If I could find a way
11 11 - Let's Make a Deal
Notas iniciais
Regina acordou, se arrumou e desceu para preparar algo para Roland comer antes de voltar para casa do pai. Ela assou sua famosa torta de maçã e arrumou a mesa esperando o menino acordar.
A campainha tocou, Regina foi até a porta achando que era Robin, mas quando a abriu se deparou com Hook encostado na parede.
– Bom dia minha Rainha
– Olá Hook, o que faz aqui?
– Vim passar um tempo com você, é claro.
Regina sorriu e o deixou entrar. Ambos foram para cozinha e ficaram conversando. Uns vinte minutos depois Roland desce, sonolento ainda.
– Bom dia – Regina estava com um sorriso enorme de orelha a orelha.
Roland foi até ela e deu um beijo em sua bochecha e depois foi e apertou a mão de Hook, a que ele ainda tinha. Eles começaram então a tomar o café da manhã. O pirata começou a contar suas histórias de quando navegava e todas as enrascadas que se meteu. Roland e Regina davam altas gargalhadas, se divertindo muito.
A campainha toca novamente, Regina vai até a porta ainda rindo muito da história e quando abriu a porta viu Robin na porta. Seu sorriso rapidamente se desfez e ela voltou a sua pose séria de prefeita.
– Bom dia prefeita.
– Bom dia Robin, entre. – Ela saiu da frente dando espaço para o atual bombeiro de Storybrooke entrar. Robin rapidamente caminhou até o filho que estava dando altas gargalhadas na mesa da cozinha e só quando chegou ao pequeno que viu Hook ali. Ele rapidamente olhou pra Regina que se fez de desentendida.
Ela passou por trás de Hook e tocou levemente seu ombro antes de se sentar. Robin viu. Ele amava Zelena, mas ele tambem já sentiu algo por Regina, ao menos ele achava que sentira, ou será que era só por que ela era boa para o filho? Robin não sabia dizer, mas aquele toque ao passar atrás do pirata, os olhares que ela dava pra ele o fez se sentir estranho.
Roland parecia estar gostando das histórias e encenações que o pirata estava fazendo. Ele com aquele gancho dele fingindo perseguir o crocodilo era teatrinho barato. Como Regina podia estar gostando? E parecia se divertir tanto. Ele não entendia como ela, uma mulher refinada, uma rainha, uma prefeita, poderia gostar de algo assim.
– Regina posso falar com você ali por um minuto? – Ele apontou para perto da escada. Ela estava rindo ainda, mas foi sem muitas preocupações.
– O que? Hook vai contar agora como perdeu a mão, claro que no desenho né. – Ela riu um pouco, estava se divertindo.
– Como pode estar com alguém como ele?
– O que você quer dizer?
– Por que está namorando ele?
– Mas eu não to... – A expressão de Regina mudou completamente, ela então tentou a técnica de Hook: O teatrinho. – NAMORANDO, sabe. Não é nada sério, é só um casinho. – Ela falava em tom de brincadeira, mas notou que o rosto do Robin passou a ficar corado e em seguida vermelho, ela queria rir da situação, mas não podia.
– Você o conhece, ele é um cretino.
– Mas sabe... – Ela aproximou sua boca da orelha dele e continuou – Ele é ótimo na cama. – Ela riu e caminhou de volta em direção à mesa do café. Regina deu um beijo na testa de Roland – Vamos querido, ou vai se atrasar para escola.
Roland saiu correndo lá pra cima para pegar sua mochila. Regina viu a cara de Robin ao falar aquilo da cama, ele estava se mordendo de ciúmes. “Homens são mesmo uns cachorros, eles não comem o osso, mas tambem não o largam” Ela pensou. E Robin iria pagar por fazer ela se sentir como um nada. Ela chegou perto de Hook e falou alto, mas com um tom de voz sexy, passando a mão por cima da camisa dele
– Talvez você pudesse passar no meu escritório mais tarde, para você, hã, digamos assim, me contar melhor aquela história, capitão. – Hook franziu o cenho a olhando intrigado, não fazia ideia do que estava acontecendo. “Entra no jogo” Ela mexeu a boca sem emitir nenhum som. Ele olhou pra Robin e entendeu tudo.
– Claro minha Rainha – Ele a segurou pela cintura e a puxou para um beijo terno. Regina não entendeu nada, no inicio nem os olhos tinha fechado, suas mãos estavam paradas no ombro do pirata. Não teve língua nem nada, foi puramente encenação. Ele a soltou e riu para ela. Ele pegou uma maçã que tinha na fruteira em cima da mesa e saiu da casa, caminhando vitorioso.
Robin mal se conteve tudo aquilo era de mais para ele.
– Você não pode ficar com ele!
– E por que não, ladrão? – Ela apoiou a mão na mesa, aproximando somente o rosto dele, mas não muita coisa.
– Por que eu não gosto dele. – Regina jogou a cabeça para trás de tanto que ria dele. Ela se aproximou mais dele, invadindo seu espaço pessoal e falou calma e suavemente.
– Eu não ligo se você gosta ou não
– Mas eu quero só o melhor para você – Aquelas palavras fizeram o sangue da Rainha ferver
– Sabe Sr. Hood, ao contrário de alguns eu gosto de conhecer as pessoas que me relaciono por mais de uma semana– Ela viu Roland descendo as escadas e foi de encontro dele – E além do mais, Hook e eu temos, digamos assim, um passado – Ela pegou o menino no colo e foi caminhando com ele até a porta da frente e então o colocou no chão, dando um beijo bem apertado nele. Robin se aproximou e mexeu no cabelo do pequeno
– Está pronto amigão?
– Estou. Eu não conseguia achar minha mochila.
– Boa aula, nos vemos depois então ok? – Roland deu um beijinho na bochecha de Regina e eles saíram. Robin levou o garoto para a escola e Regina seguiu para prefeitura.
Durante todo caminha Robin estava aéreo. Regina se sentia vitoriosa.
– Como foi com a prefeita ontem filho? – Robin perguntou ao menino enquanto caminhavam.
– Foi muito legal pai – Ele estava empolgado – Nós jogamos vídeo game, comemos umas coisas tão boas, depois a Regina me colocou na cama, mas eu queria dormir com ela.
– Você dormiu com ela? – Robin interrompeu.
– Aham, eu tava com medo de dormir sozinho. Tinha um galho que batiam na janela. – Robin riu.
– E onde foi parar meu garoto corajoso?
– Ele tava protegendo a prefeita, oras. – Os dois riram.
– E quanto a Hook, filho?
– O que tem ele?
– Ele dormiu lá na prefeita tambem?
– Não sei, ele estava lá quando eu acordei hoje de manhã.
Regina chegou à prefeitura mais cedo aquele dia, sua secretária não estava lá então ela foi direto ao para sua sala, mas notou que a fechadura estava arrombada. Ela entrou devagar, olhando se nada estava faltando quando a porta bate atrás dela. Regina deu um pulo e se virou e viu Hook, com a mão na porta. Ele a tinha batido para assustar a prefeita.
– O que esta fazendo aqui Hook?
– O que aconteceu lá na sua casa? O que foi aquilo? – Regina foi até sua mesa e largou a bolsa e a pasta que tinha nas mãos e sentou na cadeira. Estendeu o braço apontando para outra a frente dela.
– Sente-se, vamos falar de negócios agora. – Hook se sentou intrigado e fascinado com a proposta. Ele sabia o que vinha pela frente e pretendia tirar um grande proveito da situação.
– Então prefeita.
– Bom, eu estava a fim de brincar com Robin.
– O que tem em mente exatamente?
– Nós vamos namorar a partir de agora.
– Como é?
– Exatamente, vamos namorar para Robin ficar com ciúmes.
– Você está me usando?
– Completamente – Regina estava com um ar vitorioso, ela sabia que daria certo. Daquela vez daria.
Hook se levantou e foi até prefeita. Ele girou a cadeira para que ela ficasse de frente para ele, apoiou sua mão na mesa e aproximou o rosto do dela.
– E o que eu ganho com isso?
– Certa quantia em dinheiro e a vitoria. – Regina aproximou bem o rosto dele enquanto falava, seus lábios quase se encostavam e quando terminou de falar ela se levantou e saiu de perto dele, indo até o espelho – Eu sei que vocês não se dão bem. – Ela o olhou nos olhos. Ele não precisou falar nada, ela sabia que estava certa. – Então, não quer derrotar Robin?
– Por você minha Rainha. – Ele sorriu pra ela e ela retribuiu. – Como vamos fazer isso?
– Acho que vamos parecer próximos em lugares públicos, talvez você durma na minha casa um ou duas vezes na semana.
– Comecei a gostar – Hook sorriu pra ela com um olhar cafajeste.
– Você na sua cama e eu na minha. Que isso fique bem claro – Ela voltou a se sentar na sua poltrona e começou a mexer em papéis da prefeitura. Hook estava sentado na cadeira a sua frente. – São apenas negócios então o contato é somente o necessário. Nada de muita melação tambem, nada de muito “meu amor, docinho, florzinha, meu frufru” nada disso. Temos que parecer realistas.
– Ok, combinado – Eles apertaram as mãos. – Que os jogos comecem! – Hook disse deixando o escritório.
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