If The Roles Were Reversed
6 Capítulo 6- Ever so Sweet
Notas iniciais
Pois é, eu sei que demorei, mas essa foi provavelmente a semana mais atribulada da minha vida! Fora o estágio e a escola, eu assumi a frente do trabalho da turma para a feira de Ciências (mecanismo de uma célula), e tive que fazer uma boa parte sozinha. Hoje que eu tive mais tempo livre.
O capítulo não é tão grande, mas eu mal tinha tempo para traduzi-lo, então eu peço desculpas.
Praticamente todas as histórias que eu acompanho foram atualizadas e não consegui ler nenhuma ainda! #cry
Mas enfim, espero que gostem do capítulo - eu acho que irão- e também espero que entendam os motivos e me desculpem pela demora :)
O dia anterior tinha efetivamente embalado Rachel em uma falsa sensação de segurança dentro dos corredores da escola. Então, quando três atletas sem nomes não jogaram um- e não dois- mas três slushies de uva no rosto de Rachel, um após o outro, ela só conseguia encontrar energia dentro de si mesma para pensar: “Bem, pelo menos eles escolheram uva”.
“Beba, Preggers!” Eles gritaram maliciosamente sobre os ombros enquanto deixavam o local, suas risadas detestáveis, sobrepunham-se sobre as cabeças das crianças em pé no corredor, e nos tímpanos de Rachel.
Ela suspirou e levou um momento para recompor-se. Mas só um momento.
Rachel começou a reabrir o armário que havia acabado de fechar. Ela puxou uma mochila pequena. Dentro continha o que ela tinha apelidado de Emergency Kit Clean- Up para slushies. Consistia em uma toalha, uma muda de roupa, mini sabonetes, e tudo que ela possivelmente precisaria para retirar a bagunça pegajosa que estava atualmente em seu cabelo.
Seu coração doeu infeliz, quando percebeu que era, provavelmente, a única pessoa com uma necessidade legítima de um Emergency Kit Clean- Up para slushie...
Rachel pendurou a mochila no ombro e lentamente fez seu caminho para os vestiários femininos- um conjunto de armários e chuveiros completamente separados dos Vestiários das Cheerios, que foi exigido por Coach Sylvester e seu Booster Club prestigiado. Durante metade do ano passado, Rachel tinha se tornado intimamente familiarizada com os vestiários que eram notavelmente mais surrados do que- bem, não havia outra palavra para descrever- os vestiários elegantes das Cheerios. Muitas vezes ela se viu tendo somente o período do almoço, ou até mesmo o tempo entre as aulas para recuperar-se de um ataque humilhante. Felizmente, o processo para estar apresentável depois de um slushie levava 20 minutos. A maioria dos professores entendia quando Rachel chegava atrasada para aula- uma coisa que Rachel nunca conseguiria compreender era o porquê dos professores não fazerem alguma coisa para parar os slushies, em vez de simplesmente aceitar o fato de que Rachel ficaria eternamente atrasada.
Independente disso, o fato era que Rachel tinha levado três slushies, e teria que ir para a próxima aula, logo que possível- ela tinha um teste naquele dia, pelo amor de Deus. Era como se essas coisas fossem panejadas, tentando fazer sua vida tão humanamente miserável possível. Então, novamente, Rachel realmente sabia que eles não eram inteligentes o suficiente para causar o nível de dor que desejam inicialmente, eles apenas tinham sorte, e frustraram Rachel ainda mais que o habitual.
Quando entrou no chuveiro, a água quente bateu em sua pele- fazendo com que os slushies de uva e as lágrimas de vergonha e solidão escorressem pelo ralo.
Apesar de tudo que Rachel tinha sido submetida, ainda havia uma parte sua- escondida atrás de cicatrizes emocionais e do peso, sempre presente em seus ombros, de uma criança que crescia dentro dela- que desejava que tudo fosse mais simples.
Infelizmente, as coisas nunca foram simples. Sua situação não iria mudar. Ela não iria de repente, tornar-se melhor amiga de todo no Glee, o assédio interminável nos corredores do WMHS não iria parar, e a única pessoa que Rachel queria cuidar nunca ia fazer isso. Nunca seria simples. Às vezes, as pessoas simplesmente não mudam.
~QR~
No almoço, os integrantes do Glee — em sua grande maioria- que eram considerados “párias” estavam sentados todos juntos.
Tina. Mercedes. Kurt. Artie.
Os jogadores de futebol e as Cheerios normalmente sentavam-se no lado oposto da lanchonete. Então, quando Quinn Fabray abordou a mesa deles- ladeada de ambos os lados por Brittany e Santana (conectadas pelo dedo mínimo)- eles estavam surpresos. Além disso, um pouco assustados.
“Hey,” disse Quinn, quando chegou à frente da mesa, as mãos colocadas firmemente em seus quadris.
Houve um balbuciar de “Uh, oi” de todos. Mercedes- provavelmente a indivídua com mais confiança- falou primeiro.
“Oi, Quinn. Há algo que você precise?” Ela perguntou de uma maneira muito cética- quase condescendente.
Quinn escolheu ignorar o tom de voz de Mercedes e continuou: “Por uma questão de fato, não é algo que eu precise de todos vocês.” Quatro conjuntos de sobrancelhas subiram perigosamente altas, ameaçando se perder em meio aos fios. “É para o Glee...”
Quinn começou a dizer-lhes sobre uma canção que achava que eles deveriam preparar-se para realizar após a escola no dia seguinte. Eles não a questionaram- ela era a HBIC, questiona-la não fazia parte do protocolo. Apenas assentiram com medo no início, mas logo perceberam que seria realmente divertido- uma grande canção, um arranjo assassino, e Quinn já havia trabalhado um pouco em uma coreografia simples e modesta com Santana e Brittany.
“Tenho certeza que Rachel ficará muito animada para cantar essa canção”, Artie murmurou sob sua respiração.
“Na verdade,” Quinn interrompeu. “Eu tinha planejado que Tina cantasse o papel principal feminino. Finn irá solar o protagonista masculino. Suas vozes irão funcionar bem.”
Um enorme sorriso iluminou o rosto de Tina e Mercedes deu- lhe um abraço, gritando animadamente. Artie deu- lhe um high five, e Kurt parecia chateado- como era de costume, quando não ganhava um solo.
“Nós vamos praticar hoje, após a escola. Então realizaremos amanhã, após as aulas também.” Quinn virou-se para ir embora, mas retesou-se e voltou aos garotos sentados à mesa. “Ah, e Rachel não irá praticar conosco hoje. Então não deixem que ela saiba.” Embora apenas Tina tenha ganhado uma aparência de ameaça, por esconder alguma coisa de Rachel- Mercedes e Kurt descaradamente recusaram-se a esconder seu desdém com a outra menina, e Artie normalmente era o primeiro a insulta-la por sua obviedade.
“Não que eu realmente me importe, mas porque, exatamente, não podemos contar para Rachel?” Kurt questionou.
“Porque”, Quinn respondeu. “Nós estamos fazendo isso para ela.” Com isso, Quinn girou em seus calcanhares e marchou para o lado “popular” do refeitório e sentou-se ao lado de Finn- embora qualquer pessoa com cérebro pudesse dizer que ela o ignorava, indo falar com Brittany e Santana pelo resto do período do almoço.
Ela, no entanto, deixou um grupo de garoto do Glee chocado para trás.
“Alguém sente como se estivesse em algum tipo de universo paralelo alternativo de sorte?” Arte perguntou, com os olhos voando nervosamente entre as outras três pessoas na mesa. Todos os três assentiram em sincronia.
~QR~
No dia seguinte, depois da escola, Rachel estava fazendo seu caminho para a sala do coral, para a prática de quarta-feira do Glee. Quando colocou a mão na maçaneta, uma voz ecoou pelo corredor, efetivamente travando seu progresso.
“Rachel!”
Ela virou-se e ficou aliviada ao ver Tina- pior cenário: poderia ter sido algum atleta com um copo de Jumbo Super Big, vindo dar à Rachel a última dose de tortura do dia. Ela já havia levado duas slushies hoje. Duas vezes. É por isso que- em vez de suas camisas e saias xadrez- ela estava usando um jeans escuro e uma camisa branca de botões, com as longas mangas dobradas até o cotovelo. Não era, Rachel pensou, sua escolha de roupa diária normal, mas seria suficiente para a pratica do Glee. Em notícia relacionada, era absolutamente a única mudança de roupas que ela havia deixado o edifício para conseguir.
“Oi, Tina,” Rachel disse, a outra garota aproximava-se dela. Ela estava claramente correndo pelo corredor, e parou quando seus pés alcançaram Rachel.
“Oi, você tem que vir comigo”, Tina disse abruptamente como forma de saudação, antes de pegar a mão de Rachel na sua e arrasta-la para longe da sala do coral.
“Mas... Mas e os ensaios do coral?” Rachel perguntou, uma ponta de histeria alcançando sua voz. Ela realmente odiava estar atrasada. E Glee deu-lhe a oportunidade de cantar, a oportunidade de se expressar de uma forma que ela certamente não poderia durante a maior parte de seu dia nas salas do William McKinley High.
“Não se preocupe com isso”, Tina respondeu brevemente, enquanto continuava a levar Rachel para seu destino misterioso. Tina momentaneamente olhava para a outra menina, apenas observando pela primeira vez, o que ela estava usando- os jeans estavam apertados em todos os lugares certos em suas pernas, a camisa acentuava as curvas de uma forma natural, o que sua escolha de roupas habituais não faziam. Seus cabelos fluíam em cachos soltos, e ondas em torno do seu rosto e nos ombros. Uau, Rachel parece realmente quente hoje- Tina pensou consigo mesma. Em voz alta, ela disse: “Roupa legal, Rachel”, e deu à menina um sorriso completo e brilhante.
Rachel normalmente não recebia elogios. Slushies, apelidos horríveis, abuso emocional, e ser empurrada ao longo dos corredores- estas eram as coisas que Rachel era inerentemente familiarizada a receber. Então, quando Tina disse a ela que sua roupa era legal... Bem, Rachel corou em um escarlate profundo, e um sorriso agraciado verdadeiro abriu em suas feições, e ela apertou a mão de Tina um pouco e murmurou um sincero, “Obrigado.” Tina só sorriu em resposta.
“Tina”, Rachel hesitou quando eles entraram na sala. “Existe uma razão para estarmos no auditório? Afinal, está bastante escuro aqui, e eu não consigo imaginar que seja particularmente seguro andar no escuro...” Rachel foi interrompida quando o palco foi prontamente aceso, e sua boca abriu-se com a visão.
No palco, vestidos com roupas combinando e de pé em uma formação perfeitamente ordenada, estava o New Directions. Mr. Schuester estava sentado atrás da mesa de diretor na plateia, um pequeno sorriso em seu rosto.
Desta vez, foi Tina quem apertou sua mão primeiro, instruindo Rachel para segui-la para a frente do palco. Tina tomou seu lugar na frente, ao lado de Finn.
Em seguida, Finn se aproximou.
“Nós criamos esse número ontem, Rachel. Nós sabemos que você não conhece a coreografia, mas está tudo bem. Fique conosco enquanto executamos. Seu lugar é com nós. E essa música... É para você.” Ele sorriu timidamente e estendeu a mão para ela.
Ela pegou... Mas houve uma ligeira relutância em toca-lo. Ela realmente não achava necessário ele segurar sua mão para dirigi-la apenas mais alguns passos. No final, isso não importava. Era só um toque, e ela poderia fazê-lo com respeito.
Os garotos do Glee colocaram-se em duas fileiras em torno de Rachel. À sua esquerda, Santana. À sua direita, Quinn.
Rachel não tinha certeza do que era, mas sabia que ter Quinn em tal proximidade a ela era eletrizante. Ela não conseguia parar de olhar seus sapatos, o cabelo caindo para frente, enquadrando o lado direito de seu rosto. Podia sentir o olhar de Quinn em cima dela.
E quando a música começou... Quando a música começou, Rachel achou que seu coração só poderia estourar, com a quantidade esmagadora de emoção que corria por ela. Ela conhecia a música, conhecia as palavras. Questionou se os 11 garotos ao seu redor realmente queriam dizer o que estavam prestes a cantar.
As vozes de Tina e Finn misturaram-se maravilhosamente bem. Os outros garotos movimentavam-se entre Rachel- ela observava com orgulho a coreografia impressionante. Lágrimas vieram aos olhos, e ela não conseguia evitar. Havia lidado com o assédio moral que a escola lhe proporcionava, dia após dia, e tudo que seus colegas de coral estavam dizendo agora- a partir de suas vozes para seus movimentos à forma como eles interagiam com Rachel no palco- estava trabalhando para que algo dentro dela curasse ligeiramente.
Todos estavam atravessando para o lado oposto dos tirantes de onde haviam começado. Rachel ficou no meio, onde estava desde o início. Lágrimas escorriam suavemente por suas bochechas. Quando cada pessoa passou por ela, eles gentilmente traçaram os dedos por seu braço ou sua mão, onde, gentilmente, deram-lhe um aperto tranquilizador antes de se mudarem para a próxima posição do conjunto. Alguns deram sorrisos amarelos, outros sopraram beijos enquanto afastavam-se, e Quinn- a última pessoa a se aproximar- segurou sua mão e, sem solta-la, levou-a com a mão livre para enxugar as lágrimas que ainda molhavam o rosto de Rachel. A mão dela permaneceu na pele de Rachel. Rachel soltou uma respiração instável, não inteiramente certa de que esse momento era real.
Eles estavam em quatro colunas, todos virados para Rachel- ainda de mãos dadas com Quinn. A formação se fechou em torno das duas meninas, todos juntos para os versos finais da canção. Eles deram as mãos nesse ponto. Rachel sorriu através das lágrimas.
Apesar de todo o grupo estar cantando para ela, Rachel só tinha olhos para Quinn Fabray.
E crédito eterno à Quinn, que não desviou os olhos do olhar de Rachel nem um momento.
Quando a música acabou, o auditório mergulhou em silêncio absoluto. O único som que sendo ouvindo era o ar sendo exalado rapidamente dos lábios de Rachel.
O que se seguiu foi um abraço em grupo bastante clichê. E Rachel adorou. Colocou-a ainda mais perto de Quinn.
Ela encontrava-se com os braços envolvidos em torno de Tina e Kurt. Finn estava bem atrás de Quinn e também tentou envolver seus braços em torno de Rachel- a única coisa que conseguiu fazer foi colocar o corpo de Quinn mais rente contra o corpo de Rachel.
Rachel poderia jurar que sentiu as mãos de Quinn em suas costas. Uma estava abaixo do cós de seu jeans. Outra estava em suas pequenas costas. Rachel continuava dizendo a si mesma que os toques de Quinn em suas roupas não eram tão suaves, ternos e gentis como ela estava imaginando. Isso não faria qualquer sentido.
A bochecha de Quinn estava pressionada contra a dela.
Mas Rachel não podia mentir para si mesma sobre isso- a pele de Quinn definitivamente era suave contra a dela.
O grupo de desfez lentamente e dirigiu-se para caminhos separados. Por causa de sua grande proximidade, Quinn foi uma das últimas a se afastar de Rachel. Qualquer que seja a força que tinha sido dada a Quinn- força que tinha lhe permitido olhar nos olhos da menina que ela havia torturado durante anos, e cantar para ela sobre esperança- se foi. Ela rapidamente desviou o olhar e deixou o palco atrás de Finn.
Tina, no entanto, permaneceu. Ela puxou Rachel para um abraço final, e a garota correspondeu. Sentia o corpo mais leve do que em muito tempo. Sentia algo em seu peito que se assemelhava a... Felicidade.
“Muito obrigado, Tina. O que você fez por mim hoje foi muito bonito. Você e todos do Glee. Agradeço muito tudo, muito.”
Tina se afastou um pouco, colocando a mão suave na bochecha de Rachel, — imediatamente, Rachel mentalmente confirmou que a mão de Tina não era tão macia como a de Quinn- e baixou a cabeça para assegurar de que Rachel estava olhando diretamente em seus olhos, e disse: “Se você quer agradecer a alguém, deveria agradecer Quinn. Foi ideia dela, afinal. Nós só ajudamos a fazer isso acontecer.” Tina deu um aperto reconfortante no seu ombro antes de ir embora, deixando uma Rachel completamente chocada.
Uma sensação de calor espalhou-se através de seu peito, enquanto ela estava no palco sozinha- sentia como se fosse esperança- e Rachel pensou consigo mesma, talvez as pessoas pudessem mesmo mudar
Notas finais
Próximo capítulo teremos o ponto de vista da Q sobre os acontecimentos:)
Ah, e pra quem quiser saber, eu fiz um ask.fm kkkkkk aderi a moda. A maioria dos meus amigos estava fazendo, então eu pensei: porque não?
Quem quiser me perguntar qualquer coisa, é este: http://ask.fm/KathyQAlmeida
Beijos, e até a próxima att.
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