If We Die Young

1 Capítulo I —It’s my life


Notas iniciais
Esta não é uma canção para quem tem o coração partido
Não é uma oração para quem perdeu a fé
Eu não serei só um rosto na multidão
Você vai ouvir minha voz
Quando eu gritar bem alto

É a minha vida
É agora ou nunca
Eu não vou viver para sempre
Eu só quero viver enquanto eu estou vivo
(É a minha vida)
Meu coração é como uma rodovia aberta
Como Frankie disse
Eu fiz do meu jeito
Eu só quero viver enquanto eu estou vivo
É a minha vida [...]

Ecoavam pelo corredor passos apressados e sem um pingo de delicadeza pelo chão bem polido do enorme castelo; era uma bela tarde a surgir no céu tingido de azul naquele incerto dia de Outono no Reino Spades.

As folhas das copas das árvores caíam eram carregadas pela brisa um pouco gélida, porém, suave. Todo o povo, desde as famílias de classe média até as mais humildes, vivia em harmonia e alegria— os mais velhos realizavam seus afazeres e suas crianças iam para a escola a adquirir conhecimento. A paz reinava no lugar.

Ainda assim, entretanto, não podíamos dizer o mesmo dentro do castelo. Por dentro daquela enorme fortaleza que ocupava grande parte do território de Spades, existia um conflito maior do que dez palácios.

—Vossa Alteza! Não tomes decisões repentinamente sem pensar nas consequências desastrosas que posteriormente virão! —a velha ama corria, embora inutilmente, para alcançar o revoltado príncipe que a cada minuto parecia estar mais longe do campo de visão dela.

—Importa-me uma merda se por causa disso o mundo se destruirá! Eu não vou me casar com aquela rapariga nem que seja a última coisa a fazer na minha vida!! —vociferou o príncipe, sem se importar que o ouvisse falando tais atrocidades.

—“Importa-me uma merda...”! —repetiu a mulher, assombrada— Um príncipe não pode dizer palavras de baixo calão. É quase um tabu entre as pessoas da realeza e...

—Poxa, mas que saco!! “Não pode isso”, “não diga aquilo”, “não pense nisso”... O que mais vão me proibir? De respirar?! Posso até ser o filho do rei, mas ainda sou humano e mereço viver da maneira que desejo!! —estourou de vez, e encarou a ama com pura raiva e stress, estes armazenados por 10 anos.

Os olhos castanhos e belos da serva vacilaram ao escutar isso do seu menino, que há tantos anos cuidou como se fosse o próprio filho. Estava desacreditada e, até, meio triste; seu garoto gritava palavras rudes para ela e, ainda a encarava com pura indignação.

—M... —a ama ainda ponderava se devia realmente falar algo, se seria o certo. Nervosa com a possibilidade de o nobre gritar com ela, apertou inconscientemente a barra do seu simples vestido e insistiu mais uma vez— M-Mas você sequer v-viu a face da bela princesa! Ela, todavia, está no aposento, aguardando-te ansiosamente. A jovem é muito gentil e preciosa, vossa alteza. Vosso pai adoraria que casas...

—Já chega, Michelle!! Chega!! —interrompeu a serva rudemente. O bradar do loiro ecoou pelo corredor do palácio por alguns minutos, até prosseguir com a sua fala. —Não desejo ouvir mais nada... —disse com a voz mais amena.

—V-Vos——

—Eu vou repetir mais uma vez alto e claro para você entender, Michelle: não irei me casar com uma mulher que não conheço nem há três dias e sequer gosto só porque meu pai deseja. Não adianta tentar mudar meu pensamento. Só me casarei com a garota na qual estiver apaixonado e somente assim, portanto, ainda que meu pai morra antes disso, não haverá rainha... —inspirou profundamente—... Nem rei. O trono ficará vazio... Ficou claro?

O silêncio se instalou no lugar e era peculiarmente incômodo para ambos, porém era muito mais para a morena. Perante o olhar severo e desafiador do seu filho, na qual lhe davam um aspecto mais velho, a serva hesitou e abaixou a cabeça, reprimindo uma tristeza que se alargava em seu peito dolorosamente.

—... Sim. —respondeu finalmente com uma voz fraca. Apertou ainda mais a barra do seu vestido velho e nem percebera quando o príncipe virou de costas para ela.

—Ótimo. Se puder, gostaria que encaminhasse esta mensagem ao meu pai... —embora desse passos longos e estivesse distante, sua voz severa dava para ser muito bem escutada. Decidido a não acrescentar mais nada, apenas falou— Estou me retirando. Vou aos meus aposentos.

A serva manteve seu rosto abaixado ainda que o mais jovem já tivesse se afastado dali. Um singelo soluço saiu dos seus lábios finos e sem perceber, uma lágrima fria escorreu de seus olhos castanhos. Sem se dar o trabalho de limpar-la, apenas rodou os calcanhares e dirigiu-se ao aposento do rei, vagarosamente.

Por que o mundo sempre faz questão de ver-me sofrer?”

~#~

O loiro, todavia frustrado com o ocorrido anteriormente, resmungava em diversas línguas e dava passos pesados em direção ao seu cômodo. Antes de chegar até lá, ele teve que passar por uma larga fileira de mordomos e secretárias que faziam uma breve reverência para seu senhor, e este, nem se deu trabalho de ao menos olhar-los devidamente.

Já dentro da sua divisão, fechou em um baque nada suave a gigantesca porta e, simplesmente, permitiu-se apoiar suas costas no móvel e escorregar vagarosamente. Suspirou.

—Não consigo mais tolerar isso... —pensou alto, sem notar. Fez uma massagem nas suas têmporas, sentindo o stress voltar para seu ser e uma bela dor de cabeça. —Aliás, nem sei como consegui tolerar isso todos estes anos.

Alfred, embora tivesse tudo o que desejasse em um piscar de olhos, nunca teve uma infância normal como qualquer garotinho no seu reino. Nunca tivera a chance de poder brincar com uma bola, ou se sujar com a terra de um jardim, ou poder receber o afeto de alguém... Apenas a solidão o acompanhava todas as noites.

Ele nunca teve a oportunidade conhecer o significado da palavra amizade.

Quando sua serva —Michelle— viu a figura tão desolada e perdida do loirinho com os olhos cristalinos apagados, quase sem vida, a mirar a grande janela da câmara.

Irônico. Os plebeus possuíam tão pouco, mas eram tão felizes... Enquanto Jones, que possuía tanto... O peito da morena doeu com somente pensar nessa situação tão penosa.

Desde esse dia, começou a se aproximar do loirinho cabisbaixo. Sempre que o jovem tinha um tempinho de descanso pós-estudos ou aulas de etiqueta, Michelle ensinava a ele entretenimentos joviais que ela mesma brincava quando menor; cantava canções para acalmar o medo nas noites mais sombrias e contava estórias de super heróis.

Aos poucos, Alfred começou a recuperar sua auto-estima e a se soltar mais. Michelle era praticamente uma mãe que nunca teve. Agora que refletia isso, o príncipe começou a se arrepender por ter gritado e ter sido tão brusco com ela...

Só que isso era inevitável! O loiro já não aguentava mais ter uma vida completamente controlada pelo pai — destinado a ser uma coisa e não poder negar-la, obrigado a mudar tudo em si, inclusive, seu pensamento. Proibido de sair, proibido de socializar, proibido de argumentar... Causava tanta dor de cabeça que nem sequer fingir um sorriso, conseguia.

Para finalizar tudo, ainda teria que casar com uma pessoa que não gostava e nem conhece, passar o resto da vida com a dita cujaao lado para agradar o seu pai e o povo. Isso já era demais!! Se falar palavras de baixo calão fosse permitido a um monarca, acredito que ele já estaria berrando todos os xingamentos existentes e inexistentes de qualquer sistema solar.

—Nossa... Se tão só pudesse mudar a minha vida... —levantou-se do chão, sentindo um leve incômodo na parte traseira de tanto tempo sentado. —Virar um desses pivetes que não tem nada com o que se preocupar, ou talvez um adolescente que vive fazendo confusão e... Bem, isso eu já sou... Só que mais velho. —sorriu.

Encaminhou-se até a janela aberta que deixava atravessar os raios de sol, que continuavam fortes mesmo sendo tarde. Apoiou sua cabeça em uma das duas mãos e voltou a suspirar, mais uma vez. Se tão só pudesse ser livre...

Um pensamento rápido e perigoso passou pela sua mente no mesmo segundo.

E se... E se ele fugisse daquele castelo? Nem que fosse por, pelo menos, uns 30 minutos fora dele? Será que conseguiria fazer tal proeza com tantos guardas ao redor? Conseguiria mesmo pular da varanda onde se encontrava, na qual era possuía uma altura enorme? Não... Isso é impossível...

Mentira. É possível.

Só precisava arquitetar um plano.

Notas finais
Prevejo treta ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Soooo yooo, people!! Sei que ninguém me conhece nessa maravilhosa bagaça (ou conhece, já que vivo favoritando, acompanhando e sofrendo por autoras que não atualizam suas fics ;u;) mas vou ser uma nova escritora nessa categoria! YAY! AAAAAND this is my first fic de USUK!! #Vemnimim #casal lindo #me possua
Minha fias... Eu sou uma baita preguiçosa xD Não sei quando atualizo, e se atualizar cedo, é porque alguém ta com uma arma na minha cabeça :p Não sei se ficou legal o capitulo, se fez sentido, ou qualquier mierda del tipo, mas cá está o tribufu.
Ah! Mais uma vez repito: Eu não sei de bulhufas a respeito de príncipes, castelos, princesas e planos infalíveis (Cebolinha says: Oi? Eu ouvi algo de planos infalíveis? Se sim, o mestle está aqui, gatinhas) entaaaaaum naum levem a sério! Véi, to até com um friozinho na barriga por postar uma fanfic depois de tanto tempo XDDD
Plz, num pensem que Alfred da vida é um cara mal educado e rabugento, mas o coitado tava de TPM e aí soltou a franga quando foi forçado mais uma vez a conhecer uma muié para casar. ;.;
Tão sentindo? É o cheirin de yaoi que está por vir :B mas naum no próximo capitulo :c
Okay, vou fugir para as colinas antes que alguém jogue um Justin Bieber para cima de moa ÓuÒ
Beijin da bunda e Cee ya~