If I Were A Boy
1 You are crazy!
Notas iniciais
Tinha acabado de sair da casa do, agora, meu ex-namorado. Eu segurava as lágrimas o máximo que podia! Não iria dar esse gostinho a ele.
– Megan! Espera! — Esperar o que, porra?! Esperar o que?!
– Não tenho nada pra esperar, não. Você me traiu da pior forma possível, seu inútil!
– E se a gente conversasse? — A vadia da minha ex-melhor amiga perguntou da janela com o lençol enrolado naqueles peitos murchos e com voz de choro.
– Resolveu tirar uma com a minha cara, piranha? Vá se foder! — Entrei no meu carro e arranquei com ele dali. O que mulheres sensatas fariam? Ligariam pra melhor amiga. E é o que eu faria, se ela não tivesse resolvido passar o tempo vago dormindo com o meu namorado. Então, fiz o que pessoas solitárias fazem. Vão a um bar. Não to falando daqueles de esquina, porque to na pior, mas não to morrendo.
– Posso te pagar uma bebida? — Um cara perguntou uns vinte minutos depois que eu cheguei. Que tipo de pessoa quer pagar bebida pra outra que tá com o rosto inchado de tanto chorar?
– Não. — Respondi.
– Então… Quer alguma coisa?
– Sexo. — Continuei olhando pra frente. Percebi que o indivíduo não respondeu e achei que ele tivesse saído dali, até que ele apoia a mão no balcão, ao meu lado. Olhei pra ele. — Não falei sério, antes que você resolva fazer alguma piadinha.
– Não vou fazer piada. Só achei… Estranho.
– Quero ficar sozinha, se você não entendeu. — Ele colocou as duas mãos na costela e fez cara de dor. — Você tá passando mal? — Perguntei arqueando uma sobrancelha.
– Tá doendo muito. Culpa do seu coice. — Revirei os olhos e ele soltou uma risadinha, me estendendo a mão logo depois. — Logan.
– Megan. — Apertei a mão dele.
– Então... Por que o choro? — Olhei séria pra ele, que não mudou a expressão de curioso.
– Coisa do momento. Daqui a pouco passa.
– Namorado?
– Deus que me livre! — Ele riu baixo. — Ex. — Voltei a chorar parecendo uma condenada. Eu tava muito puta da vida com aquele infeliz e ainda juntou o efeito da bebida. — Ele foi muito filha da puta comigo!
– Ele te traiu? — Fiz que sim com a cabeça e ele começou a fazer carinho no meu cabelo.
– Com a vaca da minha "melhor" amiga. — Fiz aspas com os dedos. O barman olhou pra mim como se dissesse "meus pêsames".
– Realmente ele é um filho da puta.
– Muita sacanagem da parte dele. Depois de tanto tempo de namoro! Ele não lembra né que a otária aqui que comprou aquela porcaria de Xbox pra ele, ou que foi eu quem concertou aquela televisão lixo que ele tem! Já sei! Eu vou pegar tudo de volta! Eu que paguei, então é meu, não é?! — Perguntei pro cara.
– Lógico que é. — Ele falou e parecia prestar atenção no que eu falava. Soltei um soluço alto.
– E é isso que eu vou fazer! — Levantei e comecei a andar até a porta.
– Espera! Você vai dirigindo sozinha até lá?
– Acha que eu vou de que? De camelo? — Paguei minha comanda.
– Não vou te deixar sozinha bêbada desse jeito.
– Obrigada pela consideração com a corna e agora alcoólatra! — Destravei meu carro e ele pegou minha chave e entrou antes de mim no lugar do motorista. Fui obrigar a falar onde o indivíduo morava.
– O que pretende fazer? — Ignorei sua pergunta e saí do carro. Esmurrei a porta. Claro que não demorou pra ser aberta.
– Megan! Meu Deus! O que aconteceu com você? — O imprestável olhou pra trás de mim. — E quem é esse? — Entrei na casa sem falar nada e comecei a pegar as minhas coisas. — Mas o que você pensa que tá fazendo?! — Ele tentou tirar o vídeo game das minhas mãos. Puxei de volta e ele puxou de novo. — Solta!
– Solta você!
– Eu não to brincando, Megan!
– Cala a boca, inútil!
– Megan, você realmente joga? — O cara que eu nem lembrava o nome perguntou.
– Quem foi que pagou por isso?! — Finalmente, ele soltou. Eu nem jogo, mas sei o quanto vale. Mesmo usado. — A TV também e minha.
– Leva, Megan. Leva.
– E o juros? Porque você não me devolveu o dinheiro do conserto.
– Eu to te dando a televisão!
– Inicialmente, eu paguei metade da televisão.
– Caralho, tu foi sustentado por ela? — O cara perguntou pro Cameron, meu ex.
– Cala a boca. — Ele respondeu. O outro pegou a televisão e colocou no meu carro, peguei um conjunto de panelas que me seria muito útil e entrei no carro segurando o vídeo game. — Você é louca.
– Você é filho da puta mas nem por isso eu fico comentando.
– Você é realmente louca. Nunca pensaram em te internar?
– Vá se foder, seu merda!
– Tá, já chega. Fecha a porta, Megan. — O cara disse. Fechei a porta do carro e ele saiu dali. — Onde você mora? — Expliquei o caminho. Mas se ele fosse um maníaco hoje seria seu dia de sorte porque apaguei no meio do caminho.
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