Notas iniciais
Oi gente. Como estão? Eu mais uma vez vou mudar o rumo da história, só não me matem ok?

Zelena se sentia injustiçada, por que a mãe teve que abrir mão dela, de cuidar ela, mas com Regina ela ficou? Ela era um bebê indefeso quando Cora a abandonou em uma floresta para ser morta e ela devia ser grata pelo casal de camponeses que a adotou e tomou conta dela. Mas ela não era. Zelena nunca gostou da vida que levava em Oz e depois que sua mãe adotiva morreu e ela teve que conviver somente com o homem, assim chamado “pai”, as coisas pioraram bastante. O homem não gostava dela e muito menos da sua magia. Após uma discussão Zelena acabou saindo de casa e então perambulou pelas ruas de Oz até achar o Wizard. Esse mago então explicou pra ela toda sua história, quem ela era verdadeiramente, quem era sua mãe, seu pai e Regina.

Por que permanecer com Regina? Ela era fraca, mimada, indefesa. Zelena sabia que podia fazer grandes coisas, a magica fluía facilmente das mãos dela, do pensamento dela, das suas intenções. Com Regina era diferente, ela lutava contra aquilo no inicio, mas não fazia diferença, Regina nunca seria tão poderosa quanto ela. Através de uma espécie de espelho Zelena assistia a tudo, a todo desenvolvimento e todo progresso e regresso de Regina com a magia e também via aquele homem, Rumplestiltskin. Sim, era ele que ela devia procurar.

Ela o achou e o convenceu a ensina-la tudo que sabia. Ele passou a ser seu tutor, mas continuou ensinando Regina também e Zelena não gostava daquilo. Ela estava ali, ela era mais poderosa que Regina, o próprio Rumple lhe falou isso e quando ele escolheu Regina para lançar sua maldição, aquilo foi a gota d'água, ela não aguentou. Zelena e Rumple brigaram e ela jurou a si mesma que se vingaria de Regina, custe o que custasse.

Sua inveja pela irmã, por tudo que Regina possuía e por pensar que aquilo tudo poderia ter sido dela eram maior do que qualquer sentimento seu. Inveja era a única coisa que seu coração sentia. O único homem que ela amou a desprezou por causa de Regina. Sua mãe a trocou e preferiu Regina. Com Robin, mesmo enfeitiçado ele ainda preferiu Regina. Regina não iria continuar com seu feliz para sempre por muito tempo, Zelena não iria permitir isso.

Alguém bate a porta e então Zelena é interrompida de seus pensamentos. Ela volta a si e abre a porta. Seu mais novo aliado estava ali. Ela sai do caminho e o deixa entrar. Os dois se sentam a mesa e por alguns minutos Zelena explica ao homem o que pretende fazer e qual seria seu novo plano para destruir aquela cidadezinha. Do seu bolso ela tinha um vidrinho e dentro dele continha uma semente. Feijão mágico.

– Aonde arrumou isso? Achei que após a ultima maldição eles tivessem sido destruídos.

– Eu os tenho guardados há muito tempo, querido. – Fala Zelena, balançando o vidrinho e assistindo aos feijões se moverem ali dentro. – Com isso abrirei um portal e Robin não resistirá a chance de voltar, já Regina...

– Tenho certeza que Robin abriria mão disso por ela. – Falou ele.

– Não tenha tanto certeza disso, love. Não depois que meu plano se concretizar. Robin e Regina não ficarão juntos por muito tempo, isso eu garanto.

Zelena caminha novamente até a porta a abrindo e indicando com a mão para o homem sair.

– Temos dois, um deles será nossa estepe caso algo de errado – Continuou a bruxa. Ela tirou o grão de dentro do frasco e o colocou em um vaso, balançou os dedos e rapidamente o feijão começou a brotar e germinar.

– Desta maneira teremos uma plantação no seu quarto. — Fala o homem assistindo da porta.

Na casa de Regina, mais especificamente no quarto dela, o clima estava tenso.

– Você está me traindo Robin? – Ela encarou o arqueiro que ficou boquiaberto com a suposição.

– Como pode pensar algo assim?

– Eu vi você saindo do meio do mato, agarrado em uma mulher, com o sorriso de orelha a orelha.

– E isso é motivo para estar te traindo?

– É!

– Eu não sabia que a grande Evil Queen é assim tão vulnerável e insegura. – Ele balançou a cabeça aparentemente indignado. – Pra mim chega. Vou dormir. – Ele se deita na cama de costas pra ela.

– Então é assim, ladrão? – Regina estava irritada. Robin se senta novamente se virando para ela.

– Isso realmente me magoou. Nunca pensei que você desconfiaria de mim dessa maneira, estou desapontado. – Ele se deita novamente, puxando o máximo que pode das cobertas.

E ali o mundo de Regina caiu. Realmente, como ela poderia pensar algo dele dessa maneira? “Eu sou uma idiota mesmo. É claro que ele não está me traindo”. Ainda triste ela se deita ao lado dele, de costas pra ele.

No outro dia pela manhã, Regina ainda de olhos fechados passa a mão na cama do outro lado, onde Robin supostamente deveria estar, mas não estava ali. Ela então abre os olhos e olha para o lado, se certificando e ele realmente não estava. Ela se senta já com medo de que ele tenha ido embora ou algo do tipo e então escuta o barulho do registro do chuveiro sendo aberto e a água escorrendo. Um sorriso toma os lábios de Regina. Ela se levanta e vai até o banheiro cuidadosamente, tentando não fazer barulho ela tira a roupa e entra no box com Robin.

O arqueiro estava de frente para a parede e como ela não fez barulho algum ele não a viu entrar. Regina o abraça por trás, deitando sua cabeça na parte de trás dos ombros dele e com as mãos entrelaçadas na barriga dele, começa a alisar seu peitoral.

– O que você quer Regina? – Ele permaneceu imóvel. Não a abraçou, mas também não tentou sair dos braços dela.

– Eu sinto muito Robin. – Ele coloca a mão em cima da dela que estava no seu peito, mas continua sem falar nada, mas ela sabia que aquele gesto significava pra continuar – Eu me sinto uma idiota e a noite passada pensei muito em tudo que falei e eu sei que não deveria ter dito. Me desculpe. – Robin então pega a mão dela e da um beijo carinhoso e demorado e então se vira, ficando frente-a-frente com ela.

– Nunca mais pense algo assim. Eu nunca conseguiria te trair.

A água escorria pelo corpo dos dois o que Regina achou bom, pois assim ele não veria as lágrimas dela escorrendo por sua face, ou ao menos ela pensou assim, mas Robin viu e com seu polegar as enxugou e por um minuto eles ficaram ali, só olhando um para o outro, só sentindo a água escorrer por seus corpos nus.

– Nunca mais pense algo assim. – Ele falou novamente, mas dessa vez sua voz era tranquila, serene e apaixonada.

– Não vou – Ela respondeu no mesmo tom.

Robin aproximou seu rosto do dela, suas testas se encontraram apoiando uma a outra em uma troca de carinhos. O arqueiro passou a mão pela bochecha dela e logo após repousou em sua nuca. Os narizes se roçaram até que finalmente seus lábios se tocaram lentamente em uma explosão de sentimentos controversos que percorriam suas mentes e corações.

Robin a pega no colo facilmente, Regina entrelaça suas pernas na cintura dele e ele a encosta na parede gelada, o que ocasionou um arrepio que percorreu todo o corpo da morena. Ela começou a alisar os braços do loiro enquanto se beijavam.

– O trabalho de bombeiro está lhe fazendo bem – Ela sussurra sem ao menos descolar o lábio do dele. Robin apenas sorri e volta a beija-la, intensificando cada vez mais as coisas.

Ele a coloca no chão novamente e a leva para baixo do chuveiro onde a água escorria morna e eles continuaram se beijando ali, desejando um ao outro ali. Mas uma batida na porta os interrompe. Os dois param de se beijar e olham em direção a porta

– ESTOU COM FOME – Roland gritava do lado de fora do banheiro. – CADE A REGINA PAPAI?

– JÁ ESTOU INDO MEU FILHO, ESPERE SÓ UM POUCO – Grita Robin e então eles escutam os passos irritados do menino saindo do quarto.

– Granny’s? – Regina sorri já tentando se afastar dele.

– Sim, mas primeiro... – Ele a puxa pelo braço e cola seu corpo no dela – Vamos terminar o que começamos.

– Mas e quanto a Roland?

– Ele pode esperar uns 15 minutinhos. Faremos isso bem rápido – Ele da um selinho nela rindo ao mesmo tempo. – Mas teremos que fazer silêncio – Ele sussurra no ouvido de Regina, que logo solta uma risada e se beijam novamente.

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Notas finais
O que acham de fazer uma one shot a partir dai? Só vou fazer se pedirem.