If I could find a way

14 14 - Awkward Moment


Notas iniciais
Sem comentários, só muito amor

Regina foi para casa, tomou um banho e arrumou uma cesta com frutas e outros petiscos para comerem na floresta. Mas o que Hook havia dito a ela não saiu de sua cabeça: “Você é patética Regina” “Robin passou todo tempo esfregando na sua cara que está noivo, mas quando ele te chama você corre feito uma cachorrinha.” Ela realmente se sentia patética agora, uma idiota. Por que uma tatuagem a fez mudar tanto? Era ridículo alimentar uma ilusão daquelas. Robin estava noivo e parecia realmente amar sua futura esposa, então por que ela estava agindo daquela maneira?

Robin estava jantando com Zelena e Roland no apartamento
– Querido, amanhã vocês vão sair cedo né?
– Sim, vamos caçar né filhão – Ele levantou a mão para o alto em direção a Roland e o pequeno em seguida completou a batida.
– Eu vou passar o dia com as meninas então, ok?
– Que meninas?
– Ah, Snow White, Tinker Bell e eu acho que a Belle tambem.
– Você vai passar o dia com as amigas da Regina?
– Em breve elas não serão mais amigas – Ela falou bem baixinho, pra si mesma.
– O que disse? – Robin havia escutado muito bem, mas não quis acreditar
– Em breve elas serão minhas amigas tambem.
– Ah sim – Eles voltaram a ficar em silencio.

Uns minutos depois Roland sai para arrumar as outras para o outro dia.

– Eu sinto que já não esta funcionando entre nós – Diz Robin, mexendo na comida
– O que quer dizer? – Zelena se espanta
– Acho que devemos cancelar o noivado – Ao ouvir aquilo saindo da boca de Robin, Zelena rapidamente pega o copo e coloca umas gotinhas
– Você não está pensando com clareza, beba um pouco de água – Ela entrega o copo para Robin que o toma até acabar. Ela o observa atentamente.

Segundos depois...

– Eu não sei o que deu em mim – Ele pega a mão de Zelena – Eu sinto muito querida, eu não estou pensando direito, eu te amo.
– Está tudo bem querido – Ela o da um selinho – Eu sei, eu sei. Tudo culpa daquela... Prefeita.

Roland viu tudo. Ele viu a hora que ela colocou as gotas no copo do pai, e a súbita mudança de pensamentos dele. Ele tinha que contar tudo para Regina.

– Pai, ainda vamos caçar né? – O menino apareceu na porta
– Claro filho.

Regina estava deitada, ela não conseguia dormir, só pensava no que Hook a havia dito.
– Eu sou mesmo uma idiota, me deixar levar por uma coisa tão boba, não acredito que me tornei tão fraca – Ela falava consigo mesma, olhando para o teto. – Tenho que fazer algo a respeito disso, não vou me deixar levar, chega! Eu não corro atrás de ninguém, os outros correm atrás de mim. – Regina se sentou na cama e pegou o celular – Está decidido, eu não serei mais patética.

Eram 6h da manhã quando Robin toca a campainha. Regina não tinha se levantado ainda, desceu sonolenta e abriu a porta
– Ainda de pijamas, majestade?
– O que?
– Regina, meu desejo, você esqueceu? – O menino já fez uma cara de choro
– Não, não esqueci não querido, eu só não esperava que o cedo fosse tão cedo. – Robin e Roland se entreolharam e riram. – Entrem, eu vou me arrumar.
– Posso ir com você Regina?
– Filho, que isso? Ela é uma mulher.
– Não, tudo bem, você fica no meu quarto.

Regina e Roland subiram e Robin ficou sentado no sofá da sala. Roland se deitou na cama de Regina e ela levou sua roupa para o banheiro, para se arrumar.
– Regina, ontem meu pai terminou com a Zelena.
– É mesmo?
– Mas ela colocou alguma coisa na água dele e ele voltou a amar ela
– Do que você ta falando? – Ela vestiu o roupão e venho se sentar ao lado do menino na cama.
– Ele bebeu e começou a se desculpar e beijinho beijinho beijinho.
– Não se preocupe com isso querido, ele deve amar ela, ele só teve um momento difícil. – Ela beijou a testa de Roland e seguiu em direção ao banheiro.
– Não Regina, ele ama você! Eu sei disso. –

No banheiro, ela respira fundo, “Ele é só uma criança, não entende essas coisas” ela diz pra si mesma. Ela escovou os dentes e vestiu sua calça jeans e uma blusa bordô e seu batom vermelho. Estava linda. Simples e elegante.
– Vamos? – Ela estendeu a mão para o pequeno e ele aceitou.

Robin a viu descer as escadas de mãos dadas com o filho, ele realmente gostava dela e ela parecia gostar dele tambem, eles ficavam lindos juntos. Se um estranho os visse assim, pensariam que ela é mãe dele. Os dois têm cabelos pretos, olhos castanhos, basicamente a mesma cor de pele. Aquela cena deixou Robin contraditório, ele amava Zelena, queria que o filho fosse assim com ela, mas ao mesmo tempo sentia uma admiração por Regina, por ela amar seu filho como se fosse dela.
– Estão prontos?
– Sim – Roland começou a pular e a bater palmas.

Regina pegou a cesta e foi até o carro.
– Eu dirijo – Disse Regina estendendo a mão para que ele entregasse a chave.
– Não, pode deixar.
– Como se eu fosse deixar minha vida nas mãos de alguém que não sabe nem atender o celular. – Robin fez uma careta e entregou a chave para ela.

Roland acabou dormindo em seguida que eles saíram. Entre Robin e Regina ficou um silencio nos primeiros minutos
– Então, você está com Hook mesmo?
– Você está com a Zelena mesmo? – Ela desviou um pouco o olhar da estrada e olhou para ele rapidamente
– Entendi. – Mais uma vez o silencio tomou conta.
– Você a ama?
– Amo muito – Regina engoliu a seco – E você ama Hook?
– Eu amo... Partes dele.
– Como o que? – Robin não tinha entendido.
– Como suas mãos, sua boca, os olhos, o peitoral... E mais algumas outras coisas
– Ah, entendi – Robin fez cara de nojo e olhou pela janela. Regina ria da situação. O resto do caminho eles permaneceram em silencio. Teve um momento em que Regina foi mudar a marcha e sua mão tocou de leva na de Robin que estava no banco. Eles se olharam.

Notas finais
Pessoal, eu me perdi no rumo da história LGHÇS Acabei levando ela por um caminho que não queria... Aceito sugestões