If I could find a way
34 34 - Witch Fight
Notas iniciais
– Hey sis — Zelena estava sentada no sofá da sala da mansão Mills quando Regina chegou do Granny's aquela noite.
– O que está fazendo aqui? — Regina larga a bolsa na mesinha e fica apoiada na porta, a uma distância segura da bruxa.
– Vim lhe fazer um convite. — Ela estava com uma taça pequena na mão e nela continha licor. Zelena da um gole antes de continuar a falar — O que acha de terminarmos nossas desavenças de uma vez por todas?
– Oh? — Regina parecia surpresa, mas disfarçou com um sarcasmo na voz — Então vamos mandar ver aqui mesmo? Agora?
– Ah, não. — Zelena se levantou e olhou em volta, caminhando e tocando os enfeites de porcelana em cima da lareira e mas mesinhas — Seria uma pena destruir tudo isso, afinal, tudo será meu depois que eu te derrotar. — Ela sorri cinicamente.
– E o que te faz pensar que vai me derrotar, verdinha? — Regina retribui o sorriso no mesmo estado de espírito.
– Ah, você ainda não sabe? — A medida que Zelena se aproximava o sorriso vai sumindo, até chegar bem próxima a prefeita e completar o que estava dizendo — Só magia branca pode me derrotar e a sua é preta como sua alma. — Ela sorri vitoriosa por fim e da as costas para Regina novamente, olhando em volta, abrindo as gavetas e bisbilhotando a casa.
Regina se sentiu aliviada por Zelena não ver seu desespero ao ouvir aquelas palavras. O controle emocional foi suficiente até a Bruxa Má do Oeste virar as costas e então: pânico. "Como a derrotarei agora?" "Tudo bem Regina, você está ferrada, só não deixe ela perceber isso".
– E então, já tem hora e local para essa grande briga? — Regina consegue por fim controlar as emoções e falar.
– Claro. Amanhã a noite, 20h. Rua principal, na frente da torre do relógio — Zelena se aproxima de Regina e sussurra — E sis... Se não aparecer, matarei um por um dos seus "amados habitantes" — Ela faz as aspas com os dedos — dessa cidadezinha, começando pelo doce Roland. — Zelena sorri, aproveitando o momento e vendo a raiva subir a mente de Regina. A prefeita então pega um faca que estava na mesinha ao seu lado e atira na ruiva, mas esta desaparece em uma fumaça verde e a faca acaba presa no quadro logo atrás, estragando a tela.
Quando Regina vira para trás, na mesa onde pegou a faca tinha um bilhete, ela abriu e leu:
"Sis não se preocupe, criarei o evento no facebook"
E foi como se ela conseguisse escutar aquela risada demoníaca ao terminar de ler o papel. Uma bola de fogo se fez em sua mão e o bilhete, poucos segundos depois, não passava de uma pilha de cinzas no chão.
Subiu as escadas correndo, não valia a pena perder tempo. Entrou em uma peça da casa onde os móveis eram todos de madeira. Encostado na parede havia estantes repletas de livros, alguns velhos, outros novos, de várias cores e tamanhos, o que dava um contraste bonito nas prateleiras. No espaço vazio nas paredes havia alguns quadros que davam uma quebrada na seriedade do ambiente. Duas mesas, uma ao norte do cômodo, outra ao sul. Uma carregava um computador novo e moderno e uma luminária ao lado. Na outra, uma pilha de papéis, possivelmente algum trabalho da prefeitura que Regina não conseguia terminar a tempo e trazia para casa. Havia também um recipiente retangular transparente de plástico que continha várias canetas e lápis.
Regina olhou as várias prateleiras que aquelas estantes possuíam e não sabia por onde começar.
– O que estou procurando? — Falou consigo mesma. — Hmmmm.
Ela passou o dedo pelos livros lendo os títulos e então achou um exemplar pequeno e grosso, uma capa dura avermelhada com detalhes dourados. Não era muito novo nem muito velho, as páginas estavam começando a ficar amareladas e ainda não tinha cheiro de mofo. Ela folheou o livro até chegar ao capítulo "Magia Branca x Magia Negra", era exatamente esse que ela queria. Começou a ler, mas não dizia nada que pudesse ajudar, só falava nas diferenças, mas não em como passar de uma para a outra. Fechou e jogou atrás de si, não se importando onde o livro cairia ou se iria amassar, o tempo era curto pra se pensar em arrumar tudo bonitinho e perfeitinho como estava antes e não podia botar na prateleira novamente, ela podia se confundir e acabar lendo a mesma coisa, a fazendo gastar mais tempo.
Os próximos dez livros que pegou, acabou fazendo a mesma coisa. Não havia nada útil ali. Olhou em volta e a pilha de livros jogados no chão crescia. Ela já havia lido tudo que tinha ali sobre magia, o resto dos livros eram desse mundo. Mas então olhou mais uma vez para a prateleira, lá no alto e viu: O livro de feitiços da sua mãe. Ela o pegou, o livro era pequeno, não muito grosso, sua capa era escura e tinha alguns detalhes em dourado. Uma pedra de rubi no centro da capa é que fazia toda a diferença. Regina folheou cuidadosamente as páginas, mas ali também não havia nada, pelo menos nada de magia branca. O colocou de volta e então saiu da biblioteca.
Ao chegar à loja de Gold, Regina encontro Belle encostada no balcão lendo um livro.
– Belle, preciso falar com Rumple. — Regina entra na loja determinada e apressada, quase gritando.
– Olá Regina. Ele não está.
– Eu preciso de algo para derrotar Zelena hoje a noite.
– Ah, eu fiquei sabendo que vocês irão duelar.
– Sim sim. Você tem algo pra mim?
– Tenho uma informação, mas não sei se ajudará em algo.
– Qualquer coisa — Regina estava aflita e impaciente, e naquele momento quase suplicou a Belle que lhe desse uma ajuda, algo em que ela pudesse ver uma luz no fim do túnel.
– Pelo que sei, só magia branca pode derrotar ela...
– Sim, isso eu já sei.
– Ok, mas você sabe que todo poder dela está concentrado no colar que ela carrega sempre? Aquela joia é onde fica guardada a magia dela, portanto se você... — Regina interrompe
– Se eu tirar a joia dela, ela não poderá se defender.
– Isso mesmo.
– Obrigada Belle. — Regina estende a mão e toca a da moça, que retribui o aperto.
A noite chega e com ela um mistura de ansiedade, nervosismo e medo. 20h, todos da cidade já estavam na rua principal à espera do duelo e então uma fumaça verde aparece do nada e aos poucos, enquanto a fumaça vai sumindo, a silhueta de uma mulher vai sendo formada... Zelena.
A bruxa estava impaciente, Regina não tinha aparecido ainda. 20:05h
– Bom, eu avisei a ela – Zelena fala mais pra si mesma do que para a plateia ao seu redor.
Zelena olha mais uma vez para os lados e nenhum sinal da irmã, estava na hora de cumprir o que foi prometido. Roland estava logo ali do lado, abraçado em Robin e esse estava com suas flechas apontadas para o coração da bruxa. Ela então paralisa Robin com um movimento da mão esquerda e com a direita começa a sufocar o garotinho, o levantando cada vez mais. Roland não sabia se estava com mais medo da altura ou de não poder respirar.
– LARGUE ELE ZELENA! – Gritou Regina enquanto se aproximava. Zelena imediatamente largou o menino e liberou Robin da paralisia, e o garotinho acabou caindo em cima do pai bem a tempo. – Isso é entre você e eu. – Regina se aproximava cada vez mais dela.
– Achei que não iria aparecer.
– Não podia deixar minha irmã se safar tão facilmente
– Ah, finalmente me aceitou como parte da família?
– Aceitei que nós compartilhamos uma mãe, sim. Mas ainda tenho uma pergunta: O que eu te fiz?
– Não é obvio? Você nasceu. – Zelena e Regina estavam cara a cara, centímetros uma da outra, espaço suficiente para a Bruxa Má do Oeste sentir a mão pesada da Rainha Má batendo forte em seu rosto.
– Esperei o dia todo pra fazer isso. – Se vangloriou a prefeita enquanto via a outra tocar o lábio agora cheio de sangue.
As duas se encararam por mais alguns segundos até que Zelena quebra o silencio:
– Ele devia ter me escolhido.
– Quem?
– Rumplestilskin! Eu devia ter lançado a maldição dele!
– É disso que se trata? Você está com inveja de mim? – Regina ironiza o que deixa a outra ainda mais irritada.
Regina, ainda rindo da inveja da irmã, olha pra cima e vê o semáforo ela levanta a mão, puxa pra baixo e atira em direção de Zelena, como se realmente tivesse segurando o objeto. Mas não estava, tudo era movido a mágica. Zelena balança a mão e empurra o semáforo para longe antes que a atingisse. Algumas pessoas que estavam na volta assistindo tiveram que desviar para não serem atingidas.
– Você tem tudo que eu sempre quis e nem ao menos merece! – Grita Zelena, sua pele clara estava vermelha agora devido à raiva. – Mas eu vou tirar TUDO de você – E como se tivesse empurrando a morena, Zelena empurra as mãos para frente fazendo com que Regina seja arremessada em cima de um carro, um miata azul de um dos anões.
Regina se levanta com dificuldade, quando foi jogava acabou caindo de barriga para baixo, mas sua sorte foi que não bateu a cabeça. As pessoas ali na volta estavam apreensivas, Snow abraçou David assim que viu Regina ser jogada longe, ela não queria que nada de mal acontecesse com a madrasta, agora mais recentemente, amiga.
A Rainha Má começa a caminhar em direção a Zelena novamente, passos apressados e uma raiva fora do comum. Uma bola de fogo começa a se formar em sua mão direita, mas na hora que ia arremessar Zelena a apagou. A ruiva faz o mesmo que fez com Roland minutos atrás, começa a sufocar Regina e a levanta, a jogando na torre do relógio em seguida.
Todos ficam assustados, aterrorizados com o movimento da bruxa. O relógio foi quebrado por inteiro e lá dentro Regina acabou batendo nas barras de ferro que servem como corrimão ao aterrissar e seu corpo todo doía. Levantar era uma tarefa difícil, mas ela achou um jeito de ficar sentada. Com uma fumaça verde Zelena aparece do lado da irmã. Ela começa a sufocar Regina novamente, mas a prefeita já não tinha mais forças para lutar então começou a se deixar levar e deixar que Zelena acabasse com ela de uma vez.
Lá de baixo, todos assistiam horrorizados com a cena. Zelena apertava cada vez mais a mão, fazendo o pescoço de Regina se fechar e o ar não passar. A ruiva a levava cada vez mais em direção a ponta do relógio, onde pretendia atirar Regina dali. Roland via tudo e estava morrendo de medo, ele não queria que Regina morresse.
– VOCÊ É BOA REGINA, EU SEI QUE É! NÃO DEIXA ELA TE MACHUCAR! EU TE AMO! – Roland gritava sem parar na esperança que Regina escutasse.
E ela ouviu. Regina abriu os olhos e sentiu um poder diferente percorrer seu corpo, uma luz branca agora saia de suas mãos. Zelena não conseguia acreditar no que estava vendo, a magia de Regina era negra, como de uma hora para outra ela possuiu magia branca? Zelena vai colocando ela no chão novamente. Regina com um simples impulso jogou a bruxa contra as barras de ferro.
– O que você está fazendo? – A voz de Zelena sai fraca e tremula.
– Mudando! – Regina sorria e se aproximava lentamente, mas Zelena não deixou passar em vão e a puxou também, e enquanto Regina batia mais uma vez nos ferros, Zelena se levantou e ficou de frente para a irmã, colocando sua mão inteira dentro do peito de Regina a procura do coração. Mas não achou. Tentou outra vez. Nada.
– Onde está? – Zelena gritava com Regina
– Nossa mãe me ensinou algo: Nunca leve seu coração para briga de bruxas. Algo que você saberia se ela não tivesse te abandonado – palavras de pura ironia saíram da boca de Regina enquanto ela provocava a irmã e então ela pega a pedra preciosa no colar de Zelena e a puxa, e toda a energia mágica de Zelena começava a sair de seu corpo em direção a pedra verde e ela estava ficando fraca. Regina, com um impulso mágico empurra Zelena contra a parede, onde esta bate forte e cai desmaiada. Regina olha a joia na sua mão e depois olha para Zelena e então um sorriso vitorioso se forma entre seus lábios vermelhos.
Fale com o autor