If I could find a way
32 32 - Memory Potion
Notas iniciais
– HENRYYYYYYYYYY!
Regina acorda assustada, se senta na cama ofegante, molhada de suor. Robin acorda devido ao grito dela e se senta ao seu lado da cama, alisando as costas da morena.
– Regina, você está bem? – Robin pergunta enquanto assiste a mulher recuperar o fôlego. – Quem é Henry? – Ele pergunta meio enciumado, meio intrigado e recebe em troca um olhar fuzilante da prefeita.
Ela passa um tempo calada, repensando no sonho que teve. Robin ainda alisava suas costas, agora em silêncio, tentando conforta-la.
– Eu sonhei com um menino, ele devia ter uns 11 anos, o nome dele era Henry e ele estava em perigo, ficava gritando e me chamando de... – Ela para e repensa no ocorrido.
– Te chamando de que Regina?
– Me chamando de... mãe.
– Engraçado, é o mesmo nome do filho do Baelfire – Robin comenta casualmente e sorri. Regina se vira para ele, o olhando cheia de dúvidas.
– Como assim Robin? Neal não tem um filho.
– O que? Como não? – Ele a olha sério e confuso – Claro que tem, eu o ajudei a chegar em Neverland para recuperar o filho.
– Sim, nós fomos para Neverland, mas foi para derrotar o Pan, não salvar o filho de alguém.
– Então quer dizer que você foi para Neverland só para ajudar Rumple de boa vontade e salvar uns meninos perdidos? Não parece muito com você.
– É, tem razão... – Regina fica logo pensativa.
– Parece que falta alguma coisa na sua história.
– Você tem razão. Isso mesmo! – Fala ela se levantando e pegando o roupão. – Vamos, temos que ir.
– Aonde está indo Regina?
– Até a loja do Gold. – Ela para de procurar a roupa no closet e o olha como se pensasse “lógico né”.
– Regina, são 4:00h da manhã. Belle está dormindo, vamos amanhã bem cedo.
– Mas esse Henry pode estar precisando de mim!
– Regina, ele pode esperar até amanhã. Volte para a cama. – Robin se levanta e pega a mulher pela cintura. Ela parecia um pouco desnorteada e ele apenas a direciona de volta para a cama. Tira o roupão dela e da um beijo em seu ombro, em seguida a deita e a tapa com as cobertas, deitando ao seu lado novamente e a abraçando.
Na manhã seguinte Robin abre os olhos e percebe Regina o encarando, ele se assusta.
– Regina, minha nossa. – Ele sorri constrangido – Já acordada?
– Finalmente acordou. Anda, vamos. Temos que ir falar com a Belle.
– Vejo que já está vestida...
– Falei com a Snow e ela nos encontrará lá. Anda, levanta, vamos! – Fala a Rainha puxando as cobertas e o empurrando para fora da cama.
– Tudo bem, já levantei! — Ele ri e começa a colocar suas roupas. – Vou ligar para alguém vir ficar com o Roland. – Regina o escuta e acena positivamente com a cabeça, com um sorriso nos lábios.
– Robin, será mesmo que ele é meu filho?
– Não sei, já dormiu com Baelfire? – Ele termina de arrumar a gola da jaqueta e a olha, o sorriso brincalhão havia desaparecido de seu rosto.
– O que? NÃO! Claro que não. – Ela fala tentando enfatizar e confirmar para Robin que nada havia acontecido, mas nem ela mesma tinha certeza disso. Se ela se esqueceu de que tem um filho, ela provavelmente esqueceu mais coisas. – Claro que não – Repete agora mais baixo, mais para convencer a si mesma do que a Robin.
– Ok, vamos de uma vez.
Regina havia ligado para Belle e a moça de cabelos marrons e faces rosadas já as esperava na loja com as portas abertas. Snow apareceu na loja antes de todos, e ficou conversando com a moça agora encarregada da loja do seu falecido amor.
Regina e Robin chegam alguns minutos depois.
– Regina, o que era tão urgente?
– Não irei fazer rodeios. Belle, você sabe se Neal teve algum filho?
– Filho? Não, eu acho que não. – Responde a moça morena de trás do balcão.
– Regina, por que dessa pergunta agora? – Snow olha para a prefeita, muito intrigada. Regina então explica o sonho da noite passada e como ele pareceu real. Snow e Belle ficam surpresas.
– Eu não sei de nada disso Regina, sinto muito. – Fala Belle.
– Mas talvez Rumple saiba de algo, não tem como procurar algo aqui na loja? – Insiste Regina.
Robin estava admirado com a persistência de Regina para algo que nem ela mesma acreditava que era real. Mas ele sabia que ela não desistiria, sempre que algo entrasse em sua cabeça ela não desistiria até conseguir. Ele adorava isso nessa, ela lutava por tudo que queria. Era uma guerreira. Os quatro passaram a manhã inteira revirando a loja empoeirada, cheia de quinquilharias e artefatos mágicos antigos, mas em relação a poções ou algo relacionado à memória, nada acharam.
– Regina, não tem nada aqui. Sinto muito. – Fala Belle.
– Não! Deve ter alguma coisa por aqui. Procure ai no balcão. – Regina aponta para o local.
Belle começa a mexer no balcão e então encontra a Caixa de Pandora, ela a segura por alguns segundos a encarando e então uma lágrima escorre pelo seu rosto.
– Belle, eu sinto muito. Sei que sente falta dele. – Snow toca o ombro da morena tentando consolá-la.
– Acho que ele não voltará mais pra mim. – Belle limpa a lágrima e sorri, colocando a Caixa no lugar em que estava. Snow rapidamente vai abraçar a amiga.
Mas sem que as duas percebessem, a Caixa cai da prateleira com o botão vermelho para baixo, que ao tocar o chão é pressionado e então uma fumaça preta começa a envolver aquele lugar na loja. Belle e Snow rapidamente dão vários passos para trás, assustadas com o que poderia sair dali. Regina assiste a fumaça se transformando em um homem, ansiosa para ver se suas apostas estão certas, se estiverem... Rumple voltou.
A estrutura de um homem de porte médio começa a surgir de meio a fumaça negra, que vai se dissipando aos poucos e então o homem está completo. Cabelos pelos ombros, lisos, um pouco mais velho. O homem abre os olhos aos poucos até perceber que estava novamente materializado em sua loja.
– Eu... Eu... Eu achei que você estava morto. – Lágrimas escorrem pelo rosto de Belle, percorrendo as bochechas e caindo no chão. Em poucos segundos, vários pingos molhavam o piso de madeira. Belle o encarava, ainda incrédula e então sai do seu transe e corre para abraça-lo. – Como senti sua falta! – Ela o apertava forte por alguns minutos.
– Olha só quem está de volta – Regina então os interrompe. Eles param de se abraçar e se viram para ela.
– Olá Regina – Fala o homem com um meio sorriso no rosto, não totalmente de desprezo e nem felicidade.
– Olá Rumple – Sua voz saiu mais macia do que pretendia, apesar de odiar aquele homem, ela estava feliz por ter seu professor ali de volta.
– Mas o que aconteceu Gold? – Snow finalmente se pronuncia – Eu vi você morrer, junto com o Peter Pan.
– Viu mesmo? – Ele responde e Snow começa a pensar – Na verdade, o que aconteceu na rua principal não foi bem o que era para acontecer. Eu deveria morrer, assim como Pan, mas isso não aconteceu. Na verdade fomos transportados para dentro da Caixa de Pandora. Lá dentro consegui matar meu pai, mas não achei um meio de sair, então permaneci nesse meio eterno até Belle me liberar. — Ao terminar, ele segura a mão da sua amada.
– Ok, mas viemos aqui por uma razão não é mesmo Regina? – Robin a lembra antes de Rumple ficar todo meloso com Belle de novo.
– Isso mesmo. – Regina sorri para Robin e em seguida explica o sonho para Gold. O homem vai ate o seu cofre, coloca a combinação e um pouco de magia e em seguida pega um frasco e entrega para Regina e outro para Snow.
– Bebam isso. – Fala Rumple e as duas fazem o que ele mandou em seguida.
Rapidamente, flashes de acontecimentos passados começam a voltar em sua mente. Momentos com Henry e com Emma, e rapidamente lacunas são preenchidas como aquela que Robin e Regina conversavam pela manhã sobre Neverland. Um sorriso tomou conta dos lábios das duas morenas e então elas se lembraram de tudo.
– Oh, Henry. – Falou Regina com uma voz repleta de saudade e amor.
– Você tem o suficiente para todos? – Perguntou Snow para Rumple.
– Não, só tinha esses dois. Mas talvez, se Regina me ajudar, talvez eu possa fazer réplicas para todos. – Rumple olha curioso para Regina esperando o que ela irá fazer e ela, após pensar por alguns segundos, acena positivamente com a cabeça.
– Snow pode ir, irei me certificar de fazer o suficiente. – Snow acena com a cabeça em resposta e sai da loja.
– Robin – Regina se vira para o arqueiro – Pode ir também, veja como Roland está. Volto para casa tarde hoje. – Ela da um selinho e ele em seguida vai embora.
– Eu vou fazer um jantar para nós – Fala Belle e em seguida passa pela cortina, indo para o interior da loja, seguindo para a casa de Rumple.
– Vejo que algumas coisas mudaram. – Gold faz um sinal com a cabeça em direção a porta, o que quer dizer, Robin.
– Falaremos sobre isso depois. Agora preciso encontrar o Henry, então vamos logo com isso.
Rumple e Regina passam a noite inteira trabalhando nas réplicas das poções, misturando ingredientes, colocando nos frascos, uma após a outra.
– Estou feliz que está de volta – Regina fala mesmo sem coragem de olhar para Rumple direito.
– Estou feliz por você também – Rumple, sem olhar para ela, aperta sua mão. Só então que Regina teve coragem de olhar para o professor, e sorri para ele. Ele retribui e os dois ficam quietos o resto da noite, apenas terminando as poções.
Era tarde da noite quando terminaram os preparativos e Regina foi para casa. Ela estava exausta, sua cabeça latejava e suas mãos doíam. Estava um pouco fraca devido ao uso excessivo da magia. Ela chega em casa e abre a porta lentamente, cuidando para não acordar Robin ou Roland.
Um burburinho vindo da sala chamou a atenção de Regina. Ela caminhou lentamente até o cômodo até que viu duas pessoas sentadas no sofá conversando animadamente, teve que se aproximar mais para enfim perceber que era Robin conversando com a japonesa/chinesa de novo. Ela se aproximou um pouco mais e se encostou à porta, tentando ouvir o que eles falavam. Ela não conseguiu escutar nada, mas viu o suficiente para se irritar.
Robin e a oriental estavam um de frente para o outro, ambos com taças de vinho na mão. Os cabelos da mulher estavam um pouco bagunçados e a mão de Robin estava apoia no sofá. Ele fala algo e baixa à cabeça e então a mulher tenta animá-lo e toca a mão dele, a segurando forte.
– Então, chego em casa cansada e é isso que encontro? – Regina não pode mais aguentar, teve que interromper aquilo antes que sufocasse aquela mulher.
– Regina... – Robin se levanta rápido, sua voz falha e treme enquanto fala – Achei... Achei que viria mais tarde.
– É, pude notar. – Regina ironiza e nesse momento a outra mulher se levanta e a olha
– Majestade – A mulher tenta se aproximar, mas Regina a evita levantando a mão e fazendo um gesto de “pare” para a outra, que a obedece permanecendo em seu lugar.
– Eu vou subir e colocar meu pijama e assim que eu voltar, eu não quero ver a cara de nenhum dos dois aqui. Muito menos a da comedora de peixe cru. – Com pisadas fortes e elegantes, Regina sai da sala fervendo de raiva e vai para o quarto.
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