If The Roles Were Reversed
7 Capítulo 7- Falling Slowly
Notas iniciais
Várias semanas se passaram desde que o Glee Club tinha se apresentado para Rachel. Quinn muitas vezes se viu contando toda a experiência, como havia sido tocar a mão no lado do rosto de Rachel- sentir o caminho que as lágrimas da outra garota tinham deixado, enquanto arrastavam- se para baixo do rosto, pescoço, e desapareciam abaixo da gola de sua camisa. Quinn encontrava-se hipnotizada pela outra menina- ela também estava sendo pressionada contra ela, no que muito rapidamente, transformou-se em um abraço bastante íntimo.
Quando seguiu Finn para fora do palco, ela descobriu que podia ir mais longe. Pegou um desvio e se plantou endurecida contra uma parede nos bastidores. Lentamente, dobrou os joelhos e permitiu que seu corpo deslizasse para baixo até que estivesse sentada. Ela colocou os braços ao redor de seus joelhos, colocando a cabeça nas coxas.
Uma única lágrima escapou e deslizou por sua bochecha e em suas calças.
Quinn não havia sido fria, dura e aparentemente sem coração sempre. Antes do colegial, ela iria mais longe ao considerar-se boa. Ela havia mudado. Toda manhã, quando acordava, ela vestia o uniforme das Cheerios e olhava-se no espelho, dizendo a si mesma: “Você é quente. Tem uma reputação desejável. Pessoas viram-se ao ver você passar por elas. Você namora o quarterback. Você tem tudo.” Ela muitas vezes encontrou-se repetindo de novo de novo e de novo- desesperadamente tentando encobrir o igualmente poderoso mantra de “Você é uma vadia. Anda acima de todas as pessoas. Você manda as meninas para o banheiro aos prantos. Você controla Finn, porque ele é bom para sua reputação, não porque você tem qualquer pingo de sentimento por ele. Você é quente e popular- mas isso importa se você não é feliz?”
Então, quando se viu pressionada contra Rachel- quando sentiu a carícia suave da respiração de Rachel contra seu pescoço e a firmeza de seu corpo contra o dela- Quinn realmente havia sentido algo e isso assustou The Living Daylights dela.
Outra lágrima caiu do rosto de Quinn, e ela limpou- a com força. Chorar não era permitido.
Ela tinha assumido que todos haviam deixado o auditório agora- por isso, assustou-se quando ouviu a voz notavelmente distinta de Rachel Berry. A garota que antes ocupava seus pensamentos, agora sobrecarregava seus sentidos auditivos com sua voz, a capela. A voz de um anjo, era tudo que Quinn podia afirmar.
“Don't know much about your life,,” Rachel cantou. Quinn reconheceu a canção depois de algumas linhas- sua mãe era uma grande fã de Celine Dion, apesar de tudo. “"Maybe this is going too fast, and maybe it's not meant to last.” Quinn suspirou, suas lágrimas incansavelmente fluíam neste momento. “"What do you say to taking chances?" Bem, Quinn pensou, eu não faço isso frequentemente, Rachel. Mas para você, estou começando a pensar em fazer qualquer coisa. "And I don't know much about your world…"
Alguns minutos mais tarde, quando Rachel terminou a canção, Quinn soltou o suspiro que não sabia que estava segurando. Ela tinha parado de chorar. Sentia-se esperançosa.
Quinn ouviu o som dos passos de Rachel andando pelo palco. A pequena diva abriu as cortinas laterais, dando com a saída para os bastidores. Quinn sabia que se Rachel mudasse o olhar para sua direção, mesmo que por um segundo, seria descoberta. Estava sentada, encolhida, à vista de todos.
Mas o olhar de Rachel não vacilou de seu destino.
E Quinn encontrou-se sozinha no auditório. As luzes do palco foram desligadas, e Quinn estava imersa em total escuridão.
Talvez as pessoas pudessem mudar, depois de tudo, Quinn pensou. Talvez eu possa mudar.
Quinn sabia que algo dentro dela havia mudado. Hoje em dia, ela costumava ficar em silêncio quando surgia a oportunidade de zombar de Rachel, o que fazia com que as sobrancelhas de Santana arqueassem-se de forma acentuada e encarava Quinn de forma interrogativa. Toda vez que Quinn via Rachel levar um slushie no rosto, pelo canto dos olhos, ela inexplicavelmente sentia a fúria borbulhar dentro de seu peito- muitas vezes ela batia a porta de seu armário. Forte.
Quinn sabia que tinha poder dentro da escola. Ela podia pedir a várias pessoas ao seu redor, e podia fazer coisas quando bem entendesse. Mas o bullying sobre Rachel Berry era uma anomalia que ela não tinha certeza de como abordar- uma vez que toda a escola estava reunida, Rachel era sempre o alvo. Antes de Quinn se tornar a Head Cheerio, já existiam vários apelidos dolorosos para Rachel e os dias específicos em que a menina levaria um slushie; Quinn havia inventado muitos novos apelidos para a outra garota- algo que agora, a enojava completamente.
Quando Quinn testemunhou- mais uma vez- Rachel levando um slushie entre o 4° e 5° período naquela tarde de quinta- feira, ela tomou uma decisão em frações de segundos. O corredor estava relativamente cheio, e havia várias Cheerios, preparando-se para humilhar Rachel verbalmente, enquanto a mesma dirigia-se para os vestiários.
Quinn estava prestes a fazer alguém de exemplo. Ela quase sentia pena de quem havia escolhido abordar Rachel primeiro.
Infelizmente para Hailey Robertson. A pequena Cheerio, loira e caloura- claramente ansiosa para provar que ela tinha o que era necessário para ser uma vadia total, e portanto, encaixar-se no resto da equipe- foi a primeira a abrir a boca ameaçadoramente enquanto Rachel se movia pelo corredor (protegendo a pequena elevação no ventre), tentando escapar da saraivada verbal de assaltos que normalmente era sujeita.
“Ei, Treasure Tr-“ a garota foi imediatamente cortada, o ar tirado dela. Quinn a bateu com força contra os armários. Um olhar assustado atravessou o rosto de Hailey, mas logo foi substituído por um de confusão. “Que diabos, Quinn?”
“Cala a boca Robertson, e ouça ou que eu vou lhe dizer,” Quinn manteve uma mão firme no armário próximo à orelha de Hailey, mas virou o corpo para a multidão- queria deixar claro que era para todos, não apenas Hailey. Um casal de Cheerios ainda estava sussurrando por trás de suas mãos, ignorando o brilho mortal nos olhos de Quinn. Santana praticamente lançou-se elas, dizendo-lhes “Calem a boca e ouçam sua capitã, ou então vão ter que lidar comigo”, o que imediatamente fez com que suas atenções fossem para Quinn.
Quinn sorriu agradecida para Santana, que havia acabado de provar o que muitas pessoas não estavam cientes- Santana e Quinn eram melhores amigas, Santana estava em segundo no comando, e – não importava o quão confusa Santana estava sobre as ações de Quinn- faria o que Quinn precisava que ela fizesse.
“Agora que eu tenho sua atenção”, Quinn resmungou, voltando-se para Hailey. “Considere isso um aviso, para todos”, ela olhou ameaçadoramente em torno do corredor lotado e em silêncio. “Você irá ficar longe de Rachel Berry. Nada mais de xingamentos. Nada mais de slushies. Nada mais. Entendeu?” Hailey estava congelada de pavor, incapaz de responder. “Eu disse,” Quinn baixou a voz, o rosto a poucos centímetros de Hailey. “Entendeu?” Ela falou devagar, deliberadamente, cada grama de intimidação que havia cultivado em seus 16 anos de vida escorriam em suas palavras.
A menina assentiu.
Quinn sorriu docemente para ela. “Excelente”.
Quinn virou as costas para ela e começou a andar para fora do corredor. Santana e Brittany caíram em fila rapidamente atrás dele, seus dedos mínimos ligados- como de costume.
Assim que tinham contornado a esquina mais próxima e encontravam-se em uma área mais deserta, Quinn virou para enfrentar as amigas.
“Obrigado, Santana.”
“Não tem problema, Q.” Santana respondeu. Ela estava prestes a abrir a boca de novo, porque não havia nenhuma maneira de que ela deixaria Quinn fugir do que tinha acabado de acontecer sem obter alguma resposta para si mesma. Brittany, porém, foi mais rápida.
“Você está mal, não está, Q?” Brittany perguntou inocentemente, olhando Quinn diretamente os olhos. Quinn estava ligeiramente irritada- como a menina, que muitas vezes parecia “lenta” conseguia olhar para ela e fazer Quinn sentir como se estivesse com o coração na mão.
Santana virou- se para Brittany, a sobrancelha arqueada. “B... O que você está falando?”
“Sim, Britt”, respondeu Quinn- seu tom de questionamento absolutamente convincente, até mesmo para Santana, que ainda estava um pouco confusa. “O que você está falando?” ela virou-se de novo, preparando-se para andar para longe daquela conversa, mas a mão de Santana em seu pulso a impediu.
“Nuh uh, Fabray. De jeito nenhum. Fizemos- lhe uma pergunta. E eu acho que você sabe muito bem a resposta. Portanto, largue ela.” Santana poderia ficar muito na defensiva quando tratava sua “melhor amiga”, e Quinn sabia que teria que fornecer algum tipo de resposta para apaziguá-la.
Quinn suspirou profundamente e se voltou para Brittany. “Escute, Rachel está grávida, pelo amor de Deus. Você viu quantas slushies jogam nela? Você ouve o que as pessoas chamam ela, dia após dias? Estresse não é bom pra alguém que está grávida. Eu realmente não acho que qualquer uma de nós pode se dar ao luxo de ter a vida desse pequeno bebê em nossa consciência se lago inominável acontecer com Rachel por causa desse bullying todo.” Quinn deu uma pausa- ela achava notável que tinha sido capaz de pronunciar as últimas palavras, só o pensamento já fazendo seu estômago embrulhar. “Então, sim, eu acho que Rachel merece que estejamos lá para apoiá-la. Fim.”
“Isso não é tudo, Q,” Brittany respondeu conscientemente, até mesmo quando Quinn tentou protestar. “Mas eu entendo. Você pode nos dizer quando sentir vontade contar.”
Quinn amava suas melhores amigas, mas algumas coisas não haviam sido feitas para serem ditas em voz alta. Pelo menos, não ainda.
Notas finais
Mais uma vez, peço desculpas pela demora, e adianto que no próximo capítulo teremos uma interação Faberry, aguardem. Beijos.
Fale com o autor