nada vai fazer concertar isso novamente)

Please don't turn your back

(Por favor, não vire as costas)

I can't believe it's hard

(Eu não posso acreditar que é difícil)

Just to talk to you

(Só para falar com você)

But you don't understand

(Mas você não entende)

Kurt estava quase chorando apenas por ver a apresentação de Blaine. Ele só enxergava dor ao olhar para o moreno, doía nele assistir aquilo, preferia não pensar no quanto doía em Blaine sentir todas aquelas coisas.

Sim, Kurt já passou por muitas coisas ruins em sua vida, mas ele encontrou força de onde não tinha para continuar, sabia que podia ter algo bom em seu caminho, então ele conheceu Blaine e tudo mudou. Ele não entende bem o que fez ele gostar tanto de Blaine e tão rápido, só sabe que tem algo diferente naquele moreno de cabelos cacheados, algo que o faz sorrir para o nada, algo que acelera seu coração, algo que faz a vida parecer melhor.

'Cause we lost it all

(Porque nós perdemos tudo)

Nothing lasts forever

(Nada dura para sempre)

I'm sorry I can't be perfect

(Sinto muito, eu não consigo ser perfeito)

Now it's just too late

(Agora é tarde demais)

And we can't go back

(E nós não podemos voltar atrás)

I'm sorry I can't be perfect

(Sinto muito eu não consigo ser perfeito)

Blaine parou de cantar e caiu de onde estava sentado, abraçando os joelhos e se permitindo chorar sem parar. Os que assistiam a performance acabaram se emocionando, preferiam nem saber o motivo de Blaine estar tão triste, mas pela letra da música podiam dizer que era algo relacionado à família.

O moreno se sentiu ser envolvido por dois braços e um perfume doce, percebeu que era Kurt que o abraçava e retribuiu o gesto, se escondendo nos braços do mais velho, deixando toda sua dor se esvair em suas lágrimas.

— O que está acontecendo aqui? – Uma voz feminina foi escutada, uma voz doce que estava com um tom amargo. – Por que tem um garoto abraçando o meu namorado?

— Porque a namorada dele não está nem aí para ele. – Rebateu Kurt, olhando para a loira. – Você deve ser a Quinn.

— E eu não sei quem é você, porque nunca ouvi falar. – Ela disse rude.

— Você não presta atenção em mim, porque eu falei sim quem é ele. Esse é o Kurt, ele está na minha casa, ele é meu amigo. – Blaine disse e secou os olhos com raiva. – Não faça escândalo aqui, vamos embora.

— Está me chamando de escandalosa? – Perguntou irritada. Todos do coral ficaram encarando os três.

— Blaine, se ainda quiser fazer parte do coral, está aceito. – O moreno sorriu para o professor e saiu da sala, puxando Quinn com ele, Kurt veio logo atrás.

— Eu te fiz uma pergunta. – Ela falou mais alto.

— Barraqueira você é. – Disse Kurt, fazendo Blaine se controlar para não rir. – Eu vou esperar lá na rua...

— Blaine, por que está tão próximo desse menino? – Ela perguntou desconfiada e Blaine queria dizer o motivo exato, mas não tinha coragem para tanto.

— Ele é meu amigo. – Disse ele. – E eu não te devo satisfações.

— Você é meu namorado. – Ela cruzou os braços e ele deu um riso fraco.

— Não mais.

— Você está terminando comigo? – Perguntou incrédula.

— Acho que você é inteligente o suficiente para entender que sim, estou terminando com você. Adeus, Fabray.

Blaine saiu quase saltitante de dentro da escola, encontrando Kurt e contando a novidade para ele, que sorriu e o elogiou pela coragem. Os dois foram caminhando para casa, conversando sobre tudo que podiam. Blaine tinha tirado um peso enorme de suas costas.

— Você lembra que me disse que ninguém sentiria sua falta caso você morresse? – Kurt perguntou, vendo o mais baixo assentir. – Eu não vou desistir de você, sabe? E não vou deixar que você desista assim da sua vida. Você merece mais que isso e eu vou fazer tudo que puder para te ajudar.

— Obrigado. – Disse agradecido, entrando em casa com Kurt. – Isso significa muito para mim.

Os dois trocaram de roupa e se atiraram no sofá da sala, onde foram assistir a um filme qualquer. Blaine acabou dormindo no meio do mesmo, escorado no ombro de Kurt. O Hummel viu a mãe de Blaine entrar em casa e saiu do lado de Blaine com cuidado, escorando a cabeça do moreno em uma almofada e o tapando com o lençol.

O castanho andou até a cozinha, onde viu a mulher pegar alguns ingredientes. Ela levou um susto ao ver Kurt, mas sorriu para ele, o cumprimentando.

— Não queria assustar. – Riu Kurt. – O que vai fazer?

— Pensei em fazer um bolo de chocolate. – Respondeu a mulher. – É o favorito do meu filho.

— De qual deles? Porque certamente não é o de Blaine... se me lembro bem, o preferido dele é de maçã.

— Eu sou uma péssima mãe... – Ela disse cabisbaixa.

— Não acho isso, só acho que você poderia se esforçar mais e tentar entender o que se passa com o seu filho.

Kurt saiu da cozinha e voltou para a sala, onde se aconchegou sob o lençol novamente com Blaine escorado em si.

— Fiquei comigo para sempre, por favor... – Pediu o moreno, sonolento, mas deixando um sorriso enorme aparecer no rosto de Kurt.

Ele não pretendia ir a lugar algum.

Notas finais
Stay with me forever, lay with me forever, as lng as we're together, we'll be fine, we'll be fine ♫ Música do capítulo: https://open.spotify.com/user/onemoreklainer/playlist/2TmLy0JMhiS7bvsSqbKTw3 Gostaram? Me deixem saber ♥ Qual a próxima que deve ser atualizada? Estou por vocês *---* Bjo ♥