If I could find a way

33 33 - Probably the end


Notas iniciais
Amo vocês pessoal. hahaha Só queria deixar claro que vocês são de mais. Obrigada pelos comentários lindos e pelo apoio de vocês mesmo quando eu demoro anoooos pra postar

Regina chega ao quarto e bate a porta com força, fazendo um estrondoso som que ecou pela casa inteira. “Como ele pode trazer ela pra minha casa?” Ela vai caminhando em direção ao closet e pega sua camisola bordô de seda e a joga na cama. Robin abre a porta cuidadosamente e entra enquanto Regina está tirando a blusa.

– Parece bem, Madame Prefeita – Ele tenta descontrair o ambiente e fecha a porta atrás de si e com passos pequenos e lentos se aproxima do outro lado na cama.

– Como ousa? – Regina estava só de sutiã e então começou a tirar a calça – Até onde me lembro, mandei vocês saírem da minha casa.

– Você está usando a lingerie preta que eu gosto.

– É uma pena que não vá usufruir dela hoje. Agora saia! – Regina coloca a camisola e o robe de seda por cima.

– Mas Regina, me deixa explicar... – Robin tenta se aproximar.

– NÃO OUSE FALAR NADA! – Regina grita e estica as mãos, fazendo uma onda de poder sair e Robin é empurrado em direção à porta. Mas ele insiste, tentando se aproximar novamente. – MANDEI SAIIIIIIIR! – Ela grita novamente, e dessa vez não o empurra gentilmente, ela abre a porta e o arremessa bruscamente, o fazendo bater forte na parede do corredor e então ela fecha a porta, o deixando do lado de fora.

Regina tentou não se estressar, tentou não deixar o ciúme percorrer suas veias ou o ódio chegar até a cabeça, mas assim que deitou na cama e tentou dormir a única coisa que pensava era se Robin teria feito amor com a oriental em seu sofá ou talvez até em sua cama. Ela se virou de lado e ficou olhando para o travesseiro do Robin e uma lágrima escorreu pelo seu olho esquerdo, mesmo contra sua vontade a lágrima saiu. Ela rapidamente passa a mão pelo olho e bochecha, onde a gota percorreu e decide que seria forte. Após alguns minutos e muitos pensamentos tomarem sua mente ela consegue finalmente dormir.

Após algumas horas Regina acorda, coloca seu robe e desce indo em direção a cozinha. Assim que chega ao cômodo, vê que está tudo perfeitamente limpo além de ter um café da manhã preparado em cima da mesa.

– Está se sentindo culpado Robin? – Ela não o via, ele não estava na cozinha, mas sabia que ele estava na casa e que ele a ouviria. Após alguns segundos ele aparece na porta da cozinha.

– Eu só quero conversar com você. – Ele olha para Regina, estava linda, mas ele resolve não se aproximar, pois suas costas ainda doíam da ultima tentativa.

– Não temos o que conversar – A voz dela era tão fria quanto à neve. Regina pega uma xícara e o bule e se serve um pouco de café, encostando-se ao balcão da pia em seguida, dando um gole no café ainda quente e olhando fixamente, de um jeito nada amigável para Robin.

– Eu posso explicar o que estava acontecendo.

– Explique, mas é bom ser bem convincente. BEM convincente mesmo. – Ela permanecia firme e sua voz continuava fria.

– Eu pedi para ela cuidar de Roland enquanto íamos lá falar com o Gold. Quando cheguei, Roland estava dormindo e ela estava tentando descobrir como a televisão funcionava.

– E você a ajudou, claro, que moço bonzinho. – Ironiza ela, dando outro gole do café.

– Regina, por favor. – Seu olhar implorou para que ela não fizesse aquilo e então continuou – Somos grandes amigos, ela faz parte do bando. Ficamos conversando, só isso. Só conversando.

– Ah, claro que são. Amigos né? Conversando? Sei, sei. – Ela sorriu irônica e debochada.

– REGINAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA – Roland desce as escadas, feliz e empolgado com seu pijaminha de carrinhos. Ele se aproxima da morena e tenta pular no seu colo.

– Bom dia meu amor – Sua voz passou da frieza para o carinho. Ela soltou a xícara de café no balcão e tomou o menininho de olhos castanhos e meigos no colo. – Como foi sua noite? – Ela da um beijo de bom dia na bochecha de Roland e alisa seus cabelos.

– Foi boa, tia Mulan ficou aqui comigo.

– Ah, Mulan. – Ela olha para Robin enquanto fala. – Então esse é o nome dela? Mulan? – Ela acena levemente a cabeça positivamente, como se quisesse guardar na memória o nome da mulher.

– Regina, escuta... – Robin tenta, mas é impedido pela mão dela que fazia um sinal de “pare”.

– Eu tenho que ir atrás da Zelena. – Ela então faz uma voz manhosa para falar com o menininho em seu colo – Você mocinho... – Ela cutuca a barriga do pequeno, brincando com ele – Tem que se arrumar para ir a escola não é? – Ela o coloca no chão e ele sobe correndo para se arrumar.

– O que vai fazer quanto a Henry? – Robin tenta mudar de assunto, mas se sentia inseguro quanto a isso.

– Irei acha-lo – Ela toma o ultimo gole do café e coloca a xícara na pia, indo em seguida em direção as escadas e quando passa por Robin ele a segura pelo braço, mas por precaução resolve não aproximar muito seus corpos. A respiração de Regina permaneceu intacta, ele viu que não provocou efeito nenhum na mulher e então percebeu que dessa vez ele estragou tudo. Ele abriu a boca para falar algo, mas nada saiu, a situação estava péssima e então soltou o braço dela. Regina o olhava ansiosa, implorante que ele falasse algo que mudasse sua opinião e ela pudesse esquecer tudo e pular em seu colo, mas ele não fez e a soltou como um perdedor.

Regina sobe as escadas em direção ao quarto e Robin fica ali, parado na porta da cozinha tentando acreditar na reviravolta que sua vida deu em uma única noite. Cabisbaixo ele pensou em todas as coisas que poderia ter falado para ela segundos antes, pensou que poderia mais uma vez ter quebrado as barreiras dela e a beijado apaixonadamente, mas ele não fez. Ele não fez nada. Ele viu naquele momento que não era o herói que pensava, na verdade ele não passava de um perdedor. Como salvaria a vida dos outros se nem ao menos consegue salvar a sua?

O coração da Rainha estava em pedaços. “Mais uma vez” pensou ela. Por que ela se dava ao trabalho de tentar um final feliz? “Vilões não tem finais felizes” a frase de Greg ecoava em sua mente, várias e várias vezes. Roland entra sorridente no quarto principal e percebe que a prefeita não estava nada bem. Regina estava sentada na ponta da cama com a cabeça baixa quando sentiu os bracinhos macios e delicados da alegria da casa a abraçar. “O pior de tudo é que perderei você” pensou ela enquanto tomava o pequeno no colo e o abraçava fortemente.

– Regina... Eu não consigo respirar – Falou o menininho com dificuldade.

– Oh, me desculpe – Ela o solta e sorri.

– Você e meu pai brigaram de novo? – Roland passa a mão na lágrima que escorria na bochecha direita da prefeita.

– O que? Você nos ouviu?

– Não, é só que... Você só chora quando briga com meu pai. – Roland abraça forte Regina e por alguns segundos ela sente todo o peso e a tristeza irem embora até ouvir a voz de Robin chamando o filho e ele se desvencilhar de seus braços, e a sensação de que ele está partindo é mais forte que nunca.

À noite, Regina chega ao Granny’s Dinner e vê Snow, Charming, Robin e Roland sentados em uma das mesas grandes do fundo.

– Regina! – Snow acenou para a morena logo que esta entrou no restaurante, assistiu Regina se aproximar e logo que estava perto o suficiente da mesa Snow continua – Robin disse que você talvez não viesse.

– Ele disse né? – Ela olha fixamente para Robin com uma expressão não muito agradável e logo após sentou-se no único lugar disponível, entre ele e a Snow e colocou a bolsa no chão ao seu lado.

Eles conversavam animadamente apesar de Regina nunca responder a Robin, nem mesmo os olhares. Snow e Charming perceberam que havia algo errado com o casal de amigos, mas tentaram ao máximo manter a conversa estimulante para que nenhuma tragédia acontecesse ali. Mas por mais que tentassem evitar, aparentemente a tragédia os perseguia: Hook se aproximou da mesa e parou ao lado de Regina.

– Escuta aqui Hook... – Snow entrou na defensiva, temendo que algo acontecesse ali.

– Não se preocupe, só vim aqui para me desculpar pelo meu comportamento daquela noite. – Hook olha para Robin e então para Regina e continuou – Não fui o cavalheiro que deveria ter sido majestade, e peço que me perdoe. – Ele se abaixa e pega a mão da Rainha, dando-lhe um beijo em seguida.

Robin o olhava de canto, punhos fechados e preparado psicologicamente para o caso de ele tentar alguma gracinha.

– Tudo bem Hook, você tem sorte que eu mudei – Regina sorri encantadoramente e o mesmo faz o pirata e logo após se afasta, saindo do restaurante.

– Que cretino! Ainda teve a coragem de vir aqui. – Robin estava zangado.

– Ah, que isso Robin. Ele veio somente pedir perdão, ele estava bêbado – Inocentemente Snow tentou acalmar os nervos das pessoas naquela mesa.

– E você – Ele olha em direção a Regina com chamas nos olhos – Toda derretida pelo namoradinho.

– Está com ciúmes, querido? – A voz da Rainha era pura ironia.

– Deveria? – Provoca Robin.

– Não se preocupe – Ela se aproxima dele e sussurra – Tem a Mulan pra te consolar. – E então ela levanta da mesa, pegando a bolsa e indo embora.

Notas finais
Aos que aguentaram firme e fortes esse capítulo chato até o fim: Medalha de ouro pra vocês. Mas prometo que as coisas a partir de agora melhorarão e eu sinto em dizer que a fic está indo rumo ao the end.