If The Roles Were Reversed
4 Capítulo 4- Connect the Dots
Notas iniciais
Me desculpem pela demora da atualização, mas esse final de semana os parentes me acharam hahahaha. E tive que fazer um relatório de funcionários também, então estava bem corrido.
Esse capítulo tem Faberry *_* Quem está ansioso?
Boa leitura, espero que gostem. Ah, e uma pergunta para vocês nas notas finais.
Quinn endireitou-se na cama, um soluço engasgado escapou de sua garganta. Sua mente estava confusa. Seus pensamentos, uma bagunça. O que ela tinha acabado de ver? O que tinha acabado de fazer?
Ela estendeu as mãos para fora e sentiu a superfície macia de seu edredom, a suavidade de seu lençol, sua mesa de cabeceira, onde o despertador atualmente estava marcando “03h41min”. E apesar de todas essas garantias, Quinn ainda se sentia enjoada- como se tivesse que, absolutamente, confirmar que o que tinha acabado de testemunhar, não ocorrera de fato.
Ela sentou na cama, segurando os lençóis a sua volta. O sono não voltaria agora. Seu sonho tinha sido muito vívido. Havia deixado-a com falta de ar, mesmo agora. Quinn percebeu que estava chorando, quando os lençóis cerrados em suas mãos estavam encharcados de lágrimas.
“Recomponha-se, Fabray,” ela sibilou entre os dentes cerrados. E ainda assim, as lágrimas continuavam correndo.
A imagem mental de Karofsky jogando Rachel contra os armários ainda estava dramaticamente rodando seguidamente em sua cabeça. Rachel estava gritando, gritando para que alguém a ajudasse. Por todo o corredor, os alunos estavam rindo e apontando, fazendo com que Quinn quisesse socar todos eles no rosto. Ela sentia-se fisicamente doente, enquanto observava Rachel lutar inutilmente. Rachel até tentou chamar sua atenção- ela olhou diretamente nos olhos de Quinn e murmurou baixinho: “Por favor, Quinn”, e ela tinha ouvido as palavras como se tivessem sido ditas diretamente, em concha, na sua orelha.
Ela estava paralisada.
Não tinha nem certeza se era capaz de piscar, muito menos desviar o olhar ou, o mais importante, ajudar Rachel. Ela simplesmente não podia mover um músculo de seu corpo. Seu sonho era completamente idiota, aparentemente- incapaz de salvar uma donzela em perigo, quando ela tão claramente precisava de alguém.
Não que Rachel fosse geralmente, o que se poderia considerar uma “donzela em perigo”, mas ainda assim... Estava em apuros, e ela assistiu impotente, Quinn levantar-se e não fazer nada.
Quinn fechou os olhos com forças e balançou a cabeça para clarear a mente das imagens brutais que sua mente estava forçando-a testemunhar. Ela tinha que fugir disso. Como sempre fazia. Ela tinha uma imagem, tinha um conjunto de normas que foram impostas a ela- e iria manter esses padrões. Que tipo de Head Cheerio ela seria se deixasse um sonho afeta-la dessa maneira? E se as pessoas descobrissem? Não, ela teria que empurrar isso para o lado.
Embora ela pudesse, facilmente, reiterar para si, e outra vez, deixa-lo ir, não tinha certeza se conseguiria. Em vez disso, ela levantou-se e foi ao banheiro, tomar banho e se preparar para o início dos treinos matinais das Cheerios- Coach Sylvester obrigou todos a treinarem três vezes por semana as 05h00min, até que o troféu das Nacionais estivesse seguro em suas mãos. Quando estava pronta para sair de casa, ainda era 04h37min. Ela ainda tinha tempo de sobra, e podia dar-se ao luxo de alguns minutos de descanso, mas só estar em seus quarto já era suficiente para induzi-la ao “quase pânico”.
Quando chegou à escola, as luzes do estádio acenderam-se. Isso, Quinn pensou mal humorada, deve ser um sinal para que Coach Sylvester perceba que é muito cedo para “práticas matinais”. Quinn pegou sua bolsa de ginástica e foi diretamente para o estádio. Ela já estava vestida em seu costumeiro uniforme das Cheerios, pronta para ir. Jogou sua bolsa no chão ao lado de um dos bancos perto do campo e, em seguida, fez seu caminho para o topo das arquibancadas. Ela pegou o telefone, realmente não sabendo bem o que iria fazer com ele. Como se por vontade própria, seus dedos a levaram a lista de contatos, rolou para baixo até que a tela piscou com o “TUBBERS” destacando-se e letras maiúsculas. Quinn suspirou.
Em apenas alguns toques rápidos, Quinn tinha copiado o número de Rachel e entrou com os úteis dígitos *67 na frente dele- ela nunca saberia quem estava ligando nesse improvável horário. Era uma prova completa. Quinn poderia obter a garantia que precisava de que Rachel estava bem- ela provavelmente estava apenas dormindo em sua cama, na segurança de sua casa, intacta e ilesa.
Quinn pressionou o ícone de chamada.
A linha tocou uma, duas, três vezes, e uma última vez antes do correio de voz de Rachel responder. Em um estado de pânico leve agora, Quinn cancelou a chamada. Ela provavelmente estava dormindo e não conseguiu chegar a tempo no telefone, Quinn tentou se convencer. Certamente era isso. Ela apenas não tinha ouvido o toque de seu telefone. Talvez estivesse no modo silencioso, para preservar seu sono de beleza- e, pelo amor de Deus, a menina estava grávida e precisava de descanso, tanto quanto ela poderia obter.
Independente disso, ela pressionou o ícone de chamada novamente.
Tocou uma vez, duas vezes, três – e depois um segundo, uma voz sonoramente cansada respondeu dizendo: “Alô?”- Quinn literalmente suspirou, o alívio percorreu todo seu corpo. Ela mordeu o lábio para conter o som do ar deixando seus lábios, então Rachel não poderia ouvi-la. “Olá? Hã... Tem alguém aí?” Os olhos de Quinn vibraram com as lágrimas, espontâneas e indesejadas, vazando de baixo de suas pálpebras. “Bem, talvez você tenha discado o número errado, sinto muito”, e Quinn estava certa de que Rachel estava prestes a desligar. O que era bom para ela.
Mas então, Coach Sylvester falou através do sistema de rádio do estádio de campo- que ela usava durante suas práticas, a fim de inspirar o terror nas Cheerio, com melhores efeitos.
“Vocês acham que começar a praticar ás cinco da manhã é difícil? Tentem assistir uma produção de escola elementar de ‘Hair’! Isso é difícil” Agora deem cinco voltas!”
Quinn não conseguiu terminar a ligação rápido o suficiente. Tinha certeza que Rachel tinha ouvido alguma coisa, e era que seria o bastante para informar a Rachel que a pessoa misteriosa soprando em seu telefone às cinco da manhã, era uma Cheerio. Quinn podia fazer piadas sobre a inteligência de Rachel, mas sabia que a garota era bastante acentuada. Exceto em cálculo- Berry estava seriamente ruim em matemática.
Quinn rapidamente desceu as arquibancadas, valentemente tentando ignorar o fato de que ela, mais uma vez, reforçava a ideia na cabeça, de que sabia muito, muito sobre Rachel Berry.
~QR~
Era 8h00 em ponto quando Rachel atravessou as portas do McKinley. Quando começou a andar pelo corredor até seu armário, sua cabeça estava erguida. Ela passou por várias pessoas em pé ao seu redor conversando amigavelmente, passando aparentemente despercebida. Mas então, começaram os sussurros.
Rachel Berry estava acostumada a ser motivo de fofocas. Ela havia muitas vezes sido chamada de nomes. Sofreu com o slushie lamacento desde que entrou no ensino médio. Mas esses sussurros que a seguiam por toda a parte, isto era novo. Era algo diferente.
Sua cabeça afundou mais e mais até que o queixo estava praticamente descansando contra seu peito. Independentemente disso, quando algum atleta burro correu para ela, batendo todos os livros em seus braços, ela não podia evitar, mas achava que ele poderia pelo menos prestar um pouco de atenção para não causar-lhe lesões corporais potenciais.
Ela se inclinou para recuperar seus livros antes que todos eles fossem pisoteados pelos alunos que começavam a ir para aula. Outra mão entrou em seu ponto de visão, e a cabeça de Rachel levantou-se para olhar o rosto de ninguém menos que Tina.
Rachel deu a outra menina um pequeno sorriso, tentando convencer-se de que ela não estava realmente surpresa que sua conversa com Tina no dia anterior não havia sido uma farsa total. Tina sorriu de volta. As duas meninas compartilhavam sua primeira aula do dia juntas, então caminharam- ombro a ombro- para o período de história.
A poucos metros de distância, Quinn Fabray observava a interação entre Rachel e Tina. Pelo menos alguém está lá para ela, Quinn pensou. Ela voltou para seu armário e pegou o telefone. Rapidamente, rolou a barra através de seus contatos para aquele que realmente queria. Quinn apagou “TUBBERS” e escreveu “Rachel Berry”.
~QR~
O fim do dia veio lentamente para Rachel. Em cada esquina durante todo o dia, ela estava esperando levar um slushie em cheio no rosto. Em cada sala de aula, o sussurro continuava. Mantenha a cabeça erguida, ela continuava dizendo a si mesma. É uma prática excelente para quando você for uma estrela, e todo mundo estará falando sobre sua vida pessoal. Você precisa acostumar-se com isso agora, vai facilitar as coisas no futuro. Mas não importava o que ela dissesse a si mesma, ela não conseguia manter sua cabeça erguida tão alto quanto antes. Muitas vezes se viu colocando a mão suavemente sobre o estômago, onde uma elevação já estava se formando- uma saliência que, ao menos que você estivesse procurando, ou fosse intimamente familiarizado com o corpo de Rachel, nunca encontraria por si mesmo. Dava-lhe um senso de propósito, uma força que ela estava feliz por ter encontrado.
Depois da escola, o ensaio do Glee era uma diversão bem-vinda para Rachel. Ela realmente tinha sentido falta de cantar com todo mundo no dia anterior. De todas as suas atividades extracurriculares, era fácil ver que Glee era a favorita de Rachel. Então, quando entrou na sala do coral, Mr. Schuester a saudou calorosamente, e imediatamente entregou à Rachel a folha de uma música nova- em que ela seria destacada fortemente- um dos primeiros sorrisos verdadeiros que ela tinha mostrado durante o dia, manifestou-se em seu rosto.
“Excelente escolha de canção, Mr. Schue. Esta é uma balada fantástica, e adapta-se a minha voz muito bem”.
“Estou feliz que você ache isso, Rachel,” Mr. Schue respondeu. “Vai ser um dueto com Finn.”
Com isso, Rachel parecia um pouco duvidosa- mas recuperou-se rapidamente. “Ótimo”, ela sorriu.
Não tão ótimo, pensou. Fazia algum tempo desde que ela tinha tentado qualquer flerte com Finn, e ela conseguiu- em grande medida- evitar cantar ou interagir com ele de qualquer maneira desde então. E agora estava sendo jogada em uma música muito emocional com ele como seu parceiro. Fantástico.
Todos os outros integrantes do coral foram chegando aos pouco, tomando seus lugares e olhando para a partitura.
“Tudo bem, vamos começar”, Mr. Schue anunciou animado, depois que todos pareciam conformados com o arranjo. Rachel deu um passo adiante, com Finn logo atrás. Rachel percebeu o olhar vivaz que Quinn lançou quando Finn se aproximou de Rachel- talvez um pouco perto demais. Rachel percebeu que ele estava definitivamente, perto demais para o gosto de Quinn, mas o que Quinn não sabia era que ele estava perto demais para o gosto de Rachel também.
Eles começaram a cantar, e Finn estava claramente criando uma coreografia com as próprias mãos- algo que Rachel o aconselharia a não tentar no futuro.
Finn estava agarrado às mãos de Rachel puxando-a para perto dele, tocando seu rosto- Rachel afastou-se, uma e outra vez. Mr. Schue realmente parecia satisfeito com todo o “ato”. Aparentemente, tudo parecia teatral e era, portanto, aceitável.
Rachel encarou os olhos de Quinn uma vez, e a tristeza brilhando dentro deles era suficiente para Rachel não querer encara-la novamente durante o desempenho.
Após os ensaios do coral, Rachel fez seu caminho para seu armário. Ela teria que levar alguns livros para o trabalho de história, que deveria ser entregue em breve. Quando Rachel estava no meio do processo de fechar o armário, alguém achou necessário espancar a porta para terminar o serviço. Ela virou e deparou-se com o olhar ameaçador de Quinn Fabray- Quinn Fabray no modo HBIC.
“Escute aqui, Rachel, e escute bem. Você e eu estamos prestes a ter uma conversinha. Você está tendo o bebê de alguém perdido por aí, então não se atire em Finn. Estou pedindo da maneira mais gentil que posso. Deixe. Ele. Em Paz. Se você tem sentimentos por ele, ou apenas quer causar minha fúria, você tem que parar. Não está tudo bem, Rachel. Você o beijou.” Seu olhar vacilou em Rachel momentaneamente. “Não está bem.” A fachada de Quinn pareceu desaparecer no final, e Rachel obviamente notou. Ela percebeu, e estava com medo de que, simultaneamente, Quinn sabia sobre o beijo.
“Você está certa”, respondeu ela, com um pouco de medo na voz. “Eu tive segundas intenções românticas com Finn.” Se você soubesse minhas motivações reais, ela acrescentou mentalmente. “Mas eu nem sequer tentei procura-lo, fora do coral, por semanas. Você sabe sobre o beijo... E por isso, eu estou sinceramente arrependida. Gostaria de tentar explicar, mas tenho medo de que nunca haverá palavras ou desculpas suficientes para isso.” Ela parou e suspirou profundamente, baixando os olhos. “Eu estou contente por você vir em busca de nossas indiscrições. Você merece... Você merece ser feliz.” Quinn observou as lágrimas começaram a brilhar nos olhos de Rachel, e uma onda de grave confusão caiu sobre ela. “Mais uma vez, desculpo-me por minhas ações passadas. Espero que tenha uma boa tarde, Quinn.”
Rachel se afastou de Quinn e seguiu na direção do estacionamento. Um pequeno sorriso começou a enfeitar suas feições e seu único pensamento era “Ela me chamou de Rachel...”
Notas finais
Então, a pergunta: Eu estou com vontade de começar outra tradução. É, podem me chamar de louca, mas essa ideia não sai da minha cabeça faz duas semanas. Essa história aqui tem cinquenta capítulos, e é um bom número. Vou começar uma tradução em breve com a linda littleJ, que também tem um número significativo de capítulos. Mas eu realmente não consigo parar de pensar nisso. E preciso da ajuda de vocês.
Estou dividida em duas histórias que li recentemente, e não as encontrei traduzidas aqui no Nyah. São elas "Deus Ex Machina" escrita por A.Kline, e "I Can See For Miles" da incrível Ells Bells. Ambas são muito boas, mas gostaria que vocês escolhessem uma delas. Seria ótimo.
É claro que eu não vou posta-la agora. Provavelmente daqui as um ou dois meses (talvez menos), já que quero estar no mínimo no capítulo 15 de "If Roles Were Reversed". E ambas as opções tem em média 10/15 capítulos, então está tranquilo.
Bem, era isso. Adoraria se vocês escolhessem alguma que tenham curiosidade em ler. Ficarei feliz em traduzir qualquer uma delas. Ah, e se não quiserem ler nenhuma, não tem problema também. Eu entendo kkkkkkk.
Beijos.
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