If I could find a way
10 10 - A Blue Wallpaper
Notas iniciais
Lágrimas brotaram e escorreram rapidamente pelo rosto de Regina. Como isso pode acontecer em uma semana? UMA SENAMA? Ela não entendia. Ela realmente gostava de Robin e ele dera esperanças pra ela. Que cretino.
Robin saíra da sala da prefeita triste. Ele foi ao quartel dos bombeiros e acertou tudo com o chefe, no outro dia seria o treinamento dele. Robin então voltou para seu quarto na pousada da Granny e Zelena estava lá esperando por ele.
– Olá querido – Ela deu um selinho nele
– Oi amor, onde está Roland?
– Tomando banho... Você está bem amor? – Ela alisou o rosto dele e o fez sentar na cama ao lado dela
– Hoje eu fui à prefeitura para pedir a Regina um emprego...
– Nossa, dizem que essa prefeita é muito má, quando ela passa na rua eu tenho até medo de olha-la nos olhos – Ela riu.
– Ela não é assim, é só fachada. – Zelena o olhou série — Mas enfim, eu fui até lá pedir um emprego e ela me conseguiu como bombeiro, começo amanhã.
– Nossa, querido, isso é maravilhoso! – Ela o abraçou
– É
– Mas você não parece tão feliz
– É que eu acho que deixei a prefeita triste.
Aquilo não agradou Zelena, ela se afastou um pouco dele. “Estaria com ciúmes?” pensou Robin.
– E o que essa prefeita fez para você para que se preocupe tanto com ela? Ela só lhe arrumou um emprego, nada de mais.
– É, nada de mais...
– Só por que seu filho gosta dela, não quer dizer que precise fazer o mesmo. Além do mais ela não deve se preocupar com você. Deve ter milhões de homens aos pés dela, um pra cada semana. E você não precisa das aprovações dela. Você tem a mim. Eu não sou suficiente?
– Querida, você é mais do que eu posso aguentar – Ele sorriu e a beijou
– Então pare de uma vez de pensar nela. Não gosto dela. – Ela sorriu e eles se beijaram. O beijo foi ficando cada vez mais intenso e ele a deitou na cama passando para cima dela, esquentando as coisas.
Mas uma batida na porta da frente interrompeu o romance. Zelena se levantou e foi abrir a porta. Era Regina. Ela olhou para a mulher, uma loira estonteante. Regina notou que seus cabelos estavam bagunçados e sua roupa fora do lugar. Ela olhou por cima do ombro da loira e viu Robin deitado na cama, com a camisa aberta.
– Acho que interrompi algo – Disse Regina. Robin ao ouvir a voz da prefeita se levantou e correu até a porta, arrumando e fechando a camisa.
– Regina...
– Não se preocupe, só vim pegar Roland e já podem continuar o que estavam fazendo.
– Entre, por favor. – Disse Zelena. Regina a olhou dos pés a cabeça, cheia de desdém. A loira se sentiu ameaçada. Regina entrou e ficou de braços cruzados esperando o menino.
– Então Regina, essa é Zelena, minha noiva – Robin disse, apontando para a loira.
– Ah sim. – Regina deu um meio sorriso, sem dar muita importância.
O clima no quarto estava estranho. Roland então saiu do banheiro e viu Regina, ele correu para os braços dela gritando:
– REGINAAAAAA – Ela o abraçou forte
– Roland, meu querido, que saudade
– Vamos passear?
– O que acha de passar a noite lá em casa para seu pai poder aproveitar uma noite de folga com a noiva. – Regina olhou pra Robin, ele estava meio inseguro, então ele olhou para Zelena, ela estava empolgada com a ideia de uma noite só para eles.
– É, acho q sim – Ele coçou a nuca, por algum motivo não gostava da ideia.
– Eu acho que vai ser ótimo querido, imagina, uma noite só nossa – Roland a olhou de canto de olho, meio irritado. Regina compartilhava do olhar.
Zelena então beijou Robin apaixonadamente, como se quisesse provar que ele tinha dona. Regina balançou a cabeça negativamente e colocou o menino no chão
– Vá pegar suas coisas, estamos indo agora. – Roland correu e pegou sua mochila. Ele deu um beijo no pai e correu de volta para Regina.
– Roland, não vai dar um beijo na Ze? – Disse Robin, passando o braço pela cintura da noiva. Regina revirou os olhos. O menino estava relutante em ir beijar a futura madrasta.
– Vai ter que ficar para outra hora, estamos atrasados, vamos. – Ela pegou o menino no colo e saiu.
– Obrigada – Sussurrou Roland no ouvido dela.
Regina levou Roland para jantar no Granny’s, eles pediram hambúrgueres e batatas fritas com refrigerante. Ruby anotou o pedido e foi providenciar. Minutos depois voltou ela com os pedidos e entregou uma rosa com um bilhete para Regina. Ela o leu:
“Está linda hoje, majestade”
Não tinha assinatura. Ela olhou em volta a procura de seu admirador secreto e viu Hook no balcão, a encarando. Ele acenou com a mão, muito galanteador e charmoso. Regina cheirou a rosa vermelha e a apontou para ele, seguindo o cumprimento, com um sorriso estampado no rosto.
Regina e Roland passaram uma noite muito aninada. Eles terminaram de comer e apostaram corrida até a casa da prefeita. Sempre rindo e brincando, os dois chegaram a casa e foram jogar vídeo game e comendo bobagem até altas horas.
– Roland querido, são 3 da manhã você em que dormir.
– Mas eu não quero dormir ainda – Ele bocejou
– Não quer é? – Regina riu e pegou o menino no colo e o levou lá pra cima. – Tem um quarto de criança aqui, não sei por que, mas agora ele pode ser seu. Sempre que você vir aqui dormir comigo pode ficar nesse quarto. – Regina abriu a porta e ligou a luz. O quarto era linda, o papel de parede azul, cheio de brinquedos de meninos e coisas legais. Roland adorou, ficou super empolgado com a ideia. Ele correu pelo quarto, olhando cada coisa nas prateleiras e na estante.
– Posso brincar com tudo isso? Mesmo?
– Pode ficar com tudo pra você querido
– EBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
– Mas agora é hora de dormir, amanhã brincamos com tudo ta bom?
Regina o levou para escovar os dentes e fazer xixi, pegou um pijama no guarda-roupas e colocou no menino e em seguida o levou para a cama e o tapou com o cobertor
– Boa noite sweetheart – Ela deu um beijo na testa dela e se levantou. Roland segurou a mão dela, fazendo-a parar.
– Por que você não é minha mãe?
– Como assim querido? – Ela franziu o cenho, não estava entendendo. Se sentou novamente na cama para ver aonde ele queria chegar
– Ah, aquela Zelena vai ser minha mãe agora e não vou mais poder ver você.
– Por que não vai?
– Ela não gosta de você.
– Mas como ela me conhece?
– Eu não sei. Todo mundo adora ela e blá blá blá, mas ela é muito estranha. Acho que ela é a bruxa.
– A que estávamos procurando lá... – O menino balançou a cabeça positivamente. Regina ficou intrigada
– E como você sabe disso?
– Ué, meu pai não gosta muito de deixar as mulheres se aproximarem dele e em uma semana ela já é a sua noiva. Você não acha estranho?
– Vamos deixar essa conversa para amanhã ok? Durma agora. – Ela o beijou novamente, apagou a luz e foi para o seu quarto.
Enquanto escovava os dentes Regina pensou no que Roland havia falado. Realmente era muito estranho, como em uma semana aquela mulher teria conquistado ele? Bom, se fosse verdade ela descobriria, mas quanto a Robin não podia fazer nada, o jeito era seguir em frente e esperar pelo seu homem com a tatuagem de leão.
Ela se deitou e segundos depois ouviu uma batida na porta, era Roland
– O que foi?
– Eu tive um pesadelo, posso dormir com você? – Ela riu.
– Claro. – Regina puxou a coberta para baixo e ele se deitou do lado dela, se aconchegando com seu ursinho. Regina o abraçou e eles enfim dormiram.
Fale com o autor