If The Roles Were Reversed

3 Capítulo 3 - Into the Dark


Notas iniciais
Oi, leitores lindos ;)
Primeiro: Vou pedir desculpas, porque eu tinha dito que postaria o próximo capítulo na quinta-feira passada, e hoje é terça, então... Sorry.
Segundo: Obrigado pelos comentário, eu adorei todos eles.
Terceiro: Nesse capítulo ainda não tem muito Faberry,só um pouquinho, é mais como se fosse uma introdução da história. Nós realmente precisamos entender a Rachel e Quinn para poder apreciar. Por isso esses capítulos são importantes.
Quarto e último: Eu resolvi manter o nome dos pai da Rachel, como a autora original optou. As características citadas aqui, foram inspiradas na foto que a Rach estava olhando no seu armário no 01X01- Pilot.
Boa leitura.

Rachel lentamente fez seu caminho pela calçada até a porta da frente. O tempo estava mudando. Ela podia sentir a brisa em sua pele exposta, as gotas de chuva mal eram perceptíveis, mas falavam que uma tempestade se aproximava. Ela olhou para cima e notou que o céu estava escuro, sinistro. Um arrepio percorreu-a de leve, da cabeça aos pés, ela, então, passou para o calor agradável de sua casa.

Depositou as chaves levemente no prato que residia na mesa do corredor. Em seguida tirou o casaco e o pendurou no cabide atrás da porta. As luzes da casa estavam todas ligadas. “Desperdício de energia, enquanto não tem ninguém em casa. É absolutamente ridículo. Exijo que a última pessoa que deixe a casa apague as luzes,” Rachel tinha proclamado um dia depois de assistir a An Inconvenient True sozinha.

Sua primeira parada foi na cozinha. Ela levou alguns minutos enquanto preparava uma tigela de cereal, e, cuidadosamente, leva-la para a sala de estar. Enquanto comia, zapeou a tv a procura dos canais. Não havia bons filmes em Starz. Nada que valesse a pena ser assistido na HBO. Disney Channel produzia resultados infelizes. Dicovery Channel e canais de aprendizagem foram uma decepção. Rachel manteve-se disparando pelos canais e chegou à MTV. “16 and Pregnant”. Olhou duramente para a tela da grande televisão plana.

Ah, a ironia.

Mas ela estava paralisada. Realmente não estava olhando para algo que estava longe. O drama, a loucura, as circunstâncias... Rachel não estava olhando para frente. Como a escola no dia seguinte.

Ela percebeu que sua vida iria mudar- forte e rápido.

Apenas alguns meses atrás, ela estava ajudando Finn a cantar e subir a escala, no auditório, tentando levar adiante seu plano, estava certa que ele sentia alguma coisa por ela...

Pensando no beijo que tinha trocado, Rachel percebeu que talvez- apenas talvez- ela havia sido muito precipitada. Beijar Finn era realmente o caminho certo para conseguir tudo que queria? Ela percebeu o erro em sua antes perfeita lógica e suspirou.

Infelizmente, ninguém jamais iria querê-la agora. Ela era uma grávida de 16 anos, que carregava o bebê de uma estrela sem rosto do coral rival. Ninguém a queria antes, quando não estava grávida, de qualquer maneira. Não havia nenhuma razão para que as coisas fossem mudar agora.

A sala estava escura; o brilho da televisão, o calor do cobertor que ela havia colocado sobre si mesma, e os cereais contentes estabelecidos em seu estômago logo a induziram a uma grave sonolência. Pelo menos enquanto dormia, sua mente podia ficar em paz. Então, ela saudou calorosamente o abraço do sono, e deixou a escuridão na borda de sua visão a assumir.

Em pouco tempo, o som de seus pais retornando do trabalho a despertou. Rachel sentou-se sonolenta e dobrou o cobertor; levou seu prato sujo para a cozinha e colocou-o dentro da pia, antes de sair para o corredor e cumprimentar seus pais, enquanto eles largavam seus casacos, cachecóis e chaves.

“Oi papai, olá papai”, disse baixinho, um pequeno sorriso em seu rosto. Ela realmente amava seus pais.

“Olá, pumpkin”, seu pai, Brendon, respondeu, dando um passo à frente para beijar Rachel de leve na testa. Ele era um homem relativamente baixo- já que a própria Rachel era notavelmente pequena, este era claramente o seu pai, com quem ela compartilhava genes- com elegantes óculos, um rosto amigável, e cintilantes olhos castanhos que mantinham em suas profundezas a sabedoria que Rachel tinha invocado fortemente ao longo dos anos. Ele passou por Rachel e foi para a cozinha, provavelmente procurando uma opção prática em seu menu take-out para um jantar adequado.

“Olá, querida”, seu pai, Marcus, se aproximou de Rachel e passou os braços em torno dela. Automaticamente, ela colocou seus braços ao redor do pescoço de seu pai, e de repente ele a ergueu no ar, e a girou algumas vezes. Ele era facilmente, o homem “maior”, principalmente por sua estrutura física. Rachel sempre achou que a pele cor de chocolate escura, ficava deslumbrante em seu pai, quando eles davam as mãos ou andavam de braços dados em algum lugar. Ele também possuía um semblante simpático, mas Rachel sabia que havia uma ferocidade dentro dele que poderia causar medo nas pessoas. Um ano na Black Friday, Rachel tinha, literalmente, quase começado a chorar quando o jogo SingStar nova edição, foi tirada debaixo de seus nariz por uma mulher pouco intimidante no BestBuy. Infelizmente para essa senhora, os instintos de Marcus aguçaram, e tudo o que ele fez foi pôr-se em sua altura total, recolher o lábio superior ligeiramente, e arreganhar os dentes. Rachel estava em êxtase, porque, bem, funcionou. Ela poderia ter a aparência de Brendon, mas sua peculiar personalidade, foi igualmente herdada de cada um de seus pais.

Ela riu quando ele a colocou de volta no chão.

“O que você gostaria de jantar? Tive um dia realmente intenso no hospital hoje, e sinto como se pudesse comer um animal inteiro. Morrendo de fome!” Marcus exclamou, dramaticamente jogando as mãos para o ar.

Rachel deu uma risada baixa e abafada antes de ficar séria. “Eu realmente não tenho nenhuma preferência para hoje à noite. Apenas certifiquem-se de servir picles”. Com isso, ela se virou e seguiu Brendon para a cozinha, a fim de ler os menus, deixando Marcus coçando a cabeça e m espanto.

“Mas você detesta picles...” Ele murmurou sob uma respiração antes de sair de seu estado pensativo e depois seguir sua família para a cozinha também.

Uma refeição take-out deliciosa depois, os três Berrys estavam sentados em torno da mesa de jantar falando sobre seus respectivos dias. Brendon divertiu seu marido e filha pela maior parte da conversa, relatando sobre como um cliente saiu enfurecido da farmácia naquele dia.

“E então ele correu para fora das portas, gritando: ‘ Vejam, seu eu nunca lhes disse sobre minhas limitações com o Levitra. Nunca mais. Vocês não são bons vendedores de pílulas! ’ Foi fantástico. Todas as moças ficaram seriamente impressionadas.”

Marcus se inclinou de deu um beijo carinhoso na bochecha de Brendon. Quando se afastou, continuava a rir baixinho. Rachel havia permanecido excepcionalmente moderada ao longo do conto da Farmácia, e seus pais haviam notado.

“Rachel”, Brendon questionou. “Está tudo bem?”

Rachel estava se perguntando se talvez essa fosse a questão do dia. Para as últimas horas, a resposta era um sonoro NÃO! Ela certamente não estava bem. Ela estava grávida. Nem ao menos se lembrava de estar participando no ato que resultou na referida gravidez, pelo amor de Deus. O pai de seu bebê era uma “prostituta” do showboating, que logo concluiria os estudos e em questão de meses teria uma bolsa de estudos para a UCLA- e ele iria, e Rachel estaria sozinha. Com um bebê. Talvez.

Mas então ela olhou para os olhos amorosos de seus pais, e sabia, sem sombra de dúvida, que definitivamente não estaria sozinha- não importava qual fosse sua decisão sobre o bebê, não importava quais dificuldades ela enfrentaria nesses nove meses, em que a pequena criança crescendo dentro dela seria prioridade número um. Ela sabia que tudo ficaria bem.

Rachel Berry era uma grande Criadora de Discursos. Quando a família visitou para sua formatura no ensino fundamental, Rachel sentou-os ao redor da sala e fez um discurso de 30 minutos, que abordava temas tão amplos como o sistema educacional, as escolhas do estilo de vida vegetariano, e, claro, clássicos da Broadway. Ainda no ano passado, seus pais haviam renovado seus votos, e Rachel foi a primeira a fazer um brinde- cerca de uma dezena de pessoas haviam planejado falar, mas o discurso de Rachel durou tanto tempo que ela havia se tornado a única oradora. Ela tinha discursos planejados para a formatura do colegial, “Primeira vitória nas Sectionais, Regionais e Nacionais (assim como “New Directions vence o segundo e terceiro campeonato, em cada nível da competição”), bem como sua aceitação em várias faculdades (Julliard, Roosevelt, etc) E, claro, ela tinha seus discursos já escritos para seu primeiro Emmy, Oscar, Grammy e Globo de Ouro, respectivamente.

Então, quando Rachel abriu a boca e disse as palavras: “Eu estou grávida”, é quase desnecessário segui-la com: “e todos na mesa estavam completamente chocados que Rachel tinha conseguido transmitir a gravidade da situação em três palavras”.

É possível que o tempo tenha parado por um segundo. Rachel olhou de seu pai para seu papai e de volta, depois para o relógio para confirmar que, sim, o tempo de fato não estava parado.

“Pai? Papai?... Digam alguma coisa?”

Marcus estendeu a mão e agarrou uma das mãos de Rachel com seu ar autoritário.

“Rachel, querida, qual é o nome do garoto?” Rachel conhecia aquele tom. Naturalmente, Brendon o fazia sentir-se bem.

“Agora querido, pense nisso antes de ir fazer algo estúpido –“ Ele tentou aplacar seu marido, mas foi cortado com um olhar rápido de Marcus.

“Alguma coisa estúpida... Ah, não, ele não vai ser o ‘estúpido’. Será completamente o oposto. Agora”, ele virou-se para Rachel. “Qual o nome dele, querida?”

“Jesse St. James. Ele é o líder masculino do clube da Carmel High, Vocal Adrenaline. Papai, antes de você fazer qualquer coisa louca, eu só quero que você saiba... eu quero que você saiba que foi um erro. Fui com Beth e Amy das aulas de dança. Eu só... eu bebi. E uma coisa levou a outra, eu...” Ela fungou e começou a chorar baixinho. “Eu nem me lembro dele. Só lembro-me de acordar algumas horas depois. E eu fui embora.”

“St. James. Obrigada, querida”, disse Marcus, enquanto levantava-se rapidamente e ia pegar seu casaco no cabide atrás da porta. Ele voltou para a cozinha e se ajoelhou na frente de Rachel, tendo suas mãos na face da garota e forçando-a a olhar para frente. “Rachel, você é nosso bebê. Entendo o quão difícil deve ter sido para você nos dizer isso. Sabe que não estou bravo com você, e seu pai e eu, nós vamos estar com você, não importa o quê.” Nesse momento ele olhou amorosamente para Brendon, que apenas sorriu em resposta, em silêncio, acenando com a cabeça e alongando-se para acomodar um dos braços em volta dos ombros de Rachel protetoramente, dizendo em seguida: “Eu vou estar de volta mais tarde! Não esperem por mim, minhas senhoras. Um homem tem que fazer o que um homem tem que fazer.” Ele beijou Rachel nas bochechas e Brendon nos lábios antes de atingir sua pose muito masculina, pegar as chaves e sair de casa.

Brendon apertou os ombros de Rachel. “Bem, eu acho que ele ganhou pontos de herói nessa situação, não é? Você está desapontada por eu não tentar impedi-lo de vingar sua honra, pumpkin?”

Rachel riu docemente em meio ás lágrimas. “Oh, pai, vocês dois são incríveis. Claro que você ganha pontos de herói também. E eu não estou decepcionado. Agora podemos ir assistir Funny Girl, para que papai não tenha que reclamar sobre como é centésima vigésima segunda vez que assistimos!”

Brendon apenas beijou Rachel ternamente na testa antes de começar a limpar os pratos. Uma vez que a cozinha estava em ordem, eles foram para a sala de estar para começar o filme.

Rachel descobriu estar extremamente cansada. Ela deu um beijo de boa noite em seu pai (o outro pai ainda não estava em casa, para seu desgosto), e fez seu caminho para cima. Lavou o rosto. Terminou o restante do dever de casa que não havia conseguido concluir na sala de aula. Escovou os dentes. Escolheu uma roupa para vestir no dia seguinte, na escola. Então pegou uma roupa na expectativa de um ataque piegas. Finalmente caiu de cabeça na cama, exausta.

Apesar da exaustão, sentia uma sensação de felicidade. Ela sabia que as coisas seriam difíceis na escola, mas certamente como o sistema de apoio forte que ela tinha em casa, tudo ficaria bem... Certo? Seus pais tinham aceitado maravilhosamente bem. Ela só podia achar que isso seria suficiente para mantê-la bem. Com este último pensamento flutuando em sua cabeça e os sons suaves de Coltrane tocando através de seu IHome, Rachel adormeceu.

Rachel encontrou-se andando pelos corredores do McKinley. Ela se sentia envergonhada, mas não conseguia entender o porquê. Então, percebeu que estava nua. Ela tentou desesperadamente cobrir todas as suas “lady parts”, mas logo as vaias começaram.

Estava tudo tão silencioso antes- a calma antes de uma tempestade. Então a voz de uma garota aleatória a chamou, “Ei, Man Hands. Você esqueceu alguma coisa esta manhã?” Seus amigos riram em voz alta, violentamente, e bateram um high-five por sua “esperteza”.

Os insultos continuaram, “Treasure Trail” (embora, pensou Rachel, ela não tinha um), “Pregger”, “Tubbers”, etc. E as palavras de ódio foram seguidas pelo gelado e lamacento slushie. Estavam jogando em cada centímetro de sua pele exposta sem piedade. Quando começaram a jogar outras coisas nela- cadernos, borrachas, bolinhas de papel, sacos de ginástica- Rachel abandonou qualquer modesta pretensão, soltando a mão do peito para proteger a frágil elevação em seu estômago, que apenas recentemente tinha começado a fazer uma presença notável.

Ela tinha que protegê-lo.

De repente, Karofsky estava de pé em sua frente, olhando para Rachel com uma insanidade nos olhos que lágrimas começaram a brotar imediatamente, escorrendo pelo slushie antes arremessado, e misturando-se com a uva e cereja em sua pele. Ele rosnou para ela. Ele literalmente rosnou, agarrando-a pelos ombros e a empurrando para trás, batendo-a contra os armários mais próximos. Ela gritou com o impacto, a cabeça girando um pouco.

Karofsky se inclinou e falou, em voz alta e clara o suficiente para que cada pessoa no sonho de Rachel fosse capaz de ouvir, “Então, Berry, eu ouvi que você gosta de um bem forte? Bem, prepare-se para isso. Porque eu sou um homem de verdade, e vou lhe mostrar como homens de verdade gostam de foder.” Todos na sala riam. Eles riam, e o corpo de Rachel tremia de medo. Ela continua protegendo o estômago com o braço, ninando seu filho não nascido.

Karofsky começou a abrir suas calças. Olhar de Rachel apenas passou por David. Quinn Fabray estava no outro lado do corredor, e olhava diretamente nos olhos de Rachel. Ela não estava sorrindo ou rindo junto com o resto do corpo discente, com Karofsky preparando-se para fazer coisas inconfessáveis para o corpo de Rachel, mas ela não estava fazendo mais nada também.

Quinn apenas ficou lá, olhando nos olhos de Rachel.

Rachel acordou num átimo. Ela não se movia, quase não respirava. Foi o seu pior pesadelo. E Rachel estava aborrecida consigo mesma. Não por ter o pesadelo, mas pelo fato de que o pesadelo em si não foi destinado a Karofsky tê-la estuprado- foi o fato de que Quinn Fabray estava presente e não havia feito nada para ajuda-la.

Notas finais
O que acharam? Me contem nos reviews. Eu realmente gosto de lê-los,
Beijos e até o próximo.